O feio papel da TV Globo na “lava jato” e no caso propinoduto

Spacca

1. As mensagens do Intercept-Spoofing
O jurista Geraldo Prado postou em seu Twitter:

"O fato da Globo não se interessar pelas revelações da Lava Jato, descortinadas a partir da divulgação do The Intercept-BR, caracteriza obstrução do dever de noticiar que justifica a crença no envolvimento editorial nas práticas ilegais de investigação e processo que vieram à luz."

Correto o querido Geraldinho. O silêncio eloquente da Globo mostra que as mensagens (agora liberadas pelo STF para a defesa do ex-presidente Lula — aliás, não entendi o voto do ministro Fachin, quem não se insurgiu contra o vazamento do caso Lula-Dilma) estão cutucando a onça. Como se diz, mutuca tira boi do mato. Por enquanto, o boi resiste. Bom, as Diretas Já (1984) são um exemplo: a Globo resistiu até o último momento. Porque apoiava o regime. Hoje, a Globo apoia o lavajatismo. Isso tem de ser dito. Por que é que dizer isso incomoda? Alguém nega que seja verdade?

Observe-se: a Globo silencia naquilo que um colunista do New York Times chama de "o maior escândalo judicial da humanidade". Mais: quatro ex-presidentes da Associação Nacional dos Procuradores da República fizeram manifesto exigindo apuração dos atos da força-tarefa. Mas nada disso vira notícia, certo?

Portanto, é feio esse tipo de jornalismo seletivo. Onde estão as imagens do dinheiro jorrando por oleodutos? Agora, sugiro, poderiam mostrar milhares de mensagens afogando Moro e Deltan. Fica a sugestão para o setor de jornalismo da Vênus Platinada. Os fatos.

Também, pudera: uma das mensagens mostra o chefão da Globo em lauto regabofe (aqui) patrocinado por Joaquim Falcão, episódio que Deltinha (sic) conta com muita basófia em diálogos com seus companheiros. Ali foi feito o compromisso da emissora em fazer propaganda gratuita para o Projeto das Dez Medidas que estabelecia o uso de prova ilícita de boa-fé. Que sarcasmo do destino, não? Qualquer semelhança… a gente vê por aqui.

2. O caso Propinoduto-Silveirinha
Vejam como se pega um caso e o transforma em um cavalo de troia para vender outra coisa.

Explico: leio que o Supremo Tribunal Federal analisa nesta sexta-feira (12/2) um recurso extraordinário de réus do caso chamado de Propinoduto, que veio à tona em 2003, no Rio de Janeiro. O esquema revelou que fiscais da Fazenda estadual e da Receita Federal cobravam propinas de empresários e depositaram o dinheiro em contas na Suíça.

O total encontrado no banco suíço foi de US$ 33, 4 milhões, algo em torno de R$ 182 milhões atualmente.

Aí começa o imbróglio comunicativo. A Globo, e o seu "fantástico Fantástico", aproveitou a onda do "combate à impunidade", com seu tenentismo de microfone, e tentou tirar uma lasquinha, talvez para chorar pelo suicídio da "lava jato", coisa que a emissora não engole. Que pauta bonita essa, contra a corrupção. Alguém é a favor da corrupção? Alguém é contra a pauta do combate à corrupção?

Pauta bonita. Péssima matéria. Onde os repórteres e o diretor de jornalismo estudaram? Na faculdade ensinam que uma reportagem se faz desse modo?

A reportagem preocupou-se em mostrar o principal protagonista, Silveirinha, hoje dirigindo táxi, mas morando em uma mansão (isso não ficou claro) e nem como ele poderia, dirigindo um táxi, viver assim. Porém, isso não importa para a reportagem. Imagem é tudo. Empirismo mequetrefe.

Teve até take da Suíça. Gastaram dinheiro para ouvir a repórter que está em Zurique. Que disse o quê? Platitudes. Ah, o banco que recebeu os depósitos foi vendido. E daí? Ah, disse também que se o crime prescrever no Brasil o dinheiro volta para Silveirinha et caterva.

E por aqui, no Rio, o repórter foi mais longe. Entrevistou a ex-mulher do protagonista. E aí veio a "bomba": as duas filhas, que à época tinham cinco e oito anos, são acusadas como cúmplices. Como assim? E o repórter não mostra nada?

Uma defensora pública foi entrevistada, mas deram a ela, como sempre, oito a dez segundos. Para explicar por que as meninas sofriam com isso e não conseguiam fazer concursos publico etc. Digo eu, outra vez: como assim? Não existe MP? Vara de Menores? Criança e Adolescente? Defensoria? Quer dizer que, segundo a "esclarecedora" reportagem, o sistema judicial prejudicou duas crianças — agora moças — porque seu pai as colocou como beneficiárias em uma conta na Suíça? E isso fica por isso? E aí elas não podem fazer concurso? Só estocando comida nesse caos informativo.

E ninguém explicou mais nada para "nosotros". Disseram que os advogados disseram que o dinheiro, mesmo em caso de prescrição (que é iminente), não voltaria para os autores do desfalque. OK, mas, assim? Isso é verdadeiro? Volta ou não volta? E se voltar, isso ficará assim? O repórter não foi checar a informação? Baita jornalismo…! Tiram o espectador para idiota. Bingo: criam idiotas.

Ah, sei. A reportagem era para fazer apenas espetáculo. Pois é. Viva Guy Debord. Ao fim e ao cabo, o que ficou foi a pauta principal — e esse era o busílis: a culpa da possibilidade de prescrição é porque não existe prisão em segundo grau. Está lançada a tese.

Como assim? O que a prisão em segundo grau tem a ver com a inércia de um sistema penal-processual que permite que condenações de 17 anos prescrevam? O processo ficou parado sete anos em um tribunal? É? E por que o repórter não foi atrás para saber as razões disso? Por que não entrevistou o promotor? Um professor de Direito veio falando: maldita prescrição. É? Eu sempre achei que a prescrição era um direito do réu e o Estado tinha o dever de evitar que ocorresse.

Sigo. O Ministério Público não movimentou os autos? Deixou assim? Os autos têm vida própria? Quer dizer: a culpa pelo desmatamento é do machado. Não é de quem maneja a ferramenta. Que coisa, não? Mas culpar o mensageiro é sempre mais fácil mesmo. Olhar para o espelho é difícil pra quem tem medo daquilo que pode enxergar.

E assim a coisa vai. A Globo faz um carnaval com um processo que ela mesma tinha esquecido. Que o MP esqueceu e ninguém lhe perguntou. Que o Judiciário esqueceu e ninguém lhe perguntou. E a culpa é… de quem? Da defesa. Claro. E do "maldito sistema". Sempre o sistema. Culparam tanto o tal do sistema e… deu no que deu. Vocês sabem bem do que falo.

E a solução é simples: vamos mudar a legislação. Aliás, vamos obrigar a prisão logo na segunda instância. A Globo quer ganhar no tapetão. Lembram quando Merval dizia que se o STF der provimento às ADCs, 190 mil presos, entre eles estupradores, assassinos etc. serão soltos? Eu não esqueci. Você já esqueceu?

Pronto. A reportagem deverá ganhar um prêmio. O Ig-Nobil. Por mal informar, por fazer espetáculo barato, por correr pateticamente atrás do réu-hoje-taxista (aliás, o repórter está fora de forma) e, mais do que tudo, por nada esclarecer à população. Dá zero para eles, como dizia o filósofo Chavo Del Ocho…

Simples assim. Se alguém pensa que é só no Direito que ensinam com livros simplificados, imagino com que livros o pessoal do Jornalismo e Comunicação vem lidando. O resultado é essa "reportagem" fantástica do Fantástico. E a "cobertura" das mensagens que mostram o conluio entre Moro e acusação? Não é pauta? Ah, pauta mesmo é BBB. Ali está a cultura nacional. Eis o papel de parte da imprensa "oficial". Quem vai pro paredão? Quem vai ser cancelado? Pelo jeito, o debate sério e a legalidade de um país que prefere o showzinho.

E isso que não falei da reportagem que veio depois sobre a pandemia. Em vez de informação, muito choro de familiares de vítimas. Ig-Nóbil. O sujeito perdeu a mãe e o repórter enfia o microfone na cara do enlutado e pergunta: e agora, como você está se sentindo?

Que maravilha, não? É fantástico. Guy Debord, que os repórteres e diretores de jornalismo deveriam ler, estava certo. Trata-se de uma sociedade do espetáculo. O paradoxo: tivessem lido, não teria saído isso. Mas saiu. E é o que temos.

Mas a culpa é da prescrição. Da CF, que deu "direitos demais".

De todo modo, vale o adágio: mutuca tira boi do mato. Demora, mas tira!

Rejane G. Amarante disse:
11 de fevereiro de 2021 às 08:33

Afinal, chegou a questionar essa "pandemia" midiática. Não é, deveras, suspeito que as notícias sobre a pandemia, veiculadas no Brasil, principalmente, pela Rede Globo e, no exterior, pelas grandes emissoras e jornais da mídia tradicional, ataquem ferozmente o tratamento precoce, insistam numa taxa de mortalidade não comprovada, etc., etc., etc. ?
A notícia mais recente, depois de muitas, sobre essa "PLAN-DEMIA" foi veiculada ontem pela "Jovem Pan", acerca do "vazamento" de e-mails de autoridades o governo alemão que "encomendaram" a alguns cientistas "fundamentos" para estender o lockdown por mais tempo.
https://www.youtube.com/watch?v=VbBgyvkSS5E

John Paul Stevens disse:
11 de fevereiro de 2021 às 08:45

E reclamam, corretamente, das fake news. Mas o jornalismo tradicional mostra a frase típica do Prof. Streck: "o réu não se ajuda!"

Estudante Dir. disse:
11 de fevereiro de 2021 às 08:57

A postura completamente acrítica da grande imprensa diante dos vazamentos orquestrados pela Lava Jato, o jornalismo que se rende aos interesses políticos das fontes (ou que age por um encontro de interesses políticos com as fontes), o colaboracionismo na destruição das garantias processuais, tudo isso foi fundamental para gerar a crise das instituições que estamos vivendo.

Rejane G. Amarante disse:
11 de fevereiro de 2021 às 09:36

Por favor, volte a sua observação também para o que ocorre com o lockdown, obrigatoriedade de vacinação, ataque ao tratamento precoce, etc., etc., etc. Veja se não há uma "lógica" sórdida em tudo isso.

Estrenuamente disse:
11 de fevereiro de 2021 às 10:12

Basófia, não, bazófia.

olhovivo disse:
11 de fevereiro de 2021 às 10:13

A Rede Globo faz hoje o papel que Jean Paul Marat fez para Robespierre, sem o qual milhares de pessoas (inclusive muitos inocentes) não seriam guilhotinados.

Pablo Malheiros da Cunha Frota disse:
11 de fevereiro de 2021 às 10:32

Lênio, novamente, acerta e expõe a crueldade de uma imprensa, no caso agora a Globo, seletiva e que desinforma. O pior é ver pessoas formadas em Direito atacando o Direito. Triste uma sociedade que tem profissionais do Direito que defendem inconstitucionalidades e nem se constrangem com isso.

Estrenuamente disse:
11 de fevereiro de 2021 às 10:43

Figura, a Dra., pregando para ninguém, e empoderada.

capixa disse:
11 de fevereiro de 2021 às 10:46

Preza Sra. Rejane G Amarante, Tomar Jovem Pan como fonte para qualquer discussão não é nada recomendável para quem pretende enriquecer o diálogo sobre qualquer assunto sério. Os veículos de comunicação sérios, assim como os cientistas éticos já comprovaram que, infelizmente, ainda não temos tratamentos precoces para a Covid-19. Isso é fato e confiar em meios de comunicação sem credibilidade é perder o bem mais precioso que possuímos, o tempo.

Advogado militante disse:
11 de fevereiro de 2021 às 11:31

Em 2019 diariamente, durante vários meses a GLOBO em seus diversos canais (tv, rádio, jornal, portal internet) divulgava fake news, dizendo que se o STF não ratificasse a jurisprudência que mandava automaticamente para prisão o condenado em 2a instância, iam ser soltos mais de 190 mil presos perigosos. Nada mais falso.
Hoje a GLOBO é chamada por Bolsonaro e seus seguidores de LIXO. A credibilidade da GLOBO nunca teve tão baixa.
Repórter da globo assessora "por baixo" do pano a lava jato, em trova ganhava furo de reportagem.
É difícil a globo ter a mesma força de antes pelos erros cometidos, entre eles o de apoiar cegamente a lavajato, que desembocou no Bolsanaro.
Cada dia a globo se torna menos relevante!

Dr. Laudemir disse:
11 de fevereiro de 2021 às 12:22

Ah, que saudades dos Trapalhões: Didi & Cia. Sim, aqueles. Não estes... Não sei desenhar.

Maicon C. disse:
11 de fevereiro de 2021 às 12:44

O Jurista desvela acertadamente essa face obscura do jornalismo. Ótima análise!

carlos.msj disse:
11 de fevereiro de 2021 às 13:47

Tenho que concordar com o pseudo-presidente em chamar o canal aquele de Gobolixo.

Claudia E disse:
11 de fevereiro de 2021 às 14:57

Somos levados a acreditar naquilo que nos é posto como verdade! A omissão e a informação fornecida pela mídia deveria apresentar os fatos completos e isentos de influências ou interesses... Parabéns professor!

Advogado Aloysio disse:
11 de fevereiro de 2021 às 15:41

A palavra "bazófia" é grafada com Z, e não com S.

José C. de Oliveira disse:
11 de fevereiro de 2021 às 15:46

Pessoas morrendo em todos os lugares. Países correndo como podem para vacinar seus cidadãos. Queda no PIB "mundial". Estádios e ginásios de esportes com proibição de público. Desemprego e, em muitos lugares, o caos. Mas o mundo todo (de maneira geral) está perdendo dinheiro (o mundo capitalista ama rasgar dinheiro) porque os "iluminatti", em um plano sórdido contra o mundo, convenceram os governantes e a comunidade científica de que o milagroso tratamento precoce não deve ser adotado.
Para tudo que eu quero pular da borda da terra plana !

Rejane G. Amarante disse:
11 de fevereiro de 2021 às 16:44

A credibilidade que cada cidadão confere a uma determinada fonte de informação, é, em última análise, subjetiva, quando a pessoa não dispõe de meios ou de vontade para aferir a informação em outras fontes e compará-las. Nesse caso específico em que citei a reportagem da "Jovem Pan" sobre os e-mails vazados de autoridades do governo alemão que "encomendaram" "fundamentos" científicos para cientistas alemães recomendarem que o lockdown seja estendido, a fonte primária, conforme citado pelo jornalista da "Jovem Pan" é uma reportagem do jornal "Die Welt", publicada em 07FEV21, assinada por Anette Dowideit e Alexander Nabert
https://www.welt.de/politik/article225864597/Interner-E-Mail-Verkehr-Innenministerium-spannte-Wissenschaftler-ein.html
Como sei que muitas pessoas ainda estão hipnotizadas pela grande mídia, tenho paciência para apontar provas em cada caso. Também não descarto a possibilidade de certas pessoas se darem ao trabalho de criticar meus comentários de modo jocoso para tentar desmoralizar as informações e provas que venho trazendo pacientemente em cada caso. E não me incomodo, acho sempre melhor conhecer meus "inimigos". A verdade vai prevalecer, não tenham dúvidas.

Rejane G. Amarante disse:
11 de fevereiro de 2021 às 16:48

Por gentileza, assinem seus comentários.

Rejane G. Amarante disse:
11 de fevereiro de 2021 às 17:43

Defina esses termos porque ciência não se "presume", mas se prova.
O Dr. Didier Raoult, considerado por muitos o melhor infectologista do mundo, já recuperou mais de uma centena de pessoas com Covid com o tratamento precoce. E tanto ele quanto o Prêmio Nonel Luc Montagnier apontam os malefícios do lockdown, uso de máscaras por pessoas assintomáticas e vacinas sem o necessário período de observação, de pelo menos cinco anos, para constatar efeitos adversos. Além deles, milhares de médicos em vários países, denominados "Médicos pela Verdade", assinaram manifestos contra o lockdown e o uso de máscaras por pessoas assintomáticas.
Por outro lado, as apregoadas "vacinas", na verdade terapia genética, não foram aprovadas com registro definitivo em nenhum país do mundo, mas para uso "emergencial" ou "experimental". E os laboratórios não se responsabilizam nem pela eficácia muito menos pela segurança quanto a efeitos adversos. A responsabilidade é de quem for vacinado, e pior, será obrigado a tomar a vacina aqui no Brasil, por causa da "interpretação" do STF.
Estamos assim : medicamentos como a cloroquina, ivermectina e outros que são usados há décadas, e cujos efeitos adversos são bem conhecidos e também são bem conhecidos os tratamentos para os efeitos adversos, são considerados, pela "Ciência da OMS" "ineficazes". Frise-se, são remédios sem patente, de baixo custo. Por outro lado, vacinas à base de mRNA, que NUNCA foram aplicadas na Humanidade, e que só foram observadas por meses, são consideradas "seguras" para aplicar no mundo inteiro. Frise-se que essas vacinas têm custo elevado e os contratos com os governos para aplicar na população giram em torno de MILHÕES.
Ainda não caiu a ficha ? Não tem problema, vamos falar quantas vezes forem necessárias.

Thiago Bandeira disse:
11 de fevereiro de 2021 às 17:51

Carta capital, DCM et caterva, não pode relamar.
Quer dizer, poder até que pode, mas ...

Persistente disse:
11 de fevereiro de 2021 às 18:20

E a Terra é plana! Tenho dito!

Rafael Anderson disse:
12 de fevereiro de 2021 às 07:57

Concordo com o Autor. A Globo manipula a informação escolhendo o que noticiar. Mas isso não é privilégio da Globo. Observamos que este site noticiou sobre os âncoras do jornal nacional terem que depor, mas com o arquivamento e evidente desvio de valores do policial envolvido, este site se calou. Observe que isso prejudica a Globo, assim como essa notícia do depoimento e com o silêncio do site em não noticiar. Há interesse político institucional. Vemos isso lá, vemos isso aqui, inclusive com essa matéria.

Edgar Dias disse:
12 de fevereiro de 2021 às 08:13

Triste mesmo é ver "juristas" em seu malabarismo retórico tentando desconstruir o excelente trabalho realizado pelos promotores e juízes de 1ª e 2ª instância que conseguiu recuperar até agora R$ 4,6 BILHÕES

blz disse:
12 de fevereiro de 2021 às 08:50

Excelente exposição e cruel constatação. Tenho notado a imparcialidade e a desinformação da Globo. Parabéns.

Afonso de Souza disse:
12 de fevereiro de 2021 às 09:22

Talvez porque se tratem de material roubado, e que não pode ser devidamente periciado para que se avalie a integridade e autenticidade dos diálogos.

O colunista ironiza o ministro Fachin, sugerindo que ele seja seletivo ao aceitar os diálogos Lula-Dilma e não aceitar os diálogos de Dellagnol e outros. Bom, primeiro que um é resultado de escuta autorizada pela justiça, enquanto que o outro é produto de ROUBO. E depois, chega a ser engraçado (ou irônico) o colunista reclamar da seletividade dos outros.

Afonso de Souza disse:
12 de fevereiro de 2021 às 09:35

Não custa colocar aqui o saldo do Lava Jato:

A força-tarefa conseguiu que mais de R$ 4,3 bilhões foram devolvidos aos cofres públicos por meio de 209 acordos de colaboração e 17 acordos de leniência, nos quais se ajustou a devolução de quase R$ 15 bilhões.

As provas obtidas e compartilhadas com outros órgãos, como TCU, AGU, Receita, entre outros, possibilitaram o desenvolvimento de trabalhos em diversas outras frentes, contribuindo para a descoberta de outros crimes ou ações ilícitas. A Receita Federal, por exemplo, realizou lançamentos tributários de mais de R$ 22 bilhões. Foram ainda 278 condenações, entre as quais a do réu mais famoso, para o qual seus soldados têm sempre um pano disponível para passar.

A Lava Jato foi um divisor de águas no combate à corrupção no Brasil. Viva a Lava Jato!

P.S. Há sim gente que é a favor da corrupção, colunista. Seja para conseguir dinheiro para si mesmo seja para empreender uma causa político-ideológica.

Péricles disse:
12 de fevereiro de 2021 às 10:56

É defeso a qualquer picareta ter momento de ataques.
"O Direito é para quem pode, não para quem quer."
"O preço do direito" é questão de negociação e do valor subtraído dos laranjas que depositam suas suadas riquezas aos cofres do tesouro.
"A hipocrisia é uma mera narrativa dos invejosos que não obtiveram o mesmo êxito na prática criminosa para se enriquecer às custas dos "laranjas"...
Feito isso, passamos à próxima etapa..."qual é mesmo o valor do negócio?"

antonio caiafa disse:
12 de fevereiro de 2021 às 11:13

Há quase um ano não assisto os telejornais da Globo nem outra programação do canal, ora porque se revela nervosa pela perda de receitas vindas principalmente do Governo Federal e do nada do que vem sendo feito pela atual administração presta; ora porque, tal como notado no artigo, o que deveria ser isentamente mostrado, não é feito. Então, assisto séries, filmes, etc., e depois me dirijo a outros veículos de informação. Sobre o tema vazamento de mensagens, não acho que tenha capital suficiente para absolver os acusados, até porque bilhões de reais foram devolvidos aos cofres públicos, o que relevantíssimo. Quem advoga sabe MP e Magistratura sempre estiverem de mãos dadas e torcem o nariz para a Advocacia que ora ganhou e ora perdeu ações na 13a Vara de Curitiba. Se tivesse a Advocacia obtido a absolvição, principalmente de Lula, de quem seria a gritaria ? Não li nenhuma das supostas mensagens contendo algo inocentando acusados. Quanto mais mexerem, pior para a defesa, no caso do "petrolão". Então, tenho minhas reservas e acho toda essa discussão está muito próxima de choro, primeiro, de quem perdeu, e depois, dos que não gostam do atual governo, havendo cheiro de política nesta celeuma. Mas registro o meu grande respeito pelo articulista que acompanho por aqui com suas abalizadas opiniões.

Edson Ronque III disse:
12 de fevereiro de 2021 às 11:56

Mas devo informar que o próprio Dro Didier Raoult falou, em janeiro desse ano, que de fato a cloroquina não reduz mortes ou internamentos na UTI. Segundo a revista época:
"As necessidades de oxigenoterapia, a transferência para UTI e o óbito não diferiram significativamente entre os pacientes que receberam hidroxicloroquina com ou sem azitromicina e os controles feitos apenas com tratamento padrão", escreveu Raoult em nota assinada por toda sua equipe, de acordo com o jornal Le Figaro.
(MAIOR DEFENSOR DA CLOROQUINA, MÉDICO FRANCÊS ADMITE PELA PRIMEIRA VEZ QUE MEDICAMENTO NÃO REDUZ MORTES - revista Época, 18/01/2021)
Esse mesmo médico, que tem várias coisas boas no seu currículo, é verdade, também se orgulha de nunca ter feito um teste duplo cego. O que é um bom indicativo que não devíamos confiar nele pra saber se um tratamento funciona ou não.

Afonso de Souza disse:
12 de fevereiro de 2021 às 12:30

Pois é!

Rejane G. Amarante disse:
15 de fevereiro de 2021 às 19:41

Não pude ler a reportagem da Revista Época porque só está disponível para assinantes e eu, realmente, não tenho nenhum interesse em assinar a Revista Época, que é do grupo Globo, cuja credibilidade está sendo contestada tanto no artigo quanto nos comentários e o seu exemplo é mais um caso, conforme pesquisei na internet outras revistas e sites alertando para essa deturpação da declaração do Dr. Didier Raoult. Estou compilando material de fontes primárias para apresentar ao senhor.

Marcio Damasceno disse:
16 de fevereiro de 2021 às 20:15

O curioso é que este canal é craque em atacar o Moro e o MPF. Mas não vejo falarem da excrescência dos malfeitos e arroubos do Lula e sua quadrilha quando se instalaram na Petrobrás para levá-la à bancarrota, como levou. Aliás, o que realmente mais importa? O que seria pior: um presidente da República combinando com as empreiteiras como receberia a sua propina da Petrobrás (se na forma de triplex, ou na reforma de sítios de terceiros) ou um juiz combinando com o MP como enquadrar o presidente (ex)?
Para prender um bandido liso e rasteiro como o Lula tinha que combinar mesmo com o MP.
O interesse público é ver o Lula condenado pelos seus malfeitos e não o enquadramento de um juiz e do MP que somente fizeram o seu trabalho.

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
17 de fevereiro de 2021 às 13:07

É ingenuidade pensar que a Rede Globo, a formadora de opiniões (o próprio jornalista William Bonner disse que as notícias são dirigidas aos brasileiros que pensam como Homer Simpson, personagem de "Os Simpsons" - ou seja um "bocó"), vai se comportar, em matéria jornalística, de forma, isenta.
Ela auxiliou o "Golpe" contra uma mulher honesta, Dilma, e a prisão de um líder do povo, Lula.
A nossa elite, durante mais de quinhentos anos, sempre assaltou os cofres públicos.
Não se pode, porém, negar que o caráter coletivo do brasileiro, que inclui a elite, tem mais defeitos que qualidades.
Formado o brasileiro pelas culturas portuguesas, negra e indígena, o seu "ser" é individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, ou seja, como disse Sérgio Buarque de Holanda na obra "Raízes do Brasil", não se trata de um perfil adequado para a vida civilizada numa sociedade democrática(http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html).
O sociólogo Jesse Souza (autor de excelentes livros) disse que a elite definiu o brasileiro como personalista, primitivo e emotivo. E, ela acertou.
Os nossos juristas "acham" que, como na Civilização Ocidental, aqui basta a lei para modelar comportamentos. Mas, nós, brasileiros, como disse o norte-americano Samuel Huntington, que escreveu o livro "Choque de Civilizações", e assessorou o Presidente Geisel na passagem da Ditadura para a Democracia, não fazemos parte da Civilização Ocidental, mas da Civilização Latina, por razões que, no presente momento, não cabe expor.´
É por isso que continuamos, mesmo com a Democracia, com leis que são cumpridas pela maioria e outras, que não são observadas.

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
17 de fevereiro de 2021 às 14:37

Ratinho defende intervenção 'igual Singapura' e 'limpar mendigos' das ruas... -
do UOL
Do UOL, em São Paulo
17/02/2021 14h06Atualizada em 17/02/2021 14h06

O apresentador do SBT Ratinho fez declarações a favor de uma intervenção militar — proibida pela Constituição Federal — "igual a de Singapura" para, na sua visão, melhore a situação no Brasil.
Durante o programa "Turma do ratinho", na rádio Massa FM — que é de sua propriedade —, Ratinho criticou os casos de vacinas vazias sendo aplicadas e, ainda, encaixou falas sobre o armamento e a guerra ao tráfico, além de criticar o funcionalismo público.
"Eu sei que o que vou falar aqui pode até chocar, mas está na hora de fazer igual fez em Singapura. Entrou um general, consertou o país e, um ano depois, fez eleições. Mas primeiro concertou, chamou todos denunciados e disse: 'vocês têm 24 horas para deixar o país ou serão fuzilados'. Limpou Singapura", disse.... - Veja mais em https://www.bol.uol.com.br/entretenimento/2021/02/17/ratinho-matar-mendigo-armamento-ditadura-singapura.htm?cmpid=copiaecola

Rejane G. Amarante disse:
17 de fevereiro de 2021 às 19:23

Conforme o senhor escreveu no seu comentário anterior, a Revista Época noticiou, em 18/01/2021, que o periódico "Le Figaro" teria publicado matéria de que o Dr. Didier Raoult haveria declarado que a cloroquina não seria eficaz no tratamento da Covid-19.
Entretanto, houve deturpação da reportagem veiculada pelo "Le Figaro" na mesma data da notícia da Revista Época, 18/01/2021. O Dr. Raoult não declarou que a hidroxicloroquina é ineficaz no tratamento da Covid-19, mas se referiu à carga viral.

"Covid-19 : hydroxychloroquine ne permet pas de réduire la mortalité, admet Didier Raoult "
[subtítulo] Le directeur de l'IHU persiste toutefois à soutenir l'efficacité de son traitement associant le médicament à un antibiotique, l'azithromycine
[https://www.lefigaro.fr/sciences/covid-19-l-hydroxychloroquine-ne-permet-pas-de-reduire-la-mortalite-admet-didier-raoult-20210118]
<br/>(...) " Loin de lá. L'intérressé s'est rapidement attiré les foudres de prouches colaborateurs
du professeur marsellais sur le réseau social. Yanis Roussel, en charge de la communication de l'IHU de Marseille, lui a ansi rappelé que les conclusions de l'étude en question ne portaient pas sur la mortalité mais sur la charge virale. 'Ceux qui utilisent cette lettre pour faire croire que Didier Raoult aurait changé d'avis savent très bien que ce n'est pas ce qui y est écrit. Une fois de plus, ils font preuve de mauvaise foi dans le combat politique qu'ils mènent, Dieu sait pourquoi, depuis un an', renchérit-il."(...)
Dr. Raoult - fontes primárias
O Dr. Raoult dirige um hospital em Marselha, cujo site é
https://www.mediterranee-infection.com/en/
e tem canal no youtube
"IHU Méditerranée Infection"
Há vídeos dele criticando a imprensa e sobre o "teste" duplo cego, que leigos não entendem.

Rejane G. Amarante disse:
17 de fevereiro de 2021 às 19:29

E não como constou "prouches"

Afonso de Souza disse:
17 de fevereiro de 2021 às 21:53

"Ela auxiliou o "Golpe" contra uma mulher honesta, Dilma, e a prisão de um líder do povo, Lula."

Dilma FRAUDOU as contas públicas para se reeleger. Ela sim deu um golpe, aliás, dois: nas contas públicas e nos eleitores.

E o "líder do povo" liderou o maior esquema de corrupção da história. Foi julgado e condenado em todas as instâncias.

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