Está em cartaz a maior campanha contra a liberdade de expressão já vista no país. Ela foi articulada por pretensos justiceiros que adotam a mentira como técnica jornalística. O velho truque de fazer o mal em nome do bem — papel de embrulho para açular as arquibancadas.

para pedir condenações
A pantomima, no seu último influxo ganhou o estranho apelido de "lava jato". Os alicerces dessa construção foram "notícias" fabricadas e que agora vê-se, pelo espelho retrovisor, que metade delas foram lorotas. A parte verdadeira foi romanceada.
Como se estruturou essa novela? Vejamos:
O mercado do conteúdo tem um público enorme para o entretenimento, empreendimentos religiosos, mas um público muito reduzido para a informação política, econômica e científica.
Para aproveitar o sucesso da emoção sobre a razão, a mídia passou a embalar a informação jurídica e judicial — em geral árida e enfadonha — com sentimentos morais e maniqueísmo.
Essa metamorfose deu à luz o fetiche da corrupção. Criou-se a fantasia de que todo homem público ou empresário é corrupto. A campanha contra a liberdade de expressão começou por abolir a checagem das "informações" vendidas pelo lavajatismo. Qualquer rumor soprado pelos justiceiros passou a ter mais peso que documentos, provas e evidências que desmontasse. A começar pela falsa dimensão dada à prática da corrupção no país.
Na vida real, o maior problema dos brasileiros está nas relações de consumo. Isso representa cerca de 34% dos conflitos que chegam ao Judiciário. Em seguida, relações de trabalho: algo como 24% dos litígios. A criminalidade responde por pouco mais de 10%. Os crimes relacionados ao bloco da corrupção representam cerca de 0,03%.
Mas o charme de se derrubar um presidente, prender um deputado ou um empresário ricaço é insuperável, claro. Abusos de operadoras de telefonia, concessionárias, bancos ou planos de saúde não têm espaço nem interesse.
Até porque, pautas como a ineficiência do setor público (saúde, educação, segurança) ou do setor privado dão muito trabalho. É preciso pesquisar, estudar, fazer contas. É muito mais fácil sair gritando "pega ladrão". Não por outro motivo, os jornalistas mais famosos do momento (com exceções, claro) são verdadeiros linchadores.
O que isso tem a ver com liberdade de expressão? Tudo. Porque se essa deformação não for corrigida, as garantias e prerrogativas do jornalismo perderão o sentido. Não se fortalece as salvaguardas da imprensa fazendo vistas grossas para o fato de que há no meio vigaristas usando o manto do jornalismo para fraudar notícias — seja por dinheiro, seja por sensacionalismo.
O que tem caracterizado o noticiário sobre a Justiça? Existem os setoristas, os repórteres que acompanham julgamentos, leem as decisões, entrevistam as partes e os juízes. E existem aqueles que brilham na primeira página ou no espaço nobre das emissoras. São os animadores de auditório da escola do Ratinho, do Datena e outros artistas populares.
Sem tirar deles a importância que têm na história contemporânea, claro. Foram eles que construíram a fantasia da lava jato, elegeram Bolsonaro, Witzel, Doria e um lote de capitães, majores e coronéis no Congresso e Assembleias Legislativas. O Brasil deve a eles não só o avanço político como a gestão da crise sanitária da epidemia.
Isso foi construído com manchetes terroristas (e mentirosas) como a de que a prisão depois do trânsito em julgado colocaria nas ruas 180 mil "bandidos". Que o reconhecimento da suspeição de Sergio Moro anularia centenas de processos ou a velha ladainha de que anular ilegalidades de Curitiba seria trabalhar para corruptos.
A Academia está devendo ao país estudos menos conservadores a respeito do fenômeno do lavajatismo. O que pode explicar que procuradores e juízes de primeira instância tenham se tornado mais poderosos que seus órgãos de cúpula? Fenômeno igual ao que se viu com delegados da Polícia Federal e auditores da Receita. Quem acreditará em dez anos que um dia um grupo que se apelidou "força tarefa" governou o país, acima da Presidência da República e do Congresso?
Para voltar ao poder, movimentam-se "poetas", "escritores", "filósofos" e jornalistas em fim de carreira e sem perspectivas, que fugiram do ostracismo com a onda populista. Depois de verem suas balelas desmentidas, tentam desfibrilar o cadáver da fantasiosa "lava jato". A manobra de ressuscitação da "operação" consiste em insuflar ataques ao STF para emparedar seus ministros. Querem fazer crer que um acusado não é absolvido por falta de culpa, mas porque o juiz está do lado da corrupção.
É o encontro do voluntarismo desinformado com a perversidade. Um gênero de idealismo que confunde ingenuidade com esperteza. Ou com interesses financeiros e comerciais mesmo, como bem mostram falsos constitucionalistas e professores como Joaquim Falcão e Modesto Carvalhosa.
Um exemplo da farra: o comercialista Carvalhosa — que se apresenta como "professor aposentado" da USP, sem ser — dá aula nesta segunda-feira (3/5) para um comitê bolsonarista da Câmara dos Deputados. O tema é uma pretensa "PEC da 2ª instância". Quem sabe o professor ensine, como qualquer estudante sabe, que é inadmissível proposta de emenda constitucional para alterar cláusulas pétreas. Quem sabe.
Parafraseando o poeta Pablo Neruda, "você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências". Ou então, Eça, na frase do Conselheiro Acácio: "As consequências vêm sempre depois". Mas em pelo menos um aspecto não é preciso esperar o futuro. A imprensa tradicional só tem encolhido. Isso pode estar relacionado com suas escolhas. Ou ao seu controle de qualidade.
*Texto da palestra no evento "O Judiciário e a Mídia" promovido pela TV ConJur com a participação da Associação Paulista de Magistrados.
O querido e prestigiado jornalista Márcio Chaer brinda-nos com um belíssimo artigo sobre a atuação da mídia nos dias de hoje e nos dá uma boa pista para entender como se pode manipular o povo com o entretenimento em que se transformou a divulgação de apurações no formato de escândalos. Faltou dizer como a imprensa é alimentada por quem investiga e, num círculo vicioso, como a investigação e os investigadores são alimentados pela imprensa. Seja como for, o texto é um primor. Leitura obrigatória!
Toron
A transformação do processo penal em espetáculo, impulsionado por acusadores vedetes despreocupados com os direitos e garantias fundamentais, só é possível porque o Judiciário é composto por um número expressivo de covardes que não têm coragem de rejeitar pedidos e denúncias aventureiras, posto que antecedidas de intenso linchamento moral do alvo. Se houvesse uma maioria de juízes que não se deixasse levar pelo barulho da imprensa alimentada pelas vedetes, na certa estas iriam se aprimorar tecnicamente e focar mais nos ditames da lei e menos no espetáculo.
Não lembro quem dizia que jornalismo é publicar aquilo que não querem que se publique. Se a elite política está irritada com a imprensa ''lavajatista'', então significa que a mesma tem cumprido seu papel.
Mais de 40 bilhões recuperados, claro, tudo "geração espontânea".
Evidente a farsa da LV. Esses (des)servidores públicos devem pagar pelo que fizeram ao país a título de um moralismo de goela. Pagar em $$ e em prisão
Lula é inocente, o pt não se tornou uma máquina de fazer dinheiro público. Tudo foi armado apenas para retirar Lula e eleger Bolsonaro e outros. É fantástico que sejamos tão cegos, diante da verdade. Enfim, viva a corrupção, viva ao inocente Lula e aos acusados. Realmente, tudo foi uma farsa, ninguém desviou nada do erário brasileiro, tudo ilusão ótica feita por uma imprensa marrom que queria mudar o país e tirar o Lula. Estou bastante feliz de descobrir tudo isso, então agora vamos apoiar a nova imprensa séria que surgiu para mostrar a grande farsa, viva a "The Intercept Brasil" que nos abriu os olhos, sem ela estariamos sendo enganados para sempre e o Lula estaria preso. A corrupção agradece por libertar seu grande incentivador, o pai dos pobres e homem mais honesto que Jesus.
Bom, entendi tudo, não foi? Violaram o devido processo legal, através das notícias sobre a lavajato e pela alegria de se ver poderosos e empresários corruptos presos, nos libertaram o grande mal, Moro, que traiu o povo duas vezes, uma ao condenar o Lula e outra como ministro por trair seu presidente. Dicotomia fantástica, ao condenar Moro, de parcial, como fica sua denúncia de Bolsonaro intervir na PF, fantasia também? Ilegal como ele agiu com Lula??
É precisamos ter um norte confiável, afinal se o mal foi a lavajato ou Moro??? Ou a "República de Curitiba"???? Quando a imprensa mentiu de verdade????? Bom, tudo isso ainda falta esclarecer, quem sabe aqui conseguiremos finalmente descobrir, aguardemos os próximos eventos....
Tenho uma amiga jornalista, muito inteligente e de vasta cultura geral, que diz que o jornalismo tal como o conhecemos precisa morrer. Ela trabalhou em veículos de porte da mídia tradicional (jornais, revistas) e foi âncora em telejornal de emissora conhecida. Há muitos anos, ingressou no serviço público após ser demitida justamente por conflitos com seus empregadores sobre a forma como apresentar a notícia (ou ocultá-la). O fato é que a Lava Jato revelou a dimensão da corrupção em todos os setores, inclusive a mídia tradicional. Revelou também a importância da isenção em todos os setores, isto é, do comprometimento com a própria função quando em confronto com interesses de todo o tipo (vaidade, amizade, afeto, conforto material, poder, etc.). Nesse sentido, pertinente a "dúvida metódica" do grande público em relação aos "combatentes da corrupção" e dos investigados. Setores que movimentam bilhões de reais e dólares são suspeitos por natureza, esse é o ponto. A Lava Jato não foi um caso isolado, antes dela ocorreram o Banestado, a Satiagraha e a Castelo de Areia. Alguns "atores"coincidem nessas operações, seja no "elenco" dos investigados, seja no "elenco" dos investigadores. Sim, a Academia nos deve estudos sobre a Lava Jato e também sobre as operações que lhe antecederam, assim como sobre as leis e emendas constitucionais aprovadas desde a promulgação da Constituição de 1988. A quem serviram? Um acusado pode ser absolvido por ser inocente, mas deveria explicar as pilhas de dinheiro apreendidas, física e virtualmente. Principalmente um acusado que viu muitos de seus colaboradores próximos serem condenados no Mensalão.
A associação forçada entre liberdade de imprensa e populismo no jornalismo não é apenas absurda, é ilógica.
Absurda é essa campanha contra a Lava Jato, a maior e mais bem sucedida (de longe!!) operação anti-corrupção "na história deste país".
Se você diz isso aí então é porque a Lava Jato está coberta de razão.
A defesa das garantias é confundida com a permissão de ser bandido.
O movimento que estamos vendo hoje, com o desmanche da LAVA JATO, não se trata de retratação ou correção dos seus excessos, estamos vivenciando a história sendo escrita e que nos dará muita vergonha no futuro, já que caminhamos para um novo episódio da Operação Mãos Limpas.
Claro, muito mais bem articulado e com engajamentos ministeriais.
Mas o melhor é ver um conteúdo como esse que gera tantas discordâncias, criticando o combate a corrupção com tantas afirmações “verdadeiras“ criticando quem pensa diferente, ou seja, você está sendo exatamente o que está criticando...
"Liberdade de imprensa vira REFÉM do jornalismo populista", traz uma reflexão muita acertada. A pobre Liberdade de Imprensa ...refém há muitos anos e subserviente às manipulações humanas.
Pobre Liberdade de Imprensa!! Por onde andas?
Tudo que foi exposto nesta matéria poderia ser aplicado a qualquer momento de nossa história tupiniquim pós Constituição/88. O erro está em achar que o sequestro é algo ligado exclusivamente a um dado momento, e que o sequestrador veste verde e amarelo. A Liberdade de Imprensa está amordaçada e jogada nos porões sombrios da ganância humana.
Por que tantos entregaram o ouro? Se tudo era mentira? Desculpe, mas nunca no Brasil, tantos foram pegos roubando e tendo de devolver o produto do roubo. Só o aparelhamento da justiça justifica o apedrejamento da lava jato ( que aliás nunca houve segundo a dra.? )
As peças publicitárias tão caríssimas quanto suspeitas, as campanhas milionárias dos "parceiros" no governo, minguaram.
E assim caem um a um, falindo, os jornalões (já vão tarde) e aquela outrora poderosa e endividada TV (já vai tarde).
Um Viva! para a internet, e minhas reverências à lavajato !
Quer dizer que os bilhões devolvidos ao erário de forma espontânea por alguns dos réus na OLV nada mais foi de que um gesto de benemerência para com o Tesouro Nacional...???
Concordo com o inteiro teor do comentário da Dra. Alessandra Firmo de Abreu.
1. A Lava Jato foi um circo montado pela mídia e por setores conservadores - os mesmos que sempre se calaram diante da congênita corrupção brasileira - para enjaular Lula e humilhá-lo o mais que pudessem. Por isso repetem freneticamente o bordão "luladrão" e "não-tenho-bandido-de-estimação". É claro que precisavam prender e condenar empresários e outros políticos corruptos , mas o objetivo da Lava Jato, ainda assim, era mostrar à opinião pública "o-que- a quadrilha-do-PT-fez-com-a-Petrobras". De nada adiantou, à época, lembrar entrevistas de Paulo Francis mostrando que todos os acusadores-circenses sabiam das bandalheiras na estatal desde pelo menos os anos 90.
2.
3. O objetivo, portanto, não era moralizante, como pensa a ingênua classe média. Como esses setores estavam apanhando feio nas urnas, e depois de quatro surras consecutivas nas urnas (2002, 2006, 2010 e 2014) para a coalizão comandada pelo PT, a direita e sua ampla articulação, precisava completar o impeachment de Dilma com a prisão de Lula e tirá-lo do jogo. Moro foi um joguete deles, até cair em desgraça.
4. Rede Globo, Folha e a direita não-bolsonarista não contavam que esse movimento contra o "perigo vermelho" fosse desembocar na extrema-direita miliciana de Bolsonaro, que faz apologia ao AI-5, agride jornalista e prega o fechamento da cúpula do Judiciário.
5. Ocorre que o desastre social, político e econômico que se avizinha a passos largos talvez sirva de lição para esses que, desde o suicídio de Vargas em 54, não perderam a vergonha e o cinismo de conspirar contra a democracia e os direitos fundamentais das classes pobres sempre que não podem deter o avanço da esquerda pelo voto legítimo das urnas.
Eu duvido que você mesmo acredite nessas bobagens aí, soldadinho...
Do período em que atuou, quase R$ 5 bilhões foram devolvidos aos cofres públicos por meio de 209 acordos de colaboração e 17 acordos de leniência, nos quais se ajustou a devolução de quase R$ 15 bilhões.
As provas obtidas e compartilhadas com outros órgãos, como TCU, AGU, Receita, entre outros, possibilitaram o desenvolvimento de trabalhos em diversas outras frentes, contribuindo para a descoberta de outros crimes ou ações ilícitas.
Foram colhidos materiais e provas que embasaram 130 denúncias contra 533 acusados, gerando 278 condenações, entre as quais a do corruPTo notório.
A Lava Jato é um divisor de águas no combate à corrupção no Brasil. Viva a Lava Jato!
A mídia como sempre, sempre foi manipuladora de fatos e isto todo leigo sabe. O q se trouxe de diferente hoje não são as fakes somente, e sim a transparência através de vídeos e provas concretas pelas redes sociais, escancarou a imundície dos bastidores da mídia e da politica. Realmente olham no povo como se eles não tivessem capacidade de discernimento entre o certo e errado, como se todos realmente fossem um gado ou um burro. A maldade se materializou e todos agora tem senso critico e oportunidades de desabafar. O STF rasgou a constituição e os nobres juristas sabem muito bem disso. alguns se escondem no ativismo militante e como ainda tem poder querem nos fazer de tolos. Existe sim a lava jato e o lavajatismo, mas o pior que ainda existem aquele q admiram Ministros do STF QUE ABUSAM DO PODER, criam leis, rasgam a constituição, são verdadeiros militantes, e ainda são terrivelmente denunciados e nada acontece. Podem sim abusarem do poder mas nunca nos calarem!
Concordo com o inteiro teor do comentário de doniAssis.
Excelentes reflexões. Lúcidas e corajosas palavras que merecem muitos cumprimentos.
Tomo a liberdade de adicionar que outro dos males desses tempos é o corporativismo, e o articulista foi muito feliz em, indiretamente, denunciar também isso, pois, se queremos avançar como instituições e como civilização, precisamos olhar também para erros graves do nosso próprio lado - vale para imprensa, e vale também para juízes, promotores e, inclusive, advogados. Espero que a magistratura e o MP percebam isso logo, sem o que não saberão corrigir os males atuais, e investigações importantes terão de ser novamente anuladas como consequências de seus excessos. E, sendo mais esperançoso, quem sabe um dia nosso sistema de Justiça criminal presuma de fato a inocência em vez da culpa, e a imprensa perceba a importância civilizatória desse princípio - ainda hoje poucos o percebem.
No mais, o comentário do Toron me fez lembrar de um artigo dele sobre de uns 20 anos atrás para a RBCCRIM, que por sua vez me recordou do doutorado - ironicamente orientado pelo Min. Barroso - da Dra. Simone Schreiber também sobre o tema da publicidade opressiva de casos penais. Ambos faziam críticas procedentes e propunham soluções, mas, como vemos, de lá para cá as coisas só pioraram... até quando?!?
Parabéns pelo texto e pela reflexão, Chaer prezado. Abs
Conversa fiada!
A verdade é que muita gente apoiava a Lava Jato até o dia em que ela alcançou Lula e outros peixes graúdos. Desse dia em diante, esses apoiadores viraram críticos e inimigos da Lava Jato e ainda dizem que a operação era seletiva.
Perfeita exposição...
Concordo plenamente.
E o robô já atacou novamente a surrada ladainha plantada pela ideologia sectária de sempre.
Afora ser enfadonha e arrogante suas respostas a cada comentário postado, demonstra ser da turma do sujeito que se demitiu forçosamente de um programa semanal da TV Cultura por simplesmente não ter um mínimo de postura perante os convidados, sempre agindo como um espertalhão que fala o que quer, porém, não gosta de ouvir o que não quer, partindo para o xingamento.
Em todo lugar tem esse tipo, que se acha polemizador, quando não passa de um infeliz.
Se você a considerou perfeita então é porque ela está longe disso.
Acrescento que é falaciosa (como você) e ilógica.
Você não engana ninguém, soldadinho. A liberdade que lhe interessa é a dos seus corruptos de estimação.
Infeliz é quem te compra.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login