O ministro Humberto Martins foi homenageado na tarde desta quarta-feira, na sua última sessão no comando da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Na próxima quinta-feira, ele encerra seu biênio como presidente da corte, quando dará lugar à ministra Maria Thereza de Assis Moura.

Lucas Pricken
Após as homenagens, agradeceu o empenho dos colegas e repetiu lemas que caracterizaram muitas de suas falas como presidente do STJ: lembrou que é apenas inquilino do poder, o qual na verdade pertence ao povo, e ressaltou que se a magistratura é forte, a cidadania é respeitada por consequência.
“Nesses dois anos, nosso vice-presidente, ministro Jorge Mussi, e eu contamos com o empenho incansável presente em todas as horas das ministras e ministros desta Casa, dos juízes assessores, servidores e colaboradores. Ao lado de todos, podemos afirmar que buscamos cumprir com a nossa missão de oferecer uma Justiça rápida, eficiente, transparente, moderna e de qualidade, que atenda aos sonhos, aos anseios e aos questionamentos da sociedade e da cidadania brasileira”, apontou.
Coube à ministra Laurita Vaz falar em nome dos ministros. Ela destacou que Martins assumiu o cargo em meio à crise sanitária, em 2020, num período bastante delicado e de desafios incomuns. Apesar disso e de alguns percalços, o tribunal manteve-se em funcionamento e com alta produtividade.
“Diante de tanta dificuldade, a presidência desta corte não esmoreceu. E, com muito trabalho, dedicação, comprometimento e respeito ao jurisdicionado, conseguiu não só dar continuidade, como também aprimorar a atividade jurisdicional prestada por esta corte superior de Justiça, que mais uma vez faz por merecer o título de Tribunal da Cidadania”, disse.
Para a ministra Laurita Vaz, o sentimento no STJ é de “reconhecimento do belíssimo e profícuo trabalho realizado nessa gestão por Vossa Excelência, seu vice-presidente e, enfim, por todos que atuam neste tribunal”.
A futura presidente Maria Thereza de Assis Moura também pediu a palavra, elogiou a gestão e desejou sucesso na volta do ministro Martins às turmas de julgamento. Também falou de maneira elogiosa o subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos.
Em nome da OAB, pronunciou-se o advogado Roberto Rosas, que apontou para a aptidão demonstrada por Martins para gostar de governar. “E isso contribuiu imensamente para o desenvolvimento desta casa, que na vdd não parou. Ela continuou nos julgamentos, na atividade”, exaltou.
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