Deltan vai às redes sociais defender Sergio Moro e atacar o TCU

O ex-procurador Deltan Dallagnol, que coordenou a finada "lava jato", publicou um vídeo em uma rede social nesta sexta-feira (4/2) para defender seu amigo Sergio Moro. Ele fez isso atacando o subprocurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Furtado, que atua no caso da relação entre o ex-juiz e a consultoria Alvarez & Marsal.

José Cruz/Agência Brasil

Deltan foi às redes para sair
em defesa de seu amigo Sergio Moro José Cruz/Agência Brasil

"O Tribunal de Contas da União nem atua em sonegação fiscal. Quem atua é a Receita Federal. E, mesmo quando a Receita Federal atua, ela não sai bloqueando bens: faz uma fiscalização e, se ela chegar a uma conclusão de que existe uma sonegação — e se houver algum ilícito de não pagamento — aí, sim, ela vai pedir o bloqueio", afirmou Dallagnol.

Também na sexta-feira, Furtado pediu o bloqueio cautelar dos bens de Sergio Moro. Anteriormente, ele havia pedido o arquivamento do procedimento no TCU que apura a relação do ex-juiz e ex-ministro com a consultoria Alvarez & Marsal, mas, diante de novas informações relacionadas ao caso — "em especial sob o risco da inviabilização do ressarcimento e do recolhimento de tributos aos cofres públicos" —, acabou fazendo o pedido de decretação de indisponibilidade dos bens.

No mesmo dia, veio a público a informação de que Furtado pediu ao TCU que apure prejuízos aos cofres públicos decorrentes de operações ilegais do ex-juiz e de outros integrantes da autoproclamada "lava jato" em Curitiba. A representação é datada de 19 de janeiro.

Em um típico discurso de candidato — ele filiou-se em dezembro ao Podemos e pretende tentar uma vaga na Câmara dos Deputados —, Deltan também disse que Lucas Furtado "não é nem é o procurador que deveria estar atuando nesse caso. Foi sorteado um outro procurador, mas ele está forçando a barra e atuando" e que o TCU "tem feito um trabalho que tem envergonhado o tribunal e os brasileiros".

Maria Cristina de Albuquerque disse:
07 de fevereiro de 2022 às 11:47

Vivemos momentos ímpar no Brasil.
Tudo é politizado e não há qualquer comprometimento com a verdade e a ética, a ponto de se ver lançada verdadeira caça aos integrantes da Lava-jato. A quem interessa tal tentativa de desmoralização? Que "intocáveis" foram atingidos a ponto de tentar virar o jogo a qualquer custo?
Isso me provoca náuseas...
Me conduz na certeza cada vez maior de que o Brasil só terá conserto no dia em que política deixar de ser profissão.

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