Morreu nesta sexta-feira (25/2), em Brasília, aos 53 anos, Dida Sampaio, um dos mais importantes repórteres fotográficos do Brasil. Profissional do jornal O Estado de São Paulo, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no último dia 10 e desde então estava internado em um hospital da capital do país.

de Brasília desde a década de 80
Reprodução
Dida, que iniciou a carreira nos anos 1980 como laboratorista no Jornal de Brasília, tornou-se um especialista em registrar as imagens da vida política brasileira — ele fotografou a posse de todos os presidentes da República desde a redemocratização do país. Em maio de 2020, aconteceu ao profissional algo raro para um repórter: Dida virou notícia. E por um motivo desagradável. Enquanto fotografava uma manifestação de apoiadores de Jair Bolsonaro, ele foi agredido por seguidores do presidente.
O talento e o carisma eram marcas registradas de Dida. O primeiro pode ser constatado pela grande quantidade de prêmios de jornalismo que ele conquistou em seus mais de 30 anos de carreira. Entre outras honrarias, ganhou duas vezes o Prêmio Esso e três vezes o Prêmio Vladimir Herzog.
Quanto ao carisma, basta perguntar a qualquer um que tenha convivido com Dida. Mesmo nas missões mais tensas — e elas não faltam para quem tem por ofício a cobertura jornalística do "mundinho" de Brasília —, o fotógrafo tinha sempre a oferecer um sorriso e uma brincadeira capazes de tornar o clima mais respirável.
Além de políticos e autoridades, Dida também fotografou aldeias indígenas, jogos de futebol, desmatamento na Amazônia, a vida de sernatejos no interior do país… De tudo um pouco, e sempre com o brilho de quem nasceu e viveu para isso.
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