Assessora do MPF-TO quer ser indenizada por ter sido criticada

Em uma demonstração de invulgar sensibilidade, uma assessora de comunicação da Procuradoria da República no Tocantins processa por danos morais a Dublê Editorial, editora da ConJur, e uma ex-repórter do Anuário da Justiça, também editado pela Dublê. O motivo: não gostou de ser criticada. 

Divulgação/MPF

Sede da Procuradoria da República no Tocantins, na cidade de PalmasDivulgação/MPF

A autora pede R$ 15 mil devido a uma sindicância instaurada pelo Ministério Público Federal para apurar sua conduta após a repórter Hylda Cavalcanti relatar um mau atendimento. A frágil assessora alega que houve denunciação caluniosa e ofensas graves à sua imagem.

Em 2020, a jornalista apresentou uma queixa à ouvidoria do MPF alegando que a assessora atendeu ao Anuário com preguiça e descaso. Isso porque a servidora estava ocupada demais para responder a uma desafiadora pergunta: quem era o novo procurador-chefe substituto no estado?

Em seguida, foi aberta uma sindicância para apurar possíveis irregularidades da assessora, mas o procedimento foi arquivado. O MPF não considerou possível atribuir conduta desrespeitosa, indolente ou mal-educada à servidora.

A assessora, então, partiu para a vingança. Alegando que já tinha dado a resposta anteriormente a outro repórter do Anuário e que deixou de atender às ligações da ré por estar ocupada, ela considerou uma boa ideia acionar o Judiciário brasileiro, como se este não tivesse nada mais importante para fazer.

Dublê é representada pelo escritório Fidalgo Advogados.

0020981-52.2021.8.27.2729

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