Decisões contra ‘lava jato’ são lição para a Justiça, diz Zanin

O reconhecimento de que agentes públicos agiram com parcialidade na condução da "lava jato" deve ser um ponto de partida para uma reflexão sobre o uso ilegítimo da Justiça, assim como pode servir para o aprimoramento dos órgãos de controle do Poder Judiciário.

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Para Zanin, decisões contra a 'lava jato' podem ajudar no aprimoramento da Justiça
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A avaliação é do advogado Cristiano Zanin, que na última quarta-feira (2/3) obteve no Supremo Tribunal Federal a suspensão, por indícios de suspeição e incompetência de dois procuradores da República, do último processo penal que tramitava contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Zanin, decisões como a da semana passada, além da declaração de suspeição do ex-juiz Sergio Moro, feita pelo STF no ano passado, deveriam servir de lição e podem também inspirar mudanças no controle da magistratura e do Ministério Público.

"Esse conjunto de decisões tomadas no passado mais recente deve servir como uma espécie de alerta e como lição para que a Justiça não mais seja utilizada para a obtenção de fins ilegítimos, sejam eles de natureza política, geopolítica ou comercial, tal como vimos acontecendo na 'lava jato' por meio da prática do lawfare. Nós temos de proteger a imagem da Justiça brasileira", disse Zanin.

"É possível, a partir dessa experiência muito ruim para o Estado de Direito, que possamos também aprimorar alguns mecanismos de defesa. Não estou, de forma alguma, dizendo que não deve haver o combate à criminalidade ou o combate à corrupção, e tampouco que membros do Ministério Público e da magistratura tenham de ser tolhidos em suas iniciativas", observou o advogado, durante entrevista ao canal de YouTube da Revista Fórum.

Zanin falou também sobre a liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski no processo sobre supostas irregularidades na compra de caças suecos para a Aeronáutica, na época em que Lula era presidente.

"Nós mostramos ao Supremo que esse processo estava dentro daquele contexto que a 'lava jato' havia programado para mover inúmeras ações contra o ex-presidente Lula a fim de prejudicar sua reputação e também para deixar seus advogados sem tempo para defendê-lo. Os procuradores que fizeram a ação sabiam que o ex-presidente não havia praticado qualquer ilícito", disse ele.

Zanin avaliou a atuação do ex-juiz e pré-candidato à Presidência Sergio Moro, que tem criticado o entendimento do STF em relação à "lava jato", enquanto afirma também que suas decisões contra Lula foram confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

"O então juiz Sergio Moro conduziu todo o processo. Então, aquilo que chegou às instâncias superiores é um material produzido pelo próprio Moro, é um material que foi deturpado pela sua parcialidade e foi reconhecido de forma definitiva pelo Supremo Tribunal Federal".

Sobre a relação da imprensa com os protagonistas da "lava jato", o advogado considera ter lutado contra o poder da "propaganda" feita pela mídia a favor da "força-tarefa".

"A 'lava jato' se desenvolveu também graças a uma enorme propaganda que foi feita por parta da imprensa brasileira, que tomava todas as afirmações como se verdadeiras fossem, deixando de exercer o papel crítico e de fiscalização do poder", avaliou Zanin.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 05:38

Decisões contra a Lava Jato foram baseadas em ilações contra Moro e os procuradores. O Supremo confirmou por ao menos nove vezes a competência de Moro nos casos de Lula, antes de mudar de entendimento e declará-lo “incompetente”. Sobre a "parcialidade", não houve qualquer fato novo - as supostas conversas hackeadas não poderiam ser usadas, inclusive porque não poderiam ser devidamente periciadas para atestação de integridade - que justificasse a decisão da Segunda Turma, como bem apontou o ministro Edson Fachin em seu voto. Aqueles ministros do STF nem sequer alegaram (nem poderiam!) que Moro e os procuradores tenham cerceado os direitos do réu ou dos advogados, muito menos que tenham forjado provas.
Como disse o  ministro Luís Roberto Barroso: “Não é esse o ponto, alguém ter dito uma frase inconveniente ou não. É que estão usando esse fundamento pra tentar destruir tudo que foi feito, como se não tivesse havido corrupção".

São lição de como blindar corruptos, isso sim!

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 05:38

Decisões contra a Lava Jato foram baseadas em ilações contra Moro e os procuradores. O Supremo confirmou por ao menos nove vezes a competência de Moro nos casos de Lula, antes de mudar de entendimento e declará-lo “incompetente”. Sobre a "parcialidade", não houve qualquer fato novo - as supostas conversas hackeadas não poderiam ser usadas, inclusive porque não poderiam ser devidamente periciadas para atestação de integridade - que justificasse a decisão da Segunda Turma, como bem apontou o ministro Edson Fachin em seu voto. Aqueles ministros do STF nem sequer alegaram (nem poderiam!) que Moro e os procuradores tenham cerceado os direitos do réu ou dos advogados, muito menos que tenham forjado provas.
Como disse o  ministro Luís Roberto Barroso: “Não é esse o ponto, alguém ter dito uma frase inconveniente ou não. É que estão usando esse fundamento pra tentar destruir tudo que foi feito, como se não tivesse havido corrupção".

São lição de como blindar corruptos, isso sim!

Guaracy Moreira Filho. disse:
08 de março de 2022 às 07:57

Abusos
“De tanto brincarem com o perigo, foram tragados por ele”

Advogado particular disse:
08 de março de 2022 às 08:37

Excelente entrevista do advogado Zanin. Concordo em gênero, número e grau com sua opinião, pois esse episódio serve, fundamentalmente para o aperfeiçoamento de nossa justiça.
Enfim, por mais que esperneiem, o fato inconteste é que a lava-jato tinha objetivos que não fazer a justiça... lamentável!

Observador disse:
08 de março de 2022 às 08:57

Quase ninguém faz menção aos juízes do TRF4, os quais foram decisivos para a bagunça jurídica, pra dizer o mínimo, feita por Moro, Deltan e cia. Lembram-se que os processos do Lula foram julgados em segunda instância em tempo recorde, sendo passados na frente de outros? Lembram-se da quantidade de folhas e documentos e o tempo diminuto de análise? Lembram-se da condenação por convicção? Caso os Srs. Victor Laus, Leandro Paulsen e Gebran Neto tivessem agido como juízes, sendo imparciais, nada disso teria ocorrido. Eles são uma vergonha para a magistratura - séria - nacional. E ainda quiseram se candidatar às vagas abertas no STJ, meu Deus.
Não podemos nos esquecer da juíza copia e cola Gabriela Hardt, outra vergonha para os juízes e juízas sérios.
Obs. Sou a favor de juízes e juízas imparciais, devido processo e afins. Nunca votei no Lula, que fique registrado, mas num estado democrático busca-se Justiça, não vingança.

Arlete Pacheco disse:
08 de março de 2022 às 11:51

Quer dizer então que, após todos os processos terem sido acompanhados pelo STF, inclusive pelo falecido Ministro Teori, descobriu-se que o foro de Curitiba era incompetente?????!!!!! Qualquer estudante de Direito sabe que para a anulação de um ato jurídico é indispensável que sejam provados prejuízos sofridos por quem a alega. PERGUNTA QUE NÃO PODE CALAR E ATÉ O PRESENTE SEM RESPOSTA:
QUAL P PREJUÍZO SOFRIDO POR LULA??????????????!!!!!!!!!!!

pjdj disse:
08 de março de 2022 às 12:28

Por gentileza, nos mostre em que parte das inúmeras decisões proferidas, qual o trecho que extingue a culpabilidade do líder supremo. Outra questão: se ele é inocente e os demais envolvidos no petrolão também o são, já que nunca houve corrupção na Petrobrás, o dinheiro dos paraísos fiscais deve ser devolvido aos denunciados?

olhovivo disse:
08 de março de 2022 às 14:08

Sem dúvida essa turma de Curitiba enlameou o devido processo legal e as instituições, embora tenha conseguido enganar muitos por muito tempo. Quando a máscara caiu, viraram as costas para a carreira e foram garimpar lucro maior na política.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 14:25

Sem dúvida que a lama não estava na Lava Jato, mas naqueles que ajudaram a blindar os corruptos.
Você não consegue enganar por tempo algum, soldadinho.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 14:25

Sem dúvida que a lama não estava na Lava Jato, mas naqueles que ajudaram a blindar os corruptos.
Você não consegue enganar por tempo algum, soldadinho.

JCCM disse:
08 de março de 2022 às 15:23

E temos aqui, constantemente, um robô

JCCM disse:
08 de março de 2022 às 15:25

E temos aqui, constantemente, um robô

JCCM disse:
08 de março de 2022 às 15:28

E temos aqui, constantemente, um robô que adota a dinâmica de agredir aos demais comentaristas e qualifica-los de soldadinhos, sustentando suas assertivas exatamente nas ações midiáticas, golpistas cujas consequências agora experimentamos com o País arruinado.

A prática do "lawfare" foi admitida pelo próprio ex-juiz, em sua parcialidade criminosa e descarada que seus pares deixaram impune.

O procuradores em ato falho chegaram a confessar terem convicção e NÃO provas.

O processo dos caças suecos GRIPEN é uma aberração justiceira que só alienados ou DESONESTOS ainda teimam atestar alguma seriedade!

Lamentável que nossa "justiça" seja excessivamente morosa, tardia, permitindo danos irreparáveis a um indivíduo e consequentemente a um povo.

Outro momento triste na história do Brasil.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 18:29

Não me meça pela sua régua, soldadinho. Vocês não enganam ninguém.
Havia provas de sobra para condená-lo naqueles processos, não houve lawfare coisa nenhuma. Viram isso os juízes do TRF-4 e do STJ, que confirmaram, por unanimidade, a sentença de Moro. E viram Fachin e Barroso que blindaram corruptos com base em ilações e formalidades frívolas (para evitarem discutir o mérito, o conjunto probatório).

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 18:29

Não me meça pela sua régua, soldadinho. Vocês não enganam ninguém.
Havia provas de sobra para condená-lo naqueles processos, não houve lawfare coisa nenhuma. Viram isso os juízes do TRF-4 e do STJ, que confirmaram, por unanimidade, a sentença de Moro. E viram Fachin e Barroso que blindaram corruptos com base em ilações e formalidades frívolas (para evitarem discutir o mérito, o conjunto probatório).

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 18:36

O devido processo legal não foi descumprido e também não acho que vocês tenham qualquer preocupação genuína com isso. Quem não engana ninguém é você, soldadinho.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2022 às 18:36

O devido processo legal não foi descumprido e também não acho que vocês tenham qualquer preocupação genuína com isso. Quem não engana ninguém é você, soldadinho.

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