O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovou uma moção de solidariedade à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, que foi alvo de ataques machistas do ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Jair Bolsonaro.

MPF
A moção foi proposta pelo presidente do Conselho, o procurador-geral da República, Augusto Aras, na manhã desta terça-feira (25/10), no início dos trabalhos da 16ª Sessão Ordinária do CNMP. O manifesto foi aprovado por aclamação.
"Da mesma forma que defendemos a nossa independência funcional, também defendemos sempre, e defenderemos, a formação da livre convicção do julgador com sua respectiva fundamentação", declarou Aras.
Ainda segundo o presidente do CNMP, as divergências, seja sobre manifestação do Ministério Público ou da magistratura, devem ocorrer sempre com base em manifestação adequada e nos autos.
Antes da monção do CNMP, um grupo de 32 subprocuradores-gerais da República do Ministério Público Federal manifestou apoio à ministra Cármen Lúcia. Ela também recebeu manifestações públicas de solidariedade de outros ministros do Supremo, da presidência do Superior Tribunal de Justiça e de entidades e associações de advogados.
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