Em 2002, buscando alternância social, votei no candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Ante a substituição do presidente Fernando Henrique Cardoso, mereci charge, de Paulo Caruso, na revista "IstoÉ", de 27 de maio de 2002. Nela, estou na porta de um restaurante, com a faixa presidencial no peito e vem chegando, com mala de viagem com etiquetas "Spain" e "Italy" o titular da Presidência. Tabuleta anunciando o cardápio "HOJE FRUTOS DO MAR — LULA". O título "Avenida BRASIL", subtítulo "em… INTERINIDADE INDIGESTA". Nela foi lançada dedicatória, de próprio punho: "Ao amigo Ministro Marco Aurelio, com abraço do amigo Lula, 29/10/02".
Renovei o voto na reeleição, em 2006.
Em julho de 2017, fechei seminário de verão na Universidade de Coimbra (POR) e discorri sobre a tendência mundial de eleger candidato populista de direita. Falei sobre o perfil, mencionando Polônia, Hungria e Estados Unidos. Disse temer pelo Brasil — eleger presidente de República, nas eleições do ano seguinte, o deputado federal Jair Bolsonaro que fizera a caminhada batendo em minorias. Página hoje virada, ante a mudança de postura, para o bem, no exercício da Presidência da República, persistindo os arroubos de retórica. É conferir os Anais da Universidade de Coimbra.
Nas eleições de 2018, votei no candidato Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores.
Nestas eleições, anunciei que votaria em quem estivesse, nos levantamentos, em terceiro lugar. O voto foi, no primeiro turno, em Ciro Gomes, candidato que tão bem conhece, como poucos, as entranhas brasileiras. A apuração desaguou na atualidade. Bolsonaro, na busca da reeleição, segundo colocado, e Lula em primeiro lugar, sem alcançar a maioria exigida constitucionalmente — metade mais um dos votos válidos.
Com pureza d'alma e tendo a coragem como síntese de todas as virtudes, norte de 42 anos em colegiado julgador, recorde que dificilmente será batido — iniciei o oficio de juiz em 1978, no Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região, chegando, em 1981, ao Tribunal Superior do Trabalho, com idade mínima de 35 anos, e ao Supremo em 1990, sendo alcançado, em 2021, pela expulsória dos 75 anos, venho dizendo que, no segundo turno, próximo domingo, votarei no atual presidente.
Indaga-se, a razão da guinada. É simples, muito simples: como ex-juiz não posso subscrever o nome de quem, durante oito anos foi presidente da República e teve o perfil político manchado pelos célebres casos "MENSALÃO" e "LAVA JATO". Que veio a ser condenado a substancial pena de reclusão, executada em parte. Dir-se-á que o Supremo anulou os processos-crime. No julgamento fui, com outros colegas, voto vencido.
Nos bancos da Nacional de Direito, e acredito ter sido bom aluno, aprendi que incompetência relativa preclui, ao contrário da absoluta, exemplo a em razão da matéria. A territorial é, sabidamente, relativa. Foi sepultada com o término dos processos-crime relativos a delitos contra a Administração Pública — corrupção e lavagem de dinheiro. Mas o Supremo, na voz da sempre ilustrada maioria, bateu o martelo, vindo a ressuscitar, politicamente, o candidato Lula, gerando polarização que inviabilizou terceira via. O Absolveu? A resposta é desenganadamente negativa.
Em Habeas Corpus, via instrumental afunilada, assentou, por maioria, a existência de direito líquido e certo de ser julgado pela Justiça Federal não do estado do Paraná, mas da capital do país, Brasília. Deu o dito, pelo não dito, ficando em segundo plano a dinâmica e a organicidade do Direito. Em colegiado, órgão democrático por excelência, há somatório de forças técnicas e humanísticas distintas. Nisso, os integrantes complementam-se mutuamente.
Vence a maioria e proclamado, no Pleno, o resultado do julgamento, esgotada a fase dos embargos declaratórios, cabe a observância. O fato não afasta a consciência do eleitor, na análise da vida dos candidatos. Eis as razões pelas quais, no domingo, 30 de outubro de 2022, embora aos 76 anos de idade o voto não seja obrigatório, cumprirei o direito-dever de eleger o representante maior, sufragando o nome do candidato Jair Messias Bolsonaro, que vem de obter expressiva vitória nas eleições para a Câmara dos Deputados e Senado da República, com vários ex-ministros eleitos, destacando-se a figura ímpar do vice-presidente Hamilton Mourão, senador pelo brioso estado do Rio Grande do Sul.
O fato sinaliza o bom trabalho desenvolvido. Com a palavra os eleitores. O eleito há de ser diplomado, tomar posse e entrar em exercício, atento às mazelas nacionais que tanto nos envergonham. Que assim o seja, com avanço cultural, mediante a constante busca de dias melhores para a sofrida República retratada pelo Brasil.
O mais garantista dos Ministros da Suprema Corte em todos os tempos, também a nossa grande reserva moral.
Nenhum dos dois candidatos representa, nem de longe, a figura de um líder ideal para nossa nação.
No entanto, apesar de todos seus defeitos, Lula tem uma qualidade que o diferencia substancialmente de seu adversário: Respeito pelas instituições.
Lula perdeu várias eleições, nunca questionou a lisura do pleito.
Por várias vezes foi juridicamente "derrotado" no STF, nunca questionou a moralidade dos ministros. Nunca promoveu ataques à corte.
É realmente de se estranhar que um ex-ministro do STF feche seus olhos para essa realidade.
Bolsonaro trabalha diuturnamente pelo enfraquecimento das instituições pátrias. Repetidos ataques às urnas eletrônicas, ao TSE, ao STF, ao Congresso Nacional. Quem não é seu aliado, é comunista.
O perigo se tornará ainda maior com a reeleição do atual presidente. Com um Congresso fortemente conservador ao seu lado, sem dúvidas, promoverá imprevisíveis modificações na Constituição Federal. Vai "brincar de fazer PEC". Já referiu inclusive a possibilidade de alterar a composição do Supremo...
Lula, por outro lado, governará ao centro, contido por alianças e por um legislativo de oposição.
Por isso, neste domingo, eu não votarei em Jair Bolsonaro (e o ex-ministro também não deveria).
Honestamente, é inacreditável! Esta gente nunca ouviu falar em presunção de inocência? Artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal de 1988! Está escrito fez 34 anos este mês!
Ou você é inocente ou culpado. Presume-se que, até sentença penal condenatória transitada em julgado, o sujeito é inocente. Sempre. Vale para todos. Vale para mim, vale para você, vale para Lula, vale para Bolsonaro e vale para qualquer um!
Na primeira instância ou juiz pode, quanto ao mérito, condenar ou absolver. Qual juiz? Qualquer um? Não! Somente um juiz imparcial e competente! No caso de Lula o então juiz Sérgio Moro era territorialmente incompetente e suspeito por ser parcial (atuar em favor de uma das partes, no caso, em favor da acusação, o que é legalmente vedado). Logo, a decisão de Moro não valeu nada!
Para colocar em português direto: a sentença de um(a) juiz(a) parcial vale tanto quanto uma sentença dada pelo(a) motorista ou pelo(a) ascensorista do Fórum. Não tem nenhum significado jurídico. É literalmente um nada jurídico.
Sergio Moro disse nas eleições:
"Eu sempre fui inimigo histórico do PT".
Com "histórico", ele inclui: como candidato ao Senado, como Ministro de Bolsonaro e... como juiz de Lula!
Moro pode se sentir ideologicamente inimigo de quem ele quiser, enquanto cidadão, mas então que declarasse a suspeição ao julgar o PT. Os artigos 145 do Código de Processo Civil e 245 do CPP são claros: se o juiz for inimigo das partes, é juiz suspeito!
Fora outras tantas coisas que provam a suspeição de Moro, como grampear os advogados do réu, vazar delação imprestável de Palocci, etc.
A doutrina, seguindo orientação do próprio Código de Processo Penal, é majoritária no sentido de que a suspeição do juiz é causa de nulidade ABSOLUTA!
Bah, ruim demais, Dr. Mello!
kkkk
É assim que se fala.
Considerando que o ex-ministro foi voto derrotado no julgamento do STF e ainda não aceitou o resultado, conforme suas próprias palavras, demonstra um grande desrespeito ao colegiado, além de arrogância perante seus pares.
Por outro lado, já foi diversas vezes provocado, pelo jornalista Reinaldo Azevedo, a apontar em que folha se encontram as provas, conta o Lula, no processo conhecido como triplex do Guarujá e simplesmente não se manifestou.
Fica parecendo a estória do garoto que leva a bola para o playground e não aceita ficar no banco de reservas, mesmo sabendo que é um "pereba".
Em nome do estado democrático de direito espero que mais uma vez se torne um inexpressivo voto vencido.
Dr. Willian Frezze,
Parece que o ex-ministro adotou o Código Penal do Russo.
O que o Ministro, a voz dissonante do STF, omite no seu corolário não é tão somente a incompetência do Júri, mas também a suspeição do Magistrado para julgar o réu, fato muito mais grave que por si só anula todo o processo, conduzindo o réu ao seu estado originário, ou seja inocente, é o que diz a Constituição Federal, segundo o princípio da presunção de inocência, Art 5º, inciso LVII.
De fato, o "grande" ministro que afirmava em seus votos que onde a norma é clara "cessa-se a interpretação" faz jus à alcunha de ministro voto-vencido! Domingo estará onde deve estar: do lado vencido!
Nesse momentos de incertezas, esse texto me traz muita alegria.
O ex-ministro Marco Aurelio é reconhecido nacionalmente (quiçá internacionalmente) por ser voto vencido, ou seja, perder nas votações.
Agora, com o apoio do ex-ministro, tenho ainda mais certeza Bolsonaro perderá a eleição nesse domingo!
Apenas explicou porque não vota em Lula.
Mas gostaria muito de saber quais as razões que o fazem votar em Bolsonaro.
Falou o primo do ilibado presidente Collor de Mello. m-fez-vista-grossa-planos-terroristas-bo lsonaro-anos-1980).
Nos bancos da faculdade também aprendi que é inocente quem não ostenta condenação transitada em julgado.
E, também voltando no tempo, o que o nobre magistrado aposentado tem a dizer da prisão do seu candidato, por crime militar (vide: https://www.conjur.com.br/2021-ago-10/st
Ao reconhecer que o presidente Bolsonaro teve êxito em eleger a maioria do Congresso Nacional para a próxima legislatura, entre os quais membros figuram muitos ministros do governo Bolsonaro, o ministro Marco Aurélio, sempre um gigante, inculca que é esse fenômeno decorre do exitoso exercício das pastas comandadas por tais ministros, o que, por sua vez, é o resultado do êxito do próprio governo Bolsonaro, êxito este que o move a votar para a reeleição do presidente Bolsonaro.
Está aí em todas as cores.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Em senhor Marco Aurélio Mello tem meus cumprimentos! Inclusive uma decisão de Sua Excelência já salvou uma Procuradoria dá subordinação ao pecaminoso Secretário Municipal Jurídico.
O f a m o s o v o t o v e n c i d o!
Meu comentário pode se limitar ao título. Curioso o ex ministro não dizer uma só palavra acerca da — reconhecida — parcialidade e suspeição do sentenciante (que hoje é aliado do incumbente e opositor de Lula).
Trecho retirado do próprio texto: "O fato sinaliza o bom trabalho desenvolvido. Com a palavra os eleitores. O eleito há de ser diplomado, tomar posse e entrar em exercício, atento às mazelas nacionais que tanto nos envergonham." destaco: o bom trabalho desenvolvido. Os eleitores de Bolsonaro vivem dizendo que se Lula ganhar, vamos ser uma nova Venezuela. Lá conforme muitos posts veiculados, até os animais domésticos viraram comida. Mas aqui no Brasil, povo faz fila pra comprar osso. E não é por falta de carne. Continuamos sendo os maiores produtores mundiais. Mas pelo preço. Quem ganha salário mínimo não compra. E não é só carne. Feijão a 12 Reais, sendo um dos maiores produtores de grãos. Bom trabalho aonde ?? Lula realmente foi condenado. Mas Bolsonaro também não explica os mais de 100 imóveis, 50 pagos com dinheiro vivo. Bolsonaro vive ameaçando golpe no STF. O mesmo que fez Chávez e Maduro. Não estamos parecidos com a Venezuela ? Verdade seja dita: evangélico vota em Bolsonaro por causa das questões de gênero.
Steve Bannon, criador da direita conservadora mundial. Marketeiro, ideólogo esta preso. Bolsonaro e Olavo de Carvalho o seguem. Criou a militância da direita. Ele gosta de Bolsonaro. Podemos ter direita com costumes liberais (EUA). Poderíamos ter esquerda conservadora (o comunismo da revolução de 1917, que não tolerava os homossexuais). Mas aqui no Brasil, a direita antes de Bolsonaro não tinha militância política. Aquele sujeito apaixonado que carrega bandeiras e faixas, e precisa lutar contra alguma coisa concreta. A direita brasileira e mundial sempre reclamou da falta de militância. Ninguém carrega faixas defendendo o empreendedorismo. Já a esquerda sempre teve militância o que se mistura com as reivindicaçoes das pautas sociais e ideais libertários de diversificaçao de direitos contra qualquer tipo de discriminação. Mas como disse, faltava a militância de direita. A forma de criar essa militância foi associar a direita ao conservadorismo com o auxílio das crenças cristãs e o comportamento militar como forma de inspirar disciplina, lealdade, patriotismo, ideal de pertencer a algo (a tropa). Combate as pautas de costumes e especialmente as de gênero que tanto incomodam as pessoas. O conservadorismo como forma de protesto. É através do conservadorismo que se consegue trazer pra direita as classes econômicas menos privilegiadas. Ficam entretidos com as pautas polêmicas e conservadoras enquanto esquecem que vivem de salários, item que não é valorizado nas políticas de direita. Esquecem que termos como direita e esquerda são convenções do viés econômico. Quem melhor defende pauta de salários e direitos trabalhistas é a esquerda.
será que ele soltaria Bob Jeff como fez com André do Rap?
O ex-Ministro Marco Aurélio tem realmente um curriculum invejável, digno de todo o respeito de seus concidadãos, entre os quais me incluo.
E também é inquestionável o seu direito de destinar seu voto a quem bem entender.
As suas dúvidas são as de quase todos nós, de modo que não se trata exatamente de um problema individual, tendo cabida algumas reflexões.
Sim, pois trata-se de uma dúvida nacional, urgente e inadiável.
Oportunista por excelência, o atual chefe de governo tripudia, chamando o oponente de “ex-presidiário”, pretendendo com isso situar-se num plano superior ao dele.
Não obstante, ambos os candidatos topam com rejeição maciça do eleitorado: a somatória dos dois chega quase a 100%. Está mais do que claro que o povo brasileiro não tem alternativa: metade vota contra um deles e a outra metade, contra o outro.
Ao fazer sua opção, que, como disse, é respeitável e está em seu pleno direito, Marco Aurélio assinala que a eleição de seus apoiadores, espalhados pelo Brasil, significa que tem respaldo para atos de seu governo.
Bom, data vênia, esse argumento tem lá suas inconsistências, pois, ao que parece, trata-se de vitória do poder econômico. Em SP, temos duas figuras estranhas, uma que se elegeu senador e outra que poderá ser o governador, com um detalhe: ninguém os conhece.
Por fim, um pegou cadeia e o outro se gaba de ter escapado. A sua situação é semelhante a de quem fugiu da prisão, após ter montado uma rede de apoio. Ambos estão envolvidos em sérias irregularidades e, por esse critério, a escolha não tranquiliza
Pensemos em quem tem compromisso com nossos valores e tem mais condições de servir ao País, cuidar do nosso povo, defender nosso desenvolvimento com mais escolas, emprego e assistência à saúde. E, sobretudo, paz!
Me parece que estão confundindo voto em julgamento judicial com voto em eleição presidencial. O voto em eleição envolve um julgamento moral, não um julgamento jurídico.
Conversas por aplicativo obtidas ilicitamente por meio de ato criminoso – provas ilícitas no mundo jurídico – foram e são utilizadas para julgamento moral de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, inclusive aqui na Conjur. Mas o fato de um ministro do Supremo tê-las utilizada em julgamento judicial como “reforço argumentativo” não causou alvoroço entre penas famosas.
Com aquela mesma razão, as provas judiciais contra Lula anuladas pelo STF – provas ilegais no mundo jurídico – são válidas para julgamento moral dele na eleição de domingo. Pau que bate em Chico, bate em Francisco.
Por isso, são irrelevantes – para não dizer outra coisa que possa ofender alguns comentadores – a condição de inocente de Lula ou que o Min. Marco Aurélio tenha sido voto vencido no Colegiado do STF que anulou processos em que Lula havia sido condenado.
Além disso, o Min. Marco Aurélio não está vinculado à decisão judicial do Colegiado no STF para expressar seu voto na eleição presidencial. Isso deveria ser óbvio entre operadores do Direito.
O que ele esclarece? Nada. Estranha postura política, uma vez que o STF vem sendo achincalhado pelo cidadão que ocupa o mais elevado cargo do funcionarismo público e tenta a reeleição. Ele compactua, então com as agressões ao STF e seus integrantes, é o que singelamente concluo.
Marco Aurélio é uma mente confusa, que, ao deixar a magistratura, não consegue ser um cidadão consciente. Em sua entrevista revela-se deslocado e pueril. Por isso não consegue dizer a razão do seu voto em bolsonaro. Parece-me que o pano de fundo é, em verdade, a inveja de um nordestino, iletrado, que fulgura no mundo. Ele, Marco Aurélio, jamais atingirá o patamar de Lula.
Os eleitores do Bolsonaro são doentes do pé e da cabeça, vivem no mundo mentiroso do Bolsonaro, não têm consciência do mal que ele fez ao Brasil (400.000 mortes é um pedacinho). Agora, em especial, o Ministro, teve e tem uma vida cheia de regalias o que o impedia e impede de ter conhecimento de como é a vida aqui fora e vai chutar votando no fascinóra. Que DEUS não o perdoe, pois, alguns levarão a série o que diz por dizer, pois, é capenga no saber. Tererê tererê, o eleito terá que reconstruir o destruído e ser o Bolsonaro, por favor, o chamen de cabritão (cabrito capitão) é o nome menos qualificativo da besta.
Realmente a incompetência relativa preclui... isso se não tiver sido alegada no momento oportuno... foi o caso?
É igual ao julgamento de um processo, quando a pessoa já tem uma tese (ideologia), não consegue nem ler a antítese.
A democracia envolve a conjugação de diversas opiniões, não só as doutrinas da manada.
Esse é que é o problema: Lula tem estética, mas seus atos não tem moral. É o voto nas aparências. Como um suspeito do mensalação e da lava jato respeitou alguma instituição?
Estou com o Ministro, se Bolsonaro não é o candidato dos sonhos, Lula é um pesadelo!
Queria ver este ex ministro perdedor se teria a mesma opinião e posição se ainda fizesse parte da corte.
Há uma resposta mais simples e direta:
Porque a alternativa é ainda pio!
Aliás, Bolsonaro é, em grande medida, efeito-rebote ao sectário e autoritário lulopetismo.
Há uma resposta mais simples e direta:
Porque a alternativa é ainda pio!
Aliás, Bolsonaro é, em grande medida, efeito-rebote ao sectário e autoritário lulopetismo.
Se há uma coisa que ele tem é caráter, rapaz.
Se há uma coisa que ele tem é caráter, rapaz.
Não, o que ele vem dizendo, e com razão!, é que o STF (ou o TSE) também vem exorbitando. Ele mesmo teve uma fala censurada por integrante da côrte.
Não, o que ele vem dizendo, e com razão!, é que o STF (ou o TSE) também vem exorbitando. Ele mesmo teve uma fala censurada por integrante da côrte.
Lula não respeitou as instituições, ele as comprou! O mensalão , por exemplo, foi compra de poder no parlamento com suborno e corrupção.
Lula não respeitou as instituições, ele as comprou! O mensalão , por exemplo, foi compra de poder no parlamento com suborno e corrupção.
É simples entender o porque do voto declarado do ex ministro. A vida do simples mortal não tem brecha,não tem interpretação.tem que ser autentico.Do alto dos seus setenta e poucos anos,viveu e conviveu com varios brazis e suas administração.Se não tem a dignidade de fazer uma reflexão sobre elas declara seu voto por dois motivos.è declaradamente facista e quer o povo(no qual me incluo) na fila do osso,morando na rua,chorando seus mortos pela incompetencia na pandemia,não tem compromisso com seus ex-pares e concorda com os ataques ao STF,ou,esta pavimentando o caminho para quem sabe,um cargo no 1º escalão governamental,em caso de vitoria do candidato escolhido. Afinal um defensor da nossas leis que,solta o Andre do rap,que distrata um defensor no plenario do STF,(olha a liturgia e que quando questionado responde "EU SOU A LEI E A LEI CUSTA CARO"na maior calma,esperar oque desse cidadão.
Isso é o senhor que está falando, não o ex-ministro.
Gostaria de saber as razões DELE e não as SUAS.
Mas pelo jeito, ele não tem nenhuma.
Vindo de um ex-integrante da mais alta corte do Poder Judiciário deste país, o texto mostra-se bastante simplista, sem nenhum poder de convencimento.
Paulo Guedes e Marco Aurélio, involuntariamente, mas com arrogância com que lhes é peculiar, se tornaram os maiores cabos eleitorais, às avessas logicamente, de Bolsonaro: o primeiro porque tem ojeriza a pobre; o segundo pela fama de soltar o Marcão Rap e o banqueiro Cacciola. Parabéns, valentes, pela atitude de "coragem e destemor".
O voto de vossa excelência é um ótimo sinal, porque sempre foi voto vencido! Domingo é lula de volta à presidência!
Demonstração de lucidez e compromisso com a verdade ao final de carreira e com o alcanço da maturidade. Entretanto, corre grande risco por dizer a verdade e deixar escancarada a manobra jurídica para livra o ex-presidente corrupto e deixá-lo livre para atormentar e tumultuar a sociedade brasileira!!! Muita vida e saúde ao honrado ex-Ministro!!
Posicionamento lúcido e coerente!
Estou de pleno acordo com suas considerações sobre as questões econômicas. Apesar de apoiar algumas políticas do governo Bolsonaro, como a política sanitária por exemplo, sempre fiz oposição à política econômica do governo Bolsonaro desde antes de tomar posse, quando anunciou que Paulo Guedes seria o ministro da Economia. Por outro lado, outras políticas do governo Bolsonaro foram bem-sucedidas e merecem o voto na continuidade. Hoje em dia, dada a complexidade cada vez mais profunda da sociedade e da Economia, é muito difícil apoiar um governo em sua totalidade. Só os doutrinados fazem isso porque enxergam apenas a ideologia. Assim como os políticos, os eleitores devem prestar atenção em seus próprios interesses e votar em candidatos que mais se aproximem dos objetivos que almejam.
Alternância de poder só se dá, quando existem 2 candidatos DEMOCRÁTICOS, o que não é o caso em tela. O triste fim do voto, em um ditador que até certo tempo era tido como um inútil desconhecido nos meios políticos do Congresso Nacional chancela a barbárie. Na eleição passada poucas pessoas conhecia esse cidadão chama Jair Bolsonaro. Mas, agora é diferente, todos já conhecem quem é a peça icônica no tabuleiro do xadrez da democracia. O operador do direito que não reconhecer que houve tramoia contra o Lula está fadado ao fracasso em sua carreira jurídica, não aprendeu nada na universidade, precisa votar para a sala de aula. Entre a civilização e a barbárie, a democracia e a ditadura, o machismo, a misoginia, o preconceito, o autoritarismo e outros defeitos horrendos desse senhor presidente, eu prefiro fica do lado certo da história. É LULA PRESIDENTE PELO BEM DA NAÇÃO BRASILEIRA E DO MUNDO.
O que assusta não é o alvoroço de gente como o primo do Collor, mas o apoio de gente que teve oportunidade de se informar e, ainda assim, apostam no fascismo. Lamentável.
Senhor Juiz, quem rouba três galinhas é ladrão? E quem rouba duas?
Essa proporcionalidade é semelhante entre Lula e Bolsonaro. Isso não te interessa na tipificação do crime? Paulo Guedes acaba de dizer: "nós roubamos pouco!!" Ou seja. Ainda é tempo de rever sua decisão. Vote na democracia, na liberdade, na paz, na harmonia. Abandone o ódio, a desavença e as ameaças.
Ao declarar voto, Marco Aurelio Mello desnuda a armação feita no STF para “inocentar” Lula. Quem sabe observar e interpretar chega a mesma conclusão.
Parabenizo o Ministro pela lucidez na decisão.
Como colocaram em comentário anterior Bolsonaro não é o candidato dos sonhos, mas Lula é o dos pesadelos.
E falo isso não só pelas condenações ou passado manchado por toda sorte de falcatruas, mas também pela verdadeira corja, que representa o pior que a politica brasileira tem a oferecer, que estão do lado do ex-presidiário e que prometem compor um futuro eventual governo.
É uma tragédia que sepultaria toda a luta para acabar com a corrupção no país, e entregaria o galinheiro às raposas.
Que deus nos livre dessa tragédia.
Juiz de carreira trabalhista, quase sempre julgando contra os trabalhadores.
Decepcionante, principalmente vindo de um Ministro que sempre defendeu de forma instransigente a Constituição Federal. LULA teve erros políticos sim, mas foi claramente uma vítima de um processo viciado e de um conluio entre Moro e MPF para que fosse retirado das eleições 2018. A maior prova disso é que Moro e Dallagnol largaram suas carreiras para virar político. Moro foi parcial, agiu contra a lei e agiu de forma pessoal durante o impeachment de Dilma. Me estranha muito um Ministro que soltou "ANDRÉ DO RAP" num final de semana em uma decisão muito esquisita e baseada numa formalidade pequena. Soltou o maior líder do PCC, curiosamente num Habeas Corpus impetrado pelo escritório de sua ex-estagiária (pesquisem). Ademais, Bolsonaro não é limpo, sempre desviou dinheiro público, sua família comprou 51 imóveis em dinheiro, prática esta comum a traficantes e lavadores de dinheiro. Bolsonaro é desumano, trabalhou pra espalhar a COVID19, foi omisso na gestão da pandemia, riu de pessoas morrendo, aumentou o desmatamento, armou a população civil, comprou briga com João Dória que queria trazer a vacina. Bolsonaro não merece respeito. Agora entendo porque o Ex Ministro Marco Aurélio sempre foi voto vencido no STF.
Lamento ter lido o posicionamento do ilustre ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello!!
Por seu passado de Magistrado deve ter bastante consciência de que a Lei estabelece as normas a serem observadas em todos os sentidos. Assim sendo, fazer os comentários que traçou em relação ao nosso querido LULA, importa dizer que tal ex-magistrado jamais deve ter conseguido ser um julgador imparcial. Explico: Se LULA poderia fugir do Brasil, para evitar todas as perseguições que sofreu por parte de um juizeco plantado para ser a PARCIALIDADE PERSONIFICADA, e agir como agiu com LULA; e, mesmo assim, ao final, LULA conseguiu ser absolvido de todas as ações ajuizadas contra o mesmo, isto significa dizer que LULA sempre foi inocente, não merecendo, pois, ser avaliado pelo ex-ministro do STF do modo como foi. Me desculpe, Sr. ministro aposentado; mas o Sr. poderia ter deixado de externar essa falha interna, depois de ter passado pelo STF, afinal, com a sua demonstração de parcialidade, agora, colocou em dúvida cada decisão sua naquela Corte Suprema.
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