Advogado pede condenação de Raul Seixas por morte de “príncipe”

Um advogado e músico acionou a Justiça paranaense para pedir a condenação do falecido cantor e multi-instrumentista Raul Seixas pelo homicídio qualificado do descendente da família real Pedro Luís de Orléans e Bragança, vítima de um acidente aéreo em 2009.

Divulgação

Raul Seixas morreu em 1989; advogado pede citação espiritual pela maçonaria

Na petição, enviada à Vara Criminal de Marechal Cândido Rondon (PR) na última sexta-feira (2/9), o advogado pede que a maçonaria promova a citação de Raul no "plano espiritual correspondente".

O autor se diz descendente de um barão, engenheiro alemão de família nobre que morou no Brasil no século XIX. Ele conta que fez sua inscrição profissional como músico baterista em 2002 e recebeu o número 1989.

Raul Seixas morreu em 1989. Pouco antes, naquele mesmo ano, o cantor fez um show em Ponta Grossa (PR), local de nascimento do autor. Segundo o advogado, existem duas fotos originais desta apresentação e uma delas é sua.

Em seguida, o autor lembra que, em 2009 um avião da companhia francesa Air France, com destino a Paris (voo 447), caiu no oceano Atlântico e deixou mais de 200 vítimas. Dentre elas estava o brasileiro Pedro Luís, descendente de Dom Pedro II.

"Não tenho a menor dúvida que foi o Raul Seixas que matou o príncipe", diz a petição. O advogado alega que chegou a essa conclusão porque é conselheiro, secretário e membro da diretoria da Ordem dos Músicos do Paraná.

A ação foi ajuizada em Marechal Cândido Rondon porque Raul Seixas se apresentou na cidade em 1976. De acordo com o autor, a jurisdição poderia ser qualquer cidade em que o músico já tenha feito algum show.

Advogado do rock
A petição inicial ainda informa que o autor foi premiado com o título de "dinossauro do rock", por completar 25 anos de atividades ininterruptas de rock.

O advogado explica que, no rock, existe a parceria colaborativa: a banda cede sua denominação para alguém, que pode usá-la e ficar com o lucro. Por isso, pede que o juiz "supra a assinatura" da banda Rush e lhe conceda a parceria colaborativa, para que ele possa produzir e vender
os produtos, "cessando assim os efeitos espirituais sobre os pilotos de aviões".

O autor também solicita vistas ao Ministério Público para que se manifeste, "de preferência favoravelmente ao requerimentos".

Esta não é a primeira vez que o advogado em questão elabora um pedido inesperado. No último ano, ele notificou o conglomerado de mídia Warner Bros. e o clube Flamengo para oferecer fotos de sua propriedade, na qual veste um uniforme do time carioca e um tênis do personagem Superman.

Processo 0005008-23.2022.8.16.0112

José Higídio

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Patricia Ribeiro Imóveis disse:
06 de setembro de 2022 às 11:21

parece que o causídio se inspirou na Lava Jato para o ajuizamento de sua ação.

Confira-se: "De acordo com o autor, a jurisdição poderia ser qualquer cidade em que o músico já tenha feito algum show."

Felipe Costa - Advogado Ceará disse:
06 de setembro de 2022 às 13:14

É isso.

No mais, a OAB tem de verificar a capacidade técnica do causídico, que parece não estar em condições mentais de movimentar a máquina judiciária.

Ademais, compursca a dignidade da profissão, coloca em dúvida o bom nome da advocacia.

Renan Leal de Oliveira disse:
06 de setembro de 2022 às 14:23

Como perguntou o velho Gilmar Mendes: "O que esse pessoal do Paraná anda fumando?"

Ike Eskinazi disse:
06 de setembro de 2022 às 14:42

Me perdoem os nobres advogados paranaenses, mas o que andam ensinando no cursos da Direito do PR para produzir 'formados' como S. Moro, D. Dalagnol ou o Adv q está processando o nosso maluco beleza??

Flávio Marques disse:
06 de setembro de 2022 às 14:46

Os inúteis da direção da OAB não veem isto aqui, não. Lástima quando se tem um pseudoadvogado maculando a imagem de uma das mais dignas profissões.

Alexander Santos disse:
06 de setembro de 2022 às 15:40

Quando acabar o maluco sou eu.

carlos.msj disse:
06 de setembro de 2022 às 16:02

Prova fraca da OAB dá nisso.

Fernanda Fernandes Estrela disse:
06 de setembro de 2022 às 16:12

Não seria alguém querendo tirar um sarro, fazer uma piada?

Não pode ser sério isso.

renataeu disse:
06 de setembro de 2022 às 16:16

A OAB e as caixas de assistência ao advogado deveriam atentar mais pra saúde mental dos colegas... estamos largados! Anos e anos esperando aas sentenças em processos q não acabam e, quando temos distúrbios, viramos chacota perante a sociedade.

Muito triste a situação da profissão.

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
06 de setembro de 2022 às 16:51

O doctor Aldebaran Luiz von Holleben (tem nome de nobre alemão), inscrito na OAB/PR 30.483, busca a Justiça Eterna.

Lucas Mororó - Advogado disse:
06 de setembro de 2022 às 17:57

Coragem admirável. No entanto, gostaria de entender melhor a conexão entre os eventos citados. Com certeza um objeto de estudo aos futuros docentes. De repente, a diferença entre o gênio e o maluco beleza é o meio.

Chico Bueno disse:
06 de setembro de 2022 às 20:34

Não seria mais sensato que o autor aguardasse o Juízo Final para pleitear o direito que entende ter?

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
07 de setembro de 2022 às 00:00

O sentimento que toma é de desconforto em face à comunidade jurídica.
E, de fato, como disse outro colega, um tipo desse ofende a profissão.
Deveria ter seu registro na OAB, cassado.

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
07 de setembro de 2022 às 00:09

Declinar o nome do advogado com o fito de o expor ao ridículo, traz consequências.
Lembre que na matéria acima não foi declinado o nome do advogado para preservá-lo.
Mas, como você não é advogado só um palpiteiro, acha que pode tudo.
Respeito é imperativo, mesmo neste espaço.
Cuidado.

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
07 de setembro de 2022 às 00:11

Ilustre corretora, o que você entende de direito e da lava jato?

Edgar Calixto disse:
07 de setembro de 2022 às 00:37

Será que ele tomou chá de cogumelos? Só faltou ele colocar ao final da petição o nome de Rui Barbosa dizendo que é reencarnação dele. Que loucura.

Henning Summer disse:
07 de setembro de 2022 às 01:14

Ele é maluco, beleza?

Paulo Cezar Santos de Almeida disse:
07 de setembro de 2022 às 06:46

Conforme o Código Civil de 2053, aplicável ao caso concreto, a prescrição é de 100 anos, contada da data em que o advogado nasceu.

Fred1208 disse:
07 de setembro de 2022 às 10:35

Do passado me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem, diga que eu saí

Luiz Carlos Perucia disse:
07 de setembro de 2022 às 15:08

Desculpem -me a classe, mas fico muito indignado com a OAB,por concessão de credencial à esse insano doctor, para ",exercer" a profissão, sendo que está claro a patologia psicológica desse paciente denominado doctor.
Tantas são as causas em que necessitam da classe advocática, para o autor dessas petições perder o seu nobre tempo e o limitado tempo da magistratura, com coisas banais e sem qualquer nexo casual!!!

PALUXO disse:
08 de setembro de 2022 às 06:52

O cara quando NÃO tem em que ocupar o tempo, dá nisso.

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