A posse de Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato como presidente da República ocorre com quatro anos de atraso e encerra a era de "terror jurídico" que se instalou no país junto com a operação "lava jato", afirma o jornalista Reinaldo Azevedo em texto publicado neste domingo (1/1) no portal UOL.

Agência Brasil
No artigo, o colunista relembra detalhes do processo que levou o petista à prisão e destaca o fato inédito de um político sair da cadeia e assumir a presidência.
Quanto à decisão do ex-juiz Sergio Moro que condenou Lula a nove anos e meio de prisão em julho de 2017, e que foi referendada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no ano seguinte, Reinaldo afirma que não é possível encontrar na sentença proferida pelo agora senador as páginas em que estão listadas as provas que levaram o petista a ficar encarcerado por quase um ano e meio na Policia Federal em Curitiba.
"Foram 580 dias na prisão em razão de uma condenação sem provas, que, entendo, violava a Constituição e a lei porque o Artigo 283 do Código de Processo Penal é explícito sobre a prisão em caso de condenação: só pode se dar depois do trânsito em julgado", afirma o jornalista.
Reinaldo lembra que, mesmo após a libertação de Lula, em novembro de 2019, ele ainda correu o risco de voltar à prisão, caso fosse condenado nos processos referentes ao apartamento do Guarujá e ao sitio de Atibaia, cujas propriedades lhes eram atribuídas.
No caso do sítio, explica Reinaldo, o TRF-4 endossou uma condenação e majorou a pena para 17 anos e um mês — novamente, porém, com ausência de provas, na avaliação do jornalista.
Ele cita ainda o "constrangimento adicional" pelo fato de que a sentença de primeiro grau, proferida pela juíza Gabriela Hardt, "colou trechos daquela redigida por Moro", além de ter usado os testemunhos de "José Adelmário" e de "Léo Pinheiro" — que se tratavam da mesma pessoa.
Em outro exemplo da falta de rigor que marcou o processo, Reinaldo lembra que Moro sequer era juiz das causas que levaram o presidente à cadeia — situação reconhecida pelo ministro Edson Fachin, relator dos casos "petrolão" no Supremo Tribunal Federal, ao anular as condenações.
O colunista destaca, ainda, o favoritismo de Lula nas pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo do processo conduzido por Moro, enquanto o petista esteve preso e também depois de sua libertação. "Na cadeia, continuou a liderar as pesquisas: de 34% a 37% no dia 16 de abril [de 2018], uma semana depois do ato espetaculoso do juiz flagrado na Vaza-Jato a violar o sistema acusatório de maneira miserável", disse o jornalista, citando números de pesquisas do instituto Datafolha.




O blogueiro tucanista alienado e mal intencionado ainda vai cair do cavalo, ou do jumento mesmo, é questão de tempo .
O blogueiro tucanista alienado e mal intencionado ainda vai cair do cavalo, ou do jumento mesmo, é questão de tempo .
O que a posse de Lula encerra é o fim do combate à grande corrupção no Brasil. E o (volúvel) Reinaldo, no fundo, sabe disso.
(...) encerra o combate à grande corrupção no Brasil.
"“Desde sempre, afirmo neste blog que tratar o escândalo do petrolão como mera formação de cartel de empreiteiras corresponde a ignorar a natureza do jogo. Um ente de razão, um partido, tomou de assalto o estado brasileiro. É possível que ladrões sem ideologia tenham se imiscuído no sistema, mas que não se perca de vista o principal: a safadeza alimentava e alimenta um projeto de poder”, escreveu o jornalista Reinaldo Azevedo em sua coluna na Veja, em 2020. /2022/o-que-ex-criticos-e-atuais-apoiado res-de-lula-ja-disseram-sobre-o-pt/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados."
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes
Reinaldo Azevedo é como lã de carneiro lá na ponta do rabo: pro lado que toca o vento ele vira.
Os petralhas – petistas que aderiram à ética dos irmãos Metralha – diziam roubar os cofres públicos para nos salvar. Eu me nego a ser salvo por bandidos. (Reinaldo Azevedo. Nós, os antiesquerdistas, vencemos! Folha de S. Paulo, 21/08/2015)
O incrível é que ele só passou a ser crítico da lava jato quando a operação chegou no PSDB. Mas claro, mera coincidência
Não se pode negar que Reinaldo está correto, independentemente das ressalvas
Ele estava correto antes de estranhamente mudar de posição.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login