Morre Luiz Orlando Carneiro, decano da imprensa jurídica em Brasília

O jornalista e escritor Luiz Orlando Carneiro morreu aos 84 anos em Brasília. Luiz O, como era chamado pelos colegas, fez carreira como jornalista no Jornal do Brasil, onde começou a trabalhar como estagiário e chegou a chefe de sucursal, diretor-regional e editorialista.

DivulgaçãoDesde 2014, trabalhava para o site Jota — ainda na cobertura do Supremo Tribunal Federal, mas também assinando uma coluna sobre jazz, sua paixão desde a adolescência.
Ao longo de sua trajetória, notabilizou-se pela elegância e gentileza, mas também fez história por ter ajudado a instituir um novo relacionamento entre o Judiciário e a imprensa, desde o início da redemocratização. Ele detestava ser chamado de "decano" do jornalismo jurídico e sempre se considerou colega de todos os seus pares no Comitê de Imprensa, mas nenhum outro jornalista mereceu tamanha deferência dos ministros do STF.
Em 2008, o então presidente da corte, Gilmar Mendes, foi até o Comitê de Imprensa comemorar o aniversário de 70 anos de Luiz Orlando. Em 2018, no 80º aniversário, a cena se repetiu, dessa vez protagonizada por Dias Toffoli. Foi Gilmar quem, em 2008, concedeu ao jornalista uma medalha de ouro, honraria reservada a autoridades estrangeiras que visitam o Supremo, como uma homenagem aos seus 50 anos de profissão.
Cezar Peluso, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, dá a medida da grandeza de Luiz O: "Foi o mais competente jornalista que elevou o Jornal do Brasil, durante sua direção editorial, à condição de periódico da maior credibilidade e penetração na sociedade e, em particular, na vida política brasileira, como não o conseguiu, nem antes, nem depois, nenhum outro jornal".
"E, em Brasília, cobrindo o STF, foi o mais respeitado, amado e acatado jornalista, cujas qualidades pessoais, sobretudo de caráter, seriedade, competência e credibilidade, só encontravam algum paralelo nos seus profundos conhecimentos e na fina sensibilidade sobre o Jazz, que adorava. Para mim, o último modelo de jornalista completo e um amigo queridíssimo. Um desfalque insuprível entre os hoje já poucos varões de Plutarco, e cuja morte só agrava o quadro desanimador e lamentável a que o obscurantismo quer reduzir nossa vida democrática. Não é uma perda qualquer!".
O ministro Luís Felipe Salomão, do STJ, lembra que conheceu Luiz Orlando no início da década de 1990, um momento em que o Judiciário estava adquirindo novas feições, após a redemocratização. E, segundo ele, o jornalista teve papel essencial na construção do que viria a ser esse novo Judiciário.
"Ele começou a cobrir o Judiciário, conversar com juízes, e a estabelecer as diferenças entre a função do juiz e a do jornalista, sempre com muita ética", lembra. "Começou a fazer os juízes entenderem a vida dos jornalistas, e os jornalistas a entenderem as dificuldades dos juízes. Foi um período de intenso aprendizado. Eu tive ensinamentos muito fortes do Luiz Orlando sobre esse papel de cada um, ambos muito relevantes para democracia."
"Luiz Orlando é um gigante do jornalismo e também do Judiciário, porque ele protagonizou a construção dessa transparência do Judiciário, foi muito importante para isso."
O ministro aposentado e ex-presidente do STF Celso de Mello falou sobre a capacidade do jornalista de apresentar com clareza ao público leigo os delicados temas debatidos na corte:
"Tive o privilégio de conhecer o saudoso Jornalista (e grande conhecedor e autor de livros sobre jazz) LUIZ ORLANDO CARNEIRO, de admirável atuação profissional, como o atestam os excelentes textos que publicava sobre o Poder Judiciário em geral e, especialmente, sobre os julgamentos do Supremo Tribunal Federal!
Era notável o conhecimento que revelava sobre nossa Suprema Corte, sendo digno de destaque o modo como redigia seus textos e transmitia ao seu leitor, com clareza e correção, os intrincados debates que se processavam no curso dos julgamentos do STF!
Quando presidi o Supremo Tribunal Federal, tive maior contato com ele! E não me cansava de reconhecer, de um lado, o seu domínio das matérias sobre as quais desenvolvia seu pensamento e formulava suas indagações e, de outro, a maneira precisa e clara com que abordava os temas julgados e os expunha, com segurança, ao seu público leitor!
Lamento, profundamente, o falecimento de Luiz Orlando Carneiro, decano da cobertura jornalística do STF (e do Judiciário em geral) e referência notável para as presentes e futuras gerações de profissionais de imprensa que se dedicam ao jornalismo jurídico!
Com ele, encerra-se um capítulo importante na história do jornalismo jurídico!
Os grandes jornalistas, contudo, não se vão nem desaparecem, pois eternizam-se, pelo valor de seu trabalho e pelo reconhecimento de sua integridade profissional, na memória e no respeito de todos os seus colegas, amigos e leitores!!!".
O tributarista Ives Gandra Martins, outra das grandes personalidades do Direito a admirar Luiz Orlando, também lamentou a morte do jornalista. "Lamento muito a morte porque, principalmente no JB, ele exerceu uma influência muito grande. Eu fui colunista do Jornal do Brasil muitos anos, até o jornal desaparecer na forma de papel, e sempre tive uma profunda admiração pelo Luiz Orlando. Se trata de um conhecedor do Direito e um conhecedor do jornalismo, o que facilitava muito transformar a linguagem jurídica em uma linguagem palatável para o leitor normal. Na missa, a que eu assisto diariamente, vou rezar pela alma de Luiz Orlando Carneiro."
Dos 11 atuais ministros do STF, nove prestaram homenagens a Luiz Orlando. A atual presidente da Suprema Corte, ministra Rosa Weber, divulgou a primeira nota de pesar. "Com tristeza, manifesto sinceros sentimentos pela perda do excepcional jornalista Luiz Orlando Carneiro. Retratou o Supremo Tribunal Federal diariamente por quase três décadas, sempre com respeito à Corte e seus integrantes, levando a informação correta aos brasileiros. Em nome da Suprema Corte, registro que o jornalismo perde uma grande referência e um profissional que sempre será exemplo para as próximas gerações."
STFSTFLuiz Orlando ao lado do ministro Gillmar Mendes, em seu aniversário de 80 anos
Gilmar Mendes, o decano do Supremo, também homenageou o jornalista. "Registro com imenso pesar o falecimento de Luiz Orlando Carneiro. O decano da cobertura jornalística do Supremo Tribunal Federal foi também o inventor dessa atividade. Seu uso elegante do vernáculo, o domínio do campo jurídico e a assertividade na análise vão fazer muita falta ao jornalismo. Sua personalidade afável, o largo conhecimento humanístico e a sofisticada cultura jazzística, farão mais falta ainda ao Brasil."
"É com grande tristeza que recebo a notícia do falecimento de Luiz Orlando Carneiro, nosso querido decano dos setoristas do STF", registrou o ministro Dias Toffoli. "Tive a alegria de acompanhar o seu trabalho desde 1995, quando vim para Brasília, e grande parte dos seus quase 30 anos de cobertura jornalística da nossa Suprema Corte. Com seu jeito sereno e reputação profissional séria, Luiz Orlando sempre foi muito querido por todos, Ministros, colegas de profissão e servidores da Corte, e deixará enormes saudades entre seus familiares e muitos amigos."
O ministro Luís Roberto Barroso também reconheceu a grandeza de Luiz Orlando. "Conheci Luiz Orlando Carneiro quando ele estava na direção do Jornal do Brasil e o encontrei algumas vezes na cobertura jornalística diária do Supremo Tribunal Federal. Luiz Orlando tinha duas virtudes que dignificam o jornalismo: integridade e isenção. Gentil e respeitoso, retratou a atuação do Supremo Tribunal Federal sempre comprometido com a verdade. Uma grande perda para o jornalismo, para o Supremo e para o Brasil."
Outros ministros também se manifestaram. Luiz Fux registrou: "Manifesto meus sinceros sentimentos pela partida do grande jornalista Luiz Orlando Carneiro. Realizou a cobertura jornalística diária do Supremo Tribunal Federal por 30 anos com profissionalismo, isenção e seriedade. Perda irreparável para o jornalismo e para o Brasil, deixa um grande exemplo para a profissão".
Alexandre de Moraes complementou: "A imprensa brasileira e, em especial o STF, são devedores da competência, inteligência e seriedade de Luiz Orlando Carneiro, que em 30 anos de cobertura jornalística da Corte estabeleceu um importante paradigma de atuação junto aos Tribunais. Meus sentimentos à família e aos amigos".
"Lamento a perda de Luiz Orlando Carneiro, jornalista que exerceu o ofício com dedicação à profissão e acurácia no trato com a notícia", disse Luiz Edson Fachin. "As quase três décadas de sua trajetória dedicadas a retratar o Supremo Tribunal Federal foram de trabalho, respeito e integridade. Fica, para as novas gerações da imprensa, o exemplo de quem soube cumprir a vida."
"Registro com imenso pesar o falecimento do jornalista Luiz Orlando Carneiro, que acompanhava o funcionamento diário do Supremo Tribunal Federal e do Poder Judiciário nas últimas décadas. Um dos jornalistas com mais tempo de profissão em Brasília, escrevia com propriedade e competência sobre as questões do Direito. Deixo meus sinceros sentimentos aos amigos e familiares", afirmou o ministro Nunes Marques.
André Mendonça também divulgou uma nota de pesar. "Meus mais profundos sentimentos aos familiares e amigos do grande jornalista Luiz Orlando Carneiro. Rogo para que Deus os abençoe e que as sementes do seu trabalho continuem a inspirar o bom jornalismo, indispensável à nossa democracia."
O advogado-geral da União Jorge Messias disse ter recebido a notícia da morte com pesar. "Profissional respeitado e admirado pelos colegas de profissão e por toda a comunidade jurídica, sempre se pautou pela elegância e cortesia no trato com suas fontes de informação e com todos os que tiveram a sorte de com ele conviver. Manifesto meus sinceros sentimentos a todos familiares e amigos."
O ministro aposentado do Supremo Marco Aurélio Mello destacou a contribuição de Luiz Orlando. "Um legado de postura jornalística. Sempre elegante e respeitoso, conferindo informações obtidas. Luiz Orlando Carneiro fez-se merecedor de admiração."
Cesar Asfor Rocha, advogado e ex-presidente do STJ, lembrou de sua convivência com o jornalista. "Luiz Orlando era o reverenciado decano dos atuais jornalistas que cobrem o judiciário. Com ele convivi a partir de pouco depois de minha posse como ministro do STJ no ano de 1992. Pessoa de fino trato e jornalista elegante na abordagem, preciso na veiculação de notícias e isento nos seus comentários, Luiz O., como era chamado, antevia os movimentos do STF na abordagem sobre grandes temas. Além da notícia, tinha pelo jazz, de que era profundo conhecer, uma enorme paixão."
O ministro Ives Gandra Martins Filho, do TST, destacou o carinho que Luiz O tinha pelos amigos. ''A perda do amigo de longa data Luiz Orlando Carneiro entristece sobremaneira este dia, pois era um exemplo de jornalista, que deixava claro o que é informação e o que é opinião, indo atrás da verdade dos fatos e não da conveniência das narrativas. Seu jeito simples e despojado, seu humor sem acidez e seu estilo culto e claro são traços que ficarão na memória, além dos gestos de carinho que sempre tinha com aqueles que privavam da sua amizade. Rezo a Deus pela alma do amigo, lembrando da oração de exéquias, especialmente aplicável aos homens justos: que descansem de seus trabalhos, pois suas obras os seguem'."
Carinho para todos
A jornalista Fernanda Valente, que foi repórter da ConJur, de Jota e O Tempo, testemunhou o carinho com que o veterano tratava os amigos e colegas de profissão. 
STFSTFLuiz Orlando Carneiro é homenageado pelos ministros do STF em seu 80º aniversário
"Luiz Orlando Carneiro proporcionou a esta jovem repórter, quando recém-chegada a Brasília em 2019, a oportunidade única de ter aulas de história sobre o que ele viu, viveu e sabia do Direito, do jornalismo e, ainda, do latim e do mundo do jazz — tema em que era referência mundial. Sempre bem humorado, dividia brigadeiros no comitê de imprensa do STF, local que frequentava e onde se dispunha a ouvir gerações que chegavam para a cobertura da corte. Que o decano Luiz O, minha referência e amigo, tenha seu merecido descanso."
O jornalista Rodrigo Haidar, que foi chefe de redação da ConJur, também foi recebido por Luiz Orlando quando chegou em Brasília. E diz que não esquece o conselho que recebeu do jornalista: "Em vez de perguntar sobre um determinado assunto para o ministro, pergunta para o ministro o que ele decidiu de bom". E, segundo Haidar, a tática rendeu frutos: "Publiquei muita notícia graças a essa dica".
Haidar também recorda um entre tantos episódios que mostram a grandeza e o respeito que lhe devotavam os membros do Judiciário. Em 2010, Haidar conseguiu entrevistar o ministro Cezar Peluso, em uma época em que entrevistas com ministros do Supremo Tribunal Federal não eram tão comuns — e menos ainda com Peluso, notoriamente avesso a jornalistas.
A entrevista tinha sido feita para o Anuário da Justiça, e não para divulgação entre o público em geral. Mas Haidar insistiu que a entrevista estava tão boa que merecia ser publicada no site. Peluso não queria autorizar, mas, quando finalmente cedeu, foi com uma condição: que se avisasse primeiro o Luiz Orlando.
"Rodrigo, pode publicar, mas antes me deixa dar uma palavra com o Luiz Ó, porque ele está me pedindo uma entrevista há tanto tempo, e eu não dei uma entrevista para ele, e me sinto mal. Porque ele, de vocês, é o grande jornalista de Judiciário", disse o ministro à época.
Depois, quando Rodrigo comentou a situação com Luiz Orlando, ele disse que Peluso foi pedir desculpas por estar devendo uma entrevista para ele, e recebeu a resposta: "O senhor não me deve nada".
Haidar finaliza: "Queria deixar registrado que ele era um cara absolutamente decente, leal, fácil de lidar. Essas coisas que só a maturidade e a inteligência trazem, ele tinha em dobro. Era muito, muito, muito especial, e vai fazer uma falta enorme".
As homenagens também foram fartas na última casa de Luiz Orlando no jornalismo, o Jota. Um dos fundadores do site, Felipe Recondo, fez coro ao ministro Salomão ao lembrar a importância do jornalista: "Luiz O foi um pioneiro no noticiário jurídico, escrevendo colunas no JB e depois apresentando em detalhes os julgamentos do STF aos leitores num tempo em que o tribunal ainda não se comunicava com a sociedade".
Felipe Seligman, outro dos fundadores do Jota, complementou afirmando que ele foi "uma inspiração para gerações de jornalistas que tiveram o privilégio de conviver com ele. Paciente, tratava todos com respeito e seriedade. Contava histórias, convidava os novos amigos para ir em sua casa ouvir e aprender sobre Jazz. Fazia desenhos — que já foram expostos mais de uma vez, sobre a temática musical que amava, inspirado em capas de discos e presenteava amigos com sua arte!".
Renato Parente, secretário de Comunicação Social do STF nas gestões Marco Aurélio, Maurício Corrêa e Gilmar Mendes, afirmou que "Luiz Orlando Carneiro foi um tipo de jornalista que, infelizmente, é cada vez mais raro". E explicou: "Era combativo, mas com elegância e a urbanidade. Foi sempre fiel ao jornalismo, mas jamais estimulou o escândalo raso atrás de manchetes e cliques. Por isso, sempre foi querido e respeitado por todos os ministros do STF e dos tribunais superiores".
Ele narra que conheceu o jornalista em 2001, quando assumiu a Comunicação Social do Supremo. "Ele já era a referência na cobertura jornalísitica do Judiciário, e foi fundamental para meu início de jornada em Brasília. Lembro que ele foi o primeiro a ir a minha sala para oferecer um aperto de mão de boas vindas."
"Depois, ao longo dos anos que fiquei em Brasília, acabamos desenvolvendo uma boa amizade. Nas conversas que tínhamos longe do trabalho, compartilhávamos nossa paixão comum pela música — eu, com o meu gosto pelo miserável rock, tendo aulas com aquela verdadeira enciclopédia do jazz. Luiz O fará um falta imensa ao jornalismo e a Judiciário. Ele é insubstituível."
Mariana Oliveira, secretária de Comunicação Social do STF, também compartilhou suas lembranças. "Convivi mais de uma década com Luiz Orlando Carneiro na cobertura diária do Supremo Tribunal Federal. Era sempre prazeroso ouvir suas histórias e lembranças — como jornalista que cobria o Itamaraty, como chefe da redação do Jornal do Brasil e depois como especialista na cobertura do Poder Judiciário. Compartilhava, ensinava — um figura inigualável no jornalismo e no STF. Sorte a minha poder guardar valiosas contribuições dele para o mundo: cinco quadros assinados por Luiz Orlando Carneiro, com a temática do jazz — uma de suas paixões: o primeiro pintado em 1981, outro de 1990, um de 2009 e dois de 2014. Relíquias que me farão sempre lembrar do profissionalismo e da amizade. Mestre Luiz O. deixará muita saudade."
Abaixo, um registro da homenagem feita a Luiz Orlando pelo ministro Dias Toffoli, então presidente do Supremo Tribunal Federal, acompanhado por Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso:

Uma vida dedicada ao jornalismo
Luiz Orlando Carneiro formou-se em Direito no Rio de Janeiro em 1958 e, no mesmo ano, entrou no Jornal do Brasil como estagiário. Começou como setorista no Galeão e, cinco anos depois, em 1963, passou a cobrir o Itamaraty. Como falava fluentemente inglês e francês, nas gestões dos ministros Horácio Lafer e Afonso Arinos, em viagens internacionais, passou a acompanhar as ações do Itamaraty no exterior.
Em 1964 assumiu a subchefia de reportagem do jornal às vésperas do golpe militar, que ele chamava de "movimento militar". Como o chefe de reportagem à época ausentou-se da função por ter aderido à greve, Luiz Orlando ocupou o cargo e acabou tendo seu verdadeiro batismo como chefe. Sob seu comando, o JB, embora invadido pela tropa do almirante Cândido Aragão, fez uma boa cobertura do golpe e ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo daquele ano.
Em 1969, sob a direção de Alberto Dines, virou editor de notícias, cargo que exerceu até 1974. Nessa época, a convite do diretor e então proprietário do JB Manuel Francisco do Nascimento Brito, assumiu o desafio de chefiar e ampliar a sucursal do jornal em Brasília, no cargo de diretor regional. Ficou no cargo até 1992. Convidado para ser correspondente em Washington ou Paris, preferiu continuar na sucursal como repórter especial cobrindo os tribunais superiores.
All that jazz
Em 1965, Luiz Orlando participou da fundação do Clube de Jazz e Bossa ao lado de Jorge Guinle, Ricardo Cravo Albin, Ary Vasconcelos, Sérgio Porto, Everardo Castro, Robert Celerier e outros.
Sobre  assunto, também escreveu os livros: "Jazz, Uma Introdução" (Artenova, 1982); "Obras Primas do Jazz" (Zahar,1986); "Elas também Tocam Jazz" (Zahar, 1989); e "Guia de Jazz em CD" (Zahar, 2000).
Os amigos do Jota publicaram uma foto em que o jornalista conversa com ninguém menos que Ella Fitzgerald, em almoço promovido pela Embaixada dos EUA nos anos 1960.

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também