STJ anula provas colhidas em busca ilegal contra condenado por tráfico

Denúncias anônimas ou impressões subjetivas que não podem ser demonstradas de maneira clara e concreta não satisfazem a exigência legal para justificar busca pessoal ou domiciliar.

Viktar Lenets

Suspeito foi preso com drogas em busca promovida de modo irregular pela polícia
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O ministro Antônio Saldanha Palheiro, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), reiterou o entendimento da corte para anular provas obtidas de maneira irregular contra um homem condenado a cinco anos e dez meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de drogas. 

A decisão foi provocada por recurso da defesa que alegou que não havia fundadas razões para justificar a busca pessoal e domiciliar contra o acusado e pediu a anulação das provas. 

Ao dar razão aos defensores, Palheiro citou precedente firmado pelo STJ no julgamento do RHC 158.580/BA, de relatoria do ministro Rogerio Schietti Cruz.

"Ante o exposto, dou parcial provimento ao recurso especial para, reconhecida a ilegalidade da busca pessoal e das eventuais provas daí decorrentes, cassar os julgamentos prolatados pelas instâncias de origem e determinar o retorno dos autos à primeira instância para que profira novo julgamento, como entender de direito", resumiu o ministro. 

O acusado foi representado pelos advogados Filipe Trelles, Marcela Weiler, Hiago Ferreira Mendes e Isabela Camerini.

Clique aqui para ler a decisão
REsp 2.041.450/RS 

Rafa Santos

é repórter da revista Consultor Jurídico.

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