Meias verdades

Congresso dos EUA não divulgou íntegra das decisões de Alexandre, mas ofícios

O Supremo Tribunal Federal informou nesta quinta-feira (18/4) que o documento divulgado por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos para criticar ordens do ministro Alexandre de Moraes não usa a íntegra das decisões do magistrado, mas ofícios informando a suspensão ou remoção de perfis nas redes sociais.

Reprodução

Ordens sigilosas foram enviadas ao Congresso dos EUA pelo X, rede de Elon Musk

Muitas das ordens divulgadas pelo Congresso americano foram fornecidas pela rede social X (antigo Twitter), que pertence a Elon Musk. A tentativa é de espalhar a ideia de que o ministro do Supremo dava decisões sem embasamento determinando a remoção de perfis.

Apenas ofícios

Segundo o Supremo, no entanto, os documentos divulgados são ofícios para o cumprimento de decisão, e não as decisões do ministro, com suas respectivas fundamentações.

“Não se tratam das decisões fundamentadas que determinaram a retirada de conteúdos ou perfis, mas sim dos ofícios enviados às plataformas para cumprimento da decisão”, disse o Supremo.

Como comparação, segundo o tribunal, é como se o Congresso dos EUA tivesse divulgado um mandado de prisão, e não a decisão que fundamentou a ordem de prisão.

“Todas as decisões tomadas pelo STF são fundamentadas, como prevê a Constituição, e as partes, as pessoas afetadas, têm acesso à fundamentação”, prosseguiu o tribunal.

O documento que cita as decisões de Alexandre foi divulgado na noite de quarta-feira (17/4) por uma comissão do congresso dos EUA. Fazem parte do documento diversas decisões judiciais dadas contra o X, parte delas sigilosa.

Tiago Angelo

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

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