A Associação de Juízes para a Democracia (AJD) divulgou nota em apoio ao desembargador João Marcos Buch, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
O magistrado foi hostilizado pelo governador catarinense Jorginho Mello após conceder liminar suspendendo a nomeação do filho do mandatário para a Secretaria da Casa Civil. A decisão acabou derrubada posteriormente, mas a repercussão fez com que o filho do governador desistisse da nomeação.

“Primeiro, o Filipe não precisa de emprego. Ele sempre me ajudou e vai continuar ajudando (…) Para que criar polêmica? O governo está voando. Para que dar margem para alguma oposição boca torta, que talvez encoste um filho para ganhar uma boquinha. A gente não precisa disso, graças a Deus”, disse Jorginho Mello.
A declaração foi uma referência nada velada a uma cicatriz do desembargador, que sofreu um acidente quando criança com arma de fogo. Ele levou um tiro de raspão durante uma brincadeira com seu irmão, que acreditava que a arma não estava carregada.
“Em um estado democrático de direito, são sempre aceitáveis críticas e debates jurídicos acerca de decisões judiciais, mas a fala do Senhor Governador foi leviana, ao associar a atuação jurisdicional como de “oposição” e uma oposição desprezada por características físicas próprias do preconceito e da discriminação, reforçando o discurso de ódio característico do fascismo redivivo entre nós, a ser energicamente combatido por quem defende a democracia”, diz trecho de nota a associação.
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