A Fundação Clooney para a Justiça, entidade de defesa dos direitos humanos, planeja pedir a prisão, em outros países, de jornalistas russos acusados de propaganda na guerra com a Ucrânia.

Entidade acusa jornalistas russos de promover propaganda de guerra e incitar genocídio na Ucrânia
Anna Neistat, diretora jurídica de um dos projetos da fundação, revelou, na última semana, que há dois caminhos em debate.
Um deles é acionar o Tribunal Penal Internacional (TPI) e acusar tais jornalistas de incitação ao genocídio. Essa não é a via preferida, devido às dificuldades de comprovar tal crime.
A outra opção é acusar os jornalistas russos de propaganda de guerra — um crime previsto na legislação de vários países, especialmente europeus, mas que nunca gerou processo algum.
Mandados fechados
Caso um mandado de prisão fosse emitido contra eles em qualquer nação europeia, os jornalistas poderiam ser presos e extraditados para o país que conduz o caso. Isso porque o mandado estaria no nível da Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol).
Neistat não revelou quais países estão envolvidos nos planos da fundação, nem nomeou os jornalistas cuja prisão é pretendida. Ela apontou que a intenção é conseguir mandados de prisão fechados, sem divulgação dos nomes das pessoas procuradas.
Fundada pelo ator americano George Clooney e pela advogada anglo-libanesa Amal Clooney (mulher do ator), a Fundação Clooney para a Justiça diz defender justiça para pessoas vulneráveis e punição para quem viola direitos humanos.
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