ECOS DE LISBOA

Em Fórum de Lisboa, Tarcísio de Freitas já analisou cenário político brasileiro

Aos olhos da multidão, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de São Paulo, não passa de um bolsonarista que surfou a onda à direita que levou ao poder políticos sem muito conteúdo. Não é bem assim. Em sua exposição, no último Fórum Jurídico de Lisboa, no último ano, o governador abriu-se.

Fernando Nascimento/Governo do Estado de São Paulo

Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo

Sobre o cenário político brasileiro, Tarcísio apontou um excesso de judicialização daquilo que é decidido pelo legislador. Ele também defendeu a ideia de que as crises são geradas a partir do momento em que o Estado é incapaz de solucionar conflitos sociais, o que dá margem ao oportunismo e ao autoritarismo.

Tarcísio destacou ainda a importância de providenciar mecanismos de apuração e efetivação da vontade do povo nas decisões políticas fundamentais do Estado.

“Essa é uma oportunidade de promover uma reforma política para que a gente não viva a crise de representatividade, que é um risco do Estado democrático de Direito. Precisamos ter uma representação mais orgânica, mais pura, mais plena, onde o cidadão se sinta de fato representado.”

Na visão do governador, o país precisa de uma “democracia com promoção da justiça social” e o Estado democrático de Direito precisa ter condição de garantir isso.

Sem uma efetividade na saúde, na habitação e na educação, o governo “vai deixar um flanco aberto para o ataque ao Estado democrático de Direito”.

Por isso, Tarcísio defendeu um Estado que promova a segurança jurídica. Sem ela, não é possível ativar o mercado e trazer investimentos.

“Hoje nós somos extremamente dependentes do capital privado e da interação entre o privado e público para que a gente possa contornar as mazelas sociais”, concluiu.

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