Fim da chantagem

EUA retiram Alexandre e família da lista de sancionados da Lei Magnitsky

Valter Campanato/Agência Brasil

Alexandre de Moraes, ministro do STF. Desfocados, os ministros Luiz Fux e André Mendonça

Governo dos EUA retirou Alexandre da lista de sancionados da Lei Magnitsky

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (12/12), que deixou de aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal; a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e o Instituto Lex, entidade de estudos jurídicos pertencente à família.

A medida foi anunciada em uma nota do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês). Alexandre estava sancionado desde o dia 30 de julho. Já Viviane e o instituto entraram na lista em 22 de setembro.

A nota da Ofac não explica os motivos da decisão. Ao aplicar a Lei Magnitsky sobre Alexandre, há mais de quatro meses, o governo dos EUA havia alegado que o ministro “usou sua posição para autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”.

Veja a seguir o ministro Alexandre de Moraes falando sobre o fim da sanção:

A sanção teve poucas implicações práticas na vida do ministro, mas foi amplamente criticada pelas autoridades brasileiras.

A medida, que impede o sancionado de ter negócios nos EUA e de usar o sistema financeiro do país, foi vista como um instrumento de chantagem do governo de Donald Trump para tentar influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado por liderar a tentativa de golpe depois das eleições de 2022.

A pressão de Trump, porém, começou a diminuir após o encontro com o presidente Lula (PT) na Malásia, no final de outubro. Desde então, o governo dos EUA retirou boa parte das tarifas de 50% que tinham sido aplicadas sobre as exportações brasileiras, enquanto a ação sobre a trama golpista no STF seguiu normalmente.

Veja a seguir presidente Lula falando sobre o fim da sanção:

 

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