Em nota conjunta, entidades da advocacia manifestaram sua preocupação com a análise do Tema 1.255 pelo Supremo Tribunal Federal, que deverá ter início nesta sexta-feira (28/2).
Em nota, entidades repudiam possibilidade de mudança na regra de fixação de honorários advocatícios
Os ministros vão discutir a possibilidade de fixação de honorários advocatícios por equidade em questões de alto valor envolvendo a Fazenda Pública, o que é repudiado de forma veemente pelas entidades.
“A legislação vigente é clara e não admite interpretações que afastem a aplicação dos percentuais obrigatórios estabelecidos pelo Código de Processo Civil (art. 85, §§ 2º e 3º). O próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu, de forma categórica, que a fixação equitativa de honorários não se aplica às causas de grande valor, devendo prevalecer a regra percentual prevista em lei”, diz trecho da nota.
O manifesto é assinado pelas seguintes entidades: Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp); Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB); Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp); Movimento de Defesa da Advocacia (MDA); e Sindicato das Sociedades de Advogados dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Sinsa).
Clique aqui para ler a nota das entidades da advocacia
Curiosamente, quando o assunto é o bolso, aparecem dezenas de associações de advogados... o que raramente acontece para qualquer outro assunto, especialmente os de caráter cívico.
O que o STJ afirmou em seu julgamento é apenas a interpretação da Lei, porém, como o STF decide com viés político e não jurídico não duvido que o Supremo revogue o entendimento do STJ, vide decisões recentes envolvendo o INSS.
A OAB apoiou o reconhecimento do direito dos advogados públicos, em especial da AGU, aos honorários sucumbenciais nas causas em que a União sai vencedora. Agora a AGU quer que a sua patroa - a União - pague menos honorários sucumbenciais aos advogados privados.
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