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Fórum de Lisboa atingiu clímax em 2025, diz Carlos Blanco de Morais

O professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) e coordenador científico do Lisbon Public Law Research Centre, Carlos Blanco de Morais, acredita que o Fórum de Lisboa atingiu seu clímax em 2025.

TV ConJur

Fórum de Lisboa atingiu ‘clímax’ em 2025, diz Carlos Blanco de Morais

Carlos Blanco de Morais diz que Fórum atingiu seu clímax com painéis que transcenderam o Direito

“Os primeiros Fóruns tinham cerca de 150 pessoas — os mais afoitos tinham 350 — e os painéis eram exclusivamente jurídicos. A partir de determinado momento, ganhou uma dimensão, uma amplitude e uma diversificação de temas que, hoje em dia, estendeu todo esse universo”, disse ele em conversa durante o XIII Fórum de Lisboa, promovido neste mês na FDUL.

A entrevista faz parte da série Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito, em que a revista eletrônica Consultor Jurídico ouve alguns dos nomes mais importantes do Direito e do empresariado sobre as questões mais relevantes da atualidade.

Blanco de Morais, que também é consultor sênior do Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros de Portugal, diz que qualquer tipo de lobby que eventualmente aconteça no evento não tem relação com o Fórum.

“O Fórum apenas se limita a tratar de painéis. As pessoas vêm porque querem e, se depois, as pessoas querem conversar, isso não é responsabilidade do Fórum. É responsabilidade das próprias pessoas se querem interagir entre si”, afirmou.

Além da variedade de temas abordados, o jurista valoriza a abertura para palestrantes de diferentes correntes ideológicas. Ele e o ministro Gilmar Mendes seriam um exemplo de convivência harmônica entre participantes com pontos de vista diversos.

“Fazemos projetos de investigação, pesquisa e livros conjuntamente, mas cada qual tem a sua visão. Eu sou mais positivista, conservador, punitivista; o ministro é mais haberniano, liberal, progressista em certos tipos de tema e tem uma concepção mais ativista e transformadora do Judiciário. Isto significa pluralidade nos organizadores e também pluralidade nos oradores. Assim deve ser.”

Clique aqui para ver a entrevista ou assista abaixo:


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