ATOS GOLPISTAS

Coronel do DF acusa general Arruda de impedir prisões no 8 de janeiro

A coronel Cíntia Queiroz, da Polícia Militar do Distrito Federal, acusou o general Júlio César de Arruda de impedir a prisão de bolsonaristas na noite do 8 de janeiro. Segundo Queiroz, o Exército se colocou como barreira para evitar que a polícia executasse as prisões determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Joédson Alves/Agência Brasil

manifestação em defesa da anistia dos condenados pelo 8 de janeiro

Coronel da PMDF acusa general Arruda de impedir prisão de bolsonaristas no 8 de janeiro

Em seu relato, a coronel diz que houve um debate acalorado na ocasião, em que o general do Exército Gustavo Dutra alegou que uma operação noturna poderia resultar em mortes, mesmo reconhecendo que os bolsonaristas não estavam armados. O militar disse que havia risco de pisoteamento.

A falta de acordo levou a uma nova reunião no Comando Militar do Planalto, já com presença de oficiais do alto comando do Exército, como o general Arruda.

No encontro seguinte, segundo Queiroz, o general disse que não permitiria a entrada no acampamento, nem se o presidente determinasse.

O impasse só foi contornado com a chegada dos ministros Flávio Dino (que ocupava a pasta da Justiça, na época), José Múcio (Defesa) e Rui Costa (Casa Civil), que, após reunião reservada, acordaram que o Exército cercaria o local e que a PM faria as prisões apenas na manhã seguinte. As informações foram confirmadas por Ricardo Cappelli, interventor federal na segurança do Distrito Federal à época.

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