O presidente Lula vem cumprindo parte de suas promessas de campanha. Especialmente aquelas contra a iniciativa privada e quem lidera a produtividade no Brasil. Começou com a reforma tributária do consumo, uma ideia estrangeira, mal adaptada e que aumentará a complexidade do sistema. A bola da vez é a reforma da renda e a tributação de dividendos. A cada dia um novo ataque.

Para compensar a isenção de Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5.000 o governo criou uma sobretaxa no IR de quem aufere mais renda: contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil terão uma alíquota extra, que sobe progressivamente até 10%, alcançando o teto quando a renda anual atingir R$ 1,2 milhão ou mais.
Com expectativa de rápida sanção presidencial, as mudanças passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, ano eleitoral. Do ponto de vista político, uma jogada irretorquível.
O problema é quando o populismo fiscal atropela a legislação e a segurança jurídica.
Não bastasse a criação dessa incidência suplementar de imposto sobre a renda, o governo criou um mecanismo de retenção na fonte de forma antecipada. A face mais conhecida dessa estratégia é atacar a distribuição dos dividendos.
Como o governo precisa fazer caixa e a incidência de Imposto de Renda depende da existência de lucro no ano fiscal, o tributo será cobrado na fonte. Ou seja, a sanha arrecadatória é tão grande que Brasília nem vai esperar 2027 para se beneficiar desses valores.
Assim, antes mesmo de se identificar quem é considerado “muito rico”, já que a apuração será antes do fechamento do ano fiscal, qualquer distribuição de dividendos creditados a partir de janeiro do ano que vem sofrerá cobrança na fonte. Se ao final do exercício a faixa de renda não se confirmar, o governo promete devolver o que cobrou a mais.
Armadilha
Esse mecanismo de futura devolução do que foi cobrado a mais será baseado em diversos índices e cálculos que transformam essa restituição em algo muito mais complexo do que é hoje. Convenhamos: alguma vez o governo de fato devolveu dinheiro aos contribuintes?

Vale lembrar que quando entrou em vigor a Lei 9.249/1995, que isentou dividendos, criou-se uma regra de transição que obrigava os dividendos antigos, gerados com tributação, a serem pagos com incidência do imposto. Era de se esperar, portanto, que a virada de chave respeitasse a mesma lógica: os dividendos gerados sob isenção também fossem distribuídos com isenção.
Mas estamos no Brasil. O PL 1.087 aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado coloca uma série de condicionantes para a aplicação da isenção. Dentre elas, vale destacar: a realização de balanço de apuração; o registro em órgão competente e a previsão da data correta para que o pagamento ocorra nos próximos três anos. Se nenhum desses requisitos forem cumpridos, haverá incidência de imposto. Ou seja, o que era regra, passa a ser tratado como exceção.
Em termos práticos, essa engenharia normativa cria uma armadilha burocrática. As empresas terão enorme dificuldade para atender a tantas exigências. Obviamente, a colocação de todos esses obstáculos representa uma tentativa de induzir o contribuinte a erro. A adaptação e conformidade ao sistema não foi precificada. Fora isso, é de se esperar um aumento da judicialização para empresas provarem o cumprimento dos requisitos. A isenção ficará mais cara e as discussões podem até mesmo alterar a natureza do dividendo.
Trata-se de mais um capítulo do velho roteiro brasileiro: o contribuinte cumpre seu dever, mas o Estado cria barreiras que transformam a boa-fé em risco fiscal. A confusão está posta. Quem possui dividendos a distribuir de forma isenta deve agir com urgência. O processo é lento, técnico e exige cuidado. Parece, de fato, construído para confundir — e arrecadar.
A carga tributária dos ricos é ainda bastante inferior à media da OCDE e do mundo. Mas a preocupação do articulista é defender os clientes, tudo normal.
Todo dia um lacaio da elite critica qualquer tentativa de progressividade tributária...
Se um papagaio de quem proporcional contribui pouco ou nem contribui, está berrando os ecos de descontentamento de quem está acostumado a se mater com as mamatas de isenção tributária, sinal de que o Brasil está no caminho certo.
Em que mundo esse moço vive? Fui professor desde 2008 e sempre tive retenção de IR na fonte com salário de professor, aí os bonitões que vivem de renda dos dividendos acham um absurdo? O cinismo virou motivo de orgulho mesmo.
A mamata acabou.
Desde 2015 as faixas superiores à primeira faixa na tabela do imposto de renda não são alteradas!
Aí veio esse projeto "maravilhoso" dar um desconto de até R$ 312,89 para rendas até R$ 5.000,00, um desconto de uma merreca até R$ 7.350,00, e um tapa na cara dos que auferem mais do que R$ 7.350,00!
Resultado: quem aufere R$ 7.500,00 continuará tributado com alíquota de 13,15%, ao passo que dividendos, mesmo milionários, vão para a alíquota máxima de 10%!
Essa desfaçatez, para mim, causaria VERGONHA!
O analfabetismo brasileiro é de berço. O brasileiro fica animado quendo o governo vai isentar a primeira faixa mas se esquece que é roubado ano a no por un troço chamado inflação. Ou seja 5mil é uma faixa completamente defasada pela inflação e um governo com minima decência deveria fazer essa faixa acompanhar a inflação. Esperimenta dever para o governo e vera correção monetaria, juros. A pergunta, porqie não corrigir a faixa de IR. Simples cada ano arecada mais... sem precisar aumemtar imposto.. algo muito simples.
Alias para quem não sabe o que é inflação, segue um conceito basico:
1) o govermo não faz seu trabalho e
2) resolve isso emitindo dinheiro.
Para os tontos defensores da direita ou esquerda... vocês serão assaltadosnpor qualquer um deles e se você não esta roubando deixa de ser tonto e pare de defender os lacaios.
Caro se nao cortar mordomia, supérfluo ,corrupção, se cortar ✂️ isso fica show
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