A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) pediu ao Ministério Público da União apuração sobre os responsáveis pela divulgação de informações difamatórias sobre o próprio MPU, o Ministério Público Federal e os procuradores.

ANPR pediu que MPU investigue conteúdos falsos sobre benefícios de membros do MP
Esses materiais comparam o tratamento dado pelo Conselho Nacional de Justiça a magistrados com o tratamento dado pelo MPF a seus membros, alegando que o Parquet estaria liberando benefícios retroativos milionários para procuradores em detrimento dos servidores.
Os conteúdos também dizem que procuradores teriam recebido mais de R$ 1 milhão em benefícios.
Além disso, os responsáveis montaram um vídeo que mostra, de forma irônica, um “Simulador de Penduricalhos do MPF”, em que são contabilizados recebimentos inexistentes, como: gratificação por leitura de processo, gratificação por exposição solar, adicional de hidratação laboral, entre outros.
A ANPR pediu a investigação da autoria e da divulgação desses materiais, além da aplicação das providências cabíveis. No ofício, o presidente da instituição, José Schettino, diz que as manifestações extrapolam a esfera da crítica legítima, configurando possível infração ao dever funcional de lealdade, moralidade e ética, previsto no artigo 116 da Lei 8.112/1990.
“Embora não seja possível atestar, de plano, a autoria desses materiais, há indícios de que possam ter sido elaborados por servidores da própria instituição, em razão do teor das críticas relacionadas ao reajuste diferenciado entre as carreiras”, escreveu Schettino.
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