A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão, nesta sexta-feira (12/9), contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e o empresário Maurício Camisotti em Brasília. Eles são investigados por envolvimento nas fraudes do INSS. O esquema descontava mensalmente, sem autorização dos segurados e de forma fraudulenta, valores das aposentadorias por meio de associações genéricas.
A polícia também fez buscas nos escritórios em São Paulo e Brasília do advogado Nelson Willians. A ação da PF foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

STF autorizou prisões no âmbito da investigação que apura fraudes no INSS
A defesa de Camisotti diz que não há motivos que justifiquem sua prisão. Em nota ao UOL, os advogados disseram que a conduta dos policiais foi arbitrária. Segundo eles, o empresário foi impedido de se comunicar com seus defensores, o que afronta garantias constitucionais.
Já Antunes é apontado pela PF como o principal responsável pelas fraudes em aposentadorias e pensões. Ele é citado como o responsável por conseguir dados de pensionistas para permitir que as associações descontassem das folhas de pagamento os valores sem prévia autorização.
O advogado Nelson Willians afirmou, em nota, que “tem colaborado integralmente com as autoridades e confia que a apuração demonstrará sua total inocência”.
“Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, afirmou.
“Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.”
A investigação aponta que Antunes repassou R$ 9,3 milhões a servidores do INSS. Ele recebeu, de acordo com a polícia, R$ 53,9 milhões das associações.
Também foram apontadas na apuração da PF 22 empresas em nome do lobista, por meio das quais ele recebia os repasses. Nesta quinta-feira (11/9), Antunes e outros suspeitos de participação no esquema tiveram seus respectivos sigilos bancário e fiscal quebrados pela CPMI do INSS.
Seja o primeiro a comentar.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login