O ataque dos Estados Unidos ao território venezuelano e a prisão do presidente Nicolás Maduro não foram motivados apenas pelo controle de reservas de petróleo, nem pelo alegado combate ao narcotráfico internacional, segundo especialistas em relações internacionais ouvidos pela revista eletrônica Consultor Jurídico.
Na visão dos analistas, a busca pela hegemonia geopolítica na América Latina e no Caribe é o principal motor da agressão cometida pelo regime de Donald Trump.

Especialistas ouvidos pela ConJur enxergam intervenção militar na Venezuela como primeiro ato de nova política de Trump
Para o professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona, o movimento deve ser encarado como o primeiro ato da nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, divulgada em novembro do ano passado pelo governo de Donald Trump.
O documento de 33 páginas é explícito em suas intenções: negar a competidores não hemisféricos (especificamente a China) a capacidade de possuir ativos estratégicos ou exercer influência militar e econômica na região.
Carmona explica que esse primeiro ato da nova diretriz norte-americana para a região visa à mudança de regimes não alinhados com a hegemonia plena da superpotência na região.
Ele entende que, do ponto de vista econômico, haverá impactos. Os EUA, ao instalarem um governo “dócil” na Venezuela, terão o domínio das maiores reservas de petróleo do mundo e ampliarão sua autonomia energética.
O analista acredita, porém, que a consolidação da influência norte-americana na região é o principal fator motivador para intervenção na Venezuela, já que o governo Maduro — ao se aliar com Rússia, China e Irã — representava uma afronta direta aos objetivos dos Estados Unidos.
“Isso também afeta a China, que possui cerca de 60 bilhões de dólares em créditos ancorados nessas reservas, dívida que um novo governo alinhado a Washington provavelmente não reconhecerá”, afirma.
O especialista acredita que em uma eventual mudança de regime na Venezuela a tendência é que o novo governo não reconheça a dívida com os chineses e que isso possa ser mais um ponto de tensão entre os Estados Unidos e a China.
Brasil na mira de Trump
A intervenção americana na Venezuela também pode ser interpretada como um recado claro ao Brasil. Segundo Carmona, o recente recuo dos Estados Unidos em relação ao tarifaço imposto ao Brasil foi apenas tático.
“Para a geopolítica clássica americana, o Brasil é o principal oponente hemisférico à sua hegemonia plena, pois busca autonomia. Em 2026, veremos o ‘segundo ato’ voltado ao Brasil: pesadas ações de interferência nas eleições visando instaurar um governo simpático aos interesses americanos, similar ao modelo ‘dócil’ da Argentina sob Milei”, afirma.
Especialistas, contudo, consideram que a possibilidade de incursão militar no Brasil é, no mínimo, remota, já que as dimensões territoriais do país e seu poderio econômico e militar são distintos do que se observa na Venezuela. Eles não descartam, entretanto, o uso de outros instrumentos de pressão pelos Estados Unidos como leis extraterritoriais, sanções econômicas e manipulação da opinião pública por meio de redes sociais.
“O governo de Trump certamente vai querer ‘meter o bedelho’ nas eleições brasileiras e colombianas através de inteligência, influência de dados e mídias sociais. Uma ação militar no Brasil é quase impossível devido ao tamanho e complexidade do país, mas a busca por influência e interferência é quase certa”, vislumbra Carlos Honorato, professor da FIA Business School e especialista em Economia, Estratégia e Cenários Futuros.
Efeitos imediatos
Apesar de não ser o principal estímulo à intervenção norte-americana na Venezuela, o mercado de petróleo sofrerá impactos significativos.
“No curto prazo, o mercado pode reagir com volatilidade, inclusive com quedas técnicas de preço, fruto da incerteza inicial. No médio prazo, se houver uma transição política que permita maior participação de empresas ocidentais— como a Chevron—, o cenário mais provável é de aumento da oferta global”, explica Honorato.
Com aumento da oferta, a ação militar de Trump tende a baratear o preço da commodity. A intervenção norte-americana preservou a estrutura e extração, refino e distribuição de petróleo na Venezuela.
Outro possível efeito imediato é o aumento de refugiados venezuelanos no Brasil e a crise no país vizinho se agravar.
“Para o Brasil, o impacto mais visível não é ideológico, é prático. Qualquer agravamento da crise venezuelana pressiona as fronteiras, especialmente Roraima, e aumenta o fluxo migratório. Isso já aconteceu antes e tende a se repetir sempre que o país vizinho entra em colapso político ou econômico”, lembra. “Mas o problema não é só imigração. O Brasil fica numa posição desconfortável: paga a conta humanitária e de segurança de fronteira sem ter participado da decisão que gerou a crise. Além disso, surge um dilema diplomático, porque o Brasil historicamente defende a não intervenção e a solução negociada. Ficar em cima do muro também tem custo, principalmente num cenário mais polarizado”, afirma o consultor e estrategista político Paulo Ricardo Bomfim.
Ele alerta que a intervenção militar do governo Trump na Venezuela deve ser encarada como um amplo recado para os países da região.
“Não significa que outros países serão atacados militarmente, mas indica aumento de pressão política, econômica e diplomática sobre governos considerados hostis ou frágeis. O critério deixa de ser só ideológico e passa a ser capacidade de resistência. Países com crise interna, baixa legitimidade ou isolamento internacional tendem a sofrer mais”, analisa. “Isso gera um efeito silencioso, porém profundo: todos os governos da região passam a recalcular seus limites, alianças e discursos. Não é apenas sobre a Venezuela. É sobre como o jogo de poder volta a ser jogado no continente”.








É o que a população brasileira precisa urgentemente: Brasil na mira de Trump.
Não se trata de pesadas ações de interferência nas eleições visando instaurar um governo simpático, mas sim tirar do Poder as ORCRINs que governam o Brasil.
A diferença entre a Venezuela e o Brasil é a Ditadura explicita e a Ditadura disfarçada de Democracia. O modo operante dos Ditadores sempre foi é igual.
É o que a população brasileira precisa urgentemente: Brasil na mira de Trump.
Não se trata de pesadas ações de interferência nas eleições visando instaurar um governo simpático, mas sim tirar do Poder as ORCRINs que governam o Brasil.
A diferença entre a Venezuela e o Brasil é a Ditadura explicita e a Ditadura disfarçada de Democracia. O modo operante dos Ditadores sempre foi é igual.
Estou contigo!!
Faço minhas suas palavras. Excelente comentário.
Tem alguma coisa errada nessa invasão dos EUA na Venezuela
foi facil demais a prisão do Maduro ,e da sua mulher justo no palacio sem nenhuma segurança eu não acredito .
Para mim a luz do meu pensamento essa situação foi planejada por ambas as partes , vi um meme no Facebook eu que Maduro se prontificava a conversar com TRUMP sobre um possivel acordo com relação as tarifas e caso ele estivesse interessado em Petróleo da Venezuela ele se entregava e para que os EUA ficasse no poder da Venezuela , posso crer que tudo foi planejado entre Maduro e TRUMP , os Estados de Certo aceitariam essa transação sem nada temer dos movimentos internacionais como uma suposta invasão .
Um segredo a ser desvendado foi muito facil essa prisão do Maduro que sómente um cego não enxerga .Ainda mais que o ataque foi a noite justo no Palacio do Maduro e não tinha nenhuma segurançã
O mundo esta comendo gato por lebre.Agora o TRUMP é taxativo em afirmar que vai governar a Venezuela . Isso pára mim tem algum gato no meio dessa situação foi uma combinação entre o Estado Venezuelano x Estados Unidos
Tem alguma coisa errada nessa invasão dos EUA na Venezuela
foi facil demais a prisão do Maduro ,e da sua mulher justo no palacio sem nenhuma segurança eu não acredito .
Para mim a luz do meu pensamento essa situação foi planejada por ambas as partes , vi um meme no Facebook eu que Maduro se prontificava a conversar com TRUMP sobre um possivel acordo com relação as tarifas e caso ele estivesse interessado em Petróleo da Venezuela ele se entregava e para que os EUA ficasse no poder da Venezuela , posso crer que tudo foi planejado entre Maduro e TRUMP , os Estados de Certo aceitariam essa transação sem nada temer dos movimentos internacionais como uma suposta invasão .
Um segredo a ser desvendado foi muito facil essa prisão do Maduro que sómente um cego não enxerga .Ainda mais que o ataque foi a noite justo no Palacio do Maduro e não tinha nenhuma segurançã
O mundo esta comendo gato por lebre.Agora o TRUMP é taxativo em afirmar que vai governar a Venezuela . Isso pára mim tem algum gato no meio dessa situação foi uma combinação entre o Estado Venezuelano x Estados Unidos
Estou contigo!!
"Os indícios de interferência externa nas eleições, corroborados por declarações sobre a atuação de agências americanas (CIA, USAID) no financiamento do controle da informação, lançam dúvidas sobre a soberania do processo. Somam-se a isso questões técnicas, como os chips de Taiwan, e a narrativa de um 'golpe de estado' que juridicamente se assemelha a um crime impossível — dado que o ex-presidente já havia facilitado a transição e se encontrava no exterior, sem comando de tropa.
Em um Estado de Direito pleno, tais controvérsias seriam sanadas por uma investigação rigorosa e imparcial da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), conduzida por juízes isentos. No entanto, a atual conjuntura torna essa solução interna praticamente impossível. A desconfiança nas instituições é total, agravada por denúncias de corrupção no Judiciário e decisões arbitrarias.
O país encontra-se em profunda crise. Agravando o cenário, a grande mídia demonstra estar viciada e comprometida por interesses escusos, falhando em seu papel de fiscalizadora. Diante da impossibilidade de justiça interna, torna-se desejável que uma nação estrangeira, de forma verdadeiramente imparcial, pudesse fiscalizar e auditar a realidade brasileira, hoje refém de um sistema que muitos consideram uma organização criminosa."
"Os indícios de interferência externa nas eleições, corroborados por declarações sobre a atuação de agências americanas (CIA, USAID) no financiamento do controle da informação, lançam dúvidas sobre a soberania do processo. Somam-se a isso questões técnicas, como os chips de Taiwan, e a narrativa de um 'golpe de estado' que juridicamente se assemelha a um crime impossível — dado que o ex-presidente já havia facilitado a transição e se encontrava no exterior, sem comando de tropa.
Em um Estado de Direito pleno, tais controvérsias seriam sanadas por uma investigação rigorosa e imparcial da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), conduzida por juízes isentos. No entanto, a atual conjuntura torna essa solução interna praticamente impossível. A desconfiança nas instituições é total, agravada por denúncias de corrupção no Judiciário e decisões arbitrarias.
O país encontra-se em profunda crise. Agravando o cenário, a grande mídia demonstra estar viciada e comprometida por interesses escusos, falhando em seu papel de fiscalizadora. Diante da impossibilidade de justiça interna, torna-se desejável que uma nação estrangeira, de forma verdadeiramente imparcial, pudesse fiscalizar e auditar a realidade brasileira, hoje refém de um sistema que muitos consideram uma organização criminosa."
O que o mundo viu no dia 03 de janeiro foi mais um crime internacional cometido por Trump. É o segundo crime cometido depois da agressão ao Irã, ambos envolvendo mortes de várias pessoas cujo mandante homicida é Trump.
Precisamos parar de tapar o sol com a peneira. Não foi intervenção, não foi jogo geo político ou busca por petróleo. Foram crimes contra a ordem internacional e a soberania de Estados com assassinatos de vários cidadãos.
Cabe aos demais países interromperem qualquer negociação com os EUA enquanto Trump permanecer no comando, posto que não se negocia com criminoso, mesmo que o mandante homicida detenha poder temporário.
O que o mundo viu no dia 03 de janeiro foi mais um crime internacional cometido por Trump. É o segundo crime cometido depois da agressão ao Irã, ambos envolvendo mortes de várias pessoas cujo mandante homicida é Trump.
Precisamos parar de tapar o sol com a peneira. Não foi intervenção, não foi jogo geo político ou busca por petróleo. Foram crimes contra a ordem internacional e a soberania de Estados com assassinatos de vários cidadãos.
Cabe aos demais países interromperem qualquer negociação com os EUA enquanto Trump permanecer no comando, posto que não se negocia com criminoso, mesmo que o mandante homicida detenha poder temporário.
Faço minhas suas palavras. Excelente comentário.
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