O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, passarão nesta segunda-feira (5/1) por uma audiência de instrução no Tribunal Distrital Federal do Sul de Nova York. O casal está detido desde sábado (3/1) no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. As informações são do jornal The New York Times.

Detido pelos EUA, Maduro vai passar por audiência em Nova York
Maduro e Flores devem passar por audiência às 14h (horário de Brasília). Ele é acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles, uma organização criminosa venezuelana focada em tráfico de drogas. Segundo o governo americano, que classifica o grupo como terrorista, membros do alto escalão do país chefiam a organização.
A audiência será conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein. Ele cuida do processo que foi movido pela procuradoria-geral dos Estados Unidos em 2020 contra Maduro. De acordo com o NYT, ele será representado por David Wikstrom, criminalista de longa data de Nova York
O agora ex-líder venezuelano é acusado formalmente pelos EUA de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse e uso de armas de guerra.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou à imprensa que o país deve governar a Venezuela até que haja uma “transição adequada”. Trump também afirmou que os EUA devem controlar toda a estrutura de petróleo do país, que tem as maiores reservas do mundo. No domingo (4/1), o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela decidiu que Delcy Rodríguez, vice de Maduro, deve assumir a presidência interina do país para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”
Nesta segunda, funcionários do governo americano devem participar de uma sessão informativa com os líderes do Congresso. Parlamentares contestaram a ação por não terem sido informados previamente sobre a invasão ao país sul-americano.
Também está prevista para esta segunda uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a incursão dos EUA na Venezuela. O Brasil, que não é membro permanente, deve pedir a palavra na reunião para condenar a invasão, conforme publicado pela GloboNews.
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