O constitucionalista Carlos Blanco de Morais foi eleito nesta terça-feira (12/5) para presidir, pela terceira vez, o Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (ICJP) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

Blanco de Morais presidirá grupo de Ciências Jurídico-Políticas da FDUL pela terceira vez
Morais já havia exercido a presidência do grupo por duas vezes, a última delas em 2017 e 2018. O cargo tem profunda importância histórica na instituição, e já foi ocupado por figuras centrais do Direito e da política portuguesa, como o constitucionalista Jorge Miranda; Diogo Freitas do Amaral, que foi vice-primeiro-ministro de Portugal, e Marcelo Rebelo de Souza, que presidiu o país até março deste ano.
Com ampla trajetória acadêmica e profissional, Blanco de Morais é doutor pela FDUL, onde atua como professor catedrático de Direito Público e coordenador científico do Centro de Investigação de Direito Público (CIDP). Como investigador, ele se especializou no estudo do Direito Constitucional, do Direito Internacional e da Legística.
O jurista já foi professor visitante na Universidade do Porto, na Universidade de São Paulo (USP), e nas universidades italianas de Salento e Trieste. Além de sua dedicação ao ambiente universitário, o docente trabalha como consultor sênior da Presidência do Conselho de Ministros de Portugal e já ocupou cargos de destaque no Conselho Superior da Magistratura e no conselho de administração da Portugal Telecom.
O professor também é um dos idealizadores do Fórum Jurídico de Lisboa, evento internacional que estruturou a partir de 2013 ao lado do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Na atuação como coordenador do encontro — que hoje é promovido conjuntamente com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) —, Blanco de Morais organiza a participação portuguesa e busca assegurar a pluralidade ideológica e o diálogo qualificado entre o Brasil e a Europa.
O próprio constitucionalista avalia que o Fórum atingiu o seu clímax no ano passado, ao diversificar seus painéis e transcender os debates exclusivamente jurídicos para abraçar a economia, a política e a gestão de crises.
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