A falta de vagas na Delegacia de Palhoça, cidade vizinha de Florianópolis (SC), obrigou a titular, Andrea Rodrigues, a amarrar presos com correntes e cadeados nas colunas da varanda do prédio. A responsabilidade, segundo ela, é do governo estadual. “Dois presos fugiram porque os cadeados eram frágeis demais”. A informação é do portal do jornal O Estado de S. Paulo.
Entre os que passaram o dia amarrados às pilastras, uma pessoa detida com cinco pedras de crack, um motorista enquadrado na Lei Maria da Penha por tentar bater na família inteira e outro preso por furtar chocolates. Esse era um velho conhecido dos policiais: escapou de um dos pilares no sábado, mesmo dia em que foi preso, também por furto.
Um dos plantonistas do local será processado pelo Ministério Público. Ele atirou no pé de um dos detentos, que conseguiu se livrar das correntes.
A delegada demonstrou preocupação com a chegada de um preso que vinha do hospital e não havia lugar para colocá-lo. “Se não abrirem vagas em quantidade suficiente, vamos precisar de novas colunas na delegacia.” Andrea admite ter presos doentes e com crise de abstinência por drogas, e não há como tratá-los. Na cela do local não existe banheiro. Os detentos urinam lá mesmo. De acordo com a reportagem, a Secretaria de Segurança não comentou o caso.
Crise prisional
Recentemente, a presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, pediu informações da presidência do Tribunal de Justiça do Pará sobre as prisões de mulheres em celas ocupadas por homens em delegacias do estado. Ela enviou ofício ao Tribunal de Justiça no dia 23 de novembro.
De acordo com notícias publicadas pela imprensa, a Justiça tinha conhecimento do caso da menor de idade que ficou presa em uma cela com 20 homens durante 26 dias. A informação seria da Polícia Civil do estado.
Na ocasião, reportagem da Folha de S. Paulo informou que “a corporação apresentou documento protocolado no Fórum de Abaetetuba em 7 de novembro, no qual o delegado Antonio Cunha, superintendente regional da região do Baixo Tocantins, pedia a transferência urgente da jovem para o CRF (Centro de Recuperação Feminina), localizado em Belém. No documento, encaminhado à juíza Clarice Maria de Andrade, Cunha informava que a garota estava presa com outros detentos e que corria risco de sofrer ‘todo e qualquer tipo de violência’”.
Ainda de acordo com o jornal, juízes, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública informaram, em nota, que no pedido de remoção da jovem, nada fora comunicado “sobre o fato de que a presa estava na mesma carceragem que presos”.
O pedido de transferência da Polícia só foi feito quando a jovem já estava presa havia 15 dias.
Em ofício dirigido à presidente do Tribunal de Justiça do Pará, desembargadora Albanira Lobato Bemerguy, a ministra Ellen Gracie solicitou que sejam prestadas informações sobre notícias veiculadas no sentido de que o Poder Judiciário no Pará tinha conhecimento da manutenção de mulheres presas em celas destinadas a detentos do sexo masculino.

E a novela continua. Não deixe de assistir ao próximo capítulo, neste mesmo país, neste mesmo governo.
A novela continua mesmo...
Inclusive a dos ingênuos cidadãos que teimam em acreditar que no governo passado, do velho falastrão gagá, vivíamos num oásis de desenvolvimento social e econômico, com a segurança pública em níveis de primeiro mundo... Ou seja, uma verdadeira "Suíça" latino-americana...
De qualquer forma, a novela continua...
Onde estão os juízes que devem saber o que acontece nas cadeias? Por favor, não me venham com a deslavada desculpa de certo senhor, que nunca sabe ou percebeu nada...
Por sinal, por que será que quando alguma comissão (de parlamentares, direitos humanos, etc) pretende visitar um presídio, ou é impedida ou somente poderá fazê-lo dias depois do pedido? Nem juiz entra na hora que quizer!
Como antigamente!
"A sugestão para resolver esta situação é a criação de "calabouços" como os que haviam uns 2000 anos atrás nos países desenvolvidos".
Talvez o Brasil esteja nesta era.
Caríssimo Comentarista,
Seu patrão está no governo já há alguns anos.....aliás, já está no segundo mandato.....ele não era contra tudo isso que "aí está"? Por que não salvou o Brasil ainda? Vocês não prometeram isso por 20 anos? Não era ele o cara que com "uma canetada" resolveria todos os problemas do Brasil? Ou agora ele está mais ocupado em salvar a pele de Ministros corruptos e Senadores idem? Ué? Mas não era ele que falava de "300 picaretas"? O que mudou?
Essa história de "herança maldita" não cola mais, meu amigo.
Um Abração
Quanto ao artigo sobre a Delegacia de Palhoça: que soltem os detidos, já que não há condições de mantê-los por lá!
Ora, se o Estado não consegue manter seu sistema repressor, o cidadão é que não pode ser prejudicado por isso.
A CF garante ao preso todos os direitos não comprometidos pela privação da liberdade. Parece-me que dignidade para fazer suas necessidades em local apropriado, uma cama (ao invés do chão ao lado das pilastras), enfim, o direito de não tomar um tiro no pé, são direitos que persistem mesmo quando se está privado da liberdade, não?
Quanto à prisão da menina junto aos homens, é tão escabroso que não há o que se comentar. Que rolem as cabeças!
Acorrentar criminoso não é crime, pois, trata-se de um meio de dete-lo, o que é vergonhoso são mulheres nas mesma prisão e celas que homens, isso sim é crime e degradante p/ a mulher e quem faz isso merece o mesmo castigo ou pior.
Gostaria de saber o que o MP (mero palpiteiro)fez para também ajudar as famílias das vitimas destes "coitadinhos" que estão presos e acorrentados. Ora, ao que parece não são réus primários e inofensivos.
CRISE PRISIONAL? Chamem o PT eles tinham remédio fácil para tudo.... e já estão no segundo mandato.
Onde está o PAC dos presidios?
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