[Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo desta segunda-feira, 17 de dezembro]
Foi um “erro de digitação”. Essa foi a resposta que o advogado de Roberto Carlos forneceu à Folha ao ser indagado sobre a denúncia de adulteração do conteúdo do livro Roberto Carlos em Detalhes na queixa-crime que seu escritório enviou à Justiça contra mim. Recapitulando: no livro, digo que na jovem guarda havia uma “combinação de sexo, garotas e playboys”. Pois na página 16 da queixa-crime essa frase é citada com a troca da palavra “garotas” por “drogas” e, em seguida, os advogados escreveram: “(…) e por aí vai o querelante, misturando sexo grupal com homicídio, consumo de drogas com corrupção de menores e bestialismo”.
Ressalte-se que não apenas naquele documento como também em entrevistas o advogado Marco Antônio Campos tem atribuído ao livro frases que não escrevi. À revista Aplauso, por exemplo, ele afirmou que no livro está dito que o cantor “era assíduo freqüentador da cobertura de Carlos Imperial, onde as festinhas eram regadas a todos os tipos de drogas”, e que, “uma vez, uma menor foi estuprada e morta numa dessas festas”. Ocorre que o livro não fala em drogas ou homicídios na casa de Imperial e muito menos associa Roberto Carlos a isso. Narra, sim, um escândalo que abalou a jovem guarda em 1966, com Imperial e outros artistas acusados de se envolver com garotas menores. No texto, enfatizo que aquilo não atingiu Roberto Carlos. Qualquer um pode confirmar isso no livro, da página 306 até a página 311. Basta ler!
É lamentável que Roberto Carlos tenha entrado na Justiça sem ao menos ter lido a sua biografia. “Fizemos um resumo para ele”, confessa Campos. Se o resumo que o advogado fez ao cantor foi o mesmo que está na queixa-crime e propaga em entrevistas, está finalmente explicado por que Roberto Carlos ficou tão furioso com um livro que engrandece a sua vida e a sua arte. E agora também finalmente sabemos a que ele estava se referindo quando, na primeira manifestação contra o livro, disse em entrevista coletiva que nele haveria “coisas não verdadeiras”. Ou seja, diante de toda a imprensa brasileira, um dos maiores artistas do país desqualifica o trabalho de um profissional apenas baseado num resumo adulterado que lhe foi fornecido por colaboradores.
Campos fala agora em “erro de digitação”. Roberto Carlos, assim como o presidente Lula, provavelmente vai dizer que nada sabia. E, aí, estamos conversados? Não, não estamos. Como bem afirmou Paulo Coelho meses atrás em artigo aqui mesmo na Folha, o que está em jogo nessa polêmica não é apenas o meu livro, não é apenas o meu caso. É a liberdade de expressão no Brasil, direito adquirido depois de longa luta contra a ditadura. Porque, se valer para outras figuras públicas o que está valendo para Roberto Carlos, ninguém mais poderá escrever a história deste país. Várias personalidades que já leram Roberto Carlos em Detalhes, como Caetano Veloso, Nelson Motta e Ruy Castro, declararam que se trata de um livro carinhoso e positivo para o cantor.
Em recente entrevista à Veja, o renomado jurista Saulo Ramos afirmou que o livro “é uma biografia perfeita. Não tem um ataque moral contra o Roberto. Ele me consultou e eu o aconselhei a não tomar nenhuma providência. Recusei a causa, e ele procurou outros advogados”. Será que todas essas pessoas estão erradas e apenas os advogados que o cantor procurou estão certos? É óbvio que esses advogados estão fazendo o papel deles, mas daí a tergiversar no processo, adulterar o conteúdo da obra para induzir a Justiça a erro vai uma grande diferença. E, diante disso, não posso e não devo me calar. Pois foi baseado no conteúdo dessa queixa-crime que o juiz Tércio Pires, do Fórum Criminal da Barra Funda (SP), julgou que o livro cometia grande ofensa à honra de Roberto Carlos. Acreditando nisso, por duas vezes esse juiz ameaçou mandar fechar a editora Planeta durante aquela fatídica audiência, em 27 de abril. Sentindo-se coagida, a editora decidiu aceitar o acordo, me deixando abandonado. Resultado: o livro foi proibido, 10.700 exemplares do estoque foram apreendidos, e outros tantos, recolhidos das livrarias e entregues a Roberto Carlos para serem destruídos.
É uma violência cultural sem precedentes em países sob vigência do Estado democrático de Direito. Para o cantor, esse imbróglio trouxe desgaste de imagem e nenhum sentido prático, pois o conteúdo do livro está na internet. Além disso, o tempo ficou cada vez menor e até agora ele não conseguiu aprontar um novo álbum ou lançar uma ou duas novas músicas — fato que não acontecia desde que gravou seu primeiro disco, há 48 anos. Portanto, 2007 ficará marcado na história de Roberto Carlos como o ano em que ele não lançou nenhum novo CD, mas, ao contrário, tirou de circulação a sua biografia.

Comprei o livro do Paulo César antes da decisão da Justiça. Não há uma só linha denegrindo a imagem do rei Roberto Carlos. Infelizmente, alguns ainda pensam que vivemos nos tempos da ditadura militar.
Infelizmente há canalhas na advocacia, pessoas sem um pingo de moral e ética que se acham no direito e no dever de inventar mentiras e alterar os fatos para beneficiar as suas pretensões processuais! Sei bem o que é isso, em Abril tenho uma audiência em que a os advogados da Autora alteraram a verdade dos fatos na inicial.
Fato é que os juízes ao lerem mentiras na inicial por muitas vezes acabam "comprando a briga" e se colocam ao lado do Autor (principalmente nos Juizados Especiais) sem sequer ler a contestação. Com os juízes leigos então... é uma desgraça!
Sempre tive a maior admiração pelo cantor Roberto Carlos, até o momento em que o mesmo ( com a anuencia de um juizo criminal parcial ) censurou , confiscou e queimou ( como se fazia na inquisição) um livro tão interessante que só o enaltecia. A partir de tal momento, não o admiro mais ! E o pior, o Sr. Roberto Carlos não o leu, mas decidiu da seguinte forma: não li e não gostei ! Em entrevista, domingo, à Record, o seu amigo Erasmo também confessou que não leu o referido livro para não se se impressionar ou confundir, já que pretende escrever a propria historia. Que historia ? Eles não sabem escrever nada ; já tendo sido condenados por plagio, não têm autoridade para censurar ninguem. Não são reis de nada . E só em um país chamado Brasil é que essas figuras medievais mandam. O juiz que presidiu o processo-crime promovido pelo " rei", ( segundo a midia), após a audiencia pediu autografos. Nas livrarias encontram-se à venda , livremente, biografias não autorizadas de Mick Jagger ; de Sinatra; de Kennedy ; de Onassis e de outras celebridades mundiais; só não há livros que registrem a trajetoria do mito RC, porque o rei de ferro não admite. E se o desobedecerem serão castigados pelo " rei ". Viva o rei brasileiro !
Antes de mais nada, quero dizer que não tenho nada a favor nem contra Roberto Carlos. Acho que a questão deve ser analisada do ponto de vista do direito: a opinião é permitida, mas não pode se imputar fatos inverídicos a uma pessoa. E, mesmo que os fatos sejam verídicos, se a pessoa não concordar com a opinião, possui direito de resposta. Uma biografia de pessoa viva certamente causará polêmica, pois o biografado pode discordar de um ponto de vista, e o biógrafo, como vai assegurar o direito de resposta? Quero insistir que não tenho simpatia por Roberto Carlos, não gosto sequer de suas músicas, mas se fizessem uma biografia de um parente meu, ou minha, eu me sentiria no direito de responder algo que não concordasse. E como seria isso possível?
A intimidade é inviolável e só pode ser publicada com anuência (tácita ou expressa) de seu possuidor, ou seja, Roberto Carlos. Seria muito absurdo se qualquer um pudesse pegar carona no sucesso alheio e escrever biografias as mais enaltecedores possíveis sem concordância do biografado... Não suporto a música de RC, mas defendo seu direito de não permitir que seu trabalho dê lucro a terceiros que dele jamais participaram... É o bolsa biografia... Se no bolsa família o simples fato de ser pobre dá direito a receber dinheiro público sem trabalhar, no bolsa biografia o fato de querer reverenciar dá direito a ganhar dinheiro com o trabalho alheio.
Roberto Carlos e Pelé têm muito em comum...
Ambos se auto-intitulam "reis"...
Ambos jamais contribuiram socialmente (através de ações pessoais, etc., como - por exemplo - fazem os "Ronaldinhos" em prol da UNICEF e da ONU) com o país... Ao contrário, Roberto Carlos aparece uma vez por ano na Globo com suas "risadinhas"; enquanto Pelé ficou famoso por ter se auto-proclamado "defensor das pobres criancinhas" do Brasil!
Ambos são especialistas em negarem suas próprias histórias (Roberto Carlos proibiu sua biografia e Pelé negou reconhecer a própria filha mesmo após conhecer o resultado de exame de DNA).
Logo, não perderia um minuto do meu tempo para ler a "biografia" de tais "celebridades" (com todo o respeito ao trabalho do autor, é claro), bem como não gastaria um centavo sequer com sua aquisição.
Aliás, em se falando de simples "diversão literária", é forçoso admitir que a leitura dos gibis da Turma da Mônica deve ser mai agradável que a biografia de tais figuras...
E o resto são "detalhes"...
...história da música popular brasileira...
Estou adorando ler esse livro, acho que é uma grande contribuição para o estudo da música popular brasileira, visto que conta a história de um período por um lado diferente daquele já tantas vezes falado, o do pessoal da zona sul com sua bossa nova. Até hoje a música brasileira é tratada mais a partir de um certo tipo de sonoridade, esquecendo a diversidade que compõe o cenário brasileiro.
O livro vai além da vida do Roberto, montra-nos as transições da mídia, da rádio para a TV, e nos dias atuais, traçando um paralelo, da tv para a internet; e o artista diante dessas transformações.
Confesso que a cada capítulo passo a despertar mais para a obra do "Rei".
Roberto Carlos x Justiça
Legitimado ad judicia et extra na notável advogada, Dr.ª Deborah Sztajnberg, o jornalista, historiador e professor Paulo César de Araújo, entrou, na 20.ª Vara do TJRJ, com uma Ação Contestatória face à decisão judicial interposta pelo cantor Roberto Carlos Braga, que resultou na apreensão e retirada permissiva de circulação e comercialização da biografia não autorizada: “Roberto Carlos em Detalhes”. Sem dúvida, uma das maiores agressões à Liberdade de Expressão, legitimada na Constituição Cidadã de 1988.
O cantor Roberto Carlos Braga, sempre divagando em alucinações terrificantes, ainda não acordou para uma realidade constitucionalíssima: “assuntos de interesses públicos podem e devem ser tratados de forma pública; assuntos de interesses privados é que têm de ser tratados de forma privada”. O que não parece serem os segredos de polichinelo do “rei”, que são tão públicos e notórios quando as efemeridades de suas músicas.
Tivesse Roberto Carlos Braga lido a resenha crítica e responsável “Roberto Carlos em sua intimidade (aparente timidez esconde o galanteador), do crítico musical do JC., José Teles, certamente também lhe teria processado por calúnia, difamação, injúria, perfídia, aleivosia e invasão de privacidade!
Com essa Ação Contestatória – acesso à ordem jurídica justa – espera-se que a Justiça seja feita e o juiz responsável pelo processo faça valê-LA! E as agruras, humilhações, aflições e as lágrimas derramadas pelo biógrafo Paulo César de Araújo no FÓRUM do Rio de Janeiro em “audiência conciliatória”, sejam transformadas em indenizações por danos morais, materiais, constrangimentos psicológicos e compensações valorativos referente ao período em que os livros ficaram retidos, fora de circulação por puro capricho do queridinho da Jovem Guarda, que se acha acima da ORDEM JURÍDICA CONSTITUCIONAL!
Cícero Tavares de Melo (chiquinhoolem@yahoo.com.br). Acadêmico em direito da FACIPE.
Rui Castro
Estreando com “Chega de Saudade” (1990), uma pesquisa percuciente, inteligente e refinada das histórias da bossa nova, seguindo-se uma seqüências de biografias de personagens revolucionários da nossa história, tais como: Nelson Rodrigues (O Anjo Pornográfico (1992), Garrincha (Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha (1995), Carmen Miranda (Carmen – Uma Biografia) (2005), além de outros livros maravilhosos que permeiam histórias de músicos e cantores extraordinários, Rui Castro, nosso maior biógrafo da atualidade, nos traz a lume um romance colonial, “Era no tempo do rei”, que já é uma obra-prima sobre as irresistíveis e rocambolescas ações da Corte de D. Pedro e da vingativa princesa Carlota Joaquina, onde o erotismo, a crítica, a sátira, o puxa-saquismo, o jeitinho, o sadismo, os excessos palacianos e o humor sarcástico já profetizavam a nação que ia se construindo a partir daquela sordidez palaciana.
Cícero Tavares de Melo (chiquinhoolem@yahoo.com.br). Acadêmico em Direito da FACIPE
Roberto Carlos afonta a Carta Magna
Roberto Carlos, o maior representante do Movimento Besterol Jovem Guarda, sofre de Psique Despombalizada, que pode ser def num conjunto de nóia, contradição, mania, mumunha, muganga, que os maiores teóricos psicanáliticos do mundo, como Sigmund Freud, Carl Jung... jamais ousariam em decifrá-lo, tamanhas as inconformidades de suas ações pessoas de 1980 para cá.., principalmente depois que começou suas incursões oníricas num catolicismo exacerbado. Junto a isso, a chegada da indesejada da gente, que levou sua consorte, Maria Rita, para “além do horizonte.”
O quiproquó tornado público em torno do livro biográfico, Roberto Carlos em Detalhes, Editora Planeta, 2006, com mais de 500 páginas saídas das penas sensíveis do jornalista, historiador e professor de História paulistano, Paulo César de Araújo, só vem confirmar esse despombalizamento do “rei” da jovem guarda, quando acusa o autor de ter entrado na intimidade dele de forma desonesta e desleal, o que, segundo o “rei”, isso é calúnia, difamação e aleivosia!
Fatos despombalizados como esse já ocorreram com o “rei” Roberto Carlos em priscas eras: o inconstitucional impedimento de uma séria de reportagens veiculadas pelo jornal “Notícias Populares”, editado pela FOLHA DE SÃO PAULO, à época, exemplificando sua obstinada determinação na busca pelo sucesso, mesmo sem uma perna, mesmo o cupim querendo-lhe comer; a proibição do livro do seu mordomo em 1979, que informava, no livro, que o Roberto Carlos Santinho, comia todas as “marias banguelas” que aparecessem; a acirrada disputa judicial contra o maestro Sebastião Braga, compositor da música “Loucuras de Amor”, transformada por Roberto Carlos e Erasmo em “O Careta”, que os acusava de plágio, segundo cons
eu acho que todo cidadão,tem o direito de repuguinar aquilo que ele acha que esta o prejudicando(de uma maneira ou de outra)nos vivemos em um país "democrata". eu lí o livro "detalhes",eu não vi nada demais em meu enteder,mais roberto carlos tem o direito de proibi-lo,pelo fato dele se achar ofendido,a liberdade que o paulo cesar teve de escrever,é a mesma liberdade que o roberto tem de impuguinar. mais o que eu vejo,são pessoas que não gostam de roberto carlos,e aproveitam para critica-lo de uma certa forma,acusando de coisas que roberto é acusado.coisas que são acusações,não fatos. aroberto tem uma carreira de 50 anos(com muito trabalho e honestidade) o tempo é a resposta,e ele esta aí(sendo elogiado ou criticado)sempre estão falando em seu nome. temos que ter respeito ao seu trabalho e pessoa,ele é um exemplo de como de dignidade. não precisa fazer sensacionalismo em relação em ajudar as pessoas,pois conheço muitas pessoas que foram ajudadas por ele,(mais aqui no brasil,precisamos aparecer na tv,para sencibilizar as pessoas pelo que fizermos ao proximo)(como muitos fazem) unanimidade não existe,pois jesus tenta aaté hoje e não consegue. VIVA ROBERTO CARLOS!!!!!!!!!!!!
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