Os quatro juízes e o desembargador investigados em Mato Grosso por desvio de dinheiro para a maçonaria querem o afastamento do presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Lessa, e do corregedor-geral de Justiça, Orlando Perri. Eles protocolaram, nesta quarta-feira (7/5), o pedido no Órgão Especial do TJ de Mato Grosso.
Na representação entregue ao Órgão Especial, os magistrados questionam a conduta do corregedor na investigação encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça. Basicamente, repetem os mesmos argumentos feitos no pedido de abertura de sindicância ao STJ. O Órgão Especial é composto pelos 18 desembargadores mais antigos do tribunal.
O pedido de afastamento foi feito pelo ex-presidente do TJ-MT, José Ferreira Leite, e os juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antonio Horácio da Silva Neto, presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), e Marcos Aurélio dos Reis Ferreira. Este último é filho do desembargador Ferreira Leite.
Os antecedentes
Na tarde desta quarta-feira, o site Consultor Jurídico publicou que Lessa pediu um levantamento para saber se juízes e desembargadores receberam verbas irregulares de abril de 2003 a abril de 2008. O levantamento deve ser feito pela mesma auditoria externa que já constatou o pagamento de verbas irregulares ao grupo de magistrados no início de 2005.
Em relatório enviado ao STJ, Perri afirma que os quatro juízes investigados receberam vantagens salariais irregulares na administração do desembargador José Ferreira Leite e usaram o dinheiro público para socorrer financeiramente investidores ligados à loja maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso. Esses investidores aplicaram suas economias, incentivados pela maçonaria, na Cooperativa de Crédito Poconé-Sicoob Pantanal, de Poconé (MT), que quebrou. De acordo com dados do relatório, os juízes e o desembargador, também ligados à loja maçônica, se esforçaram para honrar o investimento de mais de R$ 1 milhão. Para tanto usaram créditos irregulares obtidos no TJ-MT e empréstimos de colegas. A defesa dos magistrados afirma que as acusações não têm fundamento.
Na semana passada, o grupo pediu a abertura de sindicância no STJ para investigar o corregedor e o atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O pedido foi feito após o corregedor enviar um relatório para o STJ sobre a investigação. O site Consultor Jurídico publicou, no dia 30 de abril, reportagem sobre o relatório.
A defesa afirma que Perri foi movido por vingança e ódio. Um dos motivos, de acordo com os advogados do magistrado, foi a derrota de Perri para o cargo de corregedor-geral da Justiça no biênio 2005/2007, entre outros fatos políticos. O corregedor diz que nunca foi inimigo de nenhum deles.
Em petição enviada ao ministro João Otávio de Noronha, relator de uma sindicância aberta no STJ, a defesa chamou Perri de “inquisidor-geral da Justiça” e “supercorregedor”. A intenção é anular o relatório do corregedor.
Para ler a representação, clique aqui.

A perseguição aos juízes na administração Lessa-Perri é escrachada sim, eles vivem com medo.
90 juízes dos últimos concursos absurdamente não têm titularidade até hoje, pois depois que passaram no concurso não foram sequer titularizados em comarcas ou promovidos, são apenas designados nas comarcas, por isso também não possuem inamovibilidade. Tal fato é usado por Lessa-Perri para persegui-los, mudando-os de comarcas por vingança, perseguição e sem motivo.
Muitos são mandados para comarcas mais de 1.000 Kms distantes de onde estavam, fazem isso sem se preocupar com o magistrado, se tem família, se tem filhos.
Hoje tem que ter muito cuidado com o que se fala ou faz no judiciário, pois se não agradar a Administração há designação para longe e/ou instauração de sindicância pelo corregedor.
Até hoje Lessa-Perri mesmo podendo não fazem a promoção daqueles juízes pois querem tê-los nas mãos.
O clima entre os juízes de MT é de terror, nunca houve uma Administração tão ruim e tão perseguidora antes, não há precedentes.
Desde que essa Administração começou a punição de juízes imotivada é a regra, os que não têm inamovibilidade nada fazem porque tem medo de ser mandados para longe ou punidos na corregedoria.
Isso tem que parar!
Ante a denuncia inferida no comentario que me antecede uma pergunta deve ser feita: será que o caso relatado pelo Sr. Perri é verdadeiro?
Pelo que foi até aqui apesentado, os magistrados sob investigação teriam recebido, e somente eles, verbas indevidas, e daí repassaram estas verbas para a maçonaria.
Mas se todos receberam estas verbas, como afirmam, o que fizeram com o dinheiro não deve ser prestado conta a mais ninguém.
Será que este Sr. Perri não levou uma "bola preta" e por isso tem tanto ódio?
Liberdade, igualdade e fraternidade, né?
Então, tá.
Liberdade, igualdade e fraternidade, data venia, farinha pouca o pirão deles primeiro, coomo diria nosso popular lider, Lula-lá. A propósito da noticia acima, entendo ser o que se denomina: antropofagia, ou magistraturofagia, ou colenda-fagia, ou eles também se não vão contar outras intimidades para todo mundo, colocar no ventilador; aberto a sugestões.
Gilberto Seródio
Rio de Janeiro, onde o TJ-RJ não deixa nada a desejar com congenere matogrossense quando se trata de dinheiro público.
PARABÉNS, Dr. ORLANDO PERRI, PELA BRAVURA !!!
PRECISA TER MUITO "PEITO", CERTEZA E HONESTIDADE PARA ACUSAR ESSES "SEMI DEUSES DAS TORRES DE CRISTAL".
OS OUTROS ENVOLVIDOS NA DENÚNCIA NÃO CONHEÇO, MAS ESTE ANTÔNIO HORÁCIO É PREPOTENTE, ARBITRÁRIO,INJUSTO, PREVALECIDO E APARECIDO.
CERTAMENTE, ELE IRÁ DIZER QUE EU TAMBÉM SOU MOVIDO PELO ÓDIO ...
DEMOROU, MAS ELE SE ENROLOU EM SUAS PRÓPRIAS ARTIMANHAS.
Corregedor, deveria verificar também sobre a compra dos veiculos Corolas e Astras que foram comprados e no entanto ficam esquecidos acumulando poeira no estacionamento atrás do TJ/MT.
Parabéns.
Precisamos de pessoas mais corajosas.
acho bacana, pois com isso não só vemos que o caso é complicado como perigoso, e o pior cade as autoridades competentes? ou nesse caso se tratando dos Desembargadores não existe tais autoridades pra interceder, aposto que vai acabar tudo em pizza, ou seja vc deixa disso que eu tb deixo, ainda quero acreditar que o CNJ é superior a tudo isso...! QUERO O MEU PODER JUDICIÁRIO LIMPO, sei que é a mesma coisa de dizer que queria que o mar fosse de agua doce, mas tudo bem, quem sabe um dia! vamos ver ser eles "domam" os bodes ou se serão "domados" por eles...! coisa feia em gente.
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