Um dos delegados mais qualificados de São Paulo foi preso no final da tarde desta sexta-feira (6/6), junto de um investigador da Polícia Civil de São Paulo. A Corregedoria de Polícia comandou a ação, que os acusa de terem sumido com um lote de 200 kg de cocaína apreendidos em Itu, cidade do interior de São Paulo.
As suspeitas começaram em 2003, quando um lote da droga foi apreendido em um avião no aeroclube de Itu. O piloto do avião disse à Justiça que transportava 300 kg de cocaína. Mas o Denarc (Departamento Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo) baixou a soma, oficialmente, para 200 kg. Depois, soube-se que tinham restado apenas 98 kg da droga.
A Justiça expediu mandados de prisão para dois delegados e dois investigadores que, na época do crime, trabalhavam no Denarc. Foram presos pela Corregedoria o delegado Robert Leon Carrel e o investigador Ricardo Ganzerla. Os outros com prisão decretada são o delegado Luiz Henrique Mendes de Moraes e o investigador Cleuber Gilson Bueno.
Leia aqui a decisão.
Este não é o caso em que sumiram mais de 300 Kg de cocaína de recinto policial, em São Paulo, há uns 5 anos, é?
JOSE HENRIQUE:
Não,o caso que vc está mencionando ocorreu na cidade de Campinas(caso da Maria do Pó).
Todos os envolvidos foram presos e demitidos.
Só a Maria da Pó que não voltou pra cadeia(que eu saiba)..
Mas enfim..o caso é outro
BOM DIA!!!
ESSA É A MELHOR POLÍCIA DO MUNDO, SEGUNDO ALGUNS COMENTARISTAS QUE ACOMPANHARAM O CASO ISABELLA NARDONI.
ASSIM FUNCIONA EM SÃO PAULO SOB A GESTÃO SERRA A POLÍCIA:
- SE VOCÊ QUER TIRAR UMA CARTA DE MOTORISTA, NÃO PRECISA SABER LER, ESCREVER OU ENXERGAR... É SÓ PAGAR QUE TIRA...
- SE O TRAFICANTE É PRESO COM COCAÍNA, APREENDE UMA PARTE, TODA A POLÍCIA TIRA FOTO COM OS TRAFICANTES. OU MELHOR OS TRAFICANTES TIRAM FOTO COM OS OUTROS TRAFICANTES. A POLÍCIA REVENDE A DROGA, E OS DELEGADOS SÃO PROMOVIDOS.
ACHO QUE O GOVERNADOR SERRA NÃO DÁ A MÍNIMA IMPORTÂNCIA PARA A CORRUPÇÃO POLICIAL.
COM TUDO ISSO ACONTECENDO (http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid185313,0.htm) CHEGA-SE A CONCLUSÃO QUE A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA ESTÁ PIOR DO QUÊ NO RIO DE JANEIRO.
MAS PELO MENOS NO RJ ESTÃO ENFRENTANDO O PROBLEMA. AQUI EM SÃO PAULO NÃO SE VÊ NENHUM RESPONSÁVEL (OU IRRESPONSÁVEL) PELA (IN) SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO DAR ENTREVISTAS PARA ESCLARECER A POPULAÇÃO DE QUÊ LADO A POLÍCIA ESTÁ.
Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura
Chame, chame, chame lá
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão
Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens
E eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão
Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer
Acorda amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa não reclame
Clame, chame lá, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão
(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)
Muito embora ainda não tenham sido julgados, pelo princípio lamentavelmente abolido no direito administrativo, da "verdade sabida" sabemos que este tipo de prática é comum neste Departamento que intitulam como sendo especializado.
Por enquanto, como a qualquer outro indiciado, cabem-lhes o princípio da presunção de inocência. Mas vale aqui lembrar um velho dito popular: Não acredito em bruxas... (pero que las hay, hay)
Quando eram do Denarc, os quatro policiais se passavam por traficantes para se aproximarem de outros criminosos, entre eles o americano Jacques Pierre Hernandes Delanoy.
Durante nove meses do ano de 2003, Carrel, que se passava por traficante judeu (ele usava o tradicional quipá), e seus homens adquiriram a confiança de Delanoy até que, em setembro daquele ano, uma negociação de cerca de 330 quilos de cocaína foi efetuada, mas apenas 98 quilos foram apresentados pelos policiais.
À época do prisão da droga em Itu por Carrel e seus subordinados, a Secretaria da Segurança Pública anunciou a apreensão da droga como um grande feito de Carrel.
Delanoy pilotava o avião com a droga. Ele foi combatente na Guerra do Vietnã e seria instrutor de vôo de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Delanoy trabalhava com Juan Carlos Parras Arcila, também preso e apontado pela Segurança Pública como um líder em ascensão no Cartel de Cali, Colômbia, à época da prisão.
Agora, a Promotoria quer descobrir se funcionários do IC (Instituto de Criminalística) estão envolvidos no desaparecimento da droga. Há a hipótese de os laudos de apreensão da droga terem sido forjados.
Nos contatos com os traficantes, os policiais ostentavam dólares e até mesmo um helicóptero para impressioná-los.
A Folha solicitou ao delegado-geral da Polícia Civil de SP, Maurício José Lemos Freire, que sua assessoria de imprensa viabilizasse uma entrevista com Carrel, mas o pedido não foi atendido. (ANDRÉ CARAMANTE)
(Fonte: http://flitparasilante.blogspot.com/)
DA REPORTAGEM LOCAL
Acusado de se passar por traficante judeu, com direito a quipá e helicóptero para tentar dar mais realismo ao disfarce e impressionar traficantes internacionais, o delegado Robert Leon Carrel, da Polícia Civil paulista, foi preso ontem sob a suspeita de ter roubado, quando era do Denarc (departamento de narcóticos), 200 quilos de cocaína pura.
A juíza Maria de Fátima dos Santos Gomes Muniz de Oliveira, da 29ª Vara Criminal, também determinou a prisão preventiva do delegado Luiz Henrique Mendes de Moraes e dos investigadores Ricardo Ganzerla e Cleuber Gilson Bueno, todos eles da equipe de Carrel, atualmente no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Até a conclusão desta edição, apenas Carrel havia sido preso.
De acordo com o Gaerco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, os 200 quilos de cocaína roubados pelos quatro policiais haviam sido apreendidos no aeroclube de Itu (103 km de SP).
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL
A prisão do delegado Robert Leon Carrel fez com que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ficasse irritado com o secretário de Estado da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão.
Isso porque quando surgiram as primeiras suspeitas da participação de Carrel no tráfico, Serra mandou o secretário de Comunicação, Bruno Caetano, ligar para Marzagão dizendo que ele deveria afastar Carrel do cargo no Detran.
Em resposta, segundo a Folha apurou, Marzagão disse que existiam apenas indícios, insuficientes para punir o delegado, mas que alguma providência seria tomada.
Com a prisão de Carrel, ontem, Serra soube que ele havia sido mantido no cargo, apesar de sua recomendação expressa.
Porém, como Marzagão é muito próximo do secretário da Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey, acabou mantido no cargo.
Delegado é preso acusado de roubar cocaína
Robert Carrel é suspeito de ter levado 200 kg da droga em 2003; a Justiça mandou prender outros três policiais da equipe dele
Promotoria diz que cocaína havia sido apreendida em Itu; a Secretaria da Segurança não atendeu ao pedido de entrevista com Carrel.
07/06/2008
Marzagão não cumpre ordem de Serra.
Autor: ricardojacob
.Artigos, Policial
Passando por cima da autoridade do governador de São Paulo, José Serra, o ainda secretário de segurança pública, Ronaldo Marzagão, sabe-se lá porque, manteve em seu posto no DETRAN o delegado Robert Leon Carrel, mesmo sabendo de seu possível envolvimento com o tráfico de entorpecentes.
Além de jejuno e inexperiente em questões policiais, sendo alvo constante de críticas pela sua postura dúbia e frágil no combate ao crime, Marzagão se revela agora um insubordinado, não sendo mais nem espelho para a sua secretaria, que congrega a PM, PC e Polícia Científica.
Caso faz Serra ficar irritado com secretário.
Descontentamento: Rui Estanislau Silveira Mello vinha reclamando nos últimos dias das dificuldadaes que encontrou à frente da ouvidoria da polícia. Segundo ele, o corporativismo é muito forte, o que cria muitos obstáculos para que policiais sejam investigados e condenados. Para o corregedor, a lei impede que a polícia seja mais rígida com a própria polícia. 'Está na hora de a Lei Orgânica da Polícia Civil ser modificada, prever punições mais rígidas e criar a situação de disponibilidade, como há no Judiciário. Assim o policial pode ficar afastado o tempo que for, enquanto houver suspeita contra ele. Mesmo que não haja acusação na Justiça. 'Um dos cinco policiais acusados pelo caso da "cracolândia", José Carlos de Castilho, por exemplo, foi investigado em nove sindicâncias. O conselho da polícia já arquivou sete e o absolveu em uma. Há apenas uma em tramitação. Mas ele segue trabalhando normalmente. Outras demissões :A demissão do corregedor Mello, se for confirmada, não será o único reflexo negativo na polícia causado pelas filmagens na "cracolândia". Durante o final de semana, o governador geraldo Alckmin determinou o afastamento dos chefes imediatos dos policiais investigados. São três os afastados: dois delegados e um chefe dos investigadores. Nas palavras do governador, 'na melhor das hipóteses, houve omissão.'Não é possível alguém ter policiais agindo desse jeito e não saber', disse Geraldo Alckmin.
17/12/2001 - 18h09
Corregedor da polícia pede demissão após denúncia da "cracolândia"
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FÁBIO PORTELA e
CRISTIANE MARSOLA
da Folha Online
O corregedor da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Estanislau Silveira Mello, pediu demissão do cargo por não concordar com a forma como foi feita a investigação sobre os policiais acusados de comandar o tráfico de drogas na região da "cracolândia", em São Paulo.
O corregedor apresentou seu pedido diretamente ao delegado-geral de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo, que ainda não disse se concorda com o afastamento. Mello alega que, como diretor da Corregedoria, deveria ter sido informado sobre a investigação na cracolândia desde o início, o que não aconteceu. As filmagens dos policiais conversando com traficantes e prostitutas na cracolândia foram feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O responsável direto pela investigação foi o promotor de Justiça José Carlos Blat. Mello se sentiu traído por Blat. O corregedor, responsável por investigar denúncias contra policiais, deveria ter sido informado pelo promotor logo que surgiram as primeiras suspeitas, mas a corregedoria só ficou sabendo do caso depois que as denúncias foram divulgadas pela imprensa. Mello teria alegado que o vínculo de confiança com o Gaeco foi quebrado, e que ele não poderia mais trabalhar com o promotor Blat. Procurado pela reportagem da Folha Online, Blat não quis comentar o caso. "Não vou entrar nessa polêmica. Esse é um assunto que diz respeito apenas à polícia", disse o promotor, que continua trabalhando no caso.
Engraçado como quantidades absurdas de drogas transitam sem controle, simplesmente somem. E ninguém é culpado.
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