Desembargador gaúcho explica contato com as Farc

O desembargador Rui Portanova, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, admitiu que manteve contato com membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em 2001. Em entrevista à revista Consultor Jurídico, o desembargador explicou que recebeu um dirigente da organização que estava em visita ao estado durante o governo do petista Olívio Dutra (1998-2002).

Portanova foi citado em reportagem da revista colombiana Cambio, que descreve relações entre dirigentes do grupo guerrilheiro colombiano com destacadas figuras do governo federal brasileiro, membros do Legislativo, do Judiciário e com diversas autoridades. Os relatos têm como base mensagens achadas no computador do ex-porta-voz internacional da guerrilha Raúl Reyes, morto em março passado — leia a reportagem. Não há na reportagem mensagens diretas de brasileiros para Reyes.

Mensagem enviada por e-mail de Mauricio Malverde para Raul Reyes cita o desembargador: “O juiz Rui Portanova, nosso amigo, nos explicou que queria ir aos acampamentos, receber lições e conhecer a vida das Farc. Ele paga a viagem”, escreveu Malverde. O desembargador não fez reparos à mensagem. Ele disse não se lembrar do nome do visitante colombiano.

A visita à sede do governo gaúcho, em 2001, foi feita por Hernán Ramirez, que não se deixou fotografar e ficou reunido por mais de uma hora com o então governador Olívio Dutra.

“O dirigente queria conhecer um desembargador ligado a causas sociais e eu fui indicado. Por isso, o recebemos. Conversamos sobre visitar a Colômbia e conhecer a realidade deles, até como uma gentileza, já que eles vieram ao nosso encontro”, esclareceu.

Rui Portanova disse que, depois, teve medo e desistiu da viagem. “Eu até tinha milhagens para gastar, mas a viagem não aconteceu e não conheço a Colômbia até hoje.”

Anderson Passos

é repórter do site Consultor Jurídico.

Axel Figueiredo disse:
31 de julho de 2008 às 23:09

Q beleza.
Se quiser conhecer o PCC ou o CV, não precisa ir tão longe...

Sunda Hufufuur disse:
31 de julho de 2008 às 23:13

Well, well, well....era apenas um dirigente-representante de um grupo que mantém centenas de pessoas sequestradas, né? Que mal há nisso? É OTIMA COMPANHIA PARA UM MAGISTRADO,NÉ?

Vejamos...vejamos...O que o guerrilheiro sequestrador poderia ensinar à magistratura? Algo relativo ao rito de execução sumária? AHAHAHAH

Essa explicação "desexplica" mais do que o inexplicável.

Sunda Hufufuur, rindo muito.

Richard Smith disse:
01 de agosto de 2008 às 00:03

Ora amigo Sunda, se S. Exa. o Ministro Ayres Brito, vulgo "Carlão", era motorista do Abortista/Excomungado Sem-dedo, quando de suas visitas em campanha à sua (do Ministro) terra. Um simples desembargador deve ter algo a aprender das lições da FARC, não?

Um abraço (e dê algumas risadas por mim, porque acabou o meu anti-emético aqui de casa e não estou conseguindo)

Lima disse:
01 de agosto de 2008 às 00:36

Respondam-se se souberem: Por acaso não era este Desembargador um dos que iniciou a alguns anos aquela nova filosofia de Direito, intitulada "Direito Alternativo"? Se for o mesmo.. tudo se explica mais facilmente...

André Cruz de Aguiar - Vironda e Giacon Advogados disse:
01 de agosto de 2008 às 07:32

Ainda bem que o magistrado não viajou para a Colômbia, porque poderia ter sido refém por esse grupo de bandidos, criando embaraço para o governo brasileiro. Aliás, foi por agir de forma inocente, incompatível para quem atua como pessoa pública, que a hoje aclamada Ingrid Betancourt foi feita refém pelo mesmo grupo de criminosos. Na época, ao contrário do que ocorreu depois, muitos torceram para que ela fosse morta em cativeiro, de forma a pagar pelo erro que cometeu e para servir de exemplo para os demais inocentes, que acreditavam que se deve negociar com organizações criminosas.

Armando do Prado disse:
01 de agosto de 2008 às 08:03

Quando a direita ruidosa fica sem pauta até mensagem em computador de morto serve para criar factóides. Os Diogros Mainardis da vida se parecem e se merecem.

Rui Portanova é um orgulho para o Brasil carente de gente coerente, honesta e combativa. É bom que os fascistóides fiquem incomodados.

Tanto que até o "consultor" fundamentalista insano saiu de seu sepulcro e deixou sua assombração por aqui.

Robespierre disse:
01 de agosto de 2008 às 08:07

...nossa os direitosos ficaram todos assanhados...

..ao lima "descaminho" e desinformado: quem iniciou o direito alternativo, foi o desembargador Amilton Bueno de Carvalho.

Axel Figueiredo disse:
01 de agosto de 2008 às 09:03

É engraçado como, sistematicamente, onde o tio vai, o ptléia vai atrás.
Será um caso de alter ego?

acdinamarco disse:
01 de agosto de 2008 às 09:16

E eu que sempre achei a Justiça gaucha um pouco mais séria que as outras !!!
acdinamarco@aasp.org.br

mario disse:
01 de agosto de 2008 às 09:17

Como pode dar a esta noticia o destaque que ela não merece, a não ser o de escamotear as estrepolias do governo psdbista do RGS de hoje. Qualquer medianamente menos desinformado, verá dessa forma. Os métodos são os mesmos, os da contra-informação, muito facil de ser elaborado num país onde os "capos" da inteligencia transitam com mais liberdade, "in caso", no maior produtor de drogas do mundo inteiro.
mario oliveira

acdinamarco disse:
01 de agosto de 2008 às 09:21

Professor Armando do Prado : sabe qual é a sorte de alguns ? É que o Direito Penal brasileiro só prevê pena de morte em tempo de guerra. Não fosse assim, e se a Justiça fosse mais séria, a grande dúvida seria só escolher entre forca, garrote vil, injeção letal ou cadeira elétrica. Carrasco tem de graça.
acdinamarco@aasp.org.br

acdinamarco disse:
01 de agosto de 2008 às 09:22

Professor Armando do Prado : sabe qual é a sorte de alguns ? É que o Direito Penal brasileiro só prevê pena de morte em tempo de guerra. Não fosse assim, e se a Justiça fosse mais séria, a grande dúvida seria só escolher entre forca, garrote vil, injeção letal ou cadeira elétrica. Carrasco tem de graça.
acdinamarco@aasp.org.br

Richard Smith disse:
01 de agosto de 2008 às 11:08

Direito "alternativo" me sabe algo parecido com a "verdade alternativa", vulgo MENTIRA ou a "moral alternativa", vulgo INDECÊNCIA DESONESTA, sempre tão exercitada pela quadrilha que nos assola e seus seqüazes e admiradores.

Enfim, coisas todas de PeTralhas maliciosos e mendazes e PeTelhos inocentes-úteis.

Robespierre disse:
01 de agosto de 2008 às 11:52

...com o consultor fundamentalista por aqui, a conversa fica mais divertida. Bom retorno das catacumbas.

...quanto a esse jornalismo de botequim, o objetivo é claro: aproveitar que o supremo presidente está afiado e retomar a questão da expulsão do padre colombiano. É bom lembrar que o STF não autorizou a extradição por 9 X 1, sendo que a míser gol de "honra" foi do atual presidente supremo, então apenas ministro.

Sunda Hufufuur disse:
01 de agosto de 2008 às 12:14

Well, well, well....era apenas um dirigente-representante de um grupo que mantém centenas de pessoas sequestradas, né? Que mal há nisso? É OTIMA COMPANHIA PARA UM MAGISTRADO,NÉ?

Vejamos...vejamos...O que o guerrilheiro sequestrador poderia ensinar à magistratura? Algo relativo ao rito de execução sumária? AHAHAHAH

Essa explicação "desexplica" mais do que o inexplicável.

Será que o dirigente das FARC não ofereceu ao desembaragador almoço de confraternização com os sequestrados?

Essa tentativa da esquerdalha abaixo de justificar aproximação com um gupo que promove sequestros e atentados contra alvos não-militares não merece nem comentário. É se afinar com o crime.

Veja-se bem: grupo terrorista, assassino e sequestrador. É diferente de um "movimento revolucionário", ainda que armado, e juiz que se mete com isso é uma vergonha

Sunda Hufufuur, rindo muito.

Bira disse:
01 de agosto de 2008 às 13:10

Vou visitar o beira mar ou a suzanne e alegar visita humanitária...conversa para tolos.

Armando do Prado disse:
01 de agosto de 2008 às 18:09

Nem toda mídia eletrônica destrata o desembargador Rui Portanova. Eis, em resumo, o que disse o Espaço Vital:

"Rui Portanova, 58 de idade - na visão de advogados e magistrados com quem o editor do Espaço Vital tem contato - é tido como um magistrado conhecido nacionalmente e respeitado por suas posições favoráveis a um Judiciário mais sensível às questões sociais. Portanova é avesso ao formalismo, evita o uso da toga e despreza o título de desembargador. Os que circulam no andar do prédio do TJ-RS onde Portanova tem seu gabinete, sabem que ele é o único a descartar a referência pessoal a desembargador. Na porta principal de acesso, uma placa identifica simplesmente ´Rui Portanova´. Sempre que estiver no TJRS, ele atende advogados e partes. Independentemente de hora marcada."

Comentarista disse:
01 de agosto de 2008 às 19:04

Viva o judiciário tupiniquim!

Falando nisso, por onde andam os fervorosos defensores do nosso tão produtivo, célere e "justo" judiciário?!?

Digerindo a homenagem unânime que o STF fez ao Gilmar Mendes por ocasião da "crise" criada pelo desobediente recalcitrante?!?

Vamos lá, viuvinhas...

Apareçam!

Hehehe.

Richard Smith disse:
02 de agosto de 2008 às 08:28

Ô Bira: visita "humanitária" ou visita íntima?

Um abraço.

Richard Smith disse:
02 de agosto de 2008 às 08:30

Ôps! Melhor esclarecendo: para a Matricida/Parricida, claro.

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