Sistema vai acompanhar produtividade de juízes federais

O comitê gestor do Sistema Nacional de Estatísticas da Justiça Federal (Sinejus) acaba de implementar a ferramenta que vai permitir acompanhar a produtividade dos juízes, elaborar indicadores sobre a movimentação processual, medir a arrecadação da Justiça Federal, o número de condenações e penas e a qualidade dos serviços prestados. Na terça-feira (18/11), os integrantes do comitê receberão treinamento para aprender a usar o sistema.

Nesta segunda-feira (17/11), representantes das unidades de estatísticas e tecnologia dos cinco Tribunais Regionais Federais se reuniram no Conselho da Justiça Federal (CJF) para conhecer o primeiro módulo da ferramenta, chamada Bussiness Intelligence.

Durante o encontro foi discutida a possibilidade de ampliar o número de indicadores elaborados, com o objetivo de contemplar os dados estatísticos necessários ao trabalho da Corregedoria-Geral da Justiça Federal. O Sinejus foi criado pela Lei 11.798, de 29 de outubro deste ano, que regulamenta os poderes correcionais do CJF e lhe confere novas atribuições.

A idéia, de acordo com as discussões desta segunda-feira (17/11), é também acompanhar de perto os dados administrativos, o orçamento de cada tribunal, a infra-estrutura e os recursos humanos.

Justiça aberta

Já está em funcionamento o Justiça Aberto, um sistema similar de avaliação de desempenho e produtividade dos juízes de primeiro grau das justiças estaduais. O sistema é monitorado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Mauro Garcia disse:
18 de novembro de 2008 às 10:22

Já estou vendo a cara de alegria dos ilustres ao ser exposta a produtividade respectiva.
Quero ver se este acompanhamento de produtividade vai chegar à 2a. instância. Os velhinhos vão ficar vermelhos de raiva ao se expor a sua incrível produtividade e rapidez nos julgamentos.

J. Ribeiro disse:
19 de novembro de 2008 às 08:15

É um avanço, não obstante a previsão constitucional "c", II, art. 93 da CF. O sistema deveria ser acompanhado pela sociedade, pois são os destinatários e consumidores da prestação dos serviços. A transparência é fundamental para o serviço público de forma a premiar os bons e produtivos servidores públicos e ao mesmo tempo exigir daqueles que não tem compromissos com o cargo que ocupa ou função que exerce mais eficiência, com repercussão em promoções e até demissão.
Afinal a estabilidade e a vitaliciedade é para quem merece, devendo ser conquistada a cada dia e não nela se esconder ou se apoiar em detrimento do serviço público.

futuka disse:
19 de novembro de 2008 às 12:24

Será positivo?! hmm ..um quadro de estatísticas judiciais.

A criação de um 'novo quadro' nos cria novas expectativas!

- Torço para que seja um bom sistema.

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