Visando a corrigir uma antiga falha na redação oficial do Poder Judiciário brasileiro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma importante resolução determinando a utilização de substantivos e pronomes inclusivos.
Agora, devem obrigatoriamente ser utilizadas palavras no masculino e no feminino no âmbito da comunicação oficial do Poder Judiciário e nos sistemas de processos judiciais eletrônicos de todo o país.
Segundo a resolução, de autoria do ministro Luiz Fux, "o Poder Judiciário nacional, em todas as suas unidades e ramos, deverá adotar a designação distintiva para todas e todos integrantes, incluindo desembargadores e desembargadoras, juízes e juízas, servidores e servidoras, assessores e assessoras, terceirizados e terceirizadas, estagiários e estagiárias.", o que também se aplica às pessoas transgêneros, observando-se seus respectivos nomes sociais.
Apesar de parecer simples, a resolução representa um significativo avanço na busca por inclusão de gênero no Poder Judiciário, meio historicamente predominantemente masculino.
A utilização constante de termos voltados ao gênero masculino ignorava completamente a presença feminina no Judiciário, o que vai de encontro à latente necessidade de igualdade de gênero em nossa sociedade.
Além disso, a centralização das denominações apenas na figura masculina reafirmava uma relação machista de poder, perpetuando essa forma de preconceito presente no âmbito social.
Os ajustes trazidos pela resolução chegaram tarde, considerando a maciça presença das mulheres no mundo jurídico desde a década de 1950, mas em momento ainda oportuno, em que o debate por equidade de gênero ganha envergadura no Brasil.
A instituição da flexão de gênero na redação oficial no âmbito do Judiciário demonstra o interesse e o comprometimento desse poder em colaborar com o rompimento das diretrizes machistas sob as quais a nossa sociedade foi estruturada.
A resolução revela um compromisso do Poder Judiciário com a busca por igualdade de gênero e a aplicação de princípios garantidos pelo caput do artigo 5º da Constituição Federal, como o princípio da isonomia.
Apesar do avanço, uma linguagem pautada apenas nos gêneros masculino e feminino não abrange as diversas formas de identificação de gênero existentes em nossa sociedade, pois não contempla pessoas que simplesmente não se reconhecem dentro desses dois gêneros.
Os movimentos feministas e LGBTQIA+ defendem, há muito tempo, a aplicação de uma linguagem neutra, com o objetivo de abranger todas as pessoas, sem qualquer forma de exclusão. Esse debate, que inclui aqueles que se identificam como binários (ele ou ela, "o" ou "a"), ganhou relevância nos últimos anos, observado o processo de consolidação dos direitos das pessoas LGBTAQIA+ [1] em nosso país.
Sendo assim, a inovação trazida pela resolução do CNJ é uma vitória para a sociedade, mas será necessário reavaliar o pleito apresentado pelos movimentos sociais quanto à adoção de uma nova linguagem pautada na neutralidade, pois o Direito, assim como a linguagem, deve acompanhar as modificações sociais.
[1] COVAS, FABÍOLA SUCASAS NEGRÃO e BERGAMINI, LUCAS MARTINS. Análise crítica da linguagem neutra como instrumento de reconhecimento de direitos das pessoas LGBTQIA+. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.7, n.6, p. 54892-549. 13 jun. 2021.




Isso chegou também ao Judiciário...
Tambem precisaremos criar uma forma de tratamento, pois conheco varias pessoas que tambem precisam reconhecimento social e protecao contra discriminacoes, daquilo que acreditam ser. Um deles disse que e alienígena. Jura que nao nasceu na terra. Mas tem forma humana. Outro diz que e um anjo. Perguntei das asa e me disse que isto e simbolico. E o último que disse ser um vampiro. Mandou implantar caninos lixar os dentes e pintar a esclerotica dos olhos. Vai fazer uma cirurgia para dividir em 2 a ponta da lingua. Vive fazendo exames de sangue para tentar provar que nao e normal. Depois que o resultado do exame sai fica frustrado. Alem do que aonde vai chama atencao e vira motivo de deboche o que o deixa mais infeliz e deprimido. Interessante que
eles acreditam nisto. Se o que importa e no que se acredita que se e, como nos casos de genero, sera que e possivel mudar a certidao de nascimento deles com as respectivas alteracoes ? Teremos que pensar em algum conjunto de direitos, tipo estatuto dos humanos alternativos, para atender a este pessoal e assim serem reconhecidos socialmente e possam atingir a tao almejada felicidade. LGBT + existem aos milhoes. Ja esta turma e minoria das minorias. Tambem se deve criar algum dispositivo na lei que puna discriminacao contra os mesmos. O nosso amigo morcego foi participar de selecao para emprego de recepcionista em hotel. Foi descartado sem qualquer chance e recomendaram que procure emprego no circo ou no cinema trasch americano (a CLT tem que dar conta disso) um dia deste foi a churrascaria e pediu um bife cru. O gerente pediu para ele se retirar com recomendacao que se quizesse comer carne crua que buscasse um restaurante arabe onde ha kibes crus, ou que procurasse um sushi. Onde esta a lei quando se precisa dela.
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