Veja os nomes dos jornalistas grampeados por Protógenes Queiroz

Pelo menos 25 jornalistas de renome, que atuam em grandes veículos de comunicação, foram acusados pelo delegado federal Protógenes Queiroz de fazer parte de um esquema conspiratório a favor do banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, investigado pela Polícia Federal por supostos crimes financeiros, na chamada Operação Satiagraha. Os nomes de jornalistas constam de dois arquivos, dentre as centenas de documentos digitais confiscados pela Corregedoria da PF nos computadores de Queiroz, e são publicados pela revista Consultor Jurídico.

No relatório, o delegado parte da premissa de que o banqueiro Daniel Dantas armou um esquema para corromper jornais, revistas e jornalistas em geral para que todos trabalhassem a favor de seus objetivos escusos. A partir dessa suposição, toda ação que envolva o investigado que Protógenes transformou em inimigo pessoal, passa a ser suspeita. Nessa linha de raciocínio, jornalistas que por dever de ofício tenham de produzir notícias sobre Daniel Dantas ou sobre o Banco Opportunity, viram cúmplices do banqueiro.

Com pretensões intelectuais, o delegado se atreve a montar um case para demonstrar a malignidade da imprensa e da liberdade de expressão. Para tanto, toma como exemplo a cobertura que a revista Veja fez do presidente do Senado Renan Calheiros. Só nessa diversão aparecem os nomes de cinco jornalistas. São eles Policarpo Junior, Otávio Cabral, André Petry, Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy. O relatório ressalva, para alívio geral, que os citados nessa parte do documento, não necessariamente estão ligados ao esquema de imprensa do banqueiro, já que se trata de um estudo teórico.  

Alexandre Oltramari é citado de novo na parte do relatório dedicada a descrever a imaginada cadeia de contra-informação armada por Daniel Dantas e a grande imprensa brasileira e estrangeira. Aí aparece ao lado de seu colega, o colunista Diogo Mainardi, do presidente da Rede Bandeirantes Johnny Saad, do apresentador de televisão Roberto d’Ávila, do consultor político Ney Figueiredo e da empresa de assessoria de imprensa contratada pelo Opportunity, a Abre de Página

Este Consultor Jurídico também mereceu a atenção do delegado Protógenes, em razão de entrevista feita pelo jornalista Márcio Chaer com Luciane Araújo, uma brasileira que trabalhou para a Telecom Italia como tradutora. Cabia a ela traduzir para o italiano, documentos e textos em português sobre a disputa pelo controle da Brasil Telecom entre a Telecom Italia e o Opportunity. Com acesso à alta cúpula da Telecom Italia, Luciane Araújo acabou tomando conhecimento de fatos na briga nada civilizada travada entre os dois grupos. 

Jeferson Heroico

Nomes citados no relatório de Protógenes Queiroz - Jeferson HeroicoSegundo ela algumas pessoas foram pagas por concorrentes de Dantas para tirá-lo do negócio das teles.

Um exemplo dos parâmetros de investigação do delegado e sua turma forma um capítulo no relatório com o sugestivo título de “A Turma do Cebolinha”. Foi com esse nome que o delegado Protógenes Queiroz batizou o arquivo em que descreve a bisbilhotagem que agentes da Abin, sob seu comando, fizeram, em Brasília, contra a arquiteta Manuela Cantanhêde Rampazzo,

Manuela Rampazzo é filha da colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, com o também jornalista Gilney Rampazzo, ex-editor da TV Globo em Brasília. Manuela virou vítima da operação simplesmente por ter ido à casa do jornalista Fernando Cesar Mesquita, assessor do senador José Sarney, para submeter-lhe um projeto de arquitetura. Fernando César Mesquita não era investigado na Satiagraha e não havia determinação judicial para que fosse monitorado. Manuela Cantanhêde, muito menos.

Oito gigas de provas

O delegado corregedor Amaro Vieira Ferreira, que investiga o vazamento de informações e outras supostas irregularidades da Operação Satiagraha, dispõe de oito gigabytes de arquivos apreendidos em computadores e em pen drives nos endereços usados pelo delegado em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O material, agora, é usado como prova de que Protógenes feriu a lei de interceptações telefônicas e violou direitos profissionais de advogados, entre outras irregularidades.

Dentre os nomes dos jornalistas acusados no delírio conspiratório constam profissionais que simplesmente são pautados para cobrir as pendengas que envolvem a partilha do bolo das teles no Brasil. A análise desses arquivos de Protógenes revela a prática daquilo a que os filósofos chamam de teleologia — ou raciocínio baseado em causas finais.

Bastava algum profissional abordar o tema Daniel Dantas para que fosse catalogado como “parte do esquema”. Um dos primeiros nomes citados em seu relatório é o da repórter especial Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo, uma profissional com mais de 30 anos de experiência, ganhadora do Prêmio Esso de Jornalismo 2008, a mais importante láurea da área de comunicação do país. Elvira é qualificada pelo delegado como liberticida. “É possível concluir que Elvira Lobato estaria trabalhando para apontar Naji Nahas como agente a serviço da Telecom Italia no Brasil. Notícias desta natureza interessam a Daniel Dantas, pois o colocam na condição de vítima de um esquema para prejudicar seus negócios. Muito provavelmente, Lobato seja uma das jornalistas de confiança de Dantas para implantar, na mídia, tais reportagens”.

Assim como Elvira, surgem nas acusações conspiratórias outros tantos nomes de profissionais de prestígio reconhecido e reputação inatacável como Marcelo Tognozzi, Vera Brandimarte, Leonardo Attuch, Gustavo Krieger, Janaína Leite e Diogo Mainardi . “Em cada reportagem, a intenção desta análise era conhecer o viés empregado para manipular os leitores, ora de forma explícita, ora sutil, com o fim de formar uma consciência coletiva. Ressalta-se que o público alvo das matérias era composto por pessoas esclarecidas, que buscam informação em meios considerados idôneos”, escreveu Protógenes, por exemplo, sobre a semanal Veja.

Em sua própria avaliação, Protógenes acreditava-se o rompedor de um tabu. “Finalmente, convém dizer que a proposta inicial da análise – identificar a manipulação da mídia por grupos econômicos – foi alcançada. Pelas limitações do trabalho e em face da magnitude do tema, muitos elementos, naturalmente, não constam em seu conteúdo, mesmo porque nunca houve a pretensão de abarcar toda a problemática envolvida nesta questão. A proposta era a de oferecer uma modesta contribuição para o esclarecimento deste tema, tão pouco debatido em nossa sociedade, principalmente em razão do caráter “sagrado” da liberdade de imprensa”, escreveu.

Um dos piores trechos das linhas obradas por Protógenes e sua equipe é um relatório datado de 28 de abril de 2008. Nele, um perito da PF, Walter Guerra Silva, acusa categoricamente dois jornalistas da Folha de S. Paulo, Andréa Michael e Hudson Correa, de trabalharem para Daniel Dantas. Foi esse relato que levou Protógenes a pedir a prisão de Michael, pelo fato de ela ter noticiado, em primeira mão, a existência da Operação Satiagraha.

“Em 17/03/08, às 14:50:52hs, Guilherme Martins fala com Daniel Dantas que Andrea Michael da Folha de S. Paulo, esta atrás dele para fazer uma matéria por encomenda. A Folha está querendo saber da desenvoltura de Daniel e quem o está ajudando, e o que ele irá fazer com o dinheiro que irá receber. Daniel brinca e diz que vai usar o dinheiro para comprar ações da Telemar”, relata o perito. “Portanto os investigados se beneficiaram da informação privilegiada antes da publicação realizada no jornal Folha de São Paulo”, conclui o perito do delegado Queiroz.

Clique aqui para ler as considerações sobre os jornalistas grampeados por Protógenes.

Clique aqui para conhecer os grampos sobre Andréa Michael

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Ramiro. disse:
06 de abril de 2009 às 18:22

Vendo essas investigações dignas dos Três Patetas, me pergunto, como querem fazer investigação séria no país
Dou exemplos de como funciona nos EUA
http://www.sec.gov/
Eles investigam para valer, são do ramo, não são lunáticos
http://www.nytimes.com/2007/07/04/business/04apollo.html?ex=1341201600&en=fc7c3f74433741a5&ei=5088&partner=rssnyt&emc=rss
http://www.usatoday.com/money/economy/2008-01-16-3477039946_x.htm
O glorioso MPF e a PF, no Brasil
http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12195
No Brasil eles tem benefícios do PROUNI a dar com o pau...
Ah, antes que esqueçamos, estão ligados ao núcleo duro do governo do "Grande Timoneiro", aquele que diz que é só marolinha e vem tsunami.
Como andam os quadros de fiscalização na área financeira deste país?
Quanto ganha um analista da CVM, do BACEN, em relação a um delegado grampeador da PF? Ah, um Juiz por ele mesmo pode decidir o que é crime financeiro dispensando a perícia especializada, e a Desembargadora que cassa a decisão de prisão preventiva é taxada pela imprensa de pistolagem como aliada do capital.
Uma pergunta, quem está recebendo dinheiro do PROUNI hoje no Brasil?
Investigação em mercados financeiros exige capacitação técnica, que definitivamente não é parte do currículo de Direito.

olhovivo disse:
06 de abril de 2009 às 18:56

Em países sérios ou meio sérios esse sujeito já estaria no olho da rua. Mas aqui, na grande Haiti, há um grupo que o protege e uma turba que o vê como herói. Conclusão: isso aqui não é um país minimamente sério. É, na verdade, uma grande anedota criada pelos portugueses.

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
06 de abril de 2009 às 19:31

Por essa ótica chauvinista que pretende enxovalhar um trabalho de investigação que para quem conhece e sabe, perfeitamente, que em investigação nada se conclui antes do tempo e o tempo é o limite do flagrante, que não sabemos quando e onde deve acontecer. Precisamos entender que as peças são amealhadas e movimentadas no tabuleiro, que ora são vilões e outros momentos heróis. Esses que são jornalistas, na verdade fazem o jogo do outro lado do tabuleiro, se movimentam sob suspeita, até mesmo para vender noticias. Fato é que em investigação todos somos suspeitos até a conclusão e quem hoje aparenta ser vilão pode na verdade ser interpretado e considerado herói no futuro. O que tem de certo em PROTOGENES é o alvo DANIEL VALENTE DANTAS, que a de se considerar um senhor e difícil alvo, que de poderoso, rico, vilão, mau caráter e esperto é simplesmente a fina flor do estelionato no grupo do colarinho branco.
*
Portanto deveríamos restar envergonhados ao, sem querer querendo, nos posicionar ao lado dos bandidos, de certa maneira produzindo, se não provas, mas carinhosos aconchegos, esplendidos, onde se refestela a canalha impar da republica.
*
Deveríamos nos colocar na posição de defesa, e não tentar algo investigatório que não temos a plena visão da dimensão conclusiva. Até porque chafurdam nessa quadrilha os expoentes do PODRE PODER JUDICIARIO, cooptando os três poderes notoriamente.
*
Pior do que PROTOGENES somos nós que protagonizamos o enredo do anti-patriota, a orquestra baqueará, seguramente regida em DVD maior.
*
Não vejo CONJUR e seus colaboradores como fatídicos criminosos, apontados, por PROTOGENES, e os demais.
*
Apenas, meras peças desse tabuleiro incongruente, intrincado, a espera do cheque mate.

João G. dos Santos disse:
06 de abril de 2009 às 20:43

A mídia talvez necessite fazer um "mea culpa", pois logo de início dá plena credibilidade às pirotecnias, publica conversas vazadas seletivamente, põe o investigado na lama e as "otoridades" acusadoras no olimpo. Esquecem-se que, um dia, os alvos poderão vir a ser jornalistas. Não adiantou o caso Escola Base, Bar Bodega, Eduardo Jorge, Mazloum, Alceni Guerra, Andréa Michael e tantos outros. A maioria dos jornalistas continua igual, achando-se inatingíveis. Até o seu dia chegar.

Sunda Hufufuur disse:
06 de abril de 2009 às 23:21

No Estado sonhado pelo comunismo o indivíduo está hipotecado ao Estado de tal modo que pouco resta de sua esfera privada. Não é por acaso que entre os primeiros monistas havia marxistas como Mach. Monistas são aqueles que reduzem tudo a uma única substância, no caso, fisicalista, e a mente seria pura matéria. Muitop provavelmente, se pudesse, Protógenes, com microfones, auscultaria até o EGO...
.
Sunda Hufufuur
Do alto do Transimalaia

dinarte bonetti disse:
07 de abril de 2009 às 06:12

Se pegarem meu pen drive ou notebook, estou perdido. Pois tenho textos de Janio Quadros,Brizola, Jango, Geisel, Eliane Castanhede, mainardi, Jabor, Serra, Caetano velloso, Chico buarque etc, etc. Até musicas de John Lenon.
E o que pesquiso com isso? a idoneidade, coerencia, a tentativa de descobrir seus verdadeiros patroes, de como agem para destruir ou nao carreiras, etc.
E formo minha opinião sobre os autores, para meus filtros.
Numa peça de acusação aonde entra Daniel Dantas, deveriam incluir até o papa, para deslindar o que está por traz disso tudo.
Essa gentalha que tenta denegrir a qualquer custo investigações que tangenciem tais figuras ilustres, sempre latirão adoidado.

Republicano disse:
07 de abril de 2009 às 08:36

E o MPF ainda não denunciou o delegado? Parece que o tem defendido ... O ministro Gilmar está de olho.

ANE CAROLINE disse:
07 de abril de 2009 às 10:01

Vexatório é ter que engolir matérias como a ublicada neste site, crucificando Protógenes em decorrência dos mecanismos e artifícios utilizados para investigar caso que revela apenas pequena fatia da corrupção existente nesse país.
Como de praxe, busca-se deseperadamente desviar o olhar do povo dos verdadeiros criminosos e coloca sob os holofotes quem se determinou em identificar aqueles que roubam descaradamente esse povo sofredor que é o brasileiro. Fico entristecida, porque em havendo tantos mecanismos protecionistas no que concerne aos crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e demais crimes financeiros que lesam o patrimônio público, quando alguém toma como seu próprio inimigo o criminoso é taxado de doente mental. Ora, criticar os meios utilizados só faz desviar o olhar daquilo que realmente interessa - os ilícitos cometidos reincidentemente às custas do povo, do pobre, do maltrapilho e faminto.
Se, neste caso, os fins não justificam os meios, então JAMAIS teremos qualquer chance de nos livrarmos do câncer que é a corrupção - devemos mais é nos conformar com a situação, com a indignidade com que é forçada a viver a quase totalidade da população, marginalizada não pelas atitudes de Protógenes e sua equipe, mas por atitudes iguais as de Daniel Dantas e companhia.
Convergir com a idéia lançada no texto aqui veiculado é convergir com o ciclo vicioso de miséria, injustiça e perpetuação do atual estado das coisas, em que a justiça, por livre arbítrio, além de ser cega, também também é surda, muda e paraplégica.

ANE CAROLINE disse:
07 de abril de 2009 às 10:02

Vexatório é ter que engolir matérias como a ublicada neste site, crucificando Protógenes em decorrência dos mecanismos e artifícios utilizados para investigar caso que revela apenas pequena fatia da corrupção existente nesse país.
Como de praxe, busca-se deseperadamente desviar o olhar do povo dos verdadeiros criminosos e coloca sob os holofotes quem se determinou em identificar aqueles que roubam descaradamente esse povo sofredor que é o brasileiro. Fico entristecida, porque em havendo tantos mecanismos protecionistas no que concerne aos crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e demais crimes financeiros que lesam o patrimônio público, quando alguém toma como seu próprio inimigo o criminoso é taxado de doente mental. Ora, criticar os meios utilizados só faz desviar o olhar daquilo que realmente interessa - os ilícitos cometidos reincidentemente às custas do povo, do pobre, do maltrapilho e faminto.
Se, neste caso, os fins não justificam os meios, então JAMAIS teremos qualquer chance de nos livrarmos do câncer que é a corrupção - devemos mais é nos conformar com a situação, com a indignidade com que é forçada a viver a quase totalidade da população, marginalizada não pelas atitudes de Protógenes e sua equipe, mas por atitudes iguais as de Daniel Dantas e companhia.
Convergir com a idéia lançada no texto aqui veiculado é convergir com o ciclo vicioso de miséria, injustiça e perpetuação do atual estado das coisas, em que a justiça, por livre arbítrio, além de ser cega, também também é surda, muda e paraplégica.

Sunda Hufufuur disse:
07 de abril de 2009 às 10:07

E se descobrirem que o MPF compactuava comessas ações do Protógenes BigBrother? Como é que ficará?

gallo disse:
07 de abril de 2009 às 10:20

A campanha contra esse delegado - não entro no mérito de que ele agiu certo ou não - é tão grande, com todos se sentindo tão ofendidos (principalmente os jornalistas) que dá para desconfiar que tem outros interesses por tras disso tudo e que sua desqualificação e demonização é fruto de ataques orquestrados.Esqueceram o Dantas.

Mauro disse:
07 de abril de 2009 às 10:40

Mais uma vez a Conjur comete os mesmos erros que critica. Enquanto critica o Protógenes por fazer teorias de conspiração contra jornalistas, a própria Conjur elabora teorias de conspiração contra Protógenes. Isso é assim mesmo quando a crítica não é pautada nem na lógica nem em uma busca por fatualidade. Os interesses escusos e ideológicos são os pressupostos da maioria, senão todos, dos veículos da grande imprensa no Brasil.
E o pior é terem apreendido os arquivos do Protógenes, ou seja, obtiveram informações que o próprio delegado guardava em seus computadores e pen divres, e não as havia divulgado, e ainda dizem que ele é que é o vazador.
E o pior do pior é que certos elementos que se dizem operadores do direito, mas não saem do alto de certas montanhas, ficam exibindo textos com rebuscações superficiais, contudo, acreditando nestas contradições escancaradas sem percebê-las. Ora, ora, elementar. Quem vazou não foi o Protógenes. Quem vazou foi quem apreendeu e depois divulgou para a imprensa, pois até então as informações não haviam saído dos arquivos do delegado.

Armando do Prado disse:
07 de abril de 2009 às 17:15

Por que essa divulgação na véspera da oitiva do delegado na CPI?
Quem vazou essas informações? Qual o seu interesse?
Enfim, por que essa campanha massacrante contra o Delegado?
Penso que aí tem coisas que nem a vã filosofia imagina mesmo...

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