Defesa de Roger Abdelmassih entra com novo pedido de Habeas Corpus

A defesa do médico Roger Abdelmassih entrou com pedido de reconsideração da ordem de prisão expedida em 17 de agosto pela 16ª Vara Criminal de São Paulo. O pedido é subscrito pelo criminalista Márcio Thomaz Bastos, que passou a fazer parte da defesa do médico, e pelo advogado José Luís Oliveira Lima. A petição foi entregue, em mãos, à juíza Kenarik Boujikian Felippe, titular da 16ª Vara. "Ratificamos os argumentos apresentados nos habeas corpus e anexamos a decisão do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp)", assinalou a defesa.

Os advogados já ingressaram com três pedidos de HC — no Tribunal de Justiça de São Paulo, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Todos eles tiveram liminar negada. O decreto de prisão foi expedido pelo juiz Bruno Paes Stranforini.

Kenarik estava em férias. Há um ano ela havia rejeitado a primeira acusação contra o médico. O fundamento foi o de que o MP não tem poder para investigar.

Dias após a prisão, conselheiros do órgão suspenderam temporariamente o registro profissional. "Se um dos argumentos do Ministério Público (MP) para pedir a prisão era o fato de ele continuar clinicando, com a decisão do Cremesp isso cai por terra", disse Oliveira Lima. Com informações do Último Segundo.
Clique aqui para ler mais na ConJur.

Prof. Dr. Jose Antonio Lomonaco disse:
01 de setembro de 2009 às 14:42

Vocês não se emendam mesmo,hein? Alguém já fez uma pesquisa para aferir a estabilidade destas denúncias? Não há prova alguma dos fatos alegados. Se quantidade e uniformidade de relatos fosse prova, a mãe de juiz de futebol seria de fato o que gritam dela. Não há uma prova sequer de que os fatos relatados tenham ocorrido. E voces aí, mandando bala! E dá-lhe capa de VEJA; matéria com fotos das vítimas. Alguém já fez análise das provas? Qual a prova? Nenhuma! A Escola Base ensinou muito. Vocês não aprenderam nada!

Raul Haidar disse:
01 de setembro de 2009 às 15:43

A matéria comentada é apenas uma notícia. Não traz nenhum juizo de valor.
Quando há denúncia de suposto crime, a imprensa pode noticiar, não lhe cabendo fazer pesquisas ou investigações.
Os jornalistas não estão habilitados a analisar provas. Diante disso, parece-me impróprio afirmar que não aprenderam nada com casos anteriores. O caso "Escola Base" não foi analisado, investigado ou pesquisado pela imprensa, que se limitou a noticiar supostos fatos, da forma como foram apresentados pela autoridade policial.
Não podemos confundir a função do jornalista com a da Polícia, do Ministério Público ou do Judiciário.
Notícia é notícia e a imprensa tem o dever de divulgar.Para isso é que existe.
Se nesse lamentável episódio alguém merece críticas, não são os jornalistas...Se existe alguem crime, não foi praticado pela imprensa.

Prof. Dr. Jose Antonio Lomonaco disse:
02 de setembro de 2009 às 08:31

Meu caro Raul Haidar. A imprensa tem sim tratado o Dr. Roger como criminoso, atribuindo a suas condutas juízo de valor. O colega está enganado. A capa da VEJA trouxe o epíteto "Desmascarado", acompanhado de outras chamadas internas (estuprador, criminoso, além de outros). Deu extremada valoração (isto seria juízo de valor?) às declarações das supostas vítimas, sem atentar para a mínima crítica quanto ao que estava coletando. Menciona penas a que está sujeito o médico, mas não informa convenientemente o leitor que o ônus da prova compete ao acusador. Lista dezenas de casos, mas não foi capaz de indicar que, em todos eles, o que existe são alegações das vítimas sem a menor réstia probatória, tratando tais relatos como verdade absoluta, sem levar em conta a impossibilidade física da prova. O caso, é sim, semelhante ao da Escola Base. Vocês não aprenderam nada. Continuam a massacrar sob a desculpa e o escudo de que apens noticiam coisas que ficam sabendo nas delegacias de polícia. Se os repórteres não tem habilitação para analisar provas devem coletar opiniões de especialistas. E não só dos que acham (e o achismo judicial é o maior dos crimes) que o médico é culpado. E, ademais, se não tem habilitação, devem se limitar a reportar os fatos, sem julgar, ou adjetivar condutas. Tem culpa sim. Estão fazendo tudo de novo. Escola Base, Bar Bodega...tudo igual. Só mudam as moscas. A lambança é a mesma.

Cláudio João disse:
03 de setembro de 2009 às 11:17

Amigos: é irônico, mas, trata-se de uma prática que vem dando certo, na comunidade jurídica nacional. São impetrados tantos HC quantos necessários para soltar o indigitado paciente. Foi assim com o Maluf, com o Lalau, com a Suzana R. e recentemnete com o Gil R.Será com o Roger A. Quando esfriar o assunto, um ministro concederá discretamente o HC pedido, mesmo que esse último, seja acusado de ter feito ameaças às depoentes que tiveram o depautério de acusá-lo de estupro e atentado violento. Para isso contrata-se um dos melhores criminalistas com intenso tráfego na área. E é só esperar, já que, dinheiro, não falta. Afinal foram mais de 10.000 bebês a R$ 50k. Abraços.

Cláudio João disse:
03 de setembro de 2009 às 11:29

Amigos: convenhamos, temos de defender nosso cliente, assim somos pagos, mas, o silêncio é muitas vezes um mal necessário. Comparar Escola Base, uma sequência de atos infelizes disparados por mães inexperientes e ansiosas, diante de relatos de filhos que com certeza não sabiam direito o teor ds perguntas feitas, é uma coisa. Depoimento de mais de cinquenta mulheres adultas, com detalhes escabrosos, muitos amalgamados entre si, é diferente. Inventaram tudo? Não gostaram do trabalho meticuloso do Dr. Roger A.? Temos uma combinação sinistra de mulheres com o fito de prejudicá-lo, a que titulo? Deixar o assunto desaparecer nas brasas seja talvez mais conveniente do que levantar bandeiras que pesam toneladas. Abraços.

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