Só uma chapa está inscrita para eleição na OAB-SP. Prazo termina sexta

Termina nesta sexta-feira (16/10) o prazo para que advogados façam o registro de candidaturas para concorrer à direção da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Por enquanto, apenas o advogado Leandro Pinto fez o registro da chapa  “Leandro Pinto, Renovação da OAB-SP”. A expectativa é que outros três candidatos se inscrevam para disputar a presidência da seccional. O atual presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, tenta um terceiro mandato. Rui Celso Fragoso e Hermes Barbosa devem dividir a oposição junto com Leandro Pinto. Todos eles estão em campanha.

As chapas devem ser compostas por 125 integrantes, incluindo a diretoria e 120 conselheiros (80 efetivos e 40 suplentes). Também fazem parte da lista, os candidatos ao Conselho Federal, sendo três titulares e dois suplentes. Cabe aos conselheiros federais eleger o próximo presidente nacional da Ordem. A eleição em São Paulo, maior colégio eleitoral da advocacia no país, está marcada para o dia 17 de novembro.

Não há impedimento formal para um terceiro mandato. O Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94) não limita o número de vezes que o candidato pode se eleger. No entanto, nas últimas três décadas, a continuidade não tem sido prática comum. Nos últimos 30 anos, apenas D’Urso, eleito em 2004 e reeleito em 2006, e Antônio Cláudio Mariz, presidente da ordem nos biênios 1987/1989 e 1989/1991, quebraram a tradição.

Propostas
Leandro Pinto, que registrou a sua chapa na última sexta-feira (9/10), afirma que a sua principal proposta é “humanizar a OAB em favor do advogado”. O que significa reduzir as anuidades de pessoas físicas em 50%. Quem tem até cinco anos de carteira pagaria R$ 175. Os demais, R$ 350.

Outra bandeira levantada pelo advogado é o fim da terceirização de serviços como segurança e limpeza. Segundo ele, a OAB-SP gasta R$ 30 milhões com terceirizados. Leandro Pinto entende que os serviços devem ser prestados, mas por funcionários contratados pela própria entidade.

Rui Celso Fragoso anuncia oficialmente a sua candidatura nesta quinta-feira (15/10), através da chapa “Em Defesa da Advocacia”. Segundo ele, o principal motivo para concorrer à presidência da OAB-SP é tentar barrar o terceiro mandato de D’Urso.

Em seu plano de gestão, consta entre os objetivos o resgate do prestígio e do respeito ao advogado, a valorização da classe, “especificamente no que se refere aos advogados que dependem da assistência judiciária e os assalariados, cujo piso salarial é de R$ 1,5 mil”. Flexibilizar o valor da anuidade também é um dos seus planos.

“O alívio da anuidade” também é um dos objetivos do pré-candidato Hermes Barbosa, se chegar à presidência da OAB-SP. Para reduzir em 50% a anuidade, afirma que vai cortar despesas supérfluas. Outro foco de sua gestão será a criação e desenvolvimento de comissões de estudo e debate. A defesa dos advogados será objeto de discussão nas comissões permanentes de Prerrogativas Profissionais e de Repressão ao Exercício Ilegal da Profissão. O controle da disciplina dos advogados será reforçado através do Tribunal de Ética.

Brigas internas
O criminalista Alberto Zacharias Toron, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB Nacional, não renovará seu mandato no Conselho Federal. O representante da seccional paulista em Brasília não chegou a um entendimento com o cabeça da chapa, Luiz Flávio Borges D’Urso, atual presidente da entidade em São Paulo.

Na chapa oposicionista de Rui Celso Fragoso também se registrou defecção: o advogado criminalista José Luís de Oliveira Lima, que presidiu a Comissão de Prerrogativas da OAB-SP e a Caasp, também desistiu, depois de desentender-se com o principal apoiador de Rui Celso, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira.

Neli disse:
14 de outubro de 2009 às 23:35

Que vença o melhor para a advocacia.
Diminuir a anuidade em 50%:seria ótimo,já que de todos os conselhos,o advogado é o que paga mais.
Porém seria factível?

dinarte bonetti disse:
15 de outubro de 2009 às 01:58

Se o exemplo pega, o Pres. Lula terá argumentos para tentar o terceiro mandato. Seu respeito à Democracia não o permitirá.
No entanto, na OAB, a coisa desandou.
Esse apego ao poder, prejudica a renovação, e acaba por se caracterizar como aparelhamento da Ordem dos Advogados de São Paulo. Um péssimo exemplo.

WLStorer disse:
15 de outubro de 2009 às 07:24

OAB reduzir as anuidades? Pode até ser, mas não será. Mas que tal reduzir as anuidades e aumentar a taxa de inscrição para o Exame de Ordem? Dá para compensar e ainda sobra troco!
A humanização da OAB em favor do advogado já deu seu primeiro passo através da questão 1 do Exame de Ordem 2009.2. A embriaguez habitual foi liberada. Por outro lado não poderia ser diferente, só se embriagando mesmo.

CCB1949 disse:
15 de outubro de 2009 às 07:39

DOUTOR
Luiz Flávio Borges D!Urso
Sua atuação na presidência da OAB de São Paulo,se identifica com o brilho e a seriedade de sua sabedoria profissional.Tem mostrado respeito aos colegas injustiçados através de sua pujante gestão...
NO ENTANTO:
Este internauta vem lutando para atuar na sua amada profissão e,isto desde o ano de 1989.A injustiça desta punição pode,por decisão da Presidência ser alvejada e ou até privilegiar o advogado punido pela ANISTIA.
De qualquer forma,chega o dia da VITÓRIA e então a verdade brilhará qual o sol do Meio Dia na vida deste seu coléga em avançada idade.
Esta manifestação é digna de ser lida por todos os outros advogados que tenham,também,sido punidos sem JUSTA CAUSA...
É vero...
JOÃO RIBEIRO PADILHA
15/10/2009-quinta feira.Às 07:40
LIVRE MANIFESTAÇÃO do PENSAMENTO

Raul Haidar disse:
15 de outubro de 2009 às 14:44

Quem adota como "programa de trabalho" possivel redução de anuidades ignora a realidade orçamentária da entidade que pretende dirigir. A OABSP mantém cerca de 1.000 salas de advogados em todo o Estado e cerca de 230 subseções. Para isso são necessários mais de 3.000 funcionários. Essa estrutura é indispensável ao funcionamento da Advocacia, especialmente nas comarcas do interior, onde os nossos colegas enfrentam mais dificuldades que nós paulistanos. Também é grande equívoco comparar o custo da anuidade da OAB com os Conselhos, pois estes pouco ou quase nada fazem a não ser fiscalizar seus filiados. Sei disso por experiencia própria, pois sou filiado também ao CRC (Contabilidade). Levem-se em conta ainda as atividades institucionais da OAB, previstas no inciso I do artigo 44 da lei 8906. Quase metade da anuidade da OABSP destina-se ao Conselho Federal e à CAASP, dai também saindo os recursos necessários à ESA Escola Superior de Advocacia. Quem acha elevada a anuidade deveria pensar nessas questões e considerar, ainda, que ela custa menos que o valor de UM cafezinho por dia. Não podemos ter uma entidade sem recursos. Nós todos perderíamos se a OAB tivesse que viver à custa de empréstimos e patrocínios. É facil acenar com redução no valor de anuidades. Difícil mesmo é manter funcionando uma entidade como a nossa sem que tenhamos recursos para isso...

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