Justiça concede abono de faltas e provas em janeiro a aluna da Uniban

A Justiça de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, concedeu nesta segunda-feira (14/11) liminar determinando que a Uniban abone as faltas de Geisy Arruda e permita que ela faça as provas do curso de Turismo em janeiro. A informação é do Terra.

A aluna precisou sair escoltada da universidade no dia 22 de outubro após ser xingada e hostilizada pelos demais estudantes, que criticavam o seu vestido curto. Desde o ocorrido, Geisy não vai à Uniban. As imagens da confusão foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. A Uniban chegou a expulsar a aluna "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade", mas  revogou a decisão em poucos dias. Os advogados afirmam que a estudante não voltou às aulas pela falta de segurança.

A Universidade já havia negado o pedido de Geisy para ter suas faltas abonadas. O advogado da estudante insistiu com um pedido de liminar, na sexta-feira (11/12) na 9ª Vara Cível de São Bernardo. Além do abono, o advogado pedia permissão para fazer as provas posteriormente e indenização de R$ 1 milhão. "O valor tem caráter pedagógico. Se pedíssemos R$ 20 ou 30 mil à Uniban, esse dinheiro nem faria ‘cócegas no bolso’ da instituição, que não aprenderia com esse processo deplorável", disse o advogado da aluna, Nehemias Domingos de Melo.

RBS disse:
14 de dezembro de 2009 às 20:38

A partir de agora deveriam achar normal uma mulher entrar no Forum de micro vestidos vermelhos deixando a calcinha a mostra...Entendo que uma Universidade tem a mesma importancia que um Forum, pois a Universidade é o início do conhecimento Juridico adquirido por todos nós...
Para que ternos e gravatas ? Vamos começar a ir a audiências com camisas de futebol, roupas de praia, bonezinhos, etc. Tudo pela Liberdade !!!!
Tentando entender este novo mundo apresentado neste momento, quem será que está certo ? Quem veste roupas formais para dar dignidade ao seu local de estudos/trabalho ou vamos todos ser liberais ?
Será que no dia da Audiência desta garota alguem vai vestido das forma apresentadas acima ? Porque será que não ? Não estamos em uma Democracia ?

Roland Freisler disse:
14 de dezembro de 2009 às 21:44

É isso ai, RBS, gostei do seu comentário. O interessante é que até pouco tempo atras era proibido uma mulher advogada frequentar os tribunais vestida com calça comprida... Essa "justissa"....

Cb PM Alves disse:
15 de dezembro de 2009 às 14:14

Temos ai uma demonstração de que o brasileiro não esta preparado para viver em democracia. Essa garota alega que é um direito seu usar roupas que lhe convier, concordo plenamente, contudo existe uma norma na instituição de ensino que ela desrespeitou. Essa indenização a meu ver nada mais é que enriquecimento ilicito, pois não foi a universidade quem provocou tudo isso, mas sim a própria estudante. A verdade nua e crua é que ela quis se auto promover. Até ter suas faltas abonadas e ser autorizada a fazer as provas ainda se justifica, afinal não seria justo deixa-la perder um ano de estudo, mas quanto a ser indenizada é absurdo, afinal ela acabou por macular o nome da instituição de ensino contrariando as normas existentes. O cidadão quer ter seus direitos respeitados mas não cumpre com seus deveres. E os direitos dos demais alunos?

N_F disse:
15 de dezembro de 2009 às 15:19

Não podemos esquecer que a própria aluna recusou frequentar as aulas, mesmo diante da promessa de segurança apresentada pela Universidade! Infelizmente só é punido o cidadão trabalhador que comparece ao tribunal de chinelos porque não tem sapatos para usar (lembram-se deste caso?). Em breve vermos alunos frequentando as faculdades de sunga e biquini; afinal, é para isto que estamos caminhando. E viva a nossa "justissa"

Florencio disse:
15 de dezembro de 2009 às 22:27

Penso que depois dessa decisão a Universidade há de modificar as suas normas, afinal não estamos vivendo mais no seculo XIX. Atualmente até as Juizas, Promotoras, Advogadas se vestem de modo informal nos locais onde atua Justiça. A formalidade fica reservada para os momentos solenes e a frequência diária às aulas é coisa de rotina. Naquele mesmo dia muitas alunas estavam vestidas de modo informal mas a intolerância se voltou apenas para uma das alunas. Esta se fazendo justiça, no caso! Parabens!

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