Está nas bancas, depois de quase 1 ano de apuração, uma enorme reportagem sobre o Supremo Tribunal Federal. Quem a publica é a revista piauí. A expectativa alimentada pelo alto investimento da editora Alvinegra, ligada ao Instituto Moreira Salles, parece ter-se frustrado. A repercussão da reportagem limitou-se, basicamente, a queixas de decepção da ala Sul da Praça dos Três Poderes, onde fica o tribunal.
Ao menos dois ministros não reconheceram as declarações que lhes foram atribuídas por Luiz Maklouf Carvalho. “Ele adaptou o que eu falei ao que ele gostaria que eu tivesse falado”, comentou Gilmar Mendes, para quem o redator “vestiu as luvas da intriga” para tentar montar um texto de impacto. Outro que nega ter dito o que se publicou foi Eros Grau (no cargo, à época da reportagem). Dias Toffoli cogitou acionar a editora por ter sido apresentado como condenado quando, bem antes da publicação da reportagem, a decisão fora anulada, por imprópria. Cezar Peluso não quis comentar.
O ministro Ayres Britto foi um dos ministros que se sentiram ludibriados. “Fiquei com a forte impressão de que o Maklouf partiu de uma pré-compreensão para fazer sua reportagem.” Para o ministro, o repórter “incidiu em erros nítidos de leitura e avaliação dos fatos — principalmente nas questões técnicas”. Assim como Gilmar Mendes, Britto aponta que o redator “ajustou os fatos às suas suposições, que foi o que ele publicou”. A verossimilhança se encarregaria de transmitir a impressão de autenticidade.
Pelo menos mais dois entrevistados disseram ter sido traídos na reprodução de suas palavras ou na descrição de seus atos. Ricardo Lewandowski, assim como Britto, teve a descrição de um voto seu apresentada de forma distorcida. A reportagem também foi cruel com Ellen Gracie e Cármen Lúcia, mas Joaquim Barbosa foi poupado.
Com absoluta convicção, na abertura do texto, Maklouf sentencia que o tribunal é “uma instituição que toma decisões de afogadilho, sem muita lógica”. O criminalista Alberto Zacharias Toron, discorda dessa visão reducionista. Ele considera que “a reportagem foi mesquinha com o Supremo Tribunal Federal”. Para rebater a conclusão da revista, o advogado enfatiza que “o STF não é um tribunal que toma decisões de afogadilho”.
“O Supremo pode até errar. E erra”, afirma Toron, “mas as grandes questões que passam pelo tribunal, definitivamente, são estudadas e muito debatidas. Vimos isso no caso das células-tronco; no caso Cesare Batisti, com uma questão complexa e profunda sobre os limites da apreciação de atos do executivo; e entre tantos outros, no caso da Serra Raposa do Sol. Gostemos ou não do resultado. Pode ter um caso ou outro mal decidido ou sem logicidade. Isso pode acontecer, até por conta da montanha avassaladora de processos que entopem o tribunal. Mas não é a regra, como a revista pretende. Pelo contrário. Há um predomínio de decisões muito boas e corajosas. Como corte, em termos qualitativos, está muito além da vasta maioria dos tribunais do país e do mundo”.
Os casos narrados na reportagem já foram todos publicados neste site e nas edições do Anuário da Justiça, publicado pela mesma empresa que edita a revista Consultor Jurídico. A diferença é que a piauí reduziu o tribunal a apenas duas ou três características — algo como dizer que a famosa Monalisa é um quadro que retrata duas mãos de uma mulher ou dizer que um cachorro tem formato de um rabo peludo. Claro que no quadro de Da Vinci aparecem duas mãos e cachorros costumam ter rabo, mas não só isso. O truque, na filosofia é chamado de falácia de composição (uma das 58 falácias lógicas estudadas). No jornalismo seria o mesmo que dizer que uma publicação é um lixo porque apenas uma de suas reportagens é intelectualmente desonesta.
O texto da piauí não se ocupa do papel do STF na sociedade brasileira. Os grandes debates em torno do STF não estão na reportagem. A acusação do Ministério Público Federal — e de alguns juízes — de que o tribunal se dedica a soltar os criminosos ricos que a primeira instância prende; a análise dos papas mundiais do Direito, que enxergam no Brasil a Corte Constitucional que, em todo o mundo, mais interfere nos destinos do país; ou a visão de Albert Fishlow, para quem o mais longo período de estabilidade política e econômica desta terra se deve ao Judiciário — STF à frente — e não à classe política, são lacunas da coleção de historinhas escrita por Luiz Maklouf Carvalho. Boa parte do texto se destina a historiar quanto o tribunal gasta com combustível, café e papel higiênico. Revela também que a toga de gala de cada ministro custa R$ 370 e a do dia-a-dia, R$ 197. Além de roupas, o redator descreve plantas, salas e mobílias. Por outro lado, o jornalista mostra que não entendeu dois grandes instrumentos da transformação do tribunal — o efeito vinculante e a nova visão do Mandado de Injunção — que descreve de forma errada. Para ele, uma lei constitucional e um artigo da Constituição são sinônimos.
Embora tenham sido entrevistados alguns dos principais estudiosos da Constituição e do Judiciário brasileiro, a revista não reproduziu nada do que ouviu deles. Já as opiniões de uma pessoa de nome Conrado Hübner Mendes (ao que se sabe, um professor brasileiro que vive nos Estados Unidos e doutorou-se em país sem jurisdição constitucional, a Escócia) foram bastante aproveitadas. Foi escolhido, provavelmente, por suas teses espantosas como a de que “a superexposição na televisão não ajuda o Supremo a ser mais transparente (…) em geral só tem atrapalhado”.
A pauta de Maklouf era descobrir algum “caso de corrupção” envolvendo o Supremo. Ele teve quase 1 ano para fazer a reportagem, período em que foi morar em Brasília. Sem sucesso na busca de um "caso de corrupção", passou a buscar quaisquer histórias que pudessem comprometer os ministros, como “amizades suspeitas”, aventuras fora do casamento e defeitos pessoais. Passou a trabalhar então em teses como a de que não cai bem ministros terem amigos que advogam ou que o lançamento do Anuário da Justiça no STF é uma imoralidade. O próprio autor admite que cuidou de picuinhas. Mas as atribui ao tribunal, não ao seu texto. Jeito transverso de se absolver da prática de colunismo social em reportagem e, ao mesmo tempo, desculpar-se pela opção feita.
Maklouf defende o princípio exotérico da desonestidade presumida. Funciona assim: se um ministro tem um amigo que é advogado ou empresário, logo, deve haver entre eles uma troca de favores ilícitos. Interpelado para a necessidade de fato específico para sustentar acusação do gênero, ele retrucou: “É aquela história da mulher de César — não basta ser honesto…”
Questão de estilo
Luiz Maklouf tornou-se famoso na imprensa em 1989 quando produziu a manchete “Lula tem filha cuja existência nunca revelava”, do Jornal do Brasil. O jornalista descrevia Lurian Cordeiro Lula da Silva como “o segredo mais bem guardado do candidato a presidente da República pelo Partido dos Trabalhadores, deputado Luis Inácio Lula da Silva, 44 anos, mantido a sete chaves pelos dirigentes da campanha do candidato”.
Na vida real, Lula reconhecera a filha desde o primeiro momento. Registrara-a em seu nome e se via forçado a visitá-la furtivamente, com a cumplicidade da avó materna, por causa do impedimento da mãe, a enfermeira Míriam Cordeiro. Da sua biografia pública, editada pela Câmara dos Deputados (“Repertório Biográfico”), constava o nome de Lurian, dois anos antes de a reportagem ser publicada. Mas como a população não sabia, a falsa ideia de “filha fora do casamento” (Lula era solteiro quando namorou com Míriam), teve grande repercussão.
O factóide serviu mais tarde para que Fernando Collor derrubasse o candidato do PT na reta final da campanha. Os cientistas políticos são unânimes nesse ponto: sem a ajuda da invenção de Maklouf e o apoio da Rede Globo, Collor não se elegeria.
Mais tarde, em 1999, ao saber que Maklouf seria um dos seus entrevistadores no programa Roda Viva da TV Cultura, Lula desistiu. Disse que não iria se o repórter, a quem chamou de “vigarista”, estivesse na bancada. Maklouf foi tirado do programa. Lula foi criticado por isso. Lurian saiu em defesa do pai, com a carta abaixo, publicada no Observatório da Imprensa:
Resposta a Maklouf
Por Lurian Cordeiro Lula da Silva
Será certo esta revista criticar o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva por ter vetado o nome do "tão premiado jornalista Luiz Maklouf de Carvalho"? Lula foi contestado por censurar a liberdade de imprensa, mas quem questiona a falta de ética do jornalista? Eu, como vítima dele, posso julgá-lo sem qualquer problema.
Aos que desconhecem a história: em abril de 1989 eu tinha 15 anos, e este cidadão me procurou usando o nome do assessor de imprensa do meu pai, o Ricardo Kotscho, dizendo que estava colhendo depoimentos para o livro da campanha presidencial de 1989 que o PT estava elaborando. Eu morava com a minha avó, e como nós sabíamos que o Kotscho estava escrevendo um livro da campanha, ingenuamente caímos no conto desse mau caráter.
Ele ainda teve a cara de pau de sugerir que eu comprasse o Jornal do Brasil do dia seguinte, que iria sair uma "notinha" sobre o livro.
Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte, quando vi que eu era a manchete do JB, intitulada "A filha que Lula omitia." Gostaria de frisar aqui que meu pai nunca foi um pai omisso. Desde que nasci recebi seu nome, e se não o vi antes dos 4 anos foi porque minha mãe não permitiu. Infelizmente, minha maior testemunha destes fatos faleceu em março deste ano. Mas ela, mesmo sendo minha avó materna, desmentiu minha mãe e a imprensa em todos os momentos.
E este jornalista tão premiado (que, em minha opinião, não merecia o Prêmio Jabuti, mas sim o Prêmio Jaburu) sequer teve o procedimento ético de se redimir e assinar uma matéria corrigindo a manchete do JB. Sequer se preocupou com as conseqüências que tal reportagem poderiam causar a uma adolescente de 15 anos de idade.
Por um lado foi bom. Graças a jornalistas com ele resolvi seguir a carreira. Hoje curso o sexto semestre de Jornalismo na Umesp, e meu objetivo é provar a esses ditadores da imprensa marrom que é possível fazer jornalismo com ética.

Somente agora os Ministros do Supremo começam a perceber o quanto faz mal à Egrégia Instituição sucessivas ou desnecessárias idas à Mídia.
E neste caso, sem o menor senso de cuidados, ao abrir espaço a tão nefasto tipo de jornalismo, e que tem sido praticado infelizmente a rodo em nosso país.
A mídia brasileira apresenta excelentes profissionais, mas está deformada por politização excessiva, defesa descarada de privilégios, e "in caso", de um jornalista que pauta por deformar a seu bel prazer biografias, fatos, historias. Ou seja, a prática do jornalismo mais perverso, que mais denigre a profissão, e que prova peremptoriamente que devem ser criados freios, para que se impeçam o achincalhamento de instituições tão importantes como o Supremo, na figura de seus ministros.
1) A parte publicada é a primeira. Ainda tem a segunda.
2) O Maklouf é autor de um livro chamado "Cobras Criadas", o que justifica a chamada feita.
3) Márcio Chaer nada fala neste texto da parte da matéria relativa à tentativa de impeachment de um ministro do STF. Isso é interessante e creio NUNCA ter sido publicada no Conjur e muito menos nos seus anuários.
4) O leitor consciente, bem informado e bem educado, que deve ser a maioria dos que leem a Piauí, sabe que gastos com papel higiênico e café são rotineiros. O jornalista pode ter gasto texto com isso, mas é tudo bobagem.
5) Voltando aos bem informados e bem educados, meu caso, o texto do Maklouf não agrava a situação de ninguém. A condenação de Dias Toffoli, por exemplo. A sentença saiu quando ele estava perto de ser sabatinado ou nomeado, não me recordo ao certo. Depois, já foi anulada ou reformada. Isso é sabido. O autor do texto certamente errou em não apontar isso. Certamente por isso o ministro pensou, mas não tomou medida judicial.
6)No tocante a essa ou aquela votação, seria interessante que a)o STF esclarecesse, b) as imagens do julgamento fossem colocadas na TV Justiça.
A "mídia" brasileira é uma das piores e mais "desqualificadas" , irresponsáveis e "intocáveis" do Mundo ! ! !
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Fazem o papel de "polícia", "promotoria de justiça", "tribunal" - ACUSANDO SEM PROVAS E CONDENANDO e EXECRANDO publicamente, a quem ela decidir que é "lebre a ser abatida" ! ! !
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Tudo isto, tem acontecido, com "A, PLENA, CONIVÊNCIA E APROVAÇÃO DO JUDICIÁRIO" , que considera a mídia - "sagrada e intocável" , acima do bem e do mal ! ! !
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Acho ótimo que as "excelências" estejam "provando" do "veneno" que aprovaram para o "cidadão comum" ! ! !
O que mais dá ojeriza é jornalista fazendo pose de patriota ou moralista, com feição artificialmente circunspecta. E saber que, por trás dessa aparência,o fulano não passa de um hipócrita e demagogo. O exemplo clássico é daquele tal de Boris "isso é uma vergolha" Casói que, pensando não estar sendo ouvido, desancou seu preconceito contra os garis, mais precisamente, lixeiros. Sem dizer daqueles que proliferam por aí distorcendo informações e que conseguem manter a imagem artificial de bons jornalistas. Estes estão por aí aos montes, igual erva daninha.
A futrica presente em qualquer aglomeração humana ou grupo de pessoas não deveria ocupar espaço na vida dos operadores do direito e da população em geral. Porém, embora o linha do jornalista não desperte minha simpatia, devo admitir que a obra talvez vá alcançar um resultado inédido no País, e de grande valia. O povo em geral centra suas atenções em fofocas, futricas e picuinhas, em detrimento do estudo e discussão de ideias. Veja-se em uma banca de revistas popular a enorme quantidade de material do gênero, noticiando em regra questões pessoais de artistas e famosos. Talvez a obra do jornalista consiga penetrar em leitores com esse perfil (que são a esmagadora maioria), tornando assim o Judiciário muito mais próximo do cidadão comum. Por certo que estarão vendo uma imagem distorcida da Suprema Corte, mas creio que o resultado final não deixa de ser válido em certo ponto, abrindo inclusive caminho para novas obras tratando do que o cidadão de fato deve saber.
Creio que se houve erros na matéria publicada na Revista Piauí, também, de outro lado, a matéria publicada pelo senhor Márcio Chaer me deu a impressão de uma certa parcialidade pró STF, como se existisse uma procuração implícita de defesa da corte. Lembro, ainda, que o professor Conrado Hübner Mendes é um promissor analista de temas ligados à jurisdição constitucional brasileira,e tentar diminuir a sua importância intelectual porque o mesmo doutorou-se num país "sem jurisdição constitucional" é no minimo demonstrar desconhecimento acerca da jursidição constitucional comparada e da obra do próprio jovem constitucionalista brasileiro.
Parabenizo ao Conjur porque é o nosso "diário oficial de comentários judiciais", de leitura obrigatória para aqueles que desejam conhecer um pouco mais de fatos jurídicos brasileiros. Aproveito para dizer que o STF trabalha fortemente sem medo da mídia. O STF prova ao mundo inteiro que o Poder Judiciário não é controlado e nem é controlável. O STF está em permanente Transparência total sem temer equívocos que existem e podem ser corrigidos.
É preciso expandir o jornalismo judicial. Sempre avante Conjur.
TU É BEM ALIENADO HEIN COLEGA! KKKKK QUE ISSO!! KKKK
17/08/2010 21:25cesar guerrieri (Advogado Sócio de Escritório)A importância do jornalismo judicial
Parabenizo ao Conjur porque é o nosso "diário oficial de comentários judiciais", de leitura obrigatória para aqueles que desejam conhecer um pouco mais de fatos jurídicos brasileiros. Aproveito para dizer que o STF trabalha fortemente sem medo da mídia. O STF prova ao mundo inteiro que o Poder Judiciário não é controlado e nem é controlável. O STF está em permanente Transparência total sem temer equívocos que existem e podem ser corrigidos.
É preciso expandir o jornalismo judicial. Sempre avante Conjur.
CRITICO VEEMENTEMENTE A POSTURA DA REPORTAGEM, POSTURA: RIDÍCULA, VERGONHOSA, LIXO EM SENTIDO MAIS GROTESCO QUE SE PODE IMPUTAR! RIDÍCULO, NOJENTO DESQUALIFICAR REPORTAGEM DE OUTRA MÍDIA E PRINCIPALMENTE DO PESQUISADOR CITADO COMO "DE UMA PAÍS SEM JURISDIÇÃO". R I D Í C U L O. NA VERDADE, REPORTAGEM TOTALMENTE AMADORA E PARCIAL ESSA DA CONJUR... DESPREZÍVEL POR COMPLETO O TEXTO. NOJENTO PARA UMA MÍDIA TÃO ACESSADA COMO A CONJUR. VC NÃO PRECISA DEFENDER NINGUÉM DE OUTRA MÍDIA MEU CARO JORNALISTA DA CONJUR! ALIÁS, NUNCA VI ISSO NA MINHA VIDA! E VENDO, ACHEI "TOSCO"... RIDÍCULO.
17/08/2010 16:14Neto (Advogado Autônomo - Dano Moral)Desconhecimento
Creio que se houve erros na matéria publicada na Revista Piauí, também, de outro lado, a matéria publicada pelo senhor Márcio Chaer me deu a impressão de uma certa parcialidade pró STF, como se existisse uma procuração implícita de defesa da corte. Lembro, ainda, que o professor Conrado Hübner Mendes é um promissor analista de temas ligados à jurisdição constitucional brasileira,e tentar diminuir a sua importância intelectual porque o mesmo doutorou-se num país "sem jurisdição constitucional" é no minimo demonstrar desconhecimento acerca da jursidição constitucional comparada e da obra do próprio jovem constitucionalista brasileiro.
Quem decide a qualidade do que leio sou eu!
O mesmo STF que aniquilou a lei de imprensa (um exagero, pois nem todos os dispositivos eram inconstitucionais) afirmando uma liberdade quase que plena, critica uma reportagem...
O judiciário sempre foi o Poder que se esquece fazer parte do Estado.
Eu tenho direito à informação!
Boa ou ruim, certa ou errada, moral ou imoral.... quem decide isso sou eu, mais ninguém.
Nunca o Estado.
Judiciário, você também é o Estado.... portanto, minha afirmação também vale pra você.
Já as diversas mídias, quando se criticam entre si (Carta Capital/Veja ou essa matéria, da Conjur) só posso lamentar e, como direito meu, decidir se é boa ou ruim, certa ou errada, moral ou imoral...
Assim, caro Márcio Chaer, para bo entend, mei pala bas
Quem lê a revista Piauí?
Queria ver eles publicarem que, em acordo de gaveta, mascarado na seguradora, os Moreira Salles tinham vendido o controle do UNIBANCO para a Seguradora AIG, aquela que quebrou junto com o Lehman Brothers, no kick off da crise financeira de 2008, resultantes da falta de fiscalização do mercado financeiro, por estar garantindo as tais sub prime - papel micado - foram Estatizados pelo Governo Federal dos Estados Unidos da América do Norte.
Na verdade os gringos e europeus, maiores consumidores de petróleo não sabem mais o que fazer para circular a montanha de dinheiro - papel pintado - que imprimem para pagar os Árabes. Base Moentária x Velocidade de circulação da Moeda, está nos livros.
Onde já se viu o UNIBANCO do dia para a noite transformado em Banco Estatal dos USA? Isso sem cogitar o que enviaram de dinheiro para tentar tapar o rombo da AIG. Por muito menos lá, estariam todos até mesmo o cineastas condenados e apenados e cumprindo pena.
E o Banco Central nisso? Cumplice é claro. Investiram milhões no SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiros, para gerir e controlar a liquidez do sistema, mas o Banco Santos quebrou, só o Sarney soube e tirou a Bufunfa de anos e anos de trabalho e suadas propinas.
Vale lembrar que os Magalhães Pinto foram condenados em Vara Federal à mais de 20 anos de cadeia junto com o contador. Tem alguém preso?
Todos sabem que cadeia no Brasil é para pobre, negro e prostituta e que aqui agiota perdoa dívida, cafetão se apaixona e prostituta tem orgasmo.....Viva Macunaima o herói Brasileiro sem caráter, tudo a ver!
Muito bem disse na crise da pesca da lagosta nos anos 60 que o Brasil não era um país sério, não é verdade Revista Piaui? Piuiiiiii. Seria comico se não fosse trágico.
Entenderam porque derepente não mais que derepente o Itaú comprou o UNIBANCO, Marca em fase de extinção?
São sempre os mesmos......Eles fingem que nso enganam e nós fingimos que somos enganados. Quem explica tudo em um minuto no horário eleitoral, sobre as farsas das eleições impulsionadas a pesqueisas validadas nas caixa preta das urnas eletrônicas e o candidato do tal PCO - Partido Comunista Operário, creio. Não percam as explicação e entendam que manda no Brasil e que está tudo dominado.
Outra matéria aqui da Conjur, noticiava uma censura que lhe foi imposta... ali todos crucificaram a censura...
Menos um juiz, que criou um caso hipotético para demonstrar a óbvia existência de ponderação de princípios. O título de sua mensagem era "A liberdade de imprensa não é absoluta"
Um advogado retrucou dizendo que a afirmação de que a liberdade de imprensa não era absoluta estava errada, com o título "A liberdade de imprensa é absoluta, mas não inconseqüente"
Ambos falavam a mesma coisa, só que de prismas diferentes, com a única diferença que o juiz afirmava a possibilidade de efetuar censura para impedir dano maior.... eu diria que, ainda mais no caso esdrúxulo apresentado pelo juiz, ele tinha razão no debate, mas o advogado que postou sua opinião diversa, também não estava equivocado em sua opinião.... típico caso de divergência normal de opinião quanto ao alcance de algumas normas...
Mas ao responder, o juiz, como um juiz, começou questionando: "como acusar um Juiz de Direito de não ler a Constituição?" Como se o seu cargo lhe desse um privilégio sobre o outro debatedor. e terminou, novamente, querendo impor sua "superioridade": "Sr. Advogado X, se não concordar, basta apresentar argumentos convincentes"
Provou que o advogado, seu par, pois juiz não está acima de advogados, estava completo de razão em aconselhá-lo à leitura.
Que ótimo, enfim os ministros se dão conta do que faz parte de boa parte da imprensa montar, editar e manipular notícias, entrevistas, etc. Contudo nenhum espanto. Veja, Folha de São Paulo, Estadão, o Globo e muitos outros, agem e se comportam assim com frequência contra gente menos importante ou contra políticos a querem destruiur.
Acho que os ministros estão dando muita atenção a repórter e uma revista que não merece crédito algum.
O repórter tem uma histórico que já demonstra que não merece nenhuma atenção. A revista então nem se fala, afinal que é que já ouviu falar na revista Piauí.
Quem está ganhando espaço e se promovendo mais com essa história é quem menos merece credibilidade.
Parabenizo a Revista pela excelência da matéria e
pela defesa do STF.No referente ao Presidente da República,é cristalino a total irresponsabilidade do referido jornalista,forçando-nos a uma profunda reflexão acerca da liberdade de imprensa, e com ela o Direito de Informar. Ná há a menor dúvida de que a garantia constitucional em apreço não é absoluta, cedendo ante os rigores da lei e da dignidade da pessoa humana. Esta discussão deve e precisa ser feita pela própria imprensa, sem cabotinismo,sem protecionismo e longe da máxima dos jornalistas irresponsáveis que entendem ser o direito de informar ABSOLUTO.
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