“Exame de Ordem protege mercado, mas destrói famílias”, afirma bacharel

Ildecler Ponce de Leão, presidente de um tal de Movimento Democrático Estudantil (MDE), se sentou à bancada de uma das salas da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (12/5), para discutir a obrigatoriedade do Exame de Ordem. Foi enfático: “Vou enfrentar a questão pelo lado constitucional, não emocional”.

Em seguida, passou a desnudar o seu lado constitucional da questão: “O Exame de Ordem destrói famílias. A esposa pergunta ao marido: ‘Tu não é advogado? Então? Cadê o dinheiro?’. O marido responde: ‘Meu amor, entenda, a OAB não me deixa trabalhar’. Milhares de bacharéis sangram pelos poros por causa desse exame famigerado da Ordem dos Advogados.”

O bacharel Ponce de Leão fez a opção pessoal de jamais se submeter ao Exame de Ordem. “Nunca fiz a prova e não vou fazer”. O que não o impede de atacar a prova de barreira da Ordem com emotiva indignação: “Nossos filhos estão dizendo: ‘Pai eu quero comer! Pai, por que você não trabalha?’”, afirmou. O bacharel em Direito, que também é administrador de empresas e designer, se preocupa com a sorte dos advogados “não encarteirados que estão passando fome, muitas vezes roubando para comer e indo parar nas penitenciárias porque a OAB não os deixa trabalhar".

Ponce de Leão é coerente: a entidade que dirige no Amazonas, o MDE, oferece carteira de estudante para seus associados. E não é preciso fazer exame nenhum para ter direito à credencial que abre meia porta de cinemas, teatros e shows.

O palco das sustentações de Ponce de Leão foi o plenário número 12 do Anexo II da Câmara dos Deputados. O motivo foi a audiência pública convocada pela Comissão de Educação e Cultura para discutir o fim da obrigatoriedade do Exame de Ordem para que o bacharel em Direito possa advogar. A audiência foi feita a pedido dos deputados Domingos Dutra (PT-MA) e Antonio Carlos Biff (PT-MS).

As discussões técnicas ficaram do lado de fora do plenário 12 da Câmara. Os poucos argumentos sólidos em torno da constitucionalidade ou não do exame cederam lugar a um palanque de campanha de segunda linha, com palavras de ordem e aplausos entusiasmados que entremeavam, em regra, os mais variados ataques à obrigação de bacharéis terem de ser aprovados pela OAB para conseguir a carteira de advogado.

Em defesa do exame, falou apenas o secretário-geral do Conselho Federal da Ordem, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, que esteve na audiência acompanhado do tesoureiro da OAB, Miguel Cançado, e do assessor legislativo Maurício Neves.

Contra, representantes de diversas entidades mais ou menos conhecidas. O Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito (MNBD), a Ordem dos Acadêmicos e Bacharéis em Direito do Brasil (OABB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) tiveram espaço à mesa — além do Movimento Democrático Estudantil, de Ponce de Leão. O diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Paulo Roberto Wollinger, se limitou a discorrer sobre números colhidos por seu departamento.

Modelo e atriz
Ponce de Leão citou duas dezenas de artigos, parágrafos e incisos da Constituição Federal que, segundo ele, revelam a inconstitucionalidade do Exame de Ordem. Não se estendeu sobre o conteúdo das normas citadas, mas se deu por satisfeito. “É brincadeira! É a Constituição todinha mostrando a inconstitucionalidade do exame. E a gente passando fome. Deixa a gente, trabalhar”, disse, olhando para o secretário-geral da OAB.

O presidente do MDE, entidade que, de acordo com o próprio, conseguiu o feito de oferecer aos seus associados 80% de desconto em passagens aéreas pela TAM, defendeu que, se é para ter Exame, não é a OAB que deve aplicá-lo. Para Leão, “o MEC é o cara” responsável por aferir a qualidade de ensino e, assim, regular a entrada de profissionais no mercado de trabalho.

“Não vim para cá com coisas empíricas. Vim pra cá com pesquisa de mercado”, disse Ponce de Leão. Segundo o presidente do MDE, para abrir o mercado aos bacharéis será necessário chegar às últimas consequências e usar até mesmo os filhos dos formados em Direito que hoje passam fome porque a OAB os impede de trabalhar: “Vamos botar as crianças nas ruas. A OAB ouvirá o grito das criancinhas que estão nas ruas”.

Leão ressaltou que exerce as profissões de administrador e designer sem que os conselhos respectivos exijam mais do que o diploma. Como ele, diversas pessoas presentes à sessão se disseram profissionais de sucesso em outras áreas, mas discriminadas pela OAB. O farmacêutico, o economista e a servidora de um tribunal, todos bacharéis em Direito, criticaram o exame que não os permite trocar de atividade ou exercer a advocacia como segundo meio de vida.

Diante das manifestações, um advogado observou: “A advocacia agora virou atividade acessória? Já estou vendo constar de currículos que fulano é farmacêutico e advogado, algo como modelo e atriz”.

O presidente do MNBD de São Paulo, Willyan Johnes, reclamou que, em defesa do Exame de Ordem, a OAB não considera que os bacharéis em Direito também são cidadãos. “A pegada mais forte do Ophir (presidente nacional da OAB) é a seguinte: dizer que o Exame de Ordem protege os cidadãos dos maus profissionais. Ora, os bacharéis não são cidadãos?”, questionou.

“A questão não é saber se o exame é ruim ou bom. O fato é que ele é inconstitucional. Se a OAB me demonstrar, com bons argumentos, que é constitucional, eu abandono imediatamente a liderança de mais de 200 mil bacharéis porque ninguém vai me fazer rasgar a minha querida Constituição. Morro, porque sou um patriota, mas não a rasgo”, disse Johnes.

Reynaldo Arantes, presidente nacional da OABB, foi mais profissional. Defendeu o fim do Exame de Ordem com o argumento de que ele serve apenas como reserva de mercado e impede o livre exercício profissional garantido constitucionalmente. Também sustentou que a aplicação da prova não pode ser organizada e aplicada por uma entidade de classe. “A aplicação pelo MEC não seria inconstitucional”, afirmou.

O bacharel pleiteou, como medida paliativa, que o Congresso aprove o Projeto de Lei 1.284/11, de autoria do deputado federal Jorge Pinheiro (PRB-GO). Pelo texto, a OAB seria obrigada a cuidar da elaboração, aplicação e correção do Exame de Ordem em parceria com o Ministério Público, a Defensoria Pública e entidades que representam bacharéis em Direito.

“A inconstitucionalidade é inconteste. De uma forma ou de outra, o exame tem que acabar. Mas, enquanto não acaba, é necessário que tenhamos um exame que, ao menos, afira o conhecimento”, disse Arantes.

O vice-presidente da UNE, Tiago Ventura, informou que os estudantes concordam com o diagnóstico da OAB, de que o ensino é ruim, mas discorda que a medição da qualidade seja feita por meio do Exame de Ordem. “Quem tem de medir a qualidade é o MEC, que vem fazendo isso com muita defasagem”, afirmou.

Para Ventura, “hoje, o estudante entra na faculdade pensando em passar na Ordem, não em estudar, fazer pesquisas, pensar o Direito. O estudante fica estudando macetes e métodos, ao invés de se preocupar com conteúdo”.

Números do Direito
Paulo Roberto Wollinger, do MEC, afirmou que há hoje, no país, 30 mil cursos de graduação e 2.500 instituições de ensino superior, frequentadas por seis milhões de estudantes. A ideia do MEC é expandir ainda mais a oferta, diversificá-la e interiorizar o ensino superior. Diversificar é a principal meta porque cinco cursos de graduação somam quase a metade do total de vagas: Direito, administração, contabilidade, pedagogia e enfermagem.

Parte do fenômeno se explica porque abrir cursos de contabilidade, pedagogia, administração e direito demandam pouco investimento em infra-estrutura ou laboratórios. Assim, são os cursos preferidos das faculdades caça-níqueis que se proliferam no país. Diga-se de passagem, com a autorização do MEC.

Ainda que indiretamente, Wollinger defendeu o Exame de Ordem. O diretor do MEC disse que vê o teste como um exame de acesso profissional, não como um exame de avaliação. “Há uma tendência de convergência entre dados do Enade (Exame Nacional de Desempenho Estudantil) e do Exame de Ordem”, disse.

Segundo ele, por estar em fase de consolidação, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, que abrange o Enade, ainda não é capaz de atestar a qualidade do ensino a ponto de dispensar qualquer outra forma de avaliação. De acordo com Wollinger, a mais recente avaliação do Enade em relação a cursos de Direito mostrou que cerca de 80 faculdades tiveram desempenho frágil e estarão sujeitas a redução de vagas e podem até mesmo ter de suspender novos vestibulares.

O secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, afirmou que, para a Ordem, seria muito mais cômodo acabar com o exame. De acordo com os dados das associações que defendem o fim da seleção feita pela OAB, elas representam 400 mil bacharéis. Com o fim das provas, se transformariam automaticamente em 400 mil advogados que pagariam a anuidade cobrada pela OAB. “Os dados mostram que o que nos move não é o interesse financeiro”, afirmou Furtado Coêlho.

No último Exame de Ordem, a Fundação Getúlio Vargas fez uma pesquisa com os bacharéis que se submeteram às provas. Foram ouvidos 7.861 bacharéis, dos quais 74,4% se declararam a favor da seleção organizada pela OAB. Números também mostram que mais de 80% dos bacharéis egressos de universidades públicas, especialmente as federais, são aprovados na primeira vez que fazem o teste.

Dados do Portal Exame de Ordem, um dos mais respeitados sites que se dedica à discussão do tema, revelam que o número de inscritos no exame nos últimos três anos cresceu muito mais do que o de candidatos aprovados. No primeiro exame de 2008, por exemplo, foram 39.357 inscritos. Do total, 11.063 foram aprovados (29%). Já o segundo exame de 2010 teve 106.041 inscritos e 16.974 aprovados (16%). Apesar de a aprovação ter crescido substancialmente em números absolutos, o percentual caiu muito.

O secretário-geral da OAB sustenta que o fim do Exame de Ordem beneficia os donos de “péssimas faculdades”, que reduzem “o ensino jurídico a mercado”. As estatísticas mostram que ele pode não estar descoberto de razão. Mesmo com o Exame de Ordem, se mantidos os números de aprovação da última seleção, entrarão no mercado, por ano, 50 mil advogados.

Furtado Coêlho citou que 92% dos pareceres da OAB são contrários à abertura de novos cursos de Direito. Garantiu também que grande parte dos países civilizados do mundo exige exame semelhante para que o bacharel tenha direito de advogar. Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Suíça, Japão, Áustria, França, Finlândia, México, Chile, entre outros, foram citados pelo conselheiro.

Os defensores do fim do exame lembraram que a Corte Constitucional de Portugal, recentemente, considerou o Exame de Ordem inconstitucional. O secretário da OAB afirmou que isso aconteceu porque a Constituição portuguesa exigia que o exame fosse criado por meio de lei. E, lá, estava regulamentado em provimento da Ordem dos Advogados.

No Brasil, segundo Furtado Coêlho, a situação é diferente da de Portugal. A Constituição aqui, como lá, autoriza a edição de lei para estabelecer critérios para o exercício de profissões. E o Exame de Ordem brasileiro é previsto na Lei 8.906, conhecida como o Estatuto da Advocacia.

“Não existe curso de advocacia. O curso é de bacharel em Direito. Todos sabem, ao se inscrever, que terão de se submeter ao exame. Não dá para querer mudar as regras do jogo depois, porque foram reprovados”, defendeu o secretário-geral da OAB.

Memória de Rui
Os argumentos da OAB não foram suficientes para convencer a maior parte dos deputados presentes à sessão. Com poucas exceções, os parlamentares se declararam contrários à aplicação do Exame de Ordem.

Um exemplo foi o bacharel Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP). O deputado se formou em Direito pela Uniban — faculdade que ganhou notoriedade depois que sua aluna Geyse Arruda virou celebridade. Mas não se arriscou a submeter os conhecimentos adquiridos nos bancos da escola ao crivo do Exame de Ordem: “Acho que se o Rui Barbosa fizesse agora, ele não passaria”, afirmou.

Embora não se considere um Rui Barbosa, o parlamentar está convencido de que ele, mesmo sendo um dos deputados mais atuantes do pais, também não passaria. O que, em seu juízo, revela um contrasenso. “Fiz um curso onde só havia operários. E continuam operários por conta do exame”, concluiu. Não passou por sua cabeça de que a causa da reprovação operária pode estar justamente na escola que os candidatos frequentaram.

Muitos deputados afirmaram que, com a proliferação de cursinhos preparatórios, o Exame de Ordem acaba por ferir o princípio da igualdade na disputa. Isso porque quem tem dinheiro para pagar os cursinhos leva vantagem sobre os bacharéis mais carentes.

O deputado Fábio Trad (PMDB-MS), ex-presidente da seccional de Mato Grosso do Sul da OAB, afirmou reconhecer que o exame tem de ser aperfeiçoado, mas repeliu sua extinção. “Melhorar o Exame de Ordem não pode ser usado como pretexto para extingui-lo”, disse. Para Trad, muitos advogados formados hoje não passariam no Exame de Ordem.

Ao final da audiência, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) propôs soluções para aperfeiçoar o Exame de Ordem e ajudar os bacharéis em Direito. Para ele, a OAB poderia reduzir o valor cobrado pelas inscrições, fazer mais do que os três habituais exames anuais e definir um calendário fixo para que os formados possam se preparar melhor. As sugestões serão discutidas pela Ordem.

As manifestações contrárias ao exame deixaram Ponce de Leão bastante feliz. “Ganhei o dia. Achei que os deputados iam meter o sarrafo na gente, mas não! A OAB foi massacrada, como bem disse o doutor ali”, disse o bacharel em Direito, administrador e designer, apontando para Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

Rodrigo Haidar

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Marcos Alves Pintar disse:
12 de maio de 2011 às 20:50

A questão pode ser vista por outro ângulo:
.
-Maria, onde está seu marido?
-Está estuando para ser um bom advogado e passar no exame da Ordem.
-Bobagem, o meu nunca estudou e está sempre do meu lado, acompanhando-me em festa, na praia, e pra todo lugar que vou.
-Mas ele passou no exame?
-Não, disse que vai esperar aprovarem uma lei que acaba com o exame.
-Olha Maria, melhor largar desse seu homem. Ficar estudando o dia todo é coisa pra bobo. A vida passa rápido, inclusive para quem não aproveita.
-É, ficar enfurnado dentro do quarto o dia todo é uma grande bobagem. Estou sempre sozinha.
-Então, tenho um primo que é um gato, e também não fica nessa bobagem de ficar estudando não. Se quiser lhe apresento.
-Fechado.
.
De fato, exame de Ordem e casamento pode ser coisa que não combina.

Roland Freisler disse:
12 de maio de 2011 às 21:05

Parabéns Marcos Alves Pintar, seu comentário disse tudo. Está irretocável.A esposa que pergunta ao marido: ‘Tu não é advogado?' merece o que tem.

Flávio Souza disse:
12 de maio de 2011 às 21:22

Aprovem uma lei estabelecendo provas a exemplo da OAB para todas as profissões, inclusive para aquelas de nível médio e verão a grita geral. Por enquanto só os bacharéis em direito estão prejudicados e esperneando. O parlamento brasileiro tem a obrigação de estabelecer igualdade a todos quanto ao exercício da profissão. Não pode haver diferenciação. Até defendo o Exame da Ordem, todavia que seja conduzido pelo MEC e que a prova tenha uma única fase, quer seja, a objetiva. Ademais, que o parlamento aprove uma lei estabelecendo que os bacharéis em direito possam praticar a autodefesa. Num acho justo uma pessoa formada na área e não usar de seus conhecimentos para fazer sua defesa na esfera administrativa ou judicial. Em relação a qualidade do ensino, não pode a OAB avocar para si essa questão de qualidade do ensino, aliás, isso é tarefa do MEC. Por derradeiro, o próprio mercado de trabalho ou concurso público já é elemento suficiente para selecionar o profissional mais capacitado.

Rildo Marinho disse:
12 de maio de 2011 às 22:08

Meu Deus, já imaginaram sendo defendidos por um desses "bacharéis/doutores" ???
Realmente, a resposta do colega Marcos é perfeita.
Manter o exame é garantir a integridade da classe, da qual muito me orgulho de fazer parte COM APROVAÇÃO nas provas... e não na GRITARIA.....
Vamos estudar pessoal....

disse:
12 de maio de 2011 às 22:28

É possível que o exame de ordem venha a prejudicar famílias. Mas, as sem estrutura, obvio, estas são facilmente destruídas.
Vão estudar negrada!

Luís Eduardo disse:
12 de maio de 2011 às 22:41

Se com o exame "familias" sao destruidas imaginem se o mesmo nao existisse!

Nery disse:
13 de maio de 2011 às 00:26

a RESPOSTA É SIMPLES, OU COMO DIRIA sHERLOCK hOLMES, ELEMENTAR MEU CARO wATSON.
SABEBOS QUE EXISTEM AS FACULDADES EXCELENTES, AS BOAS E, INFELIMENTE, AS QUE APROVAM SEM AVALIAÇÃO REAL DA CAPACIDADE DO FORMANDO.
SE REALMENTE O FUTURO BACHAREL TIVESSE UMA BOA FORMAÇÃO ACADÊMICA NÃO PRECISARIA FAZER "CUSINHO' OU SE MATAR DE ESTUDAR, MAS O QUE OCORRE NA VERDADE É UMA SÍNDROME DE 'DOUTOR'.
É VERDADE TAMBÉM QUE A MÁ FORMAÇÃO BÁSICA INFLUI NA CAPACITAÇÃO DO FUTURO ADVOGADO, POIS É SÓ AVALIAR A PROVA DE REDAÇÃO NOS VESTIBULARES PARA SE CHEGAR À TRISTE CONCLUSÃO DE QUE A LINGUAGEM É CHULA, INADEQUADA PARA QUEM PRETENDE USAR DA LINGUAGEM JURÍDICA.
NÃO SE ESPERA QUE SAIAM DOS BANCOS ACADÊMICOS LUMINARES, MAS QUE SAIAM OPERADORES DO DIREITO COM CAPACIDADE PARA O EXECÍCIO DA PROFISSÃO.
SOU DAQUELES QUE SEMPRE DEFENDERAM A REALIZAÇÃO DE EXAMES "DE ORDEM" PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DE TODAS CATEGORIAS COM FORMAÇÃO ACADÊMICA. NÃO ME JULGO PRETENCIOSO, MAS O QUE SE ESPERA DE QUALQUER PROFISSIONAL É A COMPETÊNCIA ALIADA `ÉTICA E MORAL.

mat disse:
13 de maio de 2011 às 01:18

Em primeiro lugar, o exercício de todas as profissiões deveria depender de uma prova de proficiência como o exame da ordem. Em nossa sistemática Constitucional não sei como não há maior número de autorizaçações, já que há evidente assimetria (por que só os bacharéis em direito?). Importante é ressaltar quão rídiculo é o arugmento esposado pelo Sr. Marcus Vinícius Furtado, secretário atual da Ordem ( notícia revista Veja de ontem blog do Lauro Jardim. Defendeu, de forma sequer oblíqua, que a finalidade do exame é promover uma reserva de mercado. Este sim, um argumento intransponível a ser utilizado pelos defensores do fim do exame. assim ficou fácil sair da audiencia feliz da vida.

Edu Bacharel disse:
13 de maio de 2011 às 01:29

A OAB defende o exame argumentando q visa melhorar o nível do profissional. Na realidade o q as questões propostas no exame fazem não é medir o conhecimento e sim induzir o bacharel a erro. Ora, se quisesse realmente medir conhecimento era só fazer perguntas objetivas ao candidato como p. ex.Quais são os requisitos p/ validação do ato administrativo? No lugar disso, fica colocando no exame perguntas sobre tratados internacionais q ninguém nunca ouviu falar e até questões sobre o que não constava no edital. A OAB quer q um estudante termine o curso de Direito e já seja um exímio jurista, capaz de saber todos os ramos do direito, súmulas, OJs, leis e tratados internacionais. E isso tudo em apenas quatro horas de prova. E isso com enunciados de questões q chegam ou extrapolam a dez linhas. Nem em exame de vestibular se exige tanto do candidato, pois esses tem o direito de fazer as provas em dois ou três dias. A OAB pensa que todas as pessoas que se submetem a prova da OAB são apenas estudantes e que todos tem todo tempo livre para estudar e por isso podem aplicar provas de nível igual ou mais elevado q as provas p/ Juiz ou promotor.
Outro absurdo é o custo do exame: R$ 200,00. E se for aprovado em uma fase e reprovado na outra tem que se submeter as duas novamente.
O exame da Ordem precisa acabar ou seus critérios devem ser revistos, pq a OAB está cometendo excessos nesse exame.
Outra coisa que tbm está precisando urgentemente é se fazer o controle externo da OAB, tarefa que poderia ser realizada pelo TCU.

dinarte bonetti disse:
13 de maio de 2011 às 02:04

Fiz 60 pontos na primeira fase do exame de ordem.
Só prestei o exame após ter feito pós em direito tributário.
levei pau na segunda fase, em direito tributário.
É reserva de mercado escrachada.
Tenho os espelhos das provas, e estou disposto a provar isso em qualquer tribunal.
E não se pode recorrer a não ser na própria OAB.
Fui extremamente prejudicado.
dinarte22@terra.com.br

Luciano Godoi disse:
13 de maio de 2011 às 05:51

Se o facílimo Exame de Ordem destrói famílias,
o que farão então os dificílimos concursos
da magistratura federal (que estou prestando),
MPF que prestarei novamente dia 19/06 próximo e
AGU que reprovei na fase final???!!!
Em verdade, o estudo com afinco não só melhorou
minha advocacia, meu poder de síntese, mas
me deu mais segurança ainda...
Que esse bando vá estudar...
HAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Amintas Lopes Castelo Branco Junior disse:
13 de maio de 2011 às 08:04

É bem verdade que o exame da Ordem hoje aplicado (rigoroso), reduz a possibilidade de ingresso de estudantes despreparados que não se arriscam a se submetê-lo, mas, por outro lado sua aplicabilidade deveria sim ser acompanhada por um órgão fiscalizador externo, como o MEC, por exemplo, o MP ou outras entidades pertinentes, contudo, é viavel que continue, caso contrário, enfrentaremos o caos no judiciário com advogados que mau sabem se expressar, quissar, preparar um peça bem fundamentada e com uma expressão lógica e razoavelmente interpretável.

Geraldo Alberto Martins Hoebert disse:
13 de maio de 2011 às 08:09

Ainda que o assunto necessite de reflexão sobre o modo de aplicação e correção do Exame da Ordem, os argumentos apresentados pelo Ponce de Leon são simplesmente exdrúxulos e absurdos. Será que em nome da mediocridade devemos deixar maus profissionais entrarem no mercado? O Exame da Ordem é factível para todos aqueles que se preparam em escolas de qualidade e se preocupam em estudar. Trabalhava 8 horas por dia, cuidava da familia e ainda consegui ser aprovado no primeiro exame. Não foi nenhuma inteligência excepcional que me permitiu isso, mas a disciplina com os estudos que tive desde o primeiro semestre. Assim como eu existem muitos...Esta pessoa, com estes argumentos, mostra a formação que tem.

Sidneia disse:
13 de maio de 2011 às 08:38

Bom,
Não acredito que o exame da ordem possa destruir casamentos, pois sou casada e prestei o exame da ordem e consequentemente passei.
Acredito que falta ou faltou aos nobres colegas o estudo desde o início do curso.
E não concordo que se entre na faculdade já pensando no exame da ordem, como afirmou um nobre colega. A faculdade que prepara um estudante especificamente para o exame da ordem está cometendo um grande equívoco, pois a faculdade deve dar diretrizes gerais e o aluno deve fazer sua parte se aprofundando.
Concordo com aqueles que dizem que tem que estudar. Quando prestei o exame vários outros amigos prestaram, contudo não passaram, mas pude perceber que os que não passaram nunca se dedicaram aos estudos, sempre colando.
Então o problema é o exame de ordem ou a falta de comprometimento dos alunos????

André Cruz de Aguiar - Vironda e Giacon Advogados disse:
13 de maio de 2011 às 08:38

Achei estranho esse argumento de bacharel de Direito sem trabalho, porque é de conhecimento que vários escritórios de advocacia e empresas contratam bacharéis para o desenvolvimento de trabalhos jurídicos de apoio, como os de prepostos e paralegais, nos quais não se exige a inscrição na ordem. Obviamente, essa contratação é motivada principalmente pelo baixo custo desses profissionais, decorrente não da falta de inscrição na Ordem, mas do alto número de bacharéis jogados ao mercado pelas inúmeras faculdades de Direito, muitas delas medíocres, situação de aplicação da lei da oferta e da procura que não mudaria com a extinção do Exame de Ordem. Mas, de qualquer forma, emprego na área jurídica é o que não falta para esses formados. Se eles estão passando necessidade em casa, talvez seja por outro motivo.

daniel disse:
13 de maio de 2011 às 08:44

Destrói famílias ? KKKK ! Vai estudar !
Me dá um nome de bom aluno em boa faculdade que não passou no Exame da OAB !!
Ora é faculdade de direito não faculdade de advocacia.
Se não sabe disto realmente não estudou nada ! E merece ser pedreiro.
Ora, se não conseguir passar no Exame da OAB, nem em concurso, vai ser servente ou pedreiro, pois tem vaga sobrando.

Marcelo disse:
13 de maio de 2011 às 08:48

A prisão de traficantes também destrói famílias. O roubo de cargas também destrói famílias. O cara é ladrão, vai preso e a esposa e os filhos passam fome. E daí? Vamos soltar o vagabundo?
Não é assim. O exercício de qualquer profissão é livre, nos estritos termos da Lei. No caso da advocacia, uma das condições legais para o exercício da profissão é a aprovação no Exame da Ordem.
Entender que isso limita o livre exercício profissional é um passo para acabar com as faculdades. Poderei dizer: o exercício da medicina é livre, eu quero ser médico mas não tenho faculdade de Medicina. Posso?
Ah, vão lavar uma louça.

Florencio disse:
13 de maio de 2011 às 08:52

Uma vergonha esse exame da Ordem! Não é esse exame que qualifica o advogado! Existem milhares de advogados no mercado de trabalho que nunca se submeteram ao tal exame e no entanto são excelentes profissionais, até professores em Universidade e a maioria deles ministros dos tribunais superiores. O raciocínio agora é o seguinte: já que sou advogado, não quero concorrentes!
O mercado de trabalho é quem seleciona os bons profissionais! Tem advogado que foi aprovado no tal exame (conheço vários) e estão patinando no mercado de trabalho! Advogado sem bagagem cultural não tem espaço no mercado. Com exame, ou sem exame de Ordem!

Dra. Andréa Zamaro disse:
13 de maio de 2011 às 09:18

Folgo em saber que este cidadão não irá se transformar em advogado. Aliás, com outras tantas atribuições e qualificações nem entendi opq de cursar ciências jurídicas!!
O fato é que, quando se ingressa na faculdade, tem-se plena ciência da obrigatoriedade de aprovação no exame para se tornar advogado e, se assim optaram, assumiram o risco.
Sempre estudei muito e fui aprovada no primeiro exame que prestei, sem encontrar problema algum.
Tenhamos cuidado pois loucos como esse, não tardarão para requerer indenização à entidade por verem desfeitas suas famílias (!!!!). Já pensaram se a moda pegar??? Todos os aspirantes à magistratura e MP, p.e. culpando o Estado pela destruição de seus lares... !!!

Marcelo Augusto Pedromônico disse:
13 de maio de 2011 às 09:22

Marcos Pintar:
Algumas vezes discordo do seu ponto de vista, mas desta vez, devo confessar, ri bastante!! E isso faz bem assim, pela manhã!! Obrigado!
Quanto ao Exade DE Ordem, não creio mesmo que seja eficaz, assim como não são eficazes as provas de concursos. Sei que muitos discordam.
Porém, alegar inconstitucionalidade é, no mínimo, se declarar pouco familiarizado com a matéria de Direito Constitucional.
A história inventada pelo bacharel Ponce de Leão, é pouco criativa, inverte os valores das coisas e não resolve nada.
Por outro lado, se admitirmos a hipótese de realização do Exame pelo MEC, conforme prefere o presidente da chamada OABB, creio que o número de reprovados seria ainda maior.
Além disso, para aprovação em concursos de magistratura, ministério público, servidores dos tribunais, etc, prescinde-se da inscrição na OAB. Assim, é uma opção para quem se diz apto a ser aprovado no Exame de Ordem, mas não o faz por questão de princípios.

daniel disse:
13 de maio de 2011 às 09:24

Destrói famílias ? KKKK ! Vai estudar !
Me dá um nome de bom aluno em boa faculdade que não passou no Exame da OAB !!
Ora é faculdade de direito não faculdade de advocacia.
Se não sabe disto realmente não estudou nada ! E merece ser pedreiro.
Ora, se não conseguir passar no Exame da OAB, nem em concurso, vai ser servente ou pedreiro, pois tem vaga sobrando.
Se é o mercado que seleciona advogados, então devemos retirar também a exigência de ser formado em direito. Ou seja, qualquer um vai poder advogar sem necessidade de gastar com faculdade, pois elitistas e caras.....

sGFREITTAS disse:
13 de maio de 2011 às 09:25

É preciso não perder o foco da questão, dizer que o exame destrói famílias acho um tremendo exagero; agora dizer que o exame tem que ser reformulado, tem que ser discutido, tem que ser melhorado, isso concordo!
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Existem muitos valores jurídicos envolvidos e não dá para bancar o esperto e sair atacando tudo e todos, um desses valores jurídicos e talvez o principal seja trazer à tona a ideologia da CF/88 quando preconiza no seu Art. 5º “Todos são iguais perante a Lei (...)”.
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Se todos são iguais perante Lei entendo que todo bacharel deve se submeter a exames após conseguirem concluírem seus cursos e só depois exercerem suas profissões e serem remunerados.
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A pergunta que fica é: Por que só o bacharel de Direito é obrigado a fazer um exame para exercer a profissão?
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Outro valor jurídico seria o inciso XIII do aludido artigo onde possivelmente estaria a menina dos olhos da OAB “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”.
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Portanto, temos o primeiro valor jurídico TODOS SÃO IGUAIS e depois o segundo o de ATENDER AS QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS QUE A LEI ESTABELECER.
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Essa qualificação estabelecida pela Lei seria a de bacharel ou a de aprovação no Exame?
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Uma coisa é verdade a OAB subestimou “as cobrinhas” pequenas; os bacharéis resolveram colocar as mangas de fora e combater a elite “os donos da verdade”, agora durma com este barulho.
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Se a OAB fosse tudo isso que pensa ser não erraria tantas questões, ou melhor, não anulavam tantas questões em todos os exames. Eles também erram!

SVMARU disse:
13 de maio de 2011 às 09:29

Sem entrar no mérito se há ou não constitucionalidade do exame, os argumentos utilizados foram infelizes. Imaginem uma petição inicial com estes argumentos? A realidade é que as faculdades fingem que dão aulas e os alunos (na sua maioria) fingem que estudam, passam a maioria das horas que deveriam estar na aula em bares, botecos, em qualquer outro lugar, exceto na sala. Qualquer um consegue concluir uma faculdade hoje! Mas, ser um bom profissional é outros quinhentos. Há argumentos que o mercado regula, mas no caso da advocacia os "pobres clientes" que serviram de cobaias para estes mal preparados irão sofrer consequencias, muitas vezes irreversíveis, pois seu direito já teria prescrito, decaído ou plecuso. Eu fiz o curso de Direito em uma faculdade pequena e estudei muito durante os cinco anos e passei no exame ainda cursando o 5º ano, portanto, não é o exame que está totalmente errado. Não posso deixar de dizer que este necessita de melhorias mas, acho que todas as profissões, principalmente, médicos e engenheiros, também deveriam ter seu exame de classe obrigatório, somente assim haveria uma avaliação de qualidade e extirpariam as faculdades caça-niqueis e os maus-alunos.

vinicius disse:
13 de maio de 2011 às 09:38

Ao inves de ficarem perdendo tempo tentando acabar com o necessário exame da ordem, poderiam usar melhor seu tempo estudando um pouco, não é?
Quem sabe até passariam no exame?

Fabrício disse:
13 de maio de 2011 às 09:40

Ilmo. Sr. Alexandre Antonio Tombini, presidente do Banco Central do Brasil:
Vou enfrentar a questão pelo lado constitucional, não emocional. O Banco Central do Brasil destrói famílias. A esposa pergunta ao marido: ‘Tu não é banqueiro? Então? Cadê o dinheiro?’. O marido responde: ‘Meu amor, entenda, o Banco Central do Brasil não me deixa trabalhar!!!!
Milhares de brasilerios sangram pelos poros por causa desse famigerado "exame" do Banco Central do Brasil, que não nos deixa abrir bancos sem garantias, capital mínimo, etc. Não querem concorrência com o Itaú e o Bradesco!!!!
Nossos filhos estão dizendo: "Pai eu quero comer! Pai, por que você não trabalha?”. Os "desbancados" que estão passando fome, muitas vezes roubando para comer e indo parar nas penitenciárias porque o Banco Central não os deixa trabalhar.
É brincadeira! É a Constituição todinha mostrando a inconstitucionalidade do Banco Central. E a gente passando fome. Deixa a gente, trabalhar senhro Tombini! Deixa a gente cobrar 14% de juros ao mês!
Vamos botar as crianças nas ruas. O Banco Central ouvirá o grito das criancinhas que estão nas ruas: deixa o meu pai abrir um banco sr. Tombini!

Robson da Silva Advocacia disse:
13 de maio de 2011 às 09:45

Bom dia a todos!
Senhores e Senhoras, desculpem os defensores da extinção do exame, mas acredito que a coisa vai além de segregar o mercado.
Acho que a OAB tem que manter o exame sim, não tenho a carteira, confesso que passei para a segunda fase em 2006 e fiz uma grande besteira, assumir meus erros foi a melhor saída para a derrota diante do exame.
Acredito que tenho aptidões para outras funções, mas também acredito que seria um bom advogado, porem para isso tenho que me esforçar mesmo e passar no Exame da OAB, curso de direito não forma advogados, forma bacharéis em direito, não sujeitos a entidade OAB.
A OAB deve de deter a corrigir e ajudar os seus associados sim e parar que querer exercer o controle sobre os cursos de direito como se fosse a autoridade máxima jurídica.
Recentemente um projeto de lei da Assembléia de SP cria a obrigatoriedade da carteira para a carreira de delegado de policia, se aprovada, será decisão inédita no Brasil. O fato é que desde 2009, tramita no Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto que visa tornar obrigatória a aprovação no Exame de Ordem a todos os que desejarem prestar concurso público para a carreira de delegado.
Na minha opinião, deveria ser reformado o artigo 1º do Estatuto sendo que as atividades privativas de advocacia não seriam mais as de consultoria, assessoria e direção jurídicas. dessa forma, seriamos mais justos até com os próprios advogados que se vêem em situações vexatórias muitas vezes devido a polemica causada pelo exame. Assim faria exame quem quer ser advogado,unicamente advogado com amor, MUITO AMOR a profissão não sendo uma atividade secundária e desprestigiada até por juizes e promotes, partes integrantes do tripé judiciario. Abraços e sejam felizes!

Fabiano Bichara disse:
13 de maio de 2011 às 09:46

O Poder Judiciário não pode se tornar uma feira livre. A imensa maioria dos bacharéis em Direito não apresenta qualquer condição de desempenhar função essencial à administração de um dos Poderes da República, obtendo a graduação exclusivamente em virtude do surgimento desenfreado de péssimos cursos localizados em edifícios garagens ou em estações de metrô, que aproveitam a demanda desenfreada por empregos públicos, inclusive sendo veiculado na mídia a aprovação, recentemente, no vestibular de uma pessoa não alfabetizada. O Poder Judiciário não resistirá à enxurrada de demandas tresloucadas patrocinadas por pessoas despreparadas para o exercício de uma dificílima e complexa profissão que exige uma formação humanística em nada parecida com o que se oferece nessas pretensas instituições. Grave equivoco confundir um bacharel com um advogado, até porque a faculdade é de Direito e não de advocacia. O primeiro passo para a ruína do Poder Judiciário é a extinção do Exame de Ordem, com conseqüências desastrosas para o seu já caótico funcionamento.

Robson da Silva Advocacia disse:
13 de maio de 2011 às 09:46

Bom dia a todos!
Senhores e Senhoras, desculpem os defensores da extinção do exame, mas acredito que a coisa vai além de segregar o mercado.
Acho que a OAB tem que manter o exame sim, não tenho a carteira, confesso que passei para a segunda fase em 2006 e fiz uma grande besteira, assumir meus erros foi a melhor saída para a derrota diante do exame.
Acredito que tenho aptidões para outras funções, mas também acredito que seria um bom advogado, porem para isso tenho que me esforçar mesmo e passar no Exame da OAB, curso de direito não forma advogados, forma bacharéis em direito, não sujeitos a entidade OAB.
A OAB deve de deter a corrigir e ajudar os seus associados sim e parar que querer exercer o controle sobre os cursos de direito como se fosse a autoridade máxima jurídica.
Recentemente um projeto de lei da Assembléia de SP cria a obrigatoriedade da carteira para a carreira de delegado de policia, se aprovada, será decisão inédita no Brasil. O fato é que desde 2009, tramita no Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto que visa tornar obrigatória a aprovação no Exame de Ordem a todos os que desejarem prestar concurso público para a carreira de delegado.
Na minha opinião, deveria ser reformado o artigo 1º do Estatuto sendo que as atividades privativas de advocacia não seriam mais as de consultoria, assessoria e direção jurídicas. dessa forma, seriamos mais justos até com os próprios advogados que se vêem em situações vexatórias muitas vezes devido a polemica causada pelo exame. Assim faria exame quem quer ser advogado,unicamente advogado com amor, MUITO AMOR a profissão não sendo uma atividade secundária e desprestigiada até por juizes e promotes, partes integrantes do tripé judiciario. Abraços e sejam felizes!

Fabiano Bichara disse:
13 de maio de 2011 às 09:48

O Poder Judiciário não pode se tornar uma feira livre. A imensa maioria dos bacharéis em Direito não apresenta qualquer condição de desempenhar função essencial à administração de um dos Poderes da República, obtendo a graduação exclusivamente em virtude do surgimento desenfreado de péssimos cursos localizados em edifícios garagens ou em estações de metrô, que aproveitam a demanda desenfreada por empregos públicos, inclusive sendo veiculado na mídia a aprovação, recentemente, no vestibular de uma pessoa não alfabetizada. O Poder Judiciário não resistirá à enxurrada de demandas tresloucadas patrocinadas por pessoas despreparadas para o exercício de uma dificílima e complexa profissão que exige uma formação humanística em nada parecida com o que se oferece nessas pretensas instituições. Grave equivoco confundir um bacharel com um advogado, até porque a faculdade é de Direito e não de advocacia. O primeiro passo para a ruína do Poder Judiciário é a extinção do Exame de Ordem, com conseqüências desastrosas para o seu já caótico funcionamento.

Robson da Silva Advocacia disse:
13 de maio de 2011 às 09:53

Bom dia a todos!
Senhores e Senhoras, desculpem os defensores da extinção do exame, mas acredito que a coisa vai além de segregar o mercado.
Acho que a OAB tem que manter o exame sim, não tenho a carteira, confesso que passei para a segunda fase em 2006 e fiz uma grande besteira, assumir meus erros foi a melhor saída para a derrota diante do exame.
Acredito que tenho aptidões para outras funções, mas também acredito que seria um bom advogado, porem para isso tenho que me esforçar mesmo e passar no Exame da OAB, curso de direito não forma advogados, forma bacharéis em direito, não sujeitos a entidade OAB.
A OAB deve de deter a corrigir e ajudar os seus associados sim e parar que querer exercer o controle sobre os cursos de direito como se fosse a autoridade máxima jurídica.
Recentemente um projeto de lei da Assembléia de SP cria a obrigatoriedade da carteira para a carreira de delegado de policia, se aprovada, será decisão inédita no Brasil. O fato é que desde 2009, tramita no Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto que visa tornar obrigatória a aprovação no Exame de Ordem a todos os que desejarem prestar concurso público para a carreira de delegado.
Na minha opinião, deveria ser reformado o artigo 1º do Estatuto sendo que as atividades privativas de advocacia não seriam mais as de consultoria, assessoria e direção jurídicas. dessa forma, seriamos mais justos até com os próprios advogados que se vêem em situações vexatórias muitas vezes devido a polemica causada pelo exame. Assim faria exame quem quer ser advogado,unicamente advogado com amor, MUITO AMOR a profissão não sendo uma atividade secundária e desprestigiada até por juizes e promotes, partes integrantes do tripé judiciario. Abraços e sejam felizes!

felizmina disse:
13 de maio de 2011 às 10:12

COMENTARIOS: colei grau em 07/02/2003, realizei meu exame em abril fui aprovada, não fiz cursinho, o exame não era unificado mas a OAB/RJ sempre foi séria, contudo acho que as provas eram mais fáceis. Acrescento que anos antes da minha turma, (240 alunos UBM-2002) a universidade informação que índice de aprovação era ínfimo. No último ano universidade promoveu aulas especiais e simulados,voltado especificamente ao exame de Ordem, contudo, coaduno com a corrente de que o exame tem que acabar, conheço muito bacharel sério e com largo conhecimento jurídico, mas por trauma ou outro fator psicológico, não consegue aprovação no referido exame. Do mesmo modo conheço muitos advogado *“de carteirinha” (*o termo “carteirinha” aqui não é pejorativo a carteira de habilitação profissional, mas a utilização por quem a desrespeita os advogados anti éticos, que envergonham a classe,mas, fazer o que? eles prestaram exame e foram habilitados)que não sabem o que é os prazo, capitulam erradamente suas petições, entre outras situações anti éticas e de mal caratismos. O exame tira oportunidade de excelentes profissionais, mas não afasta a escoria do mal caratismo que nem sempre são punidos pelo código de ética, porque nem sempre o cliente denuncia, por se sentir hipossuficiente, ou acreditar que não vai adiantar. Estes sim, meu entendimento, foi punido, deveria voltar para o banco, estudar e prestar no exame para ser reabilitado, como na habilitação para dirigir, volta a prestar exame. Se para advogar necessita ser ético, para dirigir não necessita passar 5 anos na faculdade.”

aprendiz disse:
13 de maio de 2011 às 10:15

Quer o quê? Bolsa incopetência?

Ivaninha disse:
13 de maio de 2011 às 10:27

Bom dia, desculpem aqueles que lutam pela extinção do exame da ordem, mas as palavras do presidente do movimento em alguns trechos, chega a ser cômico. Ora o exame da ordem não destroi famílias, mas o que destrói famílias são pessoas que não tem bom senso, e que procura colocar a culpa de seus próprios erros e fracassos no exame da ordem.
Saliento que não há faculdade de advocacia como não há faculdade de contador, existe faculdade de bacharel em direito e faculdade de bacharel em ciêncais contábeis, ou seja pra você pra ser advogado tem de fazer o exame, pra você ser contador também tem de fazer um exame. Ora! quando o indíviduo entra na faculdade ele já tem a consciência de que ao final para exercer terá de se submeter ao exame, se o indivíduo tem medo de fazer o exame, ou acha que não vai conseguir por falta de capacidade, basta escolher outra profissão que seja mais fácil.
Desculpem, mas para mim, pessoas assim na realidade estão alegando sua própria torpeza!!!
Se o individuo não cosnegue acerta 50% de 100 questões e não cosnegue acertar qual peça tem de ingressar em um caso ficticio, como terá condições de atender casos reais, pessoas reais, que colocam a vida, o patrimônio nas mãos dos advogados!!!
Pessoal, acordem para a realidade da profissão.

Orlando Maluf disse:
13 de maio de 2011 às 10:28

Quem, por irresponsabilidade, despreparo e incompetencia, pode destruir familias, arruinar patrimonios, deixar de defender direitos fundamentais da cidadania é justamente quem não se encontra apto para enfrentar o Exame de Ordem.
Há equívocos em sua elaboração e fiscalização, mas de forma alguma se pode olvidar o grande beneficio que traz à sociedade, selecionando os bons e impedindo os maus profissionais de atuarem

caiçara disse:
13 de maio de 2011 às 10:33

Senhores, a insurgência da "tchurma" contra o exame de ordem me lembra àquela velha máxima dos roubadores e latrocidas, para fundamentar seus crimes, quando questionados pelo Magistrado o "por quê" de terem atirado em alguém por um mísero par de tênis: "Ah dotô! Mas eu tenho direito de tê o tênis também!"
No caso em tela: "Ah dotô, eu tenho direito de adevogar!" diz uma maioria preguiçosa.
Este é o país dos direitos, não dos deveres ou obrigações. Se a advocacia já anda rasteira (até com colegas que preferem "infiltrar" celulares em cadeias e outros quetais à advogar de forma ética),
que cometem erros crassos até no simples oferecimento de embargos e petições, que o diga se a "porteira for aberta" a quaisquer analfabetos funcionais, sem um mínimo de proficiência!
O exame da ordem é milhões de vezes mais fácil que qualquer concurso pra gari de prefeitura do interior, pois não se disputam vagas, basta que se faça um minimo de pontos que se está aprovado! Um mínimo de estudo basta. (ah, mas fulano tem mestrado todavia não foi aprovado...) Mestrado, ou doutorado, não é prova de capacidade intelectual, tem muito retardado doutor e mestre! (o último presidente mesmo, analfabeto funcional declarado, é "dotor"...)
Penso justamente o contrário: dado o nível baixíssimo de nossas faculdades todas as carreiras deveriam fazer o seu exame de admissão profissional: médicos, engenheiros, arquitetos, psicólogos, dentistas, economistas e até politicos (a esses últimos uma prova dissertativa e oral, com nível equivalente ao da magistratura federal ou estadual de SP, de processo legislativo, direito constitucional e ética, ministrada em auditório aberto e transmitida ao vivo deveria ser obrigatória para a diplomação).
Tudo por um mínimo de excelência.

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
13 de maio de 2011 às 10:46

Infelizmente, profissional mal preparado, inapto para a advocacia, por exemplo, destroi mais (muito mais) famílias, e dois outros, o que é pior.

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
13 de maio de 2011 às 10:57

A incapacidade técnica de alguns que defendem a extinçao do Exame de Ordem é fragrante que sustentam, como citado na materia, que a tal avaliaçao - básica, essencial e legítima, diga-se de passagem -, "impede os servidores do Judiciário de exercerem uma segunda profissao", revelando, assim, que também nao sabem que é uma atividade INCOMPATÍVEL COM A ADVOGACIA, por força do disposto no ART. 28, II e IV, DA LEI FEDERAL N. 8906/1994. Por favor, e pelo bem de suas famílias, estudem, até para o Exame de Ordem, se for o caso!

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
13 de maio de 2011 às 10:59

A incapacidade técnica de alguns que defendem a extinçao do Exame de Ordem é fragrante que sustentam, como citado na materia, que a tal avaliaçao - básica, essencial e legítima, diga-se de passagem -, "impede os servidores do Judiciário de exercerem uma segunda profissao", revelando, assim, que também nao sabem que é uma atividade INCOMPATÍVEL COM A ADVOGACIA, por força do disposto no ART. 28, II e IV, DA LEI FEDERAL N. 8906/1994. Por favor, e pelo bem de suas famílias, estudem, até para o Exame de Ordem, se for o caso!

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
13 de maio de 2011 às 11:02

A incapacidade técnica de alguns que defendem a extinçao do Exame de Ordem é tão fragrante que sustentam, como citado na materia, que a tal avaliaçao - básica, essencial e legítima, diga-se de passagem -, "impede os servidores do Judiciário de exercerem um segundo meio de vida", revelando, assim, que também nao sabem que é uma atividade INCOMPATÍVEL COM A ADVOGACIA, por força do disposto no ART. 28, II e IV, DA LEI FEDERAL N. 8906/1994. Por favor, e pelo bem de suas famílias, estudem, até para o Exame de Ordem, se for o caso!

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
13 de maio de 2011 às 11:04

A incapacidade técnica de alguns que defendem a extinçao do Exame de Ordem é tão flagrante que sustentam, como citado na materia, que a tal avaliaçao - básica, essencial e legítima, diga-se de passagem -, "impede os servidores do Judiciário de exercerem um segundo meio de vida", revelando, assim, que também nao sabem que é uma atividade INCOMPATÍVEL COM A ADVOGACIA, por força do disposto no ART. 28, II e IV, DA LEI FEDERAL N. 8906/1994. Por favor, e pelo bem de suas famílias, estudem, até para o Exame de Ordem, se for o caso!

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
13 de maio de 2011 às 11:05

A incapacidade técnica de alguns que defendem a extinçao do Exame de Ordem é tão flagrante que sustentam, como citado na materia, que a tal avaliaçao - básica, essencial e legítima, diga-se de passagem -, "impede os servidores do Judiciário de terem um segundo meio de vida", revelando, assim, que também nao sabem que é uma atividade INCOMPATÍVEL COM A ADVOCACIA, por força do disposto no ART. 28, II e IV, DA LEI FEDERAL N. 8906/1994. Por favor, e pelo bem de suas famílias, estudem, até para o Exame de Ordem, se for o caso!

Thiago disse:
13 de maio de 2011 às 11:11

Poderiam fazer eleições para selecionar bacharéis... já que para muitos concurso público não é a forma ideal para seleção para magistratura e MP, o exame da ordem também não é para avaliar os recém-formados...

Fernando disse:
13 de maio de 2011 às 11:17

Esse cidadão no lugar de perder tempo com essa celeuma, deveria estudar e logo passaria no exame de ordem, pois apesar de ter uma certa dificuldada não se compara a uma prova de concurso público da área do direito.
Agora, não passar no exame de ordem, sinceramente, falta preparo para exercer a profissão.

Fernando disse:
13 de maio de 2011 às 11:34

Se turma não consegue passar nem no exame de ordem, imagine advogando, que desastre.
No lugar de protestar, essa turma não poderia estudar um pouco e tirar esse exame de letra.
Imagine essa mesma turma diante de uma prova de concurso público na área jurídica.
Realmente, não conseguir ser aprovado no exame de ordem não tem condições de advogar.Infelizmente.

Ricardo T. disse:
13 de maio de 2011 às 11:34

Exame sim! O exame da OAB já é fácil e aora querem acabar com ele. O mínimo que se espera da pessoa que se formou é passar no exame. Na minha opinião, o exame tinha que ter a mesma caracteristica e fases dos concursos do MP e Magistratura. Assim, a classe seria muito mais valorizada.

Sr. L disse:
13 de maio de 2011 às 11:35

Depois dos argumentos ditos constitucionais contra o exame, pode-se ver como tais pretensos "advogados" atuariam no foro. O argumento ad terrorem sobre a postura da Ordem será passada ao judiciário: quando esses bacharéis mal preparados tiverem suas petições julgadas indeferidas ou improcedentes, culparão o juiz por impedir-lhes o trabalho, sem sequer desconfiar que são inaptos para o trabalho ou mesmo que, num litígio, alguém sempre perde.
Esses tão mal preparados bacharéis não querem, na verdade, ser avaliados, julgados. Isso não é fibra de advogado. São uns incapazes de se aprimorar. O exame é importante e necessário. Comparar com outras profissões é indevido: não estamos a falar sobre todos, mas sobre a advocacia.
O exame é constitucional. Aliás, todo o palavrório sobre a pretensa inconstitucionalidade do exame é baseado em uma dogmática de direito constitucional e administrativo ultrapassados, da época do Rui. Este eminente jurista, influenciado pelo direito estadunidense, hoje, suspeito, teria uma visão moderna da disciplina, tal como o atual modelo regulatório daquele país. Tenho certeza de que, hoje, Rui não apenas passaria, mas seria bom examinador... Talvez porque não se entregasse à mediocridade, mas ao estudo esforçado...

Luiza Lacet disse:
13 de maio de 2011 às 11:37

No meu entendimento para muito bachareis, o problema não é a prova, mas a forma como ela esta sendo elaborada, que no meu entendimento,se encontra em destonância com o nível das unidades de ensino do país.Talvez, não seja a prova que seja difícil, mas a má qualidade de ensino das unidades que levam a uma crescente reprovação. Aliado a este fato, existe a de que os alunos atuais, salvo exceções, não querem nada com o estudo. Sou psicóloga a 30 anos e concluindo do curso de bacharel em Direito, devo presta a prova este ano.A prova deve continuar, MAS deve ser revisto a sua elaboração. Embora que, tenho tido acesso a processos de advogados aprovados pela OAB e questiono como eles conseguiram a aprovação; e tenho parco conhecimento da área.
Luiza Lacet

felizmina disse:
13 de maio de 2011 às 11:37

Todos tem direito de defender seu ponto de vista"é livre a manifestação do pensamento...( art. 5º- IV-CF/88)
Contudo, é despresível a argumentação de que "o exame de ordem destroi familia", quando li o titulo até pensei tratar-se daquelas "sátiras de advogado".
Não sou contra o exame, mas contra a metodologia de sua aplicação, só passa quem larga tudo e faz cursinhos especificos e as vezes, nem assim, so enriquessem os donos destes cursinhos, e muitos bachareis que sriam bons advogados ficam fora do mercado. RUI BARBOSA prestou exame de ordem? ah!!! não tinha barzinho proximo a faculdade dele, acho que naquele tempo eram os "cafés".

amigo de Voltaire disse:
13 de maio de 2011 às 11:39

É igualmente verdadeiro dizer que bacharéis que nao se mostram preparados para passar em um exame de ordem irao destruir ainda mais famílias, terminando ainda por destruir a já combalida profissao de advogado

amigo de Voltaire disse:
13 de maio de 2011 às 11:43

É igualmente verdadeiro dizer que bacharéis que nao se mostram preparados para passar em um exame de ordem irao destruir ainda mais famílias, terminando ainda por destruir a já combalida profissao de advogado

felizmina disse:
13 de maio de 2011 às 11:44

Art.5º Todos são iguais perante a lei(CF/88) A mídia sempre divulga casos em que Médicos – matou por erro – a desculpa é sempre o o cansaço por excesso de horas em plantão. Enfermeiros(que deveriam coordenar, orientar e fiscalizar os técnicos e auxiliares) aplicaram esse ou aquele medicamento errado – a desculpa é que não entenderam o que estavam escrito na prescrição médica, ou que os frascos da medicação era igual ao outro( vai aprender ler)Engenheiros, contadores, economistas, e em todas as outras profissões, existem os bons profissionais, e os relapsos. NÃO PRESTAM EXAMES PARA SE HABILITAREM COMO OS ADVOGADOS.
Os erros dos advogados, podem levar alguém á miséria, ás penitenciárias, mas esses erros podem ser corrigidos, porque passam pelo crivo dos juízes de primeiro grau, desembargadores do2º grau e ministros do STJ e STF.
Os erros médicos podem levar alguém á cadeira de rodas, á comas profundos , ao cemitério, mas esses erros podem ser reparador por força dos juízes de primeiro grau, desembargadores do2º grau e ministros do STJ e STF. Podem ser corrigidos?????.
“Não é o exame que destrói famílias, é o profissional habilitado, despreparado ou sem ética”

felizmina disse:
13 de maio de 2011 às 11:45

Art.5º Todos são iguais perante a lei(CF/88) A mídia sempre divulga casos em que Médicos – matou por erro – a desculpa é sempre o o cansaço por excesso de horas em plantão. Enfermeiros(que deveriam coordenar, orientar e fiscalizar os técnicos e auxiliares) aplicaram esse ou aquele medicamento errado – a desculpa é que não entenderam o que estavam escrito na prescrição médica, ou que os frascos da medicação era igual ao outro( vai aprender ler)Engenheiros, contadores, economistas, e em todas as outras profissões, existem os bons profissionais, e os relapsos. NÃO PRESTAM EXAMES PARA SE HABILITAREM COMO OS ADVOGADOS.
Os erros dos advogados, podem levar alguém á miséria, ás penitenciárias, mas esses erros podem ser corrigidos, porque passam pelo crivo dos juízes de primeiro grau, desembargadores do2º grau e ministros do STJ e STF.
Os erros médicos podem levar alguém á cadeira de rodas, á comas profundos , ao cemitério, mas esses erros podem ser reparador por força dos juízes de primeiro grau, desembargadores do2º grau e ministros do STJ e STF. Podem ser corrigidos?????.
“Não é o exame que destrói famílias, é o profissional habilitado, despreparado ou sem ética”

Marcos Alves Pintar disse:
13 de maio de 2011 às 12:39

A prova da OAB não é difícil. Ela é sim elaborada de forma inapropriada, corrigida sem o devido cuidado, seguindo a tradição consagrada nos concursos públicos, reconhecidamente falhos. A Ordem na verdade se envaideceu com o dinheiro farto pago pelos candidatos. É muito dinheiro, recebido e utilizado sem um controle rigoroso, fazendo com que muitos bons profissionais acabem por ser reprovados. O exame de Ordem é imprescindível, mas do jeito que está não pode continuar. Não sei como funciona agora, mas na minha época me inscrevi assim que foi permitido, ainda na época da Faculdade. Realizei a primeira prova em dezembro, quando as aulas do quinto ano já haviam se encerrado, e a segunda prova foi realizada somente em fevereiro. Após a aprovação, e a "enrolação" típica da Ordem, só fui receber minha carteirinha em junho, mesmo tendo optado por a requerer na Capital (informaram-me que no interior teria que aguardar mais seis meses ainda). Assim, mesmo tendo sido aprovado no primeiro exame, após a conclusão do curso, os advogados que dominavam a Ordem naquela época conseguiram me manter fora do mercado da advocacia por seis longos meses. Ninguém nunca me ressarciu por isso. Não é o caso de acabar com o exame, mas de evitar que bons profissionais tenham graves prejuízos devido à forma como o exame e os trâmite necessários à inscrição são conduzidos.

Leonardo Navarro disse:
13 de maio de 2011 às 13:14

Ao ler o texto fiquei espantado ao ver a quantidade absurda de entidades "defensoras" dos direitos dos bacharéis. Mas, o que mais me espantou com toda certeza, foram os comentários do presidente da entidade de Manaus onde o mesmo dizia que a OAB destrói famílias e que não havia se preparado com "coisas empíricas" para a audiência. Uma pergunta: Como esses chefes de família se sustentavam durante a época dos estudos? O que mudou após receberem seus diplomas? Como o senhor não se prepara com dados concretos para discursar numa audiência pública?
Não se iludam meus caros, essas entidades visam apenas utilizar o sofrimento alheio como pontes para futuras disputas eleitorais, basta ver o discurso "técnico" feito pelo já mencionado dirigente de Manaus.
A prova da OAB, como já dito em outros comentários precisa de reforma didática, estrutural, que permita uma correção mais justa.
Antes que falem, passei na minha 3º prova da OAB e sei bem a dor de não ver o nome na lista dos aprovados, mas reverti tudo como estímulo para não passar pela situação novamente.
Boa sorte a todos os que ainda estão na luta.

Gabriel Quireza disse:
13 de maio de 2011 às 13:22

Ponce de Leão deveria parar de procurar sua "fonte da juventude" e experimentar estudar pro exame de ordem. Alguém que tenha feito um curso mais ou menos bem feito já consegue passar!
Deveriam é ser mais criteriosos no exame!
p.s.:Já li na internet (por várias vezes) um senhor que afirmava que iria impetrar HC contra o exame de ordem. Imaginem: se está achando que cabe HC contra exame de ordem, não pode ser advogado de jeito nenhum! rs...

Icaro Silva disse:
13 de maio de 2011 às 13:25

Podem chorar da maneira que for. Mas falar que Rui Barbosa não passaria no exame... é de sentir pena de quem "fala". Quem leu no mínimo 3 obras desse marco pro estudo do Direito (e porque não do estudo da vida), sabe da enorme contribuição que trouxe esse verdadeiro amante da Ciência do Direito.
Seja na faculdade pública ou privada, "fábricas de diploma" ou cursos preparatórios pra OAB, qualquer um, se está no curso de Direito por vocação e porque tem extremo interesse de evoluir intelectualmente e principalmente estuda com amor, sem sombra de dúvidas passará no exame.
Salve Rui Barbosa e todos aqueles que amam o estudo do Direito! Salve também aqueles que são desiludidos com o curso, mas ainda buscam um estudo esforçado e com o mínimo de excelência para atuar como advogados!

Ramiro. disse:
13 de maio de 2011 às 13:36

Em preliminar, visto o tema, posso, e sobretudo devo informar que fui aprovado no Exame em primeira tentativa, sem curso preparatório, quando cursava nono período. Impende, contudo, ser fiel à realidade dos fatos, houvesse me matriculado em bom curso preparatório, e há alguns, não muitos, mas de qualidade, como formação suplementar, não principal, ao Exame da OAB, teria mais facilidades. No mais não larguei estágio, paralelamente ao Exame estava envolvido com outras questões que tomavam tempo.
O exame é fácil? Pode ter sido no passado, mas hoje não é um exame fácil.
Um dos patrimônios mais caros da OAB é o patrimônio moral que angareou em tempos passados. Em tempos atuais, prefiro o afastamento dos anos para uma posição mais isenta. Objetivamente, esta celeuma em torno do Exame de Ordem tem prejudicado muito a imagem da OAB.
O Exame garante qualidade? Pela experência particular neste ponto o que garante a moral da OAB vem a ser o rigor dos TEDs, em não transigir com falhas profissionais e condutas impróprias.
Um Exame que seja reconhecido como de grau de dificuldade compatível com a demanda técnica do exercício da advocacia, posto claro de início, com critérios de correção das provas objetivos, com métodos de auditoria independente da qualidade e lisura do exame, com participação aberta, na condição de observadores que seja, ao MP e Magistratura, esta clareza e transparência poderiam soldar algumas rachaduras em cima das quais estão batendo pesado contra a moral da OAB. A propósito, estudo em curso que está sendo encerrado pelo MEC. Ao criticar o curso, recebi do MEC ameaça documental de indiciamento no art. 339 do CP.

Adrina disse:
13 de maio de 2011 às 13:48

Se com o exame vemos cada "pérola" proferida pelos advogados nos fóruns, imaginemos como ficará se pessoas preparadas como o Sr. Ponce de Leão ingressar no mercado da advocacia... No mais, o exame é acessível para quem passou mais tempo dentro da sala do que no barzinho.

Ramiro. disse:
13 de maio de 2011 às 13:49

Concluindo o comentário anterior, o Exame de Ordem não é mais uma prova fácil, simples, como pode ter sido no passado. A questão que deve ser posta é o nível de qualificação técnica que se exige de uma prática minimamente adequada da advocacia. O Exame da OAB deve focar nesta demanda real.
Um outro ponto importante, não colocar o Exame como panacéia da advocacia, e mal não faz à OAB divulgar quantos aprovados em Exame de Ordem foram levados aos TEDs e punidos. Principalmente por inépcia. Faria bem a OAB demonstrar que não alivia. A crença entre a população é que uma vez advogado, o sujeito gozaria de uma blindagem para fazer o que bem entendesse e que a OAB seria uma instituição que agiria com mesmo espírito de corpo das corregedorias das carreiras públicas.
Falhas na correção do exame acontecem? Eu fui obrigado a lançar mão do recurso. No meu caso pude fundamentar os pontos que mereciam reparo, e logrei êxito em quase todos. Houve tópicos que refletiram, na área que optei, falhas exatas correspondentes ao curso de formação que tive, e onde não fora antes do exame desafiado a enfrentar essas; o Exame da OAB as demonstrou com clareza. Um curso preparatório como formação suplementar colmaria essas lacunas da formação, sem substituir a formação principal, onde é a oportunidade real de se desenvolver raciocínio jurídico, nos cincos anos do bacharelado.
Preocupa-me ver a OAB fragilizada, muito mais fragilizada do que fora antes em todos os episódios de ataques do Regime Militar. A grosso modo, em talvez grotesca metáfora, a OAB foi eficiente para fazer vez de rochedo contra várias tempestades, mas agora a situação é como de uma infestação de legiões de cupins, se infiltrando nas brechas, que são reais, das falhas pontuais, logo sanáveis, do Exame.

Cleyton A Silveira disse:
13 de maio de 2011 às 14:37

Isso tudo é uma verdadeira palhaçada!!!
Sou advogado, passei no exame do ano passado (na 1° tentativa e sem cursinho). Dizem que o exame de 2010/02 (ultimo realizado pela CESPE) foi um dos "piores" (senão o pior, haja vista o elevado número de reprovados) de todos os tempos. Logo, deveriamos chamar todos os que passaram de "gênios"? Claro que não. Não sou melhor do que nenhum dos meus colegas que ainda não passou, apenas me dediquei mais.
Minha família é de classe média baixa, meus pais não tem sequer o ensino médio e também não tenho nenhum parente na família com curso superior. Mesmo assim me dediquei alguns meses da minha vida a estudar dia e noite, sábado, domingo, feriado etc(mesmo trabalhando), abdiquei de alguns prazeres da vida por algumas semanas, enfim, estudei, estudei, estudei. Colhi o que plantei, simples assim. O exame não é difícil. Se alguns passam, é possível. Estudem pessoal! Ao invés de querer arrumar o jeitinho brasileiro. O exame é Constitucional e Moral. Em 5 anos e meio de faculdade, comprei apenas dois ou três livros. Se não tem dinheiro, use a biblioteca da faculdade, particular ou pública. Também há material na internet. É só correr atrás. O que não acho justo é o cidadão obter a OAB sem passar pelo mesmo esforço e abdicar das mesmas coisas que eu e tantos outros que passaram na OAB tivemos que abdicar. Isso seria imoral. Na verdade, os poucos que reclamam são os "filhinhos de papai", que passam a faculdade fazendo festinha e depois viram uns "nadas" exitenciais. Todos os meus colegas de classe que passaram, mereceram, os que não passaram, também mereceram. É uma espécie de Justiça técnica o Exame da Ordem, pois o perfil de quem passa e de quem não passa é quase sempre igual.

Daniel disse:
13 de maio de 2011 às 15:17

Perguntas e Respostas:
A esposa pergunta ao marido: ‘Tu não é advogado? Então? Cadê o dinheiro?’. O marido responde: "Querida não tenho competência para ser advogado, então a OAB não me deixa trabalhar. Fiz uma faculdade qualquer, nunca estudei e quero ser esperto para ganhar dinheiro sem capacidade, mas a OAB não deixa. Sei que posso prejudicar muitas famílias com a minha falta de competência, mas não estou nem ai, mas infelizmente a OAB não deixa.
“Nossos filhos estão dizendo: ‘Pai eu quero comer! Pai, por que você não trabalha?’”, afirmou. O pai responde: Meus filhos, por mais que vocês acreditem que o Pai é muito esperto, eu não sou competente para ser advogado. Vou procurar um advogado que estudou e passou no exame para ver se ele pode me ajudar, pois capacidade eu não tenho. O papai não vai trabalhar, vai fazer greve de fome e lançar o movimento SICEO - Sou Incompetente - Cancelem o Exame de Ordem. Em breve estarei rico pois criaremos o auxílio Exame de Ordem para os reprovados.....rs

Ramiro. disse:
13 de maio de 2011 às 15:24

Contra um mínimo que seja de meritocracia é algo que não se vê acusado de fazer mal às sociedades. Aqueles que lograram êxito no Exame de Ordem, faço parte do rol dos aprovados em primeira tentativa, por óbvio defendem o Exame como diferencial necessário. A questão que me parece central é retirar a discussão das paixões pessoais, e trazer para a esfera da racionalidade. Quem aprovou no Exame é que conseguiu oferecer uma resposta eficaz à demanda técnica e intelectual a que foi submetido, bem como manteve o equilíbrio emocional diante do desafio. Nada que não faça parte do dia a dia da boa advocacia. Quem não logrou êxito, simplesmente não conseguiu oferecer uma resposta eficaz à demanda a que foi submetido. Crises emocionais, crises de ansiedade, pânico, branco na prova, se a neuropsiquiatria reconhece a existência, não serão os não especialistas que irão dizer que é pura bobagem. A questão parece bem objetiva. Eficácia.
A passionalidade no tratar da questão é perigosa, leva a discussão à esfera onde os que querem o fim do Exame desejam como melhor terreno, aquele em que pode melhor se resolver pela maioria numérica.
Creio que está na hora da OAB assumir que o Exame de Ordem não é para ser fácil, pois é o primeiro mecanismo de avaliação da capacidade de resposta daqueles que querem exercer a advocacia. Daí a ter uma exame com critérios de correção claros, nível de provas previsível, como são as provas de cálculo, física, anatomia, bioquímica, na engenharia e medicina, só que de âmbito nacional, unificado. Quem oferece uma resposta eficaz logra êxito, quem não, tenta de novo. Se a questão, porém, é levada para pessoalidade e passionalidade, os que querem o fim do Exame passam a ter na maioria numérica uma real vantagem.

Fiks disse:
13 de maio de 2011 às 16:29

Imaginem que os táxistas selecionasem quem pode ser taxista, que os moradores de um condomínio escolhessem que pode morar ali, que os donos de bares escolhessem que pode abrir um bar naquele bairro, que os deputados escolhessem quem pode ser candidato. Seria o caos , ou seja, por intereses corporativos e pessoais a prova seria rigorosissíma e não aprovariam quase ninguém é claro. Esta é uma questão de ORDEM PÚBLICA e somente o Estado pode decidir quem pode ou não pode exercer uma profissão. E para isso elegeu-se o MEC. É isso e mais nada. Imaginem se fizessem o mesmo com os médicos. Só haveria médico para a classe média e os ricos como acontece hoje para os advogados. Aos que alegam haver muitos advogados, como se isso fosse um bom argumento - afinal quantos mais profissionais houver melhor será para a população (maior oferta = preços e serviços melhores), passem na porta da Defensoria.

antoniolacerdadebarros disse:
13 de maio de 2011 às 18:40

Se o exame da Ordem fosse tão difícil, eu não teria sido aprovado, aos 40 anos, com filha de pouco mais de 1 ano, trabalhando 10 horas por dia...
Não estudei um único dia para o Exame...fiz com o que já tinha aprendido, tão somente assim...
Destroi famílias? Tenhamos paciência...Talvez seja preciso estudar mais e se dedicar com mais empenho no que é importante para cada um.
Mais estudo, mais dedicação, menos lamúria...

meretíssima disse:
13 de maio de 2011 às 20:21

Dou total apoio ao Ponce de Leão e admiro sua coragem! Acredito fielmente que é inconstitucional, primeiro por ser aplicada pela própria classe e tem todas as características de um concursos. Ora, não estamos concorrendo a nenhuma concurso. Sinto muito quando ele disse que destrói famílias, pq a família tbm sofre com o familiar que está prestando tal exame. Eu mesma sinto, sou de classe C e mal pude me preparar, meu pai sofreu com um câncer raro e não pude dá essa alegria pra ele, sempre fui boa aluna, bem aplicada, mas devido a situações adversar na minha vida, tive q deixar minha vida de lado pra dar prioridade a doença do meu pai. Agora se tivesse me formado em outra porfissão, não poderia me preocupar com isso, pq oq adianta se formar se seu diploma não vale de nada.... é muito sofrimento mesmoo, um desgaste desnecessário e que poderia er evitado. E quanto a formação de profissionais incompetentes, isso a vida, ou melhor, a oab iria punir, pq ngm vai jogar seu dinheiro fora com alguém incompetente, ah gente, temos tantas leis, a ética profissional está aí pra punir e aplicar devidamente cada profissional. Direitos temos, isso é fato, portanto, inconstitucional. Grata

Fabricio Intelizano disse:
13 de maio de 2011 às 22:42

É duro ver gente que estudou Direito dizer uma besteira dessas.
O que diz a Constituição??
Art. 5º XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
E o que é o estatuto da OAB?? Uma lei ...
Simples gente. A lei federal 8906/94 diz que é obrigatória a aprovação em exame de ordem para para se inscrever como advogado.
Não há nada de inconstitucional nisso, pelo contrário.
Sinceramente, quem dera outros órgãos reguladores de classe tivessem o mesmo cuidado que a OAB tem.
Talvez a qualidade dos profissionais seria muito melhor.
Se mesmo com o exame de ordem agente vê cada barbaridade praticada por alguns advogados, imagina sem ...
Além disso, querer extiguir o exame de ordem é ir na contramão, já que outros conselhos de classe como o de Medicina, p.ex., estudam criar exames como o de ordem para suas respectivas profissões.
O exame de ordem não é um concurso, onde há nº de vagas, ou seja, se vc fizer a sua parte bem feita vc passa e acabou.
Concordo que a OAB está fechando o gargalo e que muitas vezes comete sacanagens com alguns examinados, que as provas são mal elaboradas e tudo mais.
Mas ainda sim o exame é necessário.
Os critérios devem ser revistos sim, mas extingui o exame nunca, jamais.
Só pra completar, eu passei no primeiro exame que fiz (Exame 137/SP), mas isso não quer dizer q sou melhor q ninguém.
Outros amigos meus, bem mais inteligentes pasaram no 2º e alguns no 3º.
Mas o certo é que da minha turma, a grande maioria, 80% pra mais, passou no exame.
Basta fazer na prova o que aprendeu na faculdade (sala de aula) e não no bar ....

Joel Geraldo Coimbra disse:
14 de maio de 2011 às 07:59

Ninguém destroi familia de ninguém. Infelizmente a OAB está com seu prestígio a nível zero. Isso porque ela se afastou da sua missão, que é defender o advogado e as prerrogativas da advocacia, para se dedicar à politicagem midiática. O exame da ordem, outrora desnecessário,é imprescindível na atualidade. Mas corre o risco de ser extinto por culpa exclusiva dessa OAB que aí está. Essa OAB não é a advocacia de hoje.

João NNeves Jr disse:
14 de maio de 2011 às 08:21

O MEC é a qualificação e o mercado pela reputação!
Não é um passar de exame que qualifica profissional e sim o dia-dia no mercado de trabalho.
A OAB usurpa direito de trabalho e também joga no lixo as competências que são do MEC.
A única profissão que, para mim, deveria ter obrigatoriedade de exame, mesmo após formado, é a área médica(medicina, enfermagem) e não é e ninguém reclama dos tais 'profissionais' desqualificados por falta de exame específico.
No mais, vejo espírito de corpo e uma certa birra de quem fez o bendito exame e quer que os demais também o faça.....

João NNeves Jr disse:
14 de maio de 2011 às 09:08

O MEC é a qualificação e o mercado pela reputação!
Não é um passar de exame que qualifica profissional e sim o dia-dia no mercado de trabalho.
A OAB usurpa direito de trabalho e também joga no lixo as competências que são do MEC.
A única profissão que, para mim, deveria ter obrigatoriedade de exame, mesmo após formado, é a área médica(medicina, enfermagem) e não é e ninguém reclama dos tais 'profissionais' desqualificados por falta de exame específico.
No mais, vejo espírito de corpo e uma certa birra de quem fez o bendito exame e quer que os demais também o faça.....

huallisson disse:
14 de maio de 2011 às 11:00

Para mim, o Senhor ICARO SILVA não passa de um pobre coitado. Se ele fosse fiel ao seu juramento, respeitaria a Constituição Federal. Defender um Exame que agride a Carta Magna, é no mínimo um idiota. Senhor Icaro, por que Vossamicê não defende uma CPI para apurar a não prestação de contas por parte da OAB que, segundo a mídia nacional, afana milhões de reais dos bacharéis? Por que Vossamicê concorda que a OAB, ao arrepio da Lei, institua e cobre taxa de inscrição dos bacharéis? Se Vossamicê não respeitar nem mesmo o seu juramento no dia que recebeu o "canudo", não passa mesmo de um idiota. Quem viola a Constituição, dá um tiro de misericórdia na Pátria Mãe que está no leito da morte. Advocacia, Senhor Icaro, é sobretudo arte.É coisa para quem respeito a Lei Maior e não para medíocre que não consegue enxergar um palmo além do próprio nariz.Desculpe-me, mas só posso ter pena!

João NNeves Jr disse:
14 de maio de 2011 às 11:01

O MEC é a qualificação e o mercado pela reputação!
Não é um passar de exame que qualifica profissional e sim o dia-dia no mercado de trabalho.
A OAB usurpa direito de trabalho e também joga no lixo as competências que são do MEC.
A única profissão que, para mim, deveria ter obrigatoriedade de exame, mesmo após formado, é a área médica(medicina, enfermagem) e não é e ninguém reclama dos tais 'profissionais' desqualificados por falta de exame específico.
No mais, vejo espírito de corpo e uma certa birra de quem fez o bendito exame e quer que os demais também o faça.....

ALVARO CARRASCO - ADVOGADO disse:
14 de maio de 2011 às 12:04

A incapacidade técnica de alguns que defendem a extinçao do Exame de Ordem é tão flagrante que sustentam, como citado na materia, que a tal avaliaçao - básica, essencial e legítima, diga-se de passagem -, "impede os servidores do Judiciário de terem um segundo meio de vida", revelando, assim, que também nao sabem que é uma atividade INCOMPATÍVEL COM A ADVOCACIA, por força do disposto no ART. 28, II e IV, DA LEI FEDERAL N. 8906/1994. Por favor, e pelo bem de suas famílias, estudem, até para o Exame de Ordem, se for o caso!

Sunda Hufufuur disse:
14 de maio de 2011 às 13:54

Quem é contra o exame de Ordem? Ildecler, Hualisson e Felizmina.
.
Bem, o ínclito Ildecler (não necessariamente nesta ordem) brindou-nos um bom desopilamento do fígado). Então ou o sujeito pode advogar ou vai roubar? ahahahah
.
Um pouco mais, por essa ótica, o estuprador poderia dizer: "Dr., também tenho direito a ter a Viviane Araújo na minha cama, por que só jogador de futebol pode e eu não posso? Meu estupro foi um protesto contra a miséria e a injustiça sexual".
.
A coisa que mais espanta no tal Ildecler e aqueles que ousam defender essas babaoseiras é a falta de discernimento para perceber a invalidade do argumento, carcaterizado assim como a falácia do falso dilema num nível que raia a comédia mais burlesca. Ora, desde quando a reprovação num exame deixaria com única opção de sobrevivência a alguém o crime?
.
Outro argumento dos mais hilários é que a OAB não deixa alguém ganhar sua vida. Quem não passe num concurso para magistratura diria também que o judiciário não o deixa ganhar a vida? UAHAHAHAH

Júnior Brasil disse:
14 de maio de 2011 às 21:12

Digam que vocês, bacharéis incompetentes, NÃO SÃO CAPAZES DE TIRAR UMA NOTA 5...rs, razão pela qual eles (os filhinhos) não podem dizer que são filhos de um advogado...rs.
.
Eita país do jeitinho!
.
KAKAKAKAKAKA

Arlette disse:
15 de maio de 2011 às 12:30

Concordo com Ponce, quando afirma que o Exame da OAB não mede conhecimento de ninguém e apenas impede que um profissional exerça a profissão que escolheu. Se a OAB entende que tem que existir o exame, então que modifique os critérios aplicados, pois é verídico que atualmente, um aluno que entra em uma faculdade de Direito pensa somente em se preparar (aprender macetes) para passar no exame da OAB ou então apenas para prestar concurso público. É impossível, em 5 horas de prova (cansativa) se medir conhecimento de alguém. Isso é um absurdo, alguma medida term que ser tomada para que se dê oportunidade a todos que terminam a faculdade de Direito. Vamos lutar para que o Exame da OAB acabe ou então que seja mudado totalmente o critério de avaliação. O MEC é que tem que se encarregar em melhorar o curso universitário e não a OAB.

Leonardo Silva Wagner disse:
15 de maio de 2011 às 14:05

Pq esses bacharéis não ocupam seu tempo estudando?
Seria mais fácil, bem mais fácil, obter aprovação.
Nem é tão difícil assim...
Para quem fez a faculdade com o mínimo de dedicação é relaticamente fácil passar pela prova. Mas se a pessoa não consegue passar é pq não tem condições de trabalhar, talvez por não ter se dedicado aos estudos.

ADEVANIR TURA - ÁRBITRO - MEDIADOR - CONCILIADOR disse:
16 de maio de 2011 às 14:37

CAROS LEITORES! PRESTEM BEM ATENÇÃO NESTE TRECHO DA REPORTABEM, in vervis:
"No último Exame de Ordem, a Fundação Getúlio Vargas fez uma pesquisa com os bacharéis que se submeteram às provas. Foram ouvidos 7.861 bacharéis, dos quais 74,4% se declararam a favor da seleção organizada pela OAB. Números também mostram que mais de 80% dos bacharéis egressos de universidades públicas, especialmente as federais, são aprovados na primeira vez que fazem o teste."
Para chegarem nessa conclusão, foram ouvidos alunos da FGV, na maioria RICOS. RICOS: São aqueles alunos filhos de "papai" que estudam de dia e os pais pagam tudo, ou seja, só fazem isso.
E aqueles coitados que se matam diariamente trabalhando de dia e estudando à noite para pagar o curso de direito por longos 05 (cinco) anos? Muitos são pais de famílias que deixam os filhos passarem certas necessidades para pagar o curso e no final, VEM O PRÊMIO: "EXAME DA ORDEM DA OAB".
PARABÉNS "MEC"!!! MEC: SIGNIFICADO: M=mecanicamente; E=enrorados $$$$; por uma C=classe.

disse:
17 de maio de 2011 às 09:28

Entendo que que cabe razão as ambas as partes, entretanto as mesmas apenas radicalizam as suas posições, esquecendo que é possível encontrar-se a soluçã paliativa, de com um projeto de lei, alterar o artigo do estatuto da OAB, que trata da prática do Estagiário. Estendendo-se o período do estágio até que o Bacharel, consiga ser aprovado no Exame de Ordem.Pois assim, sempre com a supervisão de um advogado, os Bacharéis ( Estagiários), poderiam prover o seu sustento, trabalhando em Empresas ou Escritórios. Não haveria prejuízo algum, para nenhuma das partes e nem para os clientes. Ainda com o "plus", de que a OAB, arrecadaria o valor das anuidades dos Estagiários, que ao continuar trabalhando, estariam praticando, e concomitantemente se preparando para o Exame de Ordem, pois todos sabem, que o trabalho na área jurídica, para ser bem desenvolvido, há necessidade de pesquisas e muito estudo das causas.

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