Servidores do Judiciário e Legislativo terão aumento de 15,8%

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apresentou, nesta quinta-feira (30/8), o projeto de lei do Orçamento 2013, já enviado ao Congresso. Nele foi apontado que servidores do Legislativo e Judiciário terão aumento de 15,8% em três parcelas, sendo 5% em 2013 — mesmo patamar negociado para servidores do Executivo.

Os reajustes salariais negociados pelo governo federal causarão um impacto de R$ 8,9 bilhões o Orçamento da União para 2013. O aumento nos contracheques do Judiciário impactará em R$ 964 milhões o Orçamento, somente em 2013. Já com os novos valores do Legislativo (Senado, Câmara e Tribunal de Contas da União) e do Judiciário (Magistrados e servidores), o impacto será de R$ 285 milhões.

A ministra do Planejamento considerou o projeto vitorioso. “Consideremos esse processo vitorioso para o governo, que demonstrou responsabilidade ao lidar com as manifestações [por aumentos salariais] sem se deslocar da sua responsabilidade fiscal, mas garantindo melhores condições para os trabalhadores”, disse Miriam Belchior.

No projeto de lei é possível verificar que 93% dos servidores do Executivo entraram em acordo com o governo. O documento que prevê ainda o ingresso dos concursados que devem ser convocados ao longo do ano, com substituição dos terceirizados. Os novos servidores vão onerar a folha de pagamento em mais R$ 2,6 bilhões. Com informações da Agência Brasil.

AMIR disse:
31 de agosto de 2012 às 09:01

Os servidores do Judiciário amargaram 7 anos sem reajuste. Os do Executivo, 4 anos. É a precarização total do serviço público. O aumento linear de 15%, nos próximos 3 anos, não representará nada a mais do que a expectativa de inflação do período. O passivo ainda está aberto. É evidente que outra greve, com as mesmas proporções, eclodirá no final de 2013. Fechar os olhos será irresponsabilidade

AMIR disse:
31 de agosto de 2012 às 09:01

Os servidores do Judiciário amargaram 7 anos sem reajuste. Os do Executivo, 4 anos. É a precarização total do serviço público. O aumento linear de 15%, nos próximos 3 anos, não representará nada a mais do que a expectativa de inflação do período. O passivo ainda está aberto. É evidente que outra greve, com as mesmas proporções, eclodirá no final de 2013. Fechar os olhos será irresponsabilidade

Dapirueba disse:
31 de agosto de 2012 às 13:47

Se era realmente para conceder a reposição, para que demorar tanto tempo para abrir negociação. Ela conseguiu que a população se voltasse contra os servidores, em greve ou não, pelo simples fato de estarem postulando reposição da inflação, ou, em alguns casos, plano de cargos e salários. Conseguiu também, de reboque, a antipatia dos servidores em relação ao próprio PT. Um pouquinho de união dos servidores e o PT pode ver minguar suas prefeituras no pleito deste ano.
Ok. Os tempos estão bicudos e é hora de endurecer. Mas conceder reposição linear é muita injustiça. Servidores do Senado, só para dar um simples exemplo, foram agraciados com aumento em 2010 (Lei 12.300/2010); o Poder Judiciário da União conseguiu algo só em 2006 (Lei 11.416/2006).
Um analista legislativo do Senado ganha, em vencimentos iniciais, R$ 18.440,64; analista judiciário do PJU, pouco mais de 1/3 disso - R$ 6.551,52. Se formos computar funções comissionadas e outros penduricalhos, o abismo aumenta.
Resultado disso: os bons saem e ficam os acomodados (em todos os sentidos). Pela discrepância de vencimentos com outras carreiras, o Judiciário acaba ficando com as "rabeiras do concurso". Para os mais estudiosos, o PJU era um bom trampolim; hoje, nem isso consegue ser.

Juacilio disse:
31 de agosto de 2012 às 14:52

Vou trabalhar na mesma medida do aumento.

Juacilio disse:
31 de agosto de 2012 às 14:52

Vou trabalhar na mesma medida do aumento.

Juacilio disse:
31 de agosto de 2012 às 14:56

Sou servidor do Judiciário. Estou a 6 anos sem reajuste salarial (recomposição). Agora vou trabalhar de acordo com o reajuste anunciado.

Juacilio disse:
31 de agosto de 2012 às 14:56

Sou servidor do Judiciário. Estou a 6 anos sem reajuste salarial (recomposição). Agora vou trabalhar de acordo com o reajuste anunciado.

Marcos Alves Pintar disse:
01 de setembro de 2012 às 23:08

Simples, prezado Juacilio (Serventuário): é só voltar ao setor privado, motor da economia. Tenho certeza que será muito melhor remunerado, não é?

Marcos Alves Pintar disse:
01 de setembro de 2012 às 23:14

Os servidores públicos brasileiros vivem uma fantasia. O Brasil, historicamente, paga 3 vezes mais do que o setor privado para desenvolver a mesma atividade. Prova disso é que temos no País dezenas de milhões de pessoas prestando concursos públicos, todos em busca de elevados rendimentos, pouca responsabilidade, estabilidade, farta aposentadoria, possibilidade de receber uma boa propina, etc., etc. Nos EUA, aqui citado a título de exemplo, os vencimentos médios dos servidores públicos é algo em torno de 1/3 dos trabalhadores da iniciativa privada, para desenvolver a mesma função. Mesmo considerando que várias categoria pública não recebem reajustes há vários anos, ainda assim os vencimentos podem ser considerados como elevados em comparação ao setor privado. O fato é que os servidores, em regra, vivem uma fantasia. Eles acreditam que, aprovados no concurso, o mundo acabou. Não é mais necessário estudar, buscar aperfeiçoamento, esforçar-se, demonstrar resultados. Os vencimentos elevados estão garantidos, e fim de papo. Vale um recado: comecem a trabalhar.

Marcos Alves Pintar disse:
01 de setembro de 2012 às 23:17

Veja-se que um comentarista abaixo mencionou que vai diminuir o empenho porque acredita não estar devidamente remunerado. O que significaria isso no setor privado? Simples: demissão. O que ocorre no serviço público? Simplesmente nada. O sujeito fica anos "cozinhando" o serviço até se aposentar, enquanto nós amargamos o péssimo atendimento em todas as repartições públicas. E ainda querem aumento...

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