Joaquim Barbosa dá dez dias para Executivo explicar Programa Mais Médicos

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, deu prazo de dez dias para o Executivo explicar a edição da Medida Provisória 621/2013, que institui o Programa Mais Médicos. Barbosa deu despacho em Mandado de Segurança do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que chegou à corte nesta quarta-feira (17/7).

Após a prestação de informações, o presidente do STF determinou o encaminhamento do processo ao relator, ministro Marco Aurélio. Barbosa despachou no caso porque o STF está em recesso até agosto, e os ministros plantonistas ficam responsáveis por decidir questões urgentes.

Segundo Bolsonaro, o Supremo deve suspender a medida provisória porque ela não atende aos requisitos legais que exigem caráter de urgência ou emergência. O parlamentar destaca que, devido à importância das questões tratadas, o tema deveria ser apresentado como Projeto de Lei, ainda que em caráter de urgência.

“Um programa de tal complexidade deve ser amplamente discutido com a classe médica e demais profissionais de saúde, o que já poderia ter sido feito pelo atual governo”, ressaltou o parlamentar.

Bolsonaro também critica o mérito do programa do governo federal, que prevê contratação de médicos estrangeiros e adiciona dois anos de atuação no Sistema Único de Saúde no currículo de estudantes de medicina. O parlamentar aponta “desdobramentos inevitáveis” para a Previdência Social, além de aspectos de “extrema preocupação para a segurança nacional” devido ao aumento de estrangeiros residindo no Brasil. Com informações da Agência Brasil.

MS 32.224

Museusp disse:
19 de julho de 2013 às 04:54

Mais uma vez o STF demonstra o seu desprezo pelo principio da independência dos Poderes. Enquanto Suas Excelências cumprem recesso para "merecido" repouso depois de realizar 53 sessões em quatro meses no ano passado para atender a "urgência eleitoral" do Ayres Britto, determinam ao executivo que explique um programa dessa envergadura em 10 dias em atendimento a um pedido do Bolsonaro que nem seus eleitores devem leva-lo a sério. Pelo menos, o Barbosa não determinou o "fechamento" do Congresso como fez o seu colega Gilmar Dantas. Ele quer que expliquem o programa "mais médicos" sem sequer procurar entender a situação dos que padecem por "menos médicos"!!

Cid Vanderlei Krahn disse:
19 de julho de 2013 às 08:21

É, realmente, o dep. Bolsonaro tem razão, atendimento médico à população não tem nenhuma relevância ou urgência.

Márcio Rodrigues Almeida disse:
19 de julho de 2013 às 08:52

O prazo de 10 dias não é uma imposição da Presidência do STF, mas sim o prazo previsto em mandado de segurança para que TODA autoridade posso prestar informações.

KAR disse:
19 de julho de 2013 às 09:30

Os comentaristas anteriores parecem desconhecer os termos do programa, uma vez que ele só valerá para os ingressados nas faculdades a partir de 2015 (ou seja, daqui aproximadamente 1 ano e meio).
Com um prazo tão dilatado para entrar em vigor, existiria realmente urgência para que tal medida fosse realizada por meio de MP?
Isso pode ser um bom sinal, já que o uso abusivo de MP's está causando esvaziamento do poder legislativo, e isso sim ataca a independência dos poderes tão estimada pelos colegas.

Elias Mattar Assad disse:
19 de julho de 2013 às 10:05

Nos primeiros momentos da defesa da médica, no caso UTI Evangélico em Curitiba, janeiro, pelo fanatismo acusatório evidenciado, fazemos um manifesto público alertando que o livre exercício da medicina estaria em risco no Brasil. Lembrei do clássico "O último trem de Berlim". Se o Judiciário, como último reduto, lavar as mãos como Pilatos, os médicos (em breve os advogados e jornalistas) podem começar a aprender espanhol... Parabéns ao STF! O Brasil é dos BRASILEIROS!

Joao Eduardo Madureira disse:
19 de julho de 2013 às 14:19

o Conselho Federal de Medicina e a Associação dos Médicos do Brasil sempre trabalharam politicamente no sentido de coibir a implantação de novos cursos de medicina, sob o pretexto da qualidade, mas com o intuito de tornar os profissionais de medicina raros no mercado de trabalho, como alias é o caso -- valorização gananciosa da categoria!
Também tem notícia que a classe médica está sabotando o programa Mais Médicos, na medida que estão se inscrevendo no programa sem o intuito genuino de assumir o cargo -- simplesmente queram fazer parecer que existem médicos suficientes no Brasil.

Elias Mattar Assad disse:
19 de julho de 2013 às 14:53

Me referi ao "conjunto da obra" em andamento. Discutir no STF, no Parlamento e acima de tudo nas ruas como a valorosa Classe Médica brasileira vem fazendo, é importante. Não se tendo a quem atribuir o sucateamento, demonizar a classe médica pareceu a solução. Afinal, médicos não precisam de votos, os parlapatões sim! Talvez queiram também importar policiais, militares, professores, engenheiros, advogados, trabalhadores da construção civil. Ainda, os comerciantes e empresários podem treinar chinês (para em breve pedirem empregos para eles no território nacional). Falta de patriotismo! Estão leiloando o Brasil e internacionalizando não
somente a economia. O sistema financeiro, em festa, que o diga!

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