Advogado expulso do STF é recebido com abraços em evento

STF

Dois dias depois de ser retirado à força do STF por ordem do ministro Joaquim Barbosa, o advogado Luiz Fernando Pacheco (foto) foi recebido nesta sexta-feira (13/6) com abraços em evento no Jockey Club de São Paulo. Repleto de autoridades e membros da advocacia, o local sediava uma reunião-almoço do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Água mineral
Pacheco chegou atrasado e não conseguiu lugar em nenhuma das mesas, com dez cadeiras cada uma. Acabou sentando em uma mesa separada com a mulher. Na saída, definiu como “covardia” a divulgação de que seu comportamento na tribuna do Supremo teria relação com embriaguez. “Quem me viu na tribuna sabe que eu estava tão sóbrio como estou hoje”, afirmou. À sua frente havia uma taça com resto de água mineral.

Espiritualidade abusiva
O governo americano processou uma instituição de saúde de Long Island, em Nova York, por obrigar seus funcionários a praticar uma religião que se dedica a "curtir a felicidade". A seita é conhecida como "Onionhead" (cabeça-de-cebola). Nessa busca da felicidade, os funcionários são obrigados a orar para "agradecer a Deus pelo emprego" e a fazer declarações de amor a seus chefes, dizendo-lhes "eu te amo".

Produtividade passiva
Entre os rituais da "Onionhead", os funcionários devem acender velas no trabalho, discutir seus problemas pessoais com os colegas e manter o escritório à meia luz. Vários funcionários foram demitidos por se recusarem a participar das "atividades espirituais" da empresa ou foram deslocados de sua sala para um salão de atendimento telefônico a clientes. Em seu lugar, na sala desocupada, a empresa colocava uma estátua de Buda.

Na conta
O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, e o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, assinaram dois convênios na última quarta-feira (11/6). Um deles trata dos serviços referentes às folhas de pagamento dos servidores do tribunal; o outro coloca o BB como instituição financeira onde serão feitos depósitos judiciais e créditos de precatórios.

Clima de Copa
Por determinação dos presidentes da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio, e da 2ª Turma, ministro Teori Zavascki, foram canceladas as sessões ordinárias dos dois colegiados no dia 17 de junho de 2014 (terça-feira), em razão do expediente da Secretaria do Tribunal ser no período da manhã. Na data, o Brasil faz seu segundo jogo na Copa do Mundo de futebol, contra o México.

Nova composição 1
Juiz federal da 2ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Marcos Augusto de Sousa foi nomeado desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ele foi promovido pelo critério de merecimento e ocupará a vaga decorrente da aposentadoria do desembargador federal Catão Alves, ocorrida no dia 26 de novembro de 2013.

Nova composição 2
Tomou posse do TRF da 2ª Região a desembargadora federal Simone Schreiber. Ela assumiu ma vaga aberta com a aposentadoria do desembargador federal Raldênio Bonifacio Costa. Simone é especializada na legislação que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem de dinheiro.

Conexão ibérica
O jurista brasileiro Fabio Medina Osório, presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado (IIEDE), participou, neste sábado (14/6), do encontro da Escola de Catedráticos Eduardo Garcia de Enterría, na Espanha. O encontro ocorre desde 1976 e foi organizado pelo jurista espanhol, morto em 2013, para reunir seus discípulos de cátedra. Medina Osório é o único representante brasileiro na escola.

Leonardo Léllis

é editor da revista Consultor Jurídico.

Fernando Romero Teixeira disse:
16 de junho de 2014 às 13:28

Aves de mesma plumagem voam juntas!

Gustavo disse:
16 de junho de 2014 às 14:46

O almoço no qual o advogado foi recebido com abraços foi na Papuda???????

Roberto Timóteo, advogado disse:
16 de junho de 2014 às 17:54

Caro Dr. Gustavo.
O senhor é mesmo Advogado, especialista em Direito Criminal?
Ao ler seu ataque à honra de um colega, custo a crer!
Tem todo o direito de discordar da forma de atuação do colega, mas, penso eu, passa da medida ao ferir-lhe a reputação, gratuitamente.

Marcos Alves Pintar disse:
16 de junho de 2014 às 19:10

O que há, na verdade, é uma enorme cisão dentro da advocacia. Em 98% dos casos de violação de prerrogativa o advogado está só. A OAB, se acionada, instaura processo administrativo disciplinar contra o causídico, ao invés de socorrê-lo, saindo em defesa da autoridade violadora das prerrogativas. Quando se trata de um protegido, no entanto, a Entidade divulga notas, brada aos quatro ventos. A situação é tão grave que um colega foi preso ilegalmente, e sequer comunicou o fato à OAB, com medo de ser enxovalhado e punido. Assim, boa parte dos colegas acabam se posicionando contra a OAB e contra o advogado cuja prerrogativa foi violada, pois sabe que se fosse ele estaria em uma enrascada, sem ajuda da OAB e possivelmente sofrendo processos disciplinares visando persegui-lo. Esse é retrato da advocacia nacional atualmente. Uma classe esfacelada pela atuação nefasta do grupinho que domina da Entidade e a transformou em um clubinho fechado.

Varão de Plutarco disse:
16 de junho de 2014 às 19:14

O colega Pintar analisa as palavras proferidas, de forma linear.
Há que se analisar o contexto.
Ministros (como o próprio Marco Aurélio) já ficaram meses, anos - há casos envolvendo mais de década - com vista de processos, e nenhum advogado se viu no direito de rodar a baiana.
Há que se analisar o tom empregado pelo advogado.
Há que se analisar o próprio semblante dos colegas presentes, ao fundo, visivelmente constrangidos com o atuar do advogado.
Lamentavelmente, vejo as opiniões seguirem castas profissionais (pró-juiz ou pró-advogado), enquanto a razão é deixada de lado.
Tribuna não é local para lamentos. Tampouco para dizer que o presidente da sessão deve honrar (a alegação pressupõe que não esteja honrando, logo, é ofensiva) a Corte.
E como dizia Plauto: E era isso...

Veritas veritas disse:
16 de junho de 2014 às 22:12

Esta é a grei a que se referiu JB?

Ramiro. disse:
16 de junho de 2014 às 22:55

Em política tudo são pretextos.
Desapaixonadamente começo a ver sinais de fumaça, possibiidade de novos projetos de lei no futuro. Uma nova constituinte pode se tornar uma tônica.
Antes se me falassem em nova constituição, mas hoje, a elite econômica está sufocada com a política fiscal, com o espírito ficalista dos tribunais.
Setores politicamente fortes no Congresso podem ver oportunidade para uma reforma constitucional geral, e se eu fosse apostar em seguimentos que podem perder e perder muito apostaria em perdas para magistratura e para ministério público.
A advocacia, esta já está na lama há muito tempo. As bases da pirâmide estão carcomidas há bom tempo, mas quando o ápice da pirâmide se apercebe, é que quando a estrutura já está ruindo.
Convém lembrar que bastou como pretexto o discurso do deputado Márcio Moreira Alves para justificar o já planejado AI-5...

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