Clamando por igualdade de tratamento que devem ter magistratura, Ministério Público e advocacia, o advogado Edson Aparecido Stadler lançou na internet um movimento que busca obter para a classe o direito de portar armas. O objetivo é coletar 300 mil assinaturas e enviá-las ao presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para que ele pleiteie mudanças na Lei 8.906/94, que criou o Estatuto da Advocacia. No Brasil, há mais de 800 mil advogados.
O movimento, nomeado Advogados do Brasil pela Igualdade, lista em seu site uma série de casos de assassinatos de advogados pelo Brasil. “Constata-se que não se trata de um problema regionalizado e sim os colegas têm 'tombado' em solo de todo o território nacional sem exceções. O mister da advocacia tem se tornado temerário e atividade de risco, quanto à segurança e integridade física dos advogados”, afirma o texto.
Segundo o grupo, os advogados, assim como juízes e promotores, também exercem atividades que expõem sua vida e integridade física. “O texto legal estatutário nos leva a reflexão que não há qualquer subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, sendo ademais que o representante do Ministério Público em procedimento criminal é parte em paridade ao advogado na atuação. Entretanto senhor presidente, somos rebaixados na qualidade de desiguais”, protesta.
O Advogados do Brasil pela Igualdade possui site e página no Facebook – esta última com até agora 975 membros. O grupo também pede que Marcus Vinícius Furtado Coêlho, presidente do Conselho Federal da OAB, receba o advogado Roberto Antonio Busato, “emissário” da iniciativa. Busato foi presidente do Conselho Federal da OAB de 2004 a 2007.
Clique aqui para ler o manifesto.

...A OAB faz-se necessário o clamor dos advogados. Juízes e Promotores são todos contra o porte de armas, só que 99,9% deles andam armados. Pimenta nos olhos do outros é refresco.
Sou favorável, desde que o pretendente ao porte comprove a necessidade e as aptidões técnica e psicológica, restando estas duas primordiais. Ademais, vale ressaltar que "praticar tiro ao alvo com garrafa no muro" é fácil, muito fácil. Por sua vez, é exatamente o oposto "trocar tiros" com alguém que comumente não tem nada a perder, que se prevalece do fator surpresa...
Se os juízes usam caneta Bic, lá vamos nós atrás da famosa caneta. Quanta bobagem em nome de um princípio tão caro à cidadania.
Sou criminalista há quase 35 anos e NUNCA tive necessidade de usar arma. Marcio Thomaz Bastos, com quem trabalhei, nunca usou. Mariz, José Carlos Dias e o saudoso Waldir Troncoso Peres, idem.
Enfim, se o sujeito sentir necessidade de andar armado, que requeira o porte e se submeta às exigências necessárias. Nós, advogados, somos algo em torno de 800 mil pessoas. Imaginem todos armados, sem preparo, com raiva etc.
Afasta de mim este cálice de vinho tinto de sangue!
Alberto Zacharias Toron, advogado
Ocorre que o nobre colega Dr. Toron, com o devido respeito, deve ter advogado aos mais ricos, em escritórios fechados e reservado em sala bem protegida, no alto de um edifício em bairro nobre. Eu, por exemplo, que advogo na área criminal há apenas 10 anos, quase que exclusivamente aos pobres, em escritório acessível a todos, defendido apenas por uma secretária de 19 anos de idade que pesa cerca de 50 quilos, já passei por situações no mínimo desconfortáveis. Familiares de clientes insatisfeitos com a pena recebida. Clientes que pretendem receber "satisfações" por seu HC ter demorado quatro meses para ser julgado. Outros que aparecem no escritório visivelmente drogados, embriagados, etc., e se sentem no direito de nos ameaçar, inclusive de morte. Ou como ocorreu recentemente, em um júri de cidade pequena (22 mil habitantes), onde os familiares da vítima, morta a facadas, ficaram insatisfeitos com a absolvição do réu, e formaram barricada em frente ao fórum impedindo que nós advogados fossemos embora do local, e só havia uma viatura da polícia com dois policiais obesos para nos defender. Não digo que a arma resolveria estes problemas, mas certamente me garantiria, em caso de extrema necessidade, o direito de me defender à altura da injusta agressão e a tranquilidade de continuar a trabalhar dignamente. O juiz corre risco? ok. O promotor corre risco? ok. O agente penitenciário corre risco? ok. Mas todos estes tem seguranças na porta do seu local de trabalho e detector de metais. Eu não tenho, e nem tenho condições de pagar segurança privada.
Igualdade entre os operadores do Direito? Onde? No Brasil?
Esta lenda é só para inglês ver...
Do jeito que temos uns advogados "equilibrados" por ai imagino a lambança que isso vai virar...
que juízes e promotores também se submetam as exigências necessárias. E a lambança dos desequilibrados da toga não seria motivo para o não porte de armas?....não acredito que existam 800 mil advogados todos raivosos e despreparados...nos Estados Unidos existem 300 milhões de pessoas armadas e nem por isso vejo tanto protesto.....
Alguém, além de escrever bonito, já se interessou em ver os índices de homicídios após o desarmamento dos cidadãos? Explodiu para números alarmantes.E os crimes ficaram muito mais cruéis e sanguinários, mesmo sem reação das vítimas.
Alguém pode me dizer por que na Suíça, para facilitar mobilização em caso de uma Guerra (eles acham que é melhor prevenir do que remediar; talvez isto explique tanto tempo de paz) as pessoas tem até fuzis em casa e a taxa de crimes é baixa?
Alguém pode me dizer por que nos EUA, apesar do acesso a armas ser facilitado, apesar de uma população milhares de vezes maior do que a nossa, há bem menos homicídio do que no Brasil e a sensação de segurança nas cidades americanas é maior do que nas sangrentas cidades brasileiras?
Até quando as pessoas vão ficar se enganando e enganando os outros?
Bandido, neste país, pode tudo. Até ter armas e assistir aos vários programas que repetem o mantra: "Não reaja.Entregue tudo (até sua vida)." Eles devem achar ótimo viver no Brasil. Ser criminoso, por aqui, é uma "profissão" de baixo risco, em todos os sentidos.
Antes de defender o desarmamento é preciso saber o que acontece em outros países, segue trecho da matéria assinada por Leônidas Villeneuve: ticle.aspx?id=2176)
.
- Porte de armas nos EUA cresce 178% em sete anos; criminalidade despenca - De 2007 até o presente momento, o número de americanos com licença para portar armas cresceu 178% (fonte, página 9).
Só no ano passado, foram emitidas mais de 1,7 milhão de novas licenças, um crescimento de 15,4% num único ano — o maior já registrado —, totalizando 12,8 milhões de autorizações de porte de armas (fonte, página 6).
.
Essa estatística despertou a preocupação de diversas organizações desarmamentistas, que temiam que as armas elevassem as taxas de homicídio no país.
.
Mas o que os dados recentes revelaram foi justamente o contrário: ao mesmo tempo em que o número de cidadãos armados cresceu, a taxa de crimes violentos despencou no país inteiro.
(http://www.mises.org.br/Ar
Contra quem haveria o advogado de usar uma arma? Certamente que não existe lógica nisso, a não ser a esquizofrenia da bancada da bala.
Vinte fatos que comprovam que a posse de armas deixa uma população mais segura - por Diversos Autores:
.
Os recentes acontecimentos em Ottawa, Canadá, comprovam, pela enésima vez, que controle de armas serve apenas para deixar uma população pacífica ainda mais vulnerável.
O desarmamento não apenas deixa uma população menos livre, como também a deixa menos segura. E não existe liberdade individual se o indivíduo está proibido de se proteger contra eventuais ataques físicos. Liberdade e autodefesa são conceitos totalmente indivisíveis. Sem o segundo não há o primeiro.
Respeitar o direito de cada indivíduo poder ter armas de fogo ainda é a melhor política de segurança, como os fatos listados abaixo mostrarão. Já restringir, ou até mesmo proibir, o direito de um indivíduo ter uma arma de fogo o deixa sem nenhuma defesa efetiva contra criminosos violentos ou contra um governo tirânico.
A Universidade de Harvard, que não tem nada de conservadora, divulgou recentemente um estudo que comprova que, quanto mais armas os indivíduos de uma nação têm, menor é a criminalidade. Em outras palavras, há uma robusta correlação positiva entre mais armas e menos crimes. Isso é exatamente o oposto do que a mídia quer nos fazer acreditar.
Mas o fato é que tal correlação faz sentido, e o motivo é bem intuitivo: nenhum criminoso gostaria de levar um tiro.
Se o governo de um país aprova um estatuto do desarmamento, o que ele realmente está fazendo é diminuindo o medo de criminosos levarem um tiro de cidadãos honestos e trabalhadores, e aumentando a confiança desses criminosos em saber que suas eventuais vítimas — que obedecem a lei — estão desarmadas.
Para ler o restante basta acessar: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id= 1974
Me respondam, em qual cidade de país decente tal fato, da reportagem abaixo, acontece? E não só acontece, como se repete diariamente? om.br/cotidiano/2015/11/1701443-bandidos -armados-fazem-arrastao-e-sequestro-rela mpago-no-morumbi.shtml
http://www1.folha.uol.c
Sou contra. A legalização de porte de armas a categoria dos advogados, não vai eliminar a violência que vem sofrendo no exercício da profissão.
O porte de armas pode acarretar mais violência, como por exemplo, o filho menor que pega a arma do pai e mata os próprios familiares, como ocorreu em São Paulo com a família de policiais militares( marido e mulher eram PMs) que foram eliminados pelo próprio filho.
Outro exemplo, na briga conjugal, no momento da raiva, da insanidade, mata-se o outro cônjuge.
Enfim, possuir arma de fogo é uma mera fantasia de segurança pessoal.
Entendo, que violência gera violência, só o amor constrói.
Na falta de argumentos, os responsáveis por tirar os meios de defesa do cidadão apelam para chavões (bancada da bala, turma do bang-bang) na tentativa de degradar a luta daqueles que somente querem o direito promover a própria defesa de volta. Nada mais típico. Existem estudos e mais estudos, inclusive oriundo da própria Câmara dos Deputados, demonstrando que quanto mais armas na mão do cidadão de bem (que, aliás, não há dificuldade alguma de se identificar - pois é aquele que cumpre seus deveres sociais e políticos) menor é a criminalidade. Apesar de todo o embasamento científico, do mapa da violência, dos estudos de conceituadas universidades do mundo, os desarmamentistas agarram-se nos próprios achismos e na emoção, crentes de que algum desavisado ainda possa cair na conversa mole do Viva Rio e Instituto Sou da Paz.
Humor - Hitler e o desarmamento no Brasil h?feature=player_detailpage&v=NwGF4TZGix g
.
Uma forma divertida de dizer a verdade, basta acessar:
http://www.youtube.com/watc
Meu caro, em um país no qual vendem quadradinhos de papel que autorizam pessoas a matarem uns aos outros com carro (CNH), a quebra da restrição sera pior para todos. Quanto maior o tamanho da SUV, mais valente é o/a condutor/a.
Hoje, quem arma é bandido. Amanhã, todos serão homicidas em potencial.
Não sei se o Sr. vivia aqui na Banânia antes da proibição, mas a cidade de Diadema era um caos. Receio até que com a queda da restrição o sanguinolento "Notícias Populares" venha a "ressucitar" e a ter matérias de montão.
Evidentemente, a bagunça resulta de ineficiência e prevaricação estatal (governos e polícias), mas pensar que armar "cidadão de bem" é a solução...
Não basta a aberração legislativa da proposta de armar a população (como se resolvesse!), agora a proposta é de armar advogados?
Meu Deus, aonde vai parar esse Brasil?
Que herança estamos deixando para nossos filhos e netos!
Agradeço suas considerações.Sempre as leio com o respeito que é devido. tar.
Mas pense: Não existe esta história de povo evoluído ou povo que-não-pode-ter-armas-porque-irão-se-ma
Existe a liberdade de autodefesa e as leis. Quanto mais eficientes são as leis e mais coerentes(referindo-me ao senso de proporção que deveria nortear leis e sentenças) mais civilizada é uma sociedade.Em nenhuma sociedade o Estado e seus agentes podem estar em todos os lugares a todos os momentos.
O cidadão é privado de autodefesa em Estados totalitários.Nestes, interessa um cidadão fragilizado, acuado e refém da máquina estatal e fragilizado por criminosos, pois o Estado ganha poder ao ser o Deus-que-irá-nos-salvar.
Claro que, como não é trouxa, seus agentes em situações de poder tem armas, seguranças, carros blindados e todas as formas possíveis de proteger suas famílias. O famoso faça o que digo mas não o que faço.
Um país onde pessoas que erram o caminho de casa são mortas , é um país muito doente e com uma elite que não se incomoda com seus concidadãos.
Estamos nos anestesiando com a dor e com o sofrimento alheio.Botaram fogo em um policial vivo e ninguém se importou. Em um país ideológico e doente, se escolhem aqueles por quem os sinos se dobrarão.
Um pensamento daquele que considero um dos maiores estadistas da História:
"Winston Churchill, líder inglês durante a Segunda Guerra, escreveu : "De todos os países neutros, a Suíça possui o direito à maior das honrarias... O país tem sido um estado democrático, sempre em prol da liberdade e praticando sua autodefesa entre suas montanhas. "
Aqueles por quem os sinos dobrarão . Sem o "se".
A iniciativa é válida, inclusive vou assinar, porém o porte de arma para advogados já está inserido no Projeto de Lei n.º 704/2015, de autoria do deputado Ronaldo Benedet.
Assim, precisamos apoiar o projeto!
A iniciativa é boa, e tem o meu apoio. Porém, nada há que se esperar da OAB pois essa não possui compromisso algum com a advocacia ou os advogados.
Cercear o direito de liberdade de ter arma não apresenta-se como uma garantia de que não haverá nada irregular, ao contrário, alimenta o mercado clandestino.
Acredito que antes de prever crimes, podemos postular pela responsabilização de atos criminosos.
Esse é nosso papel, defender a liberdade de escolha, acredito que cada um deve saber o que faz e como faz. Não há necessidade de politizar o tema, já fazem muita política sobre nossas liberdades.
Quem não se lembra deste slogan de campanha contra a violência no trânsito! "Não faça de seu carro uma arma, a vítima poderá ser você!"
Na campanha mostrava o motorista se sentindo todo poderoso ao volante de seu possante!
Imaginemos, Advogados com os ânimos exaltados em uma audiência ou juri ou qualquer outra repartição Brasil afora ou mesmo aqueles de Comarcas do interior onde tudo é feito em um só lugar com todo tipo de gente com problemas!
Deixaremos de usar argumentos jurídicos, pois, falta equilíbrio ao ser humano para ser superior a outro e controlar-se.
A arma desequilibraria as pessoas, uns seriam hipoteticamente mais forte que os outros.
Voltaríamos aos velhos tempos onde as coisas eram resolvidas a bala ...
Ademais, se alguém quiser eliminar um Advogado ou qualquer pessoa é a coisa mais fácil, é só lembrar das tocaias...
Meus caros colegas, nossa arma é o Direito posto, positivado, não somos preparados para usar arma, ninguém é, ninguém tem sangue de barata ao ser ofendido ou desafiado ou levar um tapa na face de alguém desesperado por seu filho ser condenado a X anos de reclusão, irá sacar a arma para se defender e sofrerá com as consequências....
Poderia escrever durante todo o dia e não me faltariam argumentos contrários a esta ideia, onde concessa maxima venia, absurda.
Estudos apontam que ao encontrar uma arma com a possível vítima, o agressor elevará seu nível de agressividade imediatamente, ou seja, violência gera violência!!!!
Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Desarmaram os cidadãos de bem e esqueceram de desarmar a bandidagem cada vez mais sofisticada. Caixas eletrônicos explodidos com dinamite, traficantes com fuzis de última geração, sequestros, invasões em condomínios de alto luxo, quadrilhas organizadas, fora e dentro de presídios de segurança máxima, etc... Em memória de um advogado santista, amigo meu e pai de família , três filhos, com mais de 40 anos de advocacia e mais de 200 júris, morto por um cliente (bandido) insatisfeito, sou a favor do porte de armas aos advogados, sim. Amigo Walter de Carvalho, nesse momento em que nossos entes queridos são lembrados, sou mais um a defender nossa classe, infelizmente, se for o caso, A BALA !!!
Como o Rio lida com assassinos. Como o Velho Oeste lidava com eles.
.
Autor: Julio Severo
Apesar do título, a cidade do Rio de Janeiro nada tem a ver com o Velho Oeste americano. Não que não houvesse violência no Velho Oeste. Havia, mas não tanto quanto se vê no Rio em pleno século XXI.
.
A injustiça que abunda no Rio não abundava no Velho Oeste. Tal qual no Rio, todos os criminosos do Velho Oeste portavam armas para seus crimes. Mas, muito diferente do Rio, no Velho Oeste TODOS portavam armas, de modo que para atacar o inocente, o criminoso precisava ser bastante astuto para não acabar liquidado.
.
Os criminosos do Rio atacam suas vítimas na confiança de que o Estado tenha feito seu trabalho sujo de desarmar a população, garantindo assim total insegurança para as vítimas e total segurança para os assassinos.
No Rio moderno, o assassino escapa muitas vezes impune. Para o criminoso do Velho Oeste, o Rio seria um lugar verdadeiramente maravilhoso, pois a impunidade que reina no Rio não reinava no Velho Oeste. O assassino americano era rapidamente julgado e enforcado. Quando fugia, era perseguido pelo xerife e cidadãos prontos para garantir que o assassino pagasse com sua vida a vida que ele tirou. Quando o criminoso fugia para lugar desconhecido, sua cabeça era colocada a prêmio, que significava que qualquer pessoa que o achasse ou matasse receberia um prêmio em dinheiro.
Para ler o restante do artigo: http://juliosevero.blogspot.com.br/2010/ 11/o-rio-e-o-velho-oeste.html
Resultado da enquete no R7 da Record. Tema polêmico com 95% de apoio ao PL 3722! O apresentador até engasgou. .barbosa.35/videos/550383765108981/
Veja o vídeo:
https://www.facebook.com/bene
Vejo alguns comentando sobre o desequilíbrio dos advogados, da falta de capacidade, qualificação, da desnecessidade e por aí vai, mas não vejo ninguém comentar que juízes não precisam de capacidade técnica nem de analise psicológica, não vejo o mesmo sobre policiais que apesar das capacidades vem cometendo atrocidades, não vejo, também o mesmo comentário sobre bandidos. Mas é aquela velha história que enquanto não acontecer contigo é muito fácil abrir a boca e proferir um monte de palavras e contextos que quase parecem uma Lei ou algo superior. Esse mesmo que comenta parece não enxergar a criminalidade do País, possivelmente suas salas luxuosas e bairros caríssimos não permitem ver a realidade, pois nem o abarrotamento dos processos criminais os convencem. Antes de falar em capacidade técnica , psicólogica e demais qualificações, antes convençam que os que possuem o porte o tem por merecimento qualificatório ou então ajude na melhoria e não especule pra piorar.
Sou extremamente a favor.
Que se estabeleçam requisitos, como treinamento prévio, idade do advogado, tempo de carreira, algo razoável, como deveria ser para todos os que possuem porte de arma.
Mas os advogados exercem profissão de mais alta importância, e presumir os desastres/tragédias com o porte de arma aos advogados é puro preconceito.
...de um comentarista. Uma frase curta que muito diz:
"Já fazem muita política sobre nossas liberdades."
Concordo com a proposta. A profissão importa em riscos que devemos, ao menos, minimizar.
Todos estamos expostos à violência e permitir que as pessoas possam exercer sua defesa, já que o Estado não o faz, é uma necessidade. Vários colegas já foram mortos em razão da profissão. Quem vive em grandes centros urbanos sabe muito bem o quanto é inseguro sair de um escritório tarde da noite ou trabalhar em finais de semana em prédios praticamente vazios.
Então, não se trata de privilegiar uma classe mas sim de assegurar que o exercício da profissão não envolva um risco permanente.
Ninguém pode ignorar que hoje, em razão do desarmamento das pessoas de bem, há uma violência crescente; o criminoso sabe que a vítima não tem meios de defesa e isso é o grande estímulo para que atue livremente.
Quando houver a possibilidade de defesa efetiva esses delinquentes pensarão duas vezes antes de agir.
Faço minhas as palavras do colega Xarpanga:
"Que juízes e promotores também se submetam as exigências necessárias", e acrescento, ou então retire deles o direito para restabelecer a igualdade entre os operadores do direito. Simples assim.
Porém, é absolutamente ilusório acreditar que o porte de armas irá resolver alguns dos grandes problemas da advocacia. O porte de armas atenderá a um setor específico da classe, aquele que fica mais exposto aos atos de violência, muito comum nos Estados do Norte e Nordeste e em algumas regiões específicas dos demais Estados. Alguém disse aqui nos comentários que nunca precisou de uma arma para exercer a profissão, citando inclusive advogados de renome na mesma situação. Concordo. Mas, como eu venho dito, devemos olhar os colegas. Há advogados e advogados. Um ato de violência em face a um advogado conhecido e de renome é uma notícia que corre rápido e é amplamente divulgada. O mesmo ato em face a um advogado anônimo, 1 entre 1 milhão, é apenas mais uma violência, sem qualquer repercussão. Para comprovar tal afirmativa vejam por exemplo quantas vezes a CONJUR noticiou o assassinato de algum advogado, e depois vejam na internet o grande número de casos reais extensamente narrados por outros veículos (aquele que noticiam qualquer morte). O porte de arma pela classe deve ser uma luta de todos, muito embora 70% de nós nunca iremos precisar, ao menos a curto prazo, de se valer deste direito. Vamos olhar, ao menos uma vez, para os colegas e suas necessidades.
Os fortes usam as ideias; os fracos, as armas.
Se o advogado quiser portar arma de fogo para se defender, então que o faça dentro dos ditames legais do Estatuto do Desarmamento OU submeta ao concurso das carreiras policiais.
Subscrevo. E falo isso pelo meu próprio sentimento de proteção individual, pois odeio todo tipo de violências, mas sofro com a opressão contra a escolha que fiz de ser um advogado de defesa. Talvez me "alienando" por "imaginar" que uma arma salvaria minha vida por uma hora a mais, sentiria mais realizado. Afinal, se você também é um advogado que começou de baixo a trilhar sua carreira, e ainda não sofreu algum tipo de humilhação ou COVARDIA institucionalizada, prepare-se!
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login