Advogados são dispensados de usar terno e gravata no Rio

Durante o período do verão, os advogados no exercício da profissão estão dispensados do uso do terno e gravata no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, inclusive em audiências e no segundo grau de jurisdição. Com vigência até 20 de março, a medida é justificada pela “temperatura no verão do Rio de Janeiro que tem ultrapassado a casa dos 40 graus”.

O traje é dispensado no primeiro e segundo graus de jurisdição, para despachar, participar de audiências e sessões de julgamento, além do trânsito nas dependências do fórum. Os advogados deverão vestir  traje social, com a camisa fechada.

A medida atende a solicitação da Caixa de Assistência aos Advogados (Caarj) e da OAB-RJ. No ano passado, a Presidência e a Corregedoria Geral da Justiça do TJ-RJ adotaram procedimento idêntico para os advogados.

O Ato Normativo Conjunto 1/2016, com a decisão, foi publicado na edição desta quarta-feira (30/1) do Diário da Justiça Eletrônico, assinado pelo presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, e pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Julio Campos. disse:
13 de janeiro de 2016 às 12:57

Nos dias de hoje, num país como o Brasil, esperar a ordem do Tribunal para se desfazer das gravatas e ternos é lamentável. Formalidade exagerada e inútil.

Wagner Göpfert disse:
13 de janeiro de 2016 às 18:01

Essa tal fantasia de inglês para se dizer "sério" é das coisas mais ridículas que conheço para mostrar algum respeito. Ainda verei o dia que essa palhaçada irá acabar, para assumirmos outras vestes, cerimoniais, mas adequadas ao nosso clima. Gostaria, até lá, que os juízes usassem a tradicional peruca

Alexis Magnus da Costa e Soares disse:
14 de janeiro de 2016 às 06:58

Quando eu andava de terno e todo alinhado não tinha dinheiro nem para pegar ônibus. Foi quando percebi um cidadão, trabalhador, todo sujo, retirando calhamaço de dinheiro do bolso. Aí comecei a andar com roupa igual o da população e o dinheiro começou a entrar.

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