Juristas defendem advogados de Lula contra “ataques da imprensa”

Duas notícias recentemente divulgadas, atacando os advogados Nilo Batista e Roberto Teixeira, que atuam na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incomodaram juristas de todo o Brasil. Uma nota assinada por 143 desembargadores, juízes, advogados e professores afirma que, “ao atacar de modo leviano e injustificável advogados”, a imprensa fere frontalmente o Estado Democrático de Direito.

Os ataques, diz o documento, “ferem não só os advogados que compõem suas equipes, como a todos os advogados do país que se dedicam com ética e denodo à defesa de direitos e garantias fundamentais”. A carta lembra que Nilo Batista sempre atuou em defesa dos direitos humanos, lembrando os casos em que advogou para presos políticos durante a ditadura militar.

Os juristas criticam uma nota da revista Época, que diz que Batista “faturou R$ 8,8 milhões com a Petrobras”. A notícia, diz o texto, sugere aos leitores que há algum tipo de vinculação entre o fato de o advogado ter sido remunerado pela estatal e entrado na defesa de Lula. No entanto, a revista omite que o contrato com a Petrobras foi firmado no ano 2000, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Já Roberto Teixeira tem sido atacado porque a escritura de um sítio que é frequentado pelo ex-presidente foi lavrado em seu escritório, segundo notícia do jornal O Estado de S. Paulo. O ex-presidente e a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, sempre afirmaram frequentar o sítio em momentos de folga, a convite dos donos, que são amigos da família.

A Polícia Federal investiga se a construtora OAS ou outras empresas investigadas na operação “lava jato” fizeram obras no local como forma de lavar dinheiro ou de oferecer benefícios indevidos ao ex-presidente.

Teixeira já afirmou que atuou apenas como advogado das partes envolvidas na transação. O texto assinado pelos juristas afirma: “O exercício  livre da atividade profissional do advogado é pressuposto da democracia. Não há Justiça sem advogado”.

A nota traz nomes como Geraldo Prado, advogado, desembargador aposentado e professor; Rubens Casara, juiz de Direito (TJ-RJ); Celso Antonio Bandeira de Mello, professor emérito da PUC-SP; Lenio Streck, advogado, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito; Ronaldo Cramer, advogado e vice-presidente da OAB-RJ; Pedro Estevam Serrano, advogado e professor da PUC/SP; entre outros.

Leia a nota:

Em matéria intitulada “Criminalista Contratado por Lula faturou R$ 8,8 milhões com a Petrobras”, divulgada a partir das 6:02h de 5 de fevereiro de 2016,  na coluna Expresso, mantida no site da revista Época na internet, seu autor expôs informações incompletas ou fora de contexto, de modo a sugerir a seus leitores algum tipo de vinculação entre o fato de Nilo Batista & Advogados Associados ter sido remunerado pela Petrobras e de ter se agregado recentemente ao esforço de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Convenientemente, ignorou o extenso lapso temporal a que se refere à remuneração citada e ainda que as relações contratuais entre Nilo Batista & Advogados Associados e Petrobras terem se iniciado ainda em 2000, quando o país era governado pelo PSDB.

Uma vez mais a imprensa tendenciosa, comprometida com interesses escusos, descompromissada com a verdade e em mais uma tentativa de criminalização de partidos políticos e, em especial, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resolve atacar, também, os advogados de defesa do ex-presidente. Desta vez o alvo foi o renomado, tradicional e respeitável escritório Nilo Batista & Advogados Associados.

Tal como Nilo Batista, o respeitável advogado Roberto Teixeira também tem sido atacado levianamente.

Os ataques ao advogado Roberto Teixeira e ao escritório de Nilo Batista, ferem não só os advogados que compõem suas equipes, como a todos os advogados do país que se dedicam com ética e denodo à defesa de direitos e garantias fundamentais.

É imperioso ressaltar que a advocacia tem assento constitucional e é indispensável à Justiça.

O exercício  livre da atividade profissional do advogado é pressuposto da democracia. Não há Justiça sem advogado.

De igual modo o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência, entre outros, são princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito.

Independente de quem quer que seja investigado ou acusado, o direito de defesa é sagrado.

Não é despiciendo lembrar que Nilo Batista tem uma trajetória em defesa dos direitos humanos e da democracia. Durante o regime de exceção Nilo, juntamente com outros advogados, defendeu inúmeros presos políticos e acusados pela ditadura.

Contudo, não é a primeira vez que Nilo Batista é atacado por estar ao lado daqueles que lutaram e lutam pelos direitos sociais, pelos direitos humanos — em sua maior amplitude — e pela democracia material. Quando governou o estado do Rio de Janeiro ao lado de Leonel Brizola, Nilo também foi ofendido como pessoa e profissional, mas seguiu firme na luta em defesa dos excluídos e vulneráveis.

Quando a imprensa ataca infundadamente e de modo leviano e injustificável  advogados, fere frontalmente o Estado Democrático de Direito.

Aderson Bussinger, Advogado, Diretor do Centro de Documentação e Pesquisa da OAB-RJ
Adriano Pilatti, coordenador do Núcleo de Estudos Constitucionais da PUC-Rio
Agostinho Ramalho, Professor universitário nas áreas de Filosofia do Direito e Filosofia Política
Alison Lopes, Advogado e Professor
Álvaro Quintao,  presidente do Sindicato dos Advogados ERJ e Conselheiro da OAB-RJ
Ana Lucia Sabadell, Professora titular de Teoria do Direito da FND/UFRJ
André Hespanhol, Advogado
André Karam Trindade, Advogado e Professor da Imed
André Nicollit, Juiz de Direito (TJ-RJ) e Professor da UFF
André Vaz Porto da Silva, Juiz de Direito (TJ-RJ)
Andrea Ferreira Bispo, Juíza de Direito (TJ-PA)
Antonio Martins, Advogado e Professor de Direito Penal
Antônio Pedro Melchior, Advogado
Bartira Macedo de Miranda Santos, Advogada, Professora da UFG e Conselheira da OAB/GO
Beatriz Vargas Ramos, Professora Adjunta de Direito Penal e Criminologia da UNB
Bruno César Gonçalves da Silva, Advogado
Camila Gomes, Advogada, Conselheira da OAB/DF
Carlos André Pedrazzi, Advogado e Diretor do DAS da OAB-RJ
Carlos André Viana, Advogado e Membro da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ
Carlos Augusto Gonçalves da Silva, Procurador de Justiça e Professor
Carlos Fernando do Valle Lima Filho, Advogado
Carlos Henrique de Carvalho, Conselheiro da OAB-RJ
Carol Proner, Doutora em Direito e Professora da UFRJ
Celso Antonio Bandeira de Mello, Professor Emérito da PUC-SP
Cezar Britto e Advogados Associados
Christiano Fragoso, Advogado e Professor Adjunto de Direito Penal da UERJ
Clarissa Costa, Advogada e Conselheira da OAB-RJ
Cláudio Ladeira de Oliveira, Professor de Direito Constitucional da UFSC
Cristiana Cordeiro, Juíza de Direito, TJRJ
Daniela Muller, Juíza do Trabalho
Daniele Gabrich Gueiros, Advogada, Conselheira da OAB-RJ e Professora da UFRJ
Djeff Amadeus, Advogado e Professor
Elmir Duclerc, Promotor de Justiça (MP-BA) e Professor da UFBA
Estela Aranha, Advogada
Fabiana Marques dos Reis Gonzalez, Advogada e Professora
Fábio da Silva Bozza, Professor de Direito Penal e Criminologia do Instituto de Criminologia e Política Criminal
Fábio Leite, Professor do Departamento de Direito da PUC-RJ
Fábio Konder Comparato, Jurista
Fernanda Cavalcanti Costa, Defensora Pública (DP-MG)
Fernanda Maria Vieira, Advogada do Centro de Assessoria Popular Mariana Crioula e Professora
Fernando Augusto Fernandes, Advogado
Fernando Drummond, Advogado
Flávia Canavieira, Advogada e Membro da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ
Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva, Advogado e Membro da Rede Brasil-Memória, Verdade e Justiça
Gabriel Ciríaco Lira, Advogado
Gabriela Zancaner, Professora da PUC-SP
Geraldo Prado, Advogado, Desembargador aposentado e Professor
Gilberto Bercovici, Professor Titular da Faculdade de Direito da USP
Gisele Cittadino, Professora da PUC-RJ
Giselle Bondim, Desembargadora do Trabalho
Gustavo Berner, Advogado
Gustavo Fontana Pedrollo, Procurador Federal (AGU) e Diretor da Associação Advogadas e Advogados para a Democracia
Gustavo Mano, Advogado da Petrobras
Henrique Rabello de Carvalho, Advogado e Vice-Presidente da Comissão de Direito Homoafetivo da OAB-RJ
Hugo Leonardo, Advogado, Diretor do IDDD e Conselheiro do CNPCP
Inocêncio Uchôa, Juiz do Trabalho
Isabel Coelho, Juíza de Direito (TJ-RJ)
Jacson Zilio, Promotor de Justiça (MP-PR) e Professor de Direito Penal da UFPR
João Batista Damasceno, Juiz de Direito (TJRJ)
José Carlos Moreira da Silva Filho, Advogado, Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC-RS (Mestrado e Doutorado) e Vice-Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
José Luiz Quadros, professor de direito constitucional da UFMG e da PUC-Minas
João Ricardo Wanderley Dornelles, Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC/RJ e Coordenador-Geral do Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC-RJ
José Boanerges Meira, professor da PUC-Minas
Juarez Cirino dos Santos, advogado, professor de Direito Penal e Presidente do Instituto de Criminologia e de Política Criminal
Juarez Tavares, Advogado, Pós-Doutor em Direito e Professor
Katie Arguello, Professora de Criminologia da Graduação e Pós-Graduação em Direito da UFPR
Lázaro Samuel Guilherme, Advogado e Mestrando na PUC-Minas
Lênio Streck, Advogado, Professor de Direito Constitucional e Pós-Doutor em Direito
Leonardo Yarochewsky, Advogado e Professor da PUC/MG
Lucas Sada, Advogado
Luciana Boiteux, Professora Adjunta de Direito Penal e Criminologia da UFRJ
Luciana Muniz Vanoni, Juíza do Trabalho
Luis Vinicius Aragão, Advogado
Luiz Carlos da Rocha, Advogado
Luiz Moreira, ex-Conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público
Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, professor da PUC-SP
Manoel Caetano Ferreira Filho, Advogado
Marcelo Oliveira, Advogado e Presidente da CAARJ
Marcio Sotelo Felippe, Advogado e ex-Procurador Geral do Estado de São Paulo
Marcio Tenembaum, Advogado
Marco Marrafon, Abdconst/ Professor UERJ
Maria Goretti Nagime, Advogada
Maria Helena Barros de Oliveira, advogada e Chefe do Departamento de Direitos Humanos da FIOCRUZ
Maria Ignez Baldez Kato, Defensora Pública aposentada e Professora de Direito Processual Penal
Maria Luiza Flores da Cunha Bierrenbach, advogada, membro da Comissão Justiça e Paz de SP
Maria Luiza Quaresma Tonelli, Advogada e Doutora em Filosofia pela USP
Marília Kairuz Baracat, Advogada e Mestre em Direito e Relações Internacionais
Marina Cerqueira, advogada, professora de direito penal e diretora do IBADPP
Mário Sérgio Pinheiro, Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
Marisa Gaudio, Advogada
Mauricio Grabois Silva, Advogado
Maurício Zanoide de Moraes, Advogado e professor da USP
Miguel Baldez, Procurador do Estado do Rio de Janeiro aposentado e Professor de Direito Processual Civil
Moacyr Parra Motta, Advogado e professor
Nilton Correia, Advogado, Diretor de Relações Institucionais da ABRAT – Ass. Bras. de Advogados Trabalhistas
Paulo Baldez, Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Paulo Teixeira, Advogado
Patrick Mariano, Advogado
Pedro Estevam Serrano, Advogado e Professor da PUC/SP
Pedro José de Almeida Ribeiro, Advogado e Mestre em Direito Público pela UERJ
Rafael Valim, advogado, Professor da PUC/SP e presidente do IBEJI
Raquel Braga, Juíza do Trabalho
Reinaldo Santos de Almeida, Advogado e Professor
Renan Aguiar, Advogado, Tesoureiro da CAARJ e Professor da UFF
Renato Teixeira de Sousa, Advogado e Vice-Presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ
Ricardo Brajterman, Advogado
Ricardo do Carmo, Advogado público, TERRACAP/DF
Ricardo Genelhu, Doutor em Direito e Professor
Ricardo Lodi, Advogado e Diretor eleito da Faculdade de Direito da UERJ
Roberto Podval, Advogado
Rodrigo Assef, Advogado, representante da OAB-RJ no Conselheiro de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro
Rodrigo Machado, Advogado
Rodrigo Mondego, Advogado
Rogério Dultra dos Santos, Professor da Faculdade de Direito da UFF e Presidente pro tempore da Comissão da Verdade em Niterói
Ronaldo Cramer, Advogado e Vice-Presidente da OAB-RJ
Ronaldo Gaudio, Advogado e Presidente do IBECOOP
Rubens Casara, Juiz de Direito (TJ-RJ)
Salah Khaled Jr., Professor de Direito Penal e Criminologia da Universidade Federal do Rio Grande
Salo de Carvalho, Professor Adjunto de Direito Penal da Faculdade Nacional de Direito, UFRJ
Sérgio Chastinet Duarte Guimarães, Advogado e Professor da PUC-RJ
Sérgio Graziano, Advogado e Professor da Universidade de Caxias do Sul
Sergio Sant'Anna,  Procurador Federal, Professor Universitário e Conselheiro da OAB-RJ
Simone Nacif, Juíza de Direito (TJ-RJ)
Simone Schreiber, Desembargadora Federal e Professora de Direito Processual Penal da UNIRIO
Stella Bruna Santo, Advogada
Taiguara Líbano Soares e Souza, Professor de Direito Penal da UFF e IBMEC
Thalita da Silva Coelho, Advogada e Mestre em Direito Público
Thiago Costa Loureiro, Advogado
Taysa Matos Seixas, Professora de Direitos Humanos
Tânia Albuquerque Alves de Souza, Advogada
Tarso Cabral Violin, Advogado e Professor de Direito Administrativo
Thiago Bottino, Professor de Direito Penal da FGV e da UNIRIO
Tomás Ribas, advogado, presidente da OAB/Jovem da seccional do Estado do Rio de Janeiro
Vanessa Berner, Professora da UFRJ
Vanessa Chiari Gonçalves, Professora de Direito Penal da UFRGS
Vera Pereira Regina de Andrade, Professora da UFSC
Victoria de Sulocki, Advogada e Professora da PUC-RJ
Vinicius Cascone, Advogado
Vinícius de Lima Rosa, Advogado
Vinicius Neves Bomfim, Advogado e Conselheiro da OAB-RJ
Virgílio de Mattos, Advogado e Professor
Wadih Damous, Advogado e Deputado Federal (PT-RJ)
Weida Zancaner, Professora aposentada da PUC-SP

*Texto alterado às 18h59 do dia 10 de fevereiro de 2016 para acréscimo de nome.

Marcos de Vasconcellos

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Professor Edson disse:
10 de fevereiro de 2016 às 17:59

É inevitável certas dúvidas éticas num país praticante da JU$$$TIÇA, onde a corrupção ė endêmica, ainda mais com pessoas envolvidas com a politicalha do país da bananeira onde não roubar é anormal, mas mesmo assim acusação sem provas é CRIME.

Marcos Alves Pintar disse:
10 de fevereiro de 2016 às 19:02

Alguns setores da imprensa brasileira, que sempre clama por "liberdade", perdeu os rumos há tempos quando o assunto é isenção, por vezes "jogando para a galera" com temas simples e facilmente digeríveis pelas massas, apesar de veicular ideias equivocadas.

Tomas Manzanovf disse:
10 de fevereiro de 2016 às 19:17

Será mesmo que o articulista disse isto?: "O ex-presidente e a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, sempre afirmaram frequentar o sítio em momentos de folga, a convite dos donos, que são amigos da família."
Espero acreditar que ele (o articulista) se esqueceu de citar a fonte e colocar a frase entre aspas.
Em não sendo assim, só posso concluir que o Conjur também participa da farsa!

Valdecir Trindade disse:
10 de fevereiro de 2016 às 19:32

"Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem". Bertold Brecht. Vocês subscritores dessa carta de apoio ainda não viram nada. A sociedade tem um crédito impagável para com os ditos politicamente corretos e setores esquerdizantes. O pêndulo ainda beirará a extrema direita, lamentavelmente, tal o dano que os mencionados setores causaram e estão causando ao país. Somente depois ele ( o pêndulo) descansará no ponto de equilíbrio. No mais, para concluir, creio que a carta das carpídeiras não seja de apoio aos advogados, mas apoio ao Lula, que está na eminência de ser processado por seus crimes de lesa pátria.

antonio carlos teodoro disse:
10 de fevereiro de 2016 às 19:55

Na minha modesta vida de advogado militante, nunca vi tanto apoio, temos que ver que os bons ventos so levam para um lado. Pobre cidadāoss, pobre Petrobras...

Le Roy Soleil disse:
10 de fevereiro de 2016 às 20:10

Terão que fazer muitas e muitas notas, pois a guerra está só no começo. Podem emitir quantas notas quiserem, acham que a sociedade está dando a mínima ? A imprensa está e continuará fazendo o trabalho dela, doa a quem doer !

Marcos Alves Pintar disse:
11 de fevereiro de 2016 às 01:58

O problema dessas manifestações de juristas, que no fundo não estão erradas quanto ao conceito e intensões, é que não se fazem presentes quando o advogado "zé ninguém" está na fogueira sendo assado. Assim como todos os cidadãos brasileiros são iguais (ao menos pela Constituição), todos os advogados são também iguais. Se as prerrogativas ou a função de um advogado é desrespeitada, seja ele quem for, a reação deve ser sempre a mesma, proporcional ao agravo. O que temos visto nos últimos tempos são manifestações que visam dar apoio a ALGUNS advogados, e aí que reside o problema. A opinião pública interpreta isso como defesa de ALGUNS, ao invés de uma real defesa da classe dos advogados.

Alecsandro Ramos disse:
11 de fevereiro de 2016 às 03:38

Ainda mais de um batalhão! De certo! Agora o que me deixou mais feliz nessa matéria e que pode ser motivo para sua deleção, foi o advogado Roberto Teixeira confessar que na realidade ele só intermediou a compra do sítio... Muito bom, espero que os membros do MP sejam leitores do Conjura tbm!

Alecsandro Ramos disse:
11 de fevereiro de 2016 às 03:38

Ainda mais de um batalhão! De certo! Agora o que me deixou mais feliz nessa matéria e que pode ser motivo para sua deleção, foi o advogado Roberto Teixeira confessar que na realidade ele só intermediou a compra do sítio... Muito bom, espero que os membros do MP sejam leitores do Conjura tbm!

Rilke Branco disse:
11 de fevereiro de 2016 às 04:10

Até o STF diverge sobre o Direito; quanto mais essa imprensa que é composta por um bando de rábulas e repórteres sensacionalistas, em sua maioria robôs de microfones.
O advogado é inviolável por lei e possui proteção profissional encravada na Constituição. Querem mais além do óbvio?
Agora, o comentarista Marcos Pintar está coberto de razão: o advogado "zé ninguém", que vive levando maçada nos foruns ou "quando está na fogueira sendo assado", não merece nem é destinatário por análogas notas de respeito ou de repúdio contra os que atentam contra suas prerrogativas.
Esse país não mudará enquanto este Estado Democrático de Direito for comandado por hipocrisias de ocasião.

Rilke Branco disse:
11 de fevereiro de 2016 às 04:10

Até o STF diverge sobre o Direito; quanto mais essa imprensa que é composta por um bando de rábulas e repórteres sensacionalistas, em sua maioria robôs de microfones.
O advogado é inviolável por lei e possui proteção profissional encravada na Constituição. Querem mais além do óbvio?
Agora, o comentarista Marcos Pintar está coberto de razão: o advogado "zé ninguém", que vive levando maçada nos foruns ou "quando está na fogueira sendo assado", não merece nem é destinatário por análogas notas de respeito ou de repúdio contra os que atentam contra suas prerrogativas.
Esse país não mudará enquanto este Estado Democrático de Direito for comandado por hipocrisias de ocasião.

WLStorer disse:
11 de fevereiro de 2016 às 06:38

Quando dizem "estar ao lado daqueles que lutaram e lutam pelos direitos sociais, pelos direitos humanos — em sua maior amplitude — e pela democracia material" estão se referindo ao Lula? Digitem na pesquisa do google: "maior mentiroso do Brasil" e "maior ladão do Brasil".

João B. G. dos Santos disse:
11 de fevereiro de 2016 às 07:36

A imprensa nasceu para ser livre e não justa. Sob está ótica este manifesto é descabido. Outro dia li na internet uma declaração atribuída ao Dr. Nilo Batista (cuja veracidade desconheço) onde o mesmo teria se referido aos opositores do senhor Lula como "coxinhas". Para ser respeitado é preciso respeitar. A ser verdadeira a autoria da frase este manifesto é desnecessário. No mais é de conhecimento público que advogados e a advocacia são essenciais à Justiça pois materializam a democracia que vigora em plenitude neste país sem qualquer tipo de ameaça. Assim este manifesto sugere uma suscetibilidade excessiva de seus subscritores com todo respeito.

wilhmann disse:
11 de fevereiro de 2016 às 10:10

Se em tempos remotos ou contemporâneos fomos “brindados (quando deveríamos ser blindados ) com a perversidades loquazmente perpetradas por aqueles que ufanam a verdade, quando primam por sortilégios, acoita-nos agora o extremo absurdo desse manifesto, digno de comunistas, que pretende nos impor goela abaixo algo surreal e abstrato. Ora, não se assente que a imprensa não venera a pirotécnica midiática, isso vem sendo pratico no ancien regime, inclusive por querubins do paraíso, mas é inegável que a mesma, imprensa, tem servido de aparelhamento de repressão mais das vezes melhor que os sancionadores oficiais, posto descompromissada com o viés político, que sempre oscila entre o “meu e o nosso”, danando-se o terceiro estado. A mídia não pode ser acusada de agitadora, irresponsável, quando essa qualificadora cabe aos manifestastes que tentam ilaquear a boa- fé dos nacionais. Não é via da plêiade de subscritores titulados que se vai mudar a realidade, Br, mas sim pelos fatos, os quais depõem contra o especuladores “interna corporis” que tentam tisnar a verdade obnubilada Dvia de frágeis filtros teóricos e formais. A democracia está em crise, já não só no cone sul, cujo brasil vem sendo um exemplo marginal de cultura política carnavalescas e circense. Várias crises iniciadas por contingências econômicas, financeiras, mundo a fora, tombaram por manejar a imposição do ferro e cimento armado em jaulas, dos menos protegidos; agora repete-se a mesma face ao assolado e desmedido descompromisso com a verdadeira noção de justiça que não estamos aprimorando mais desdenhando como autênticos "homo sapiens" involuidos.

Rivadávia Rosa disse:
11 de fevereiro de 2016 às 10:51

A tropa está sempre de prontidão espalhando a confusão semântica. E aí: da tolerância máxima promovida gradativamente pelo relativismo [a] [i] moral ao supremo garantismo da impunidade.

amigo de Voltaire disse:
11 de fevereiro de 2016 às 11:24

Quando veremos uma verdadeira manifestaçao/demostraçao de apoio ao pobres brasileiros que sao tungados todos os dias pelas mais diferentes esferas de poder e ainda precisam assistir ao desfile dos meliantes todo dia no noticiário . Continuam indefesos diante de tanta safadeza e nao contam com os corporativistas de plantao , até porque fazem parte de uma sociedade desagregada , onde os valores democráticos sao ditados de cima para baixo. Pobre das verdadeiras vítimas e ainda querem por que querem o silêncio dos inocentes

preocupante disse:
11 de fevereiro de 2016 às 11:31

O advogado atua com ética quando usa a imprensa para defenestrar as autoridades públicas (Delegados, Juízes e Promotores que compõe a equipe que trabalha na Operação Lava Jato) meramente para lançar dúvidas da população sobre o trabalho de tais autoridades e com isso enfraquecer a persecução penal estatal e blindar os investigados, acusados, réus e condenados?

Fernando José Gonçalves disse:
11 de fevereiro de 2016 às 12:25

Aumentou, em muito, a folha de pagamento da PETROBRAS. Agora, além do mega-escritório contratado há décadas, outros mais de vinte o incorporam para receber o seu quinhão. Bom, se a Petrobrás não der conta do recado, certamente o tão defendido ex-presidente LULA assumirá a fatura.

Aos missivistas, solicito encarecidamente que não se refiram à "classe dos advogados", como um todo. Não é isso. Vilipendiados são os ADVOGADOS HONESTOS e que por desautorizada menção acabaram ,"obrigatória, desrespeitosa e sagazmente envolvidos nessa falaciosa declaração de "astutos" profissionais -no mal sentido- expertises da chicana, que, defendendo bandidos de lesa-pátria, tentam insuflar, de maneira lamentável os demais 'advogados de respeito'. Esse "respeito" certamente tem um significado diferente do que se traduz para os missivistas: Não está umbilicalmente ligado á grandeza das bancas, aos nomes e sobrenomes (inclusive de juízes/desembargadores e promotores que, como sempre, mudam de lado após a aposentadoria) mas, antes, se acha indissociavelmente atado a dignidade, a honradez ao caráter e a decência.

ANTES DE SERMOS ADVOGADOS (POSTO QUE NINGUÉM NASCEU ASSIM) SOMOS BRASILEIROS, IGUALMENTE LESADOS, OPRIMIDOS E SACANEADOS PELOS SEUS CLIENTES e, agora, também por intenção de vocês ao tentarem nos enlamear nessa manifestação que, à nós (ou a mim) não se aplica.

ET.: FALO E RESPONDO TOTAL E EXCLUSIVAMENTE POR MIM MESMO, EMBORA CITANDO,COMO N/PODERIA DEIXAR SE SER, Á CLASSE DOS ADVOGADOS Á QUAL PERTENÇO, MAS QUE, AO CONTRÁRIO DOS SIGNATÁRIOS, NÃO PRETENDO ENVOLVER SOB HIPÓTESE ALGUMA.

Fernando José Gonçalves - OAB/SP-61.666-
email: goncalves_madrid.adv@terra.com.br
Av. Dr. Rudge Ramos, 232, 2º, cj. 23- SBCampo/SP -
CEP-09636-000

Sds.

Radar disse:
11 de fevereiro de 2016 às 13:41

Parece que os comentaristas não se contentam em exprimir suas opiniões, sectárias do espírito de manada que dominou o país, e seu ódio disfarçado de revolta -- sede por linxamentos públicos. Querem unanimidade!!!

Firmes nessa linha, já elegeram uns projetos de salvadores da pátria (Moro, o juiz de jurisdição universal; o oriental da federal, que já foi preso pela mesma; a PF e MP partidarizados, a mídia parcial, etc).

Tal unanimidade jamais irão conseguir, visto que ainda há JURISTAS que contraditam os detratores da diversidade ideológica, da liberdade profissional e do antagonismo político.

Obviamente, todos são contra corrupção, mas há que se respeitar a dignidade e a liberdade profissional daqueles que, possuidores de currículos invejáveis, honram o mandato, na defesa de quem o contratou. Igualmente, deve ser respeitada a liberdade de aderir a uma ou outra visão de mundo, sem os escárnios diários que já se tornaram uma moda triste, empobrecedora.

Luiz Aquino disse:
11 de fevereiro de 2016 às 17:01

Estas manifestações tentam parecer que representam uma classe profissional. No máximo representam eles próprios, só isso. E a imprensa inimiga cai na conversa e informa: MANIFESTAÇÃO DE DESAGRAVO DE JURISTAS ! Nesta hora a imprensa não é tão inimiga assim.

Rilke Branco disse:
11 de fevereiro de 2016 às 18:19

Existem ainda boas exceções às burras e intelectualizadas unanimidades da imprensa e dos fóruns sociais !!!
O radar capta que , depois de 515 anos, um esforçado juiz tenta fazer Justiça contra esta manada de bacharéis inúteis e improdutivos que comandam e saqueiam essa colônia juridica.
Os advogados devem ser respeitados, assim como o sacrossanto direito de inocência até que se prove o contrário através do devido processo legal.
Aliás, se não fosse isso, o japonês da federal não estaria hoje na mídia, mas ainda bem que temos a esperança de Justiça e de membros do Poder Judiciário sérios, imparciais e, finalmente, agora operantes, atuando com independência em relação às classes sociais.
O resto é silopsismo de quem está de bucho cheio !!

Rilke Branco disse:
11 de fevereiro de 2016 às 18:19

Existem ainda boas exceções às burras e intelectualizadas unanimidades da imprensa e dos fóruns sociais !!!
O radar capta que , depois de 515 anos, um esforçado juiz tenta fazer Justiça contra esta manada de bacharéis inúteis e improdutivos que comandam e saqueiam essa colônia juridica.
Os advogados devem ser respeitados, assim como o sacrossanto direito de inocência até que se prove o contrário através do devido processo legal.
Aliás, se não fosse isso, o japonês da federal não estaria hoje na mídia, mas ainda bem que temos a esperança de Justiça e de membros do Poder Judiciário sérios, imparciais e, finalmente, agora operantes, atuando com independência em relação às classes sociais.
O resto é silopsismo de quem está de bucho cheio !!

Fernando José Gonçalves disse:
11 de fevereiro de 2016 às 22:18

É muito fácil advogar assim. Vale tudo (para a defesa é claro) e qualquer situação mais embaraçosa significa "flagrante violação dos direitos fundamentais" ESSA TURMINHA que caminha guindada ao rebanho dos poucos "advogados alfa" deveria sentir vergonha de tamanha exposição ridícula. Estão assinando algo que sequer sabem o que representa, porque estão militando contra o Brasil em nome dos interesses dos espertos líderes que usam os clientes como escudo, tudo para posarem de salvaguardas das tais "garantias fundamentais" . Ridículo ao quadrado.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também