Ex-presidente da OAB-PA pede que sua foto seja retirada de galeria

A seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil recebeu um pedido inusitado de um de seus ex-presidentes, o advogado Sergio Couto. Ele solicitou à entidade que sua foto seja retirada da galeria de honra da entidade por não concordar com a posição adotada pelos conselheiros federais da seção em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A OAB-PA foi a única a se manifestar contra o impeachment. Também foram contrários ao pedido de impedimento os membros honorários vitalícios do conselho Marcello Lavenère Machado e José Roberto Batochio. Porém, o voto de Batochio não foi computado, pois ele não o declarou presencialmente por estar no exterior.

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Ex-presidente da OAB-PA pediu que sua foto seja retirada da galeria de honra por não concordar com o posicionamento da corte contra o impeachment de Dilma.
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“Deparo-me com a insólita atitude da bancada do Pará no CFOAB [Conselho Federal da OAB], isolando-se contra a promoção do impeachment da atual presidente da República. Um desrespeito à tradição de luta da instituição pela preservação da moralidade pública. Isso foi a gota d’água para quem participou da histórica caminhada na Esplanada dos Ministérios pelo impedimento do ex-presidente Collor de Melo”, disse o advogado.

Segundo Sergio Couto, que também foi conselheiro federal pela OAB-PA, a entidade “foi moralmente rifada para satisfazer vaidades pessoais, via entrega da direção a grupos comprometidos com a política partidária”. Para o advogado, a seccional paraense da Ordem “mergulhou em um buraco negro de deterioração institucional, nunca antes experimentada”.

O ex-presidente cita como exemplo desse descrédito a intervenção do Conselho Federal na OAB-PA devido a constatação de irregularidades administrativas. “Com todas as vênias, no cenário atual, portanto, cabe-me manifestar por este meio que, no atual cenário, não alimento mais qualquer orgulho em ser homenageado com a permanência de minha fotografia na galeria de honra dos ex-presidentes”, diz Couto.

Clique aqui para ler a carta enviada pelo ex-presidente à OAB-PA.

*Texto alterado às 16h37 do dia 23 de março de 2016 para correção.

Brenno Grillo

é jornalista.

Jorge Bloise disse:
24 de março de 2016 às 09:15

Caro presidente Couto, sua postura honra a Classe. A posição do conselho, bem demonstra servilismo e interesses escusos ao também contrariar toda a Nobre Classe do Estado e do País.

Jorge Bloise disse:
24 de março de 2016 às 09:18

Caro presidente Couto, sua postura honra a Classe. A posição do conselho, bem demonstra servilismo e interesses escusos ao também contrariar toda a Nobre Classe do Estado e do País.

Zé Machado disse:
24 de março de 2016 às 09:40

"Chegou a hora de reunificar o Brasil. A OAB e a advocacia se colocam a serviço da nação brasileira para tal feito Nosso partido é o Brasil e nossa ideologia é a Constituição Federal. Nossa opção é pelo povo..."
Assim o atual presidente iniciou seu discurso publicado no espaço aberto da Tribuna do advogado de março/2016. Ou é muito cínico ou então, muito hipócrita. Deve ser mais uma da maçonaria incrustada no poder a serviço da oposição. Já dizia Chico Anízio: :"Me inclua fora dessa" terrível contradição.

Antonio disse:
28 de março de 2016 às 11:49

Para o Conselho Federal da OAB, a ação das Forças Armadas foi vista como uma medida emergencial para evitar o desmantelamento do estado democrático. Dessa forma, a Ordem recebeu com satisfação a notícia do golpe, ratificando as declarações do presidente Povina Cavalcanti, que louvaram a derrocada das forças subversivas. Povina parabenizou a atuação do Conselho, considerando-a lúcida e patriótica ao alertar, durante a reunião realizada a 20 de março, os poderes constituídos da República para a defesa da ordem jurídica e da Constituição.

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