Bandidos do país estão soltos “dando golpe na democracia”, diz juiz

Ao soltar três pessoas presas em flagrante acusadas de contrabando e descaminho, o juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz, da 17ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais, entendeu que não havia justa causa para a manutenção das prisões, pois, “efetivamente, o custodiado está a ganhar seu pão, enquanto os bandidos deste país, que deveriam estar presos, estão soltos dando golpe na democracia”.

As três decisões foram tomadas durante o plantão judiciário de 27 de agosto, final de semana que antecedeu a votação no Senado do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em um dos casos, a polícia encontrou o acusado vendendo cigarros de origem estrangeira.

Clique aqui para ler a decisão.
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Marcelo Galli

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Observador.. disse:
02 de setembro de 2016 às 19:30

Se sentem à vontade de chamar outros de bandidos, mesmo quando não há processo ou julgamento, e se alguém fizer o mesmo em sentido contrário se torna um absurdo e algo passível de processos e dores de cabeça?
Até quando o Brasil irá até a medida do umbigo de cada um e todos serão uma ilha, onde cada um tem suas próprias regras e julga outros seguindo sua régua?

Pelo visto, não seremos o chamado "Primeiro Mundo"...nunca.

LeandroRoth disse:
02 de setembro de 2016 às 20:09

Muita enrolação e pouca sanção, os males do Brasil são! Já dizia Mário de Andrade, aqui parafraseado, claro.
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O juiz não só fica condoído com os delinquentes, soltando-os para que retornem para o crime, como ainda critica (nem tão) indiretamente o impeachment, que nada mais foi do que uma consequência das grosseiras fraudes fiscais perpetradas pela Sra. Dilma (ainda que isso tenha sido usado como desculpa para retirá-la, fato é que as maquiagens orçamentárias fraudulentas foram efetivamente cometidas).
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Ser honesto e trabalhador não vale muito à pena em terra brasilis. Os caloteiros, criminosos e infratores de toda ordem triunfam, muitas vezes sob beneplácito judicial.

Gabriel da Silva Merlin disse:
03 de setembro de 2016 às 02:38

Se eu matei alguém, mas outra pessoa também matou alguém e não foi punida, eu não poderei ser punido.

Percebe-se que esse Juiz está bem alinhado com o ParTidão.

JP Neves disse:
03 de setembro de 2016 às 09:40

Tem razão o juiz. Congresso de imorais. Pune um governante para dois dias depois aprovar lei que autoriza a conduta que motivou a punição. O Temer não gosta que digam, mas isso tem nome.

Marcos Alves Pintar disse:
03 de setembro de 2016 às 10:52

Apesar de um pouco exagerada para um magistrado, a fala do juiz possui todo um fundo de verdade. No Brasil atualmente milhares de pessoas se dedicam à atividade de sair de suas cidades e se deslocarem até o Paraguai para adquirir produtos no país vizinho para comercializar aqui no Brasil. Não é uma tarefa fácil, e só o faz quem realmente não possui outra função a ser desenvolvida, e devo admitir que é melhor fazer isso do que ficar sem fazer nada em casa recebendo benefício social do Estado. Não há ganhos vultosos nessa atividade, que serve apenas para a manutenção básica do cidadão sem emprego e sem condições de ingressar no mercado de trabalho. A bem da verdade, o que temos é uma situação extrema de indignidade. Os produtos adquiridos no Paraguai para revenda aqui no Brasil as vezes são até produzidos aqui mesmo. Dada a elevada carga tributária, que só serve mesmo para manter as irregularidades do Estado e o elevado nível de vida de seus agentes, o custo da mercadoria no Paraguai é muito menor. Mas, o Estado que quer e arrecada muito, e nada dá de retorno efetivo ao povo, quer prender quem tenta burlar o sistema de expropriação e vai até o Paraguai comprar mercadoria para revenda. Tudo por um único motivo: quer manter todos pagando a elevada carga tributária, apenas e tão somente para se manter as regalias dos agentes públicos, e nada mais. Alguns dizem que a escravidão acabou no Brasil, mas a bem da verdade a escravidão apenas mudou de nome, e alterou sua nuances. Esses sujeitos presos por descaminho estão em situação muito semelhante aos escravos que fugiam e eram pegos pelos feitores.

Ricardo disse:
03 de setembro de 2016 às 14:45

Digamos que o processo é o instrumento apropriado à solução de litígios ... Pra ser sincero desconhecia essa sua função de meio disseminador de ideologias ou idiossincrasias ... É frustrante ver que o achismo suplante a legalidade!!!

O IDEÓLOGO disse:
03 de setembro de 2016 às 20:47

És a pátria dos corruptos, demagogos, equivocados, larápios, preguiçosos, vaidosos, pernósticos, orgulhosos, metidos, desonestos, prevaricadores, estúpidos, punguistas, molengas, parvos, ignorantes, ladrões, racistas, estupradores, sonolentos, traficantes, resultando em uma democracia de péssima qualidade.

Shalom!!!

Servidor estadual disse:
06 de setembro de 2016 às 09:54

O juiz foge da sua finalidade extrapola seus poderes e ainda esquece os malefícios que esse comércio traz ao mercado e a saúde das pessoas, inclusive as pobres porque roço não compra porcaria no camelô e sim no Shopping.

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