Partes chegam a acordo em grupo de WhatsApp criado por juiz

Um juiz da Grande São Paulo conseguiu resolver um litígio de uma forma um tanto inusitada. Depois da audiência de instrução, o magistrado criou um grupo de WhatsApp com os advogados envolvidos no processo, e foi através do aplicativo de celular que as partes chegaram a um acordo e resolveram a situação em menos de uma semana.

Reprodução

Partes chegaram a acordo por meio de grupo no WhatsApp criado por juiz.

Isso aconteceu na 5ª Vara do Trabalho de São Bernardo do Campo. O caso envolvia uma vendedora que trabalhou sob contrato de pessoa jurídica em uma empresa e acionou a Justiça para ter reconhecido o vínculo empregatício.   

Segundo o juiz do trabalho substituto Vinícius José de Rezende, o processo foi simples: após a audiência de instrução, ele entregou os termos da sentença às partes e sugeriu a criação de um grupo no WhatsApp, onde seriam iniciadas as tratativas da conciliação.

A audiência física ocorreu apenas para a homologação do acordo, depois de os envolvidos chegarem a um consenso.

Rezende ainda destacou a efetividade da ferramenta. "A utilização dessa tecnologia inovadora na conciliação contribui para a economia de recursos e para a celeridade do andamento processual." Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-2.

Clique aqui para ler a ata da audiência.
Processo 1001720-10.2016.5.02.0465

Matheus Teixeira

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Amigo da Verdade disse:
11 de maio de 2017 às 12:35

Iniciativas como essa dignificam o Poder Judiciário. Parabéns.

Zé Machado disse:
12 de maio de 2017 às 07:55

Com diálogo sincero tudo se resolve. Boa iniciativa. Alias, é a incapacidade de dialogar e a desconfiança que deságua tantas causas na justiça.

Zé Machado disse:
12 de maio de 2017 às 07:55

Com diálogo sincero tudo se resolve. Boa iniciativa. Alias, é a incapacidade de dialogar e a desconfiança que deságua tantas causas na justiça.

George de Deus disse:
12 de maio de 2017 às 10:45

Já passou da hora do Judiciário adotar medidas como essa diariamente! A Justiça precisa acompanhar a evolução tecnológica da sociedade!

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