Após protesto contra o presidente Michel Temer terminar em confronto entre manifestantes e policiais, o chefe do Executivo autorizou o “emprego das Forças Armadas para a garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal”. Publicado em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta quarta-feira (24/5), o decreto permite que o Exército Brasileiro seja convocado para proteger, principalmente, a Esplanada dos Ministérios. A medida vale até 31 de maio.

a Esplanada dos Ministérios.
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em coletiva, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a medida foi tomada a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além disso, garantiu que as tropas federais irão agir de “forma episódica, em área restrita e por tempo limitado”.
Maia, no entanto, disse que não foi bem assim: “Eu pedi o apoio das Forças Nacionais, sim. Agora, qual foi o instrumento que ele [Raul Jungmann] usou foi uma decisão do governo. Agora, de fato, o ambiente na Esplanada era grave e, para garantir a segurança tanto dos manifestantes quanto daqueles que trabalham na Esplanada e no Congresso, eu fui ao presidente que a Força Nacional pudesse colaborar neste momento junto com a Polícia do Distrito Federal", explicou.
Clique aqui para ler o decreto.
A ver... um governo sem legitimidade, sem qualquer apoio popular. Contestação popular e forças armadas. Que mistura de ingredientes perigosas.
Temer, sem intenção de reviver 64, deu munição para quem sequer era nascido entre 64-85 (re)viver uma cena imaginária, uma história contada.
Mas instigou também a nostalgia de muitos que agora "protestam".
A única unidade da federação que parece ter efetivo minimamente adequado é o DF.
Antes, os jovens rezavam para serem dispensados do serviço militar. Hoje, nem rezando conseguem ser convocados.
Enfim, não tem efetivo mínimo para uma "intervenção".
Não está muito fácil de interpretar o que o senhor quis dizer. Aparentemente, pelo que se depreende do conjunto das sentenças o senhor é um negacionista da ditadura, mas aguardo sua complementação, pois, se for esse o caso, prefiro manter o debate dentro da realidade histórica, e não de conclusões individuais de uma pessoa que alega ter vivido na época e que, portanto, tem o poder de dizer a verdade sobre o que ocorreu.
No mais, dizer que ele não quer reviver 64 é pura ilação sua. Eu também acho que não, mas tentar imaginar o que se passa na cabeça do Presidente da Republica e seus ministros e assessores, neste momento, é querer fazer jogo de adivinhação.
O senhor não deve estar em Brasília.
Estavam botando fogo em Ministérios. Local onde tem trabalhadores comuns que só estava cumprindo seu horário de serviço.
A Catedral também estava sendo atacada.
Tudo patrimônio da nação.Não pertence ao Temer ou à ninguém. São perenes.Pertencem ao Brasil.
E o efetivo policial já não estava dando conta. Se foi falta de planejamento do DF não dispor de tropas suficientes, só mediante alguma explicação saberemos.
Assistir ao patrimônio público pegar fogo é que não seria nem democrático, nem lógico e nem normal para uma nação que busca trilhar novos rumos.
Quem solicitou tropas federais foi o Pres. da Câmara dos Deputados, pedido encaminhado ao PR (acho que é este o rito previsto ao ser notada ameaça iminente ao Congresso - lá tem funcionários que estão lá cumprindo seus deveres)
P.S. Na minha visão pessoal, interessa a muita gente o conflito, o confronto e o desgaste. O efeito, contudo, pode ser pior (ou mesmo o contrário) do que o imaginado.
Trabalhadores que só estavaM....
Esse Decreto está esquisito sob o ângulo constitucional.
A segurança pública do Distrito Federal reclama atuação do poder público fundado na competência constitucional deste ente político que, no exercício de sua autonomia, extraída do art. 18 da Constituição Federal, detém proeminência nessa matéria, nos termos do art. 144 da Constituição Federal.
As Forças Armadas podem atuar de forma subsidiária, mas mediante aquiescência do governo local, que há de formalizar pedido de auxílio ou aceitar o auxílio ofertado pelo governo federal, reconhecendo a incapacidade própria de controlar crise de insegurança extrema.
Fora disso, o acionamento das Forças Armadas pode assumir contornos de indevida intervenção federal, atentando contra a autonomia do poder constitucional corresponde ao exercício de competência reservada ao DF. Nessa hipótese, se não restar bem esclarecida a motivação de providência tão extraordinária, ela pode, em tese, enquadrar-se na tipologia do crime de responsabilidade preceituado no art. 85, II, da Constituição Federal.
De todo modo, quem reverencia o Estado Democrático de Direito deve ficar de alerta e preocupado com esses acontecimentos.
Há pouco mais de um mês, vi na internet um vídeo de um grupo organizado muito antigo e conhecido com megafones e muita disposição para brigar, obrigando comerciantes a fecharem suas lojas e aqueles que se recusavam viam seus estabelecimentos serem invadidos e saqueados e vandalizados. E alguém que filmou fez o seguinte comentário "é a (...) 'democraticamente', exercendo seu direito de greve". Hoje, enquanto vandalizavam o patrimônio público (e mundial), as obras-primas de Oscar Niemayer,na Praça do Três Poderes e na Esplanada, dentro do Congresso Nacional, alguns partidos radicais tentavam aprovar, fora da pauta, na base "do grito", a PEC das Diretas Já na Comissão de Constituição e Justiça, última etapa para ser colocada na pauta para votação em Plenário. Em qualquer País democrático, não se fazem reformas na Constituição sob forte influência de perturbação da ordem. É óbvio que havia manifestantes cidadãos, conscientes de seus direitos e deveres, mas o pequeno grupo de vândalos é bem treinado e disposto a destruir sem escrúpulos. Tanto que não se preocuparam com a segurança dos manifestantes pacíficos. Ao contrário, se depender desses grupos radicais, nada melhor do que vítimas fatais para fazer demagogia. Eu cresci durante a ditadura militar (1964-1985) e sou comprometida até a morte com o Estado Democrático de Direito. E muitos militares da minha geração também são. Se você é brasileiro, você dá um boi para não entrar numa briga, e uma boiada para não sair dela. Esses "inominados" não admitem ponderação, tem que ser radical, e eles provocam e provocam. Antes que os mansos partam para cima deles, é melhor os militares treinados.
O colega comentarista é inteligente. Não entedeu? Que pena.. Era nascido entre 64-85, ou assim como eu sabe pelas histórias contadas (livros, contos divergentes)?
Em 92 (Collor caiu) exibiam "Anos Rebeldes". Em 2017, "Os dias eram assim".
Com o retorno do Regime Militar:
Serão proibidos furtos de energia elétrica, de furar fila em Banco, de conduzir veículo bêbado e xingar policiais; quando parado, usar som alto em pancadões; pichar banheiros públicos, agredir as protegidas pela Lei Maria da Penha, de falsificação de cédula de identidade, de desrespeitar advogados, juízes, promotores e defensores públicos, de participação em greves violentas, de agressão a idosos, de usar, perante o público, de drogas ilícitas, de desmoralização de gente humilde.
O Brasil entrará nos eixos.
Interessante a sua comparação. Senhores Eduardos, eu vivi na época (64-85). A emissora de televisão referida não existia ao tempo de Castello Branco. E, para existir como rede nacional e poderosa, teve que superar muitos obstáculos do governo militar, que nunca viu com bons olhos a tal emissora.. Se, de fato, houve alguma influência da minissérie em 1992, agora, como frisou o Sr. Observador (Economista), o resultado pode ser diferente do que foi provocado, inesperado mesmo. Ser, de alguma forma, "agente de transformação", pode acabar transformando a si próprio (o clássico feitiço que recai sobre o feiticeiro). Eu não faço adivinhação, analiso fatos. Hoje mesmo, enquanto apresentava uma palestra sobre Segurança Pública no Instituto FHC, o General Villas Boas comunicou aos presentes que estavam incendiando o prédio do Ministério da Agricultura e, possivelmente, os militares seriam convocados. E disse com muita serenidade, acrescentando ao contexto de sua exposição sobre Segurança Pública e o papel das FFAA na DEFESA do Estado, de forma precípua, na CONTENÇÃO da violência. E na cautela de não interferir na dinâmica entre as instituições na busca pelo equilíbrio no regime democrático. E, com frequência, as ações dos militares, nos últimos anos, corroboram as afirmações do General Villas Boas. Quanto à tal emissora instigadora, "o tiro pode sair pela culatra".
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